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Economia

Presidente do Banco Mundial vê 'convergências' sobre dívida e reformas

Além do FMI e do Banco Mundial, participam dela os principais países credores, incluindo a China

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, e o ministra das Finanças indonésia, Sri Mulyani, com a CEO da Millennium Challenge Corporation, Alice Albrightu na assinatura do Pacto Financeiro e de Infraestrutura da Indonésia, na sede do FMI.A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, e o ministra das Finanças indonésia, Sri Mulyani, com a CEO da Millennium Challenge Corporation, Alice Albrightu na assinatura do Pacto Financeiro e de Infraestrutura da Indonésia, na sede do FMI. - Foto: Stefani Reynolds/AFP

O presidente do Banco Mundial (BM), David Malpass, disse, nesta quinta-feira (3), estar "satisfeito" com as "convergências" entre os principais membros da entidade sobre temas como a capacidade de intervenção das instituições financeiras internacionais (IFI), ou a reestruturação da dívida dos países em desenvolvimento.

"Há uma convergência sobre como fortalecer a capacidade financeira. Isso deve permitir dispor de um adicional de 50 bilhões de dólares nos próximos dez anos", declarou Malpass, na entrevista coletiva de abertura das reuniões da primavera (boreal) do banco e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que começam oficialmente nesta quinta-feira.

Na prática, as reuniões começaram no início da semana, com uma mesa-redonda sobre a reestruturação da dívida dos Estados mais endividados. Além do FMI e do Banco Mundial, participam dela os principais países credores, incluindo a China, bem como representantes de credores privados e Zâmbia, um dos afetados.

"Esperamos chegar em breve a um memorando sobre o tema", enfatizou Malpass.

"Era o objetivo deste processo e esperamos alcançá-lo nesta semana, ou na próxima", completou.

A alta constante das taxas de juros coloca os países de baixa renda mais próximos do risco de uma crise da dívida. Este já é o caso de 15% deles, disse a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e outros 40% podem ter esse problema.

Ao mesmo tempo, Malpass afirma que é complicado negociar, porque se trata, "no fundo, de mudar as condições do contrato da dívida, modificando a taxa, ou estendendo o vencimento, ou o valor a ser pago, para tornar a dívida do país mais sustentável", um longo processo.

Perto de deixar o cargo, no final de junho, Malpass reconheceu que está "à procura de novas oportunidades", depois de ter feito parte da administração americana desde 1984. Provavelmente, será sucedido pelo americano Ajay Banga, único candidato à posição.

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