Do Sport para seleção brasileira de futsal: conheça a trajetória do pernambucano Richard Victor
Ala, que foi revelado pela base do Leão e atualmente defende o Atlântico de Erechim-RS, conquistou seu primeiro título pela seleção nacional
A seleção brasileira de futsal começou o ano em grande estilo. Em seu primeiro compromisso, a Canarinho conquistou o Torneio Intercontinental, que aconteceu em São José dos Pinhais, no Paraná, no último dia 9 de março.
Durante a competição, a seleção venceu Groenlândia por 13 a 0, o Afeganistão por 4 a 1 e o Irã por 5 a 2, na fase de grupos, e 3 a 0, na final.
O triunfo na competição resultou em um saldo positivo para os jogadores, incluindo o pernambucano Richard Victor. Natural de Recife, o ala do Atlântico de Erechim-RS conquistou seu primeiro título na seleção. Ele entrou em quadra em todos os jogos e marcou um gol.
Revelado na base de futsal do Sport, Richard concedeu uma entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, onde relembrou sua trajetória até chegar à seleção.
“Comecei minha trajetória no Sport. Foi através do meu avô (Beto), na época, ele era diretor de futsal do clube, e daí eu vivia em quadra com ele, brincando. Comecei no time direto, na época, em 1999, e de lá eu joguei dos cinco aos 18 anos. Meu avô sempre me acompanhava, era um cara que me levava para as quadras”, lembrou o jogador.
Após passar 13 anos no Sport, Richard se transferiu para o Palmeiras, onde iniciou sua carreira profissional. O ala ainda passou pelo CPN-MG, Keima-PR, Jaraguá-SC, Marreco-PR e Carlos Barbosa-RS até chegar ao Atlântico-RS, onde atua desde 2023.
E em duas temporadas pelo Galo, Richard vem demonstrando ser uma peça fundamental na equipe, conquistando títulos, colecionando gols e recebendo sua primeira chance na seleção.
“Minha melhor temporada foi quando eu cheguei no Atlântico, em 2022, onde a gente foi campeão da Liga Nacional, que é como se fosse o Brasileirão, no futebol de campo. Fui o artilheiro com 30 gols, o melhor jogador, o melhor ala e o craque do campeonato”, iniciou o atleta.
“O ano passado também foi um ano muito bom. Teve conquistas e minha primeira convocação para a seleção, onde a gente foi jogar um torneio na Lituânia. Em três jogos (pela seleção), eu consegui fazer quatro gols. Foram dois anos muito bons”, concluiu.
Experiência na seleção
Menos de um ano. Esse foi o tempo que Richard precisou para conquistar seu primeiro título pela seleção no Torneio Intercontinental.
Apesar da convocação não ter sido de primeira, Richard foi chamado para substituir Marcel, que foi cortado por lesão, o pernambucano valorizou a presença na lista.
“Foi uma surpresa estar nessa convocação, mas acabou sendo uma surpresa muito boa, porque a gente estava vindo de uma pré-temporada. Tinha esperança de ser convocado, mas na primeira lista eu não fui. Infelizmente o Marcel acabou se machucando e aí eu fui chamado de última hora. Fiquei feliz pela surpresa, desfrutei bastante do momento. Acho que fiz bons jogos e consegui ajudar a equipe da melhor forma possível. Muito feliz com o título e espero que seja o primeiro de muitos”, pontuou.
Como um bom pernambucano, o atleta também demonstrou orgulho em representar o Estado na seleção brasileira.
“É uma coisa muito grande para a gente, não só para mim, mas para o auxiliar também que foi campeão mundial, Vanildo Neto. A gente sabe da responsabilidade e aonde a gente quer chegar. Como eu sempre falo, Pernambuco é um celeiro muito grande de jogadores de futsal. Acho que às vezes a gente não tem um reconhecimento tão grande ainda, mas sempre que a gente pode, a gente está carregando o nome de Pernambuco”, afirmou.
E para o futuro, Richard espera levar a bandeira de Pernambuco ainda mais longe. A meta é cravar o seu nome nas próximas convocações e entrar no ciclo para a Copa do Mundo de 2028.
“A expectativa é das melhores. Eu estou muito focado este ano para ajudar a equipe com bons jogos, para me manter bem, 100% fisicamente, me prevenindo de lesões. Vou tentar estar sempre bem, para quando aparecer a oportunidade na seleção conseguir desfrutar e fazer bons jogos. É um ciclo agora que se inicia para o Mundial 2028. É tentar se manter o máximo neste ciclo pra quem sabe disputar o Mundial”, garantiu.
De volta para casa
Atualmente, Richard tem contrato com o Atlântico até o final de 2026. O ala disse que segue focado em ajudar a equipe com boas atuações e títulos até o fim do seu vínculo.
No entanto, o jogador revelou que considera voltar ao Sport futuramente para encerrar a carreira.
“Mais para frente, minha vontade é voltar a jogar em Recife, no time que me revelou, então tenho esse pensamento sim. Mas a gente vai vendo como vão as coisas até lá, até porque tenho muito tempo ainda para pensar nisso, mas futuramente eu penso sim em voltar para Recife e quem sabe encerrar minha carreira jogando no Sport”, concluiu.