Economia

Países desenvolvidos têm queda recorde do PIB, de 9,8%, no 2º tri

Mercado financeiroMercado financeiro - Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

As medidas para reduzir o contágio pelo novo coronavírus provocaram no 2º trimestre uma queda inédita no PIB dos 36 países membros da OCDE (a Colômbia se tornou a 37ª a ingressar no grupo em abril).

De abril (mês em que a Europa viveu o pico de Covid-19) a junho, o PIB dos países caiu 9,8% em relação ao trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta quarta (26). Até então, o maior recuo trimestral nos países da organização havia sido de 2,3%, no primeiro trimestre de 2009, quando o hemisfério norte vivia o auge da crise financeira global. A queda foi maior, de 10,8%, entre as sete principais economias da OCDE (EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Japão, Canadá e Itália), e chegou a 20,4% na economia britânica.

Nos Estados Unidos, onde a epidemia de Covid 19 chegou mais tarde do que na Europa, a queda do PIB no segundo semestre foi de 9,5%, uma piora significativa em relação aos -1,3% do primeiro trimestre. As restrições de mobilidade começaram a crescer em estados americanos a partir do final de março.



Já o Japão apresentou a menor queda entre as sete maiores economias da OCDE: 7,8%. O país entrou antes na pandemia e adotou um programa de testes e vigilância para aplicar restrições localizadas, em vez de confinamentos amplos. Entre os 27 países da União Europeia, a queda do PIB foi de 11,7% no segundo trimestre, em relação ao trimestre anterior. Nos 19 países que usam o euro como moeda, foi ligeiramente maior: -12,1%.

Em comparação com o segundo trimestre de 2019, o PIB dos 36 países da OCDE recuou 10,9%, uma queda expressiva em relação ao -0,9% registrado no primeiro trimestre (em comparação com mesmo período do ano anterior). Também nessa medida o tombo mais acentuado foi registrado pelo Reino Unido (-21,7%). Entre as sete maiores economias, a que registrou menor queda na comparação ano a ano foi a dos Estados Unidos: -9,5%.

A OCDE ressalva que, por causa das restrições para conter a disseminação do coronavírus, pode ter havido falha na coleta e compilação de dados. Segundo o órgão, foram adotadas mudanças conceituais e práticas para evitar que os indicadores fossem muito afetados. "No entanto, em alguns casos, haverá inevitavelmente um impacto na qualidade, e as estatísticas incluídas neste relatório podem estar sujeitas a revisões maiores e mais frequentes do que o normal", afirma a entidade.

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