Saúde

Diabetes: cientistas desenvolvem teste de glicose pela saliva que pode substituir picada no dedo

Novo exame será menos invasivo, feito em casa e com resultado em 30 segundos

Cientistas buscaram desenvolver uma alternativa menos invasiva para que necessita constantemente aferir os níveis de glicose no sangueCientistas buscaram desenvolver uma alternativa menos invasiva para que necessita constantemente aferir os níveis de glicose no sangue - Foto: Freepik

O tradicional e incômodo furinho no dedo para medir os níveis de glicose no sangue de pessoas com diabetes pode ser substituído num futuro breve. Pesquisadores canadenses e norte-americanos desenvolveram o protótipo de um aparelho capaz de medir, por meio da saliva, os níveis de glicose no sangue.

Existem vários biomarcadores que estão presentes tanto na saliva quanto no sangue. Foi a partir desse entendimento que os cientistas buscaram desenvolver uma alternativa menos invasiva para que necessita constantemente aferir os níveis de glicose no sangue.

A saliva tem sido explorada como uma forma alternativa de rastrear biomarcadores importantes, incluindo a glicose. No entanto, a maioria dos métodos para analisar amostras de saliva em busca de pequenas moléculas requer equipamento de laboratório. Para tornar as análises convenientes para testes caseiros, é necessária uma plataforma de detecção simples, mas precisa.

Uma possibilidade é o biossensor eletroquímico baseado em aptâmero (E-AB), que produz uma mudança eletroquímica mensurável quando um pedaço de DNA ou RNA especialmente projetado, conhecido como aptâmero, se liga ao alvo desejado. Este tipo de dispositivo já foi usado em amostras de sangue, mas desta vez, os cientistas adaptaram biossensores E-AB para amostras de saliva. A equipe queria medir a concentração de glicose e AMP – um biomarcador de pequena molécula associado a doenças gengivais – em amostras reais de saliva.

A equipe pegou aptâmeros de DNA relatados anteriormente que se ligavam ao AMP ou à glicose e depois os reprojetou para melhorar sua sensibilidade. Eles criaram seus biossensores E-AB montando os aptâmeros em um eletrodo de ouro.

Amostras de saliva foram coletadas de um grupo de participantes e agrupadas. Os sensores foram então imersos na saliva, sem necessidade de etapas adicionais de preparação ou reagentes. Essa simplicidade torna o teste fácil o suficiente para ser realizado pelo paciente em sua casa. Em experimentos, os pesquisadores descobriram que seus dispositivos retornavam resultados em 30 segundos, permaneciam estáveis na saliva não diluída por até três dias e mantinham a sensibilidade por até uma semana, se lavados após cada uso. Além disso, o sensor de glicose apresenta alta seletividade em relação ao seu alvo, e tanto o sensor AMP quanto o sensor de glicose são sensíveis o suficiente para detectar os biomarcadores em concentrações muito mais baixas do que as normalmente encontradas na saliva. Os investigadores afirmam que esta tecnologia simples é a primeira do género a detectar glicose na saliva humana e esperam que possa tornar a monitorização da saúde em casa menos invasiva e mais fácil de realizar, especialmente para pessoas com doenças crónicas como a diabetes.

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