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Sem Carnaval, ladeiras de Olinda amanhecem vazias nesta terça-feira (1º)

Sem muitos foliões no centro histórico, a movimentação da praia de Olinda, em frente ao Quartel, foi intenso

Movimentação em Olinda nesta terça-feira (1º) - Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Sem o tradicional Carnaval, as ladeiras de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, amanheceram quase vazias nesta terça-feira (1º). A maioria das pessoas que passavam pelo local eram turistas e aproveitaram o tempo para conhecer os pontos mais famosos do Sítio Histórico. A Polícia Militar de Pernambuco e a Guarda Civil Municipal também faziam rondas na área.

De acordo com o secretário de Segurança de Olinda, Coronel Pereira Neto, a previsão é de que a operação integrada que vem sendo realizada desde a sexta-feira (25), só termine à meia-noite desta quarta-feira de cinzas (2). 

“Com a situação da pandemia, já não tivemos festas no ano passado, então, obviamente, as pessoas estão ansiosas para o Carnaval, e, por isso estamos notando um movimento considerável. É por essa razão que nós mantemos nosso alerta e seguimos com a operação de fiscalização para continuar evitando aglomerações”, disse o secretário. 

A operação de fiscalização está sendo realizada pela Prefeitura de Olinda em parceria com a Guarda Municipal, Controle Urbano, equipe de trânsito, Procon e agências sanitárias. O Governo de Pernambuco, por meio de decreto, proibiu festas públicas e privadas até esta terça-feira (1º) e o prefeito de Olinda, Professor Lupércio, decretou a proibição do uso de som na área do Sítio Histórico. 

Até esta manhã, apenas dois casos de quebra do decreto foram registrados. 

Para o comerciante de artesanatos, Obissolon Monteiro, a saudade do carnaval é grande, mas "é diferente". "A gente nunca passou por uma situação como essa, mas se for para a saúde da população em geral, a gente aceita. Até porque vínhamos de um período com aumento dos casos, então temos que ter consciência sobre isso, é para um bem melhor”, afirmou. 

Em tempos normais de Carnaval, Obissolon garantiria uma renda extra com a venda de bebidas para os foliões de Olinda “A gente deixava a lojinha aberta com os artesanatos e também vendiamos bebidas, porque a demanda é grande. Esse é o extra que eu não estou contando já faz dois anos. Era um extra que pagava tudo, principalmente porque era no começo do ano”. 

Pela Cidade Alta, a calmaria atípica para esta data trouxe felicidade para a turista Kayla Laiandra, que veio de Goiás para conhecer Olinda. Para ela, sem a festança de Carnaval, ela pode descobrir melhor o município. 

"É um lugar muito bonito e histórico, o guia está apresentando a cidade para a gente e contando toda a história, achei interessante e pretendo voltar. Foi melhor ainda sem o Carnaval para conhecer”, contou Kayla, reforçando que pretende voltar à cidade quando o Carnaval voltar a tomar as ladeiras de Olinda.
 


Praia

Sem muitos foliões no centro histórico, a movimentação da praia de Bairro Novo, em frente ao Quartel, foi intenso, com muitas pessoas aproveitando a data com a família e amigos de uma maneira diferente. Robson Travasso aproveitou o dia na areia com a família antes de viajar para Portugal. “Eu vim aproveitar com a família e o tempo que resta. Não tem Carnaval, mas tem praia”, afirmou. 

Para Elane da Silva, que comercializa espetinhos na praia de Olinda junto a sua mãe há mais de 10 anos, a movimentação nesta terça-feira foi boa. 

“O ano passado foi bem fraco, mas eu acredito que esse ano está melhor por causa da vacina. Com todo mundo vacinado, as pessoas estão mais confiantes para sair. Aproveitamos o Carnaval aqui na praia, trabalhando”, contou.