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Japão protege a fama e a qualidade de seu uísque com regras novas e mais rigorosas

A demanda internacional por uísques japoneses disparou nos últimos anos, tornando as variedades mais antigas especialmente mais valiosas

O gerente da Tokyo Whiskey Library, Junpei Kusunoki, exibe vários uísques japoneses no bar do Minami Aoyama, em Tóquio - Richard A. Brooks/AFP

O uísque japonês, mundialmente famoso e muitas vezes vendido a preços exorbitantes, acaba de ganhar uma definição de qualidade mais rigorosa, em um esforço da indústria de bebidas do país asiático para conter falsificações estrangeiras.

A demanda internacional por uísques japoneses disparou nos últimos anos, tornando as variedades mais antigas especialmente mais valiosas.

Com isso, aumentaram, também, a preocupação e confusão com as bebidas fabricadas em outros lugares e comercializadas como se fossem “uísque japonês”.

Para combater essa situação, a Associação Japonesa de Produtores de Licores e Bebidas Espirituosas criou uma nova definição para seu uísque, que entrou em vigor nesta segunda-feira, após um período de carência de três anos.

Para ser chamado de uísque japonês, o produto deve conter água original do Japão e os barris devem ter sido armazenados há pelo menos três anos no país asiático, entre outras regras.
 

Embora não estejam previstas sanções para o descumprimento dessas normas, os fabricantes elogiaram as novas regras como forma de proteger a imagem de seu uísque no mundo.

- Acreditamos que isso melhorará a reputação (do uísque japonês) porque tornará mais fácil para o cliente estrangeiro distingui-lo de outros produtos - disse o fabricante Suntory.

O Japão exportou 56 bilhões de ienes (cerca de R$ 1,2 bilhão) em 2022, 14 vezes mais do que uma década atrás.