Logo Folha de Pernambuco
investigação

Servidor do INSS de Garanhuns é afastado suspeito de fraudar 70 mil benefícios

Além do afastamento, a PF apreendeu um notebook e um smartphone, além de uma pistola calibre 9mm

PF afasta servidor do INSS de Garanhuns suspeito de fraudar 70 mil benefíciosPF afasta servidor do INSS de Garanhuns suspeito de fraudar 70 mil benefícios - Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal em Pernambuco conseguiu, junto à Justiça Federal, o afastamento de um servidor público do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Garanhuns, Agreste do Estado. 

Ele é investigado pela corporação sob suspeita de fraudar desbloqueio de cerca de 70 mil benefícios para solicitar empréstimos sem conhecimento dos titulares das contas. O prejuízo estimado é de R$ 945 milhões.

Além do afastamento, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o suspeito. Na ocasião, foram apreendidos um notebook e um smartphone, além de uma pistola calibre 9mm. Essa última provocou a abertura de um novo inquérito policial de posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito.

Como o crime era praticado
De acordo com a investigação, a fraude acontecia por meio do desbloqueio indevido de benefícios do INSS para que fossem contratados novos empréstimos. Isso ocorria sem o conhecimento do beneficiário ou representante legal daquela conta.

Em um dos casos, o servidor chegou a manipular a contratação de um benefício de titular incapaz, "excluindo o seu representante legal para permitir o desbloqueio e averbação do consignado", explica a PF. 

A investigação aponta ainda que o servidor estaria cometendo os crimes desde 2022. Os cerca de 70 mil benefícios desbloqueados indevidamente estão distribuídos nos 26 estados do Brasil, além do Distrito Federal-DF. 

"O valor em empréstimos consignados liberados com a atuação do servidor no desbloqueio dos benefícios é estimado em R$ 945 milhões, que podem ter sido emitidos com ou sem o conhecimento do beneficiário", completa a corporação, por meio de nota.

Próximos passos da operação
Para investigar o caso, foi deflagrada, nessa quarta-feira (12), a Operação Unblock (em português, "desbloquear"). A ação é conjunta entre a Delegacia da Polícia Federal em Caruaru e a Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária-CGINP (Força Tarefa Previdenciária).

O material apreendido segue agora para análise da polícia. Segundo a corporação, isso "possibilitará à Polícia Federal ratificar os elementos de prova já colhidos no curso da apuração, apontando autoria e materialidade delitivas, além de auxiliar na identificação de outros envolvidos nas fraudes sob apuração".

Os crimes investigados são de inserção de dados falsos em sistema de informações e corrupção. As penas somadas podem passar de 24 anos de prisão.
 

Veja também

Newsletter