Zagueiro Adryelson é titular da defesa rubro-negra
Zagueiro Adryelson é titular da defesa rubro-negraFoto: Paullo Allmeida

Dono do segundo melhor ataque da Série B - foram 42 gols anotados em 29 jogos, média de 1,44 por partida -, o Sport esbarrava nas falhas da própria defesa para conseguir a sonhada regularidade na competição. Contudo, para alegria dos rubro-negros, este cenário parece estar mudando. Além de a equipe ter conquistado 14 pontos dos últimos 18 disputados, a defesa leonina não tomou gols nos últimos dois duelos. Algo raríssimo na campanha do time nesta Segundona. E foi justamente a melhora na retaguarda que impulsionou o escrete rubro-negro na parte de cima da tabela.

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Nos últimos dois jogos, o Sport bateu São Bento/SP e Cuiabá, ambos na Ilha do Retiro, e pelo mesmo placar: 2x0. À primeira vista, dois resultados normais. No entanto, ter permanecido com a defesa intacta foi algo completamente distinto do restante da campanha do time. Antes dessas duas partidas, a equipe havia sofrido gols nos sete jogos anteriores. Em toda a competição, os rubro-negros só haviam ficado mais de uma partida sem tomar gols apenas uma vez, nas rodadas 11 e 12, quando empatou com o Brasil de Pelotas/RS, por 0x0, e depois, quando bateu o Paraná, por 1x0.

Depois da vitória sobre o São Bento/SP, na semana passada, o técnico Guto Ferreira lamentou a oscilação do time durante as partidas. Todavia, o treinador fez questão de ressaltar que estipulou um desafio a seus atletas. "Eu gostaria de jogar os dois tempos bons. Em algumas partidas nós conseguimos isso. O lado bom é que não tomamos gols. Há sete jogos estávamos tomando gols. Eu os desafiei a ganhar sem tomar gols. E eles conseguiram isso", destacou. Hoje, o Sport tem 26 gols sofridos em 29 jogos. Menos de um por partida. É a quarta melhor defesa da Série B.

Embora se mostre ciente do bom momento vivido pela equipe, Guto Ferreira preza pelo ceticismo. Além disso, o comandante quer que a equipe faça treinos físicos menos intensos para não cirar problemas na reta final. "Estamos perto (do acesso), mas ainda não chegamos. Mais do que nunca é preciso equilíbrio, pés firmes no chão e muita luta para atingirmos nosso objetivo. Agora vai ser para 'tirar o pé' no treinamento e botar para jogar. O Sport vai muito mais agora no emocional, porque já tem um conteúdo de tática, de modelo, de estratégia de jogo", avaliou o treinador leonino.

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