Constantino Júnior, presidente do Santa Cruz
Constantino Júnior, presidente do Santa CruzFoto: Anderson Stevens/Arquivo Folha

Enquanto as séries A e B acertaram nesta quinta (26) como será o período de férias dos jogadores, após reunião por videoconferência envolvendo os clubes das duas principais divisões, a Federação Nacional dos Atletas de Futebol Profissional (Fenapaf) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os integrantes da Série C só terão uma definição sobre o caso na sexta (27), em teleconferência que terá a participação do Santa Cruz, na figura do presidente do clube, Constantino Júnior. De acordo com o mandatário coral, o encontro tentará definir também a questão salarial dos profissonais, mas não necessariamente seguindo o que foi acordado na reunião dos representantes de A e B com a Comissão Nacional dos Clubes.

"Não faremos um acordo coletivo porque nossa realidade é diferente em comparação com quem está na A e B. O que foi decidido pela Fenapaf com a Comissão serve de parâmetro, mas nós analisaremos individualmente a situação de cada clube. Temos um grupo com os capitães de cada equipe e vamos repassar nossa proposta, ouvindo a opinião deles. Se um time quiser conceder férias agora, tudo bem. Mas outro pode não querer. Cada um terá sua decisão. Também queremos falar com a CBF para saber se teremos algum tipo de auxílio, já que não temos cota de televisionamento", explicou.

O que foi definido para as séries A e B

Atletas e comissões técnicas das equipes das séries A e B terão férias coletivas de 20 dias a partir de 1º de abril - prazo esse que pode ser prorrogado por mais 10 dias. As instituições vão manter o pagamento integral dos salários do mês de março, porém, ficou aberta a possibilidade da redução de 25% dos vencimentos dos profissionais caso a paralisação, gerada por conta da pandemia do novo coronavírus, permaneça após o periodo de descanso. Um nova reunião, no dia 15 de abril, deve definir a questão.

A redução salarial proposta pela Comissão Nacional de Clubes (CNC) cita como base o artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que diz ser possível tomar a decisão em "caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados, não podendo ser superior a 25%". A Federação Nacional dos Atletas de Futebol Profissional (Fenapaf), contudo, rejeitou a ideia. Em Pernambuco, o Sindicato dos Atletas informou que os jogadores de Sport, Santa Cruz e Náutico negociarão seus contratos diretamente com seus respectivos clubes, modelo que deve ser seguido pelos demais profissionais que atuam nas principais divisões do futebol nacional.

Na Série B, um comunicado dos clubes que integram a competição em 2020 informou que haverá suspensão, pelo período de paralisação dos campeonatos, de todos os contratos de direito de imagem, cabendo a cada clube analisar individualmente a questão com seus empregados. As federações, confederações e entidades precisarão dar um período mínimo de 20 dias para condicionamento físico dos atletas, entre o término da suspensão dos jogos e a realização de partidas oficiais.

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