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Rio de Janeiro

Copiloto de helicóptero da Polícia Civil é baleado na cabeça durante ação no Rio de Janeiro

Agente está internado em estado gravíssimo no Hospital Miguel Couto

Helicóptero no qual estava o copiloto baleado sobrevoando a Vila AliançaHelicóptero no qual estava o copiloto baleado sobrevoando a Vila Aliança - Foto: TV Globo/Reprodução

Um policial civil foi baleado na cabeça durante a operação que a corporação faz, na manhã desta quinta-feira, na Vila Aliança, Zona Nortes do Rio. O copiloto do helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, foi levado na aeronave para o heliporto da Lagoa, na Zona Sul, e de lá seguiu para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, ainda na Zona Sul. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, o estado dele é gravíssimo.

O pouso do helicóptero da Polícia Civil foi feito no campo de futebol do Bangu. O socorro para Felipe foi solicitado pela Core. A corporação pede doações de sangue para o agente. Quem quiser ajudar deve procurar o Hemorio (Rua Frei Caneca 8, Centro do Rio) e dizer o nome de Felipe. O espaço funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 18h.

Colegas de profissão e parentes do agente foram para o Miguel Couto. De acordo com um policial colega de Felipe, que estava aguardando por noticias na porta do hospital e preferiu não se identificar, o policial pilotava a aeronave quando foi atingido.

Outro agente disse que, embora o helicóptero seja blindado, o projétil atravessou um ponto cego da aeronave e atingiu Felipe.

Roubos de vans
A operação é contra um grupo criminoso especializado em roubos de vans — geralmente usadas no transportes de turistas — que age, principalmente, na Zona Oeste do Rio. Os agentes visam a cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. De acordo com as investigações, quadrilha o desmancha os veículos e vende as peças. Somente em 2024, o prejuízo causado pelo bando no setor turístico em todo o estado foi de R$ 5 milhões. Seis pessoas já foram presas.

A ação é das delegacias de Repressão a Entorpecentes (DRE) e de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), no âmbito da segunda fase da Operação Torniquete. A ação tem o apoio de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

As investigações revelaram que os criminosos operam de forma organizada, contando com batedores, assaltantes, receptadores e responsáveis pelo desmanche das vans. O chefe do grupo foi flagrado em conversas coordenando as ações do bando, indicando alvos e negociando veículos roubados. Além dele, outros integrantes da organização criminosa foram identificados.

As diligências demonstraram que os criminosos mantinham contato constante para planejar e executar os roubos. Durante a investigação, um dos cúmplices da quadrilha foi preso em flagrante dirigindo uma van recém roubada.

Ônibus desviados e escolas e clínicas fechadas
Por causa do confronto na Vila Aliança — onde fogo foi ateado em barricadas —, quatro linhas de ônibus tiveram que fazer desvios em seus itinerários, informou o Rio Ônibus. São elas:

731 (Campo Grande x Marechal Hermes)
737 (Santíssimo x Cascadura)
SV790 (Campo Grande x Cascadura)
926 (Senador Camará x Penha)
Sete escolas da rede municipal de ensino suspenderam as aulas por causa do tiroteio. Também estão fechadas as clínicas da família Maria José de Souza Barbosa e Wilson Mello Santos Zico.

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