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CARNAVAL 2025

Baile Municipal do Recife comemora sua 59ª edição com o frevo imperando absoluto

Comandada pelo maestro Ademir Araújo, o "Maestro Formiga", a Orquestra Popular do Recife (OPR), abriu a noite

Luiz Caldas no 59º Baile Municipal do RecifeLuiz Caldas no 59º Baile Municipal do Recife - Foto: Walli Fontenele/Folha de Pernambuco

Com a portentosa parede sonora das orquestras regidas pelos maestros Ademir Araújo, Forró e Spok, além dos homenageados do Carnaval do Recife 2025 – Elba Ramalho e Marron Brasileiro – subiram ao palco do Classic artistas de renome local e nacional, representantes de gêneros diversos, reunidos em torno da vibração momesca.

“Pai do Axé Music”, o baiano Luiz Caldas foi um dos nomes a animar o Baile, que também contou com Duda Beat, Claudionor Germano, Nonô Germano, Martins, Almério, Edilza Aires, Flaira Ferro, Gerlane Lops, Joyce Alane, Isadora Melo, Romero Ferro, Laís Senna, Nena Queiroga e Gustavo Travassos.

"Maior e melhor carnaval do Brasil"
Anfitrião do 59º Baile Municipal do Recife, o prefeito João Campos falou sobre a importância da festa para a celebração do carnaval da capital pernambucana. 

Destacando a relevância do baile, João Campos falou sobre a programação montada para a edição 2025 da festa que reúne nomes consagrados do frevo.

"Para mim é uma alegria estar aqui. Vão ser sete horas de frevo, além de recebermos grandes atrações e os dois homenageados, Marrom Brasileiro e Elba Ramalho. Vamos ter muitas apresentações de frevo, o maestro Spok, maestro Forró, recebendo outras pessoas", comentou o prefeito. 

João Campos também aproveitou o momento para exaltar o carnaval recifense. "De hoje em diante é festa, alegria e brincadeira. Vamos brincar em paz e harmonia mostrando que o Recife tem o maior e melhor carnaval do Brasil", completou. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Orquestra Popular do Recife
Comandada pelo maestro Ademir Araújo, o “Maestro Formiga”, a Orquestra Popular do Recife (OPR), abriu a noite, trazendo convidados cujas histórias se confundem com o próprio carnaval recifense.

Com “Trenzinho do Caipira”, de Heitor Villa-Lobos, a OPR já abriu a apresentação apoteoticamente, também emendando clássicos, como “Isquenta Muié”, “Olha o Mateus”, entre outros.

Maestro Ademir Araújo & Orquestra Popular do Recife | Foto: Walli Fontenele/Folha de PernambucoMaestro Ademir Araújo & Orquestra Popular do Recife | Foto: Walli Fontenele/Folha de Pernambuco

Relembrando os velhos tempos da Frevioca, o “Senhor Frevo”, Claudionor Germano, foi o primeiro convidado de Ademir. E como não podia deixar de ser, cantou frevos de Capiba, eternizados na sua voz: “Cala Boca Menino”, “Frevo e Ciranda” e “Oh! Bela”.

A apresentação da OPR também teve espaço para o maracatu e para o manguebeat, com uma homenagem a Chico Science, com a música “Manguetown”.

Nome do soul pernambucano, Edilza Aires caiu no frevo, em uma sequência elegante: “Bom Demais”, sucesso de J. Michiles na voz de Alceu Valença, “Bloco do Prazer” e “Festa do Interior”, clássicos de Moraes Moreira gravados por Gal Costa, e “Arreia a Lenha”, hit incontornável de um dos homenageados do Carnaval do Recife, Marron Brasileiro.

O irrequieto Maestro Formiga e sua OPR encerraram com a energia lá em cima ao som do hino “extra-oficial” de Pernambuco, “Vassourinhas”.

Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
O performático e instigadíssimo Maestro Forró veio com sua Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH) logo em seguida e não deixou a pista do Classic Hall esfriar, mandando uma sequência quente de músicas pra ninguém ficar parado: da versão super original de “Cabelo de Fogo”, do Maestro Nunes, a “Praeira”, de Chico Science, passando por  “Não Deixe o Samba Morrer”, “Leão do Norte” e “Ciranda de Maluco”, com direito a todas piruetas, caras e bocas típicas de Forró.

Para cantar com Maestro Forró e OPBH, foram convidados artistas considerados o futuro da música pernambucana: Laís Senna, Romero Ferro e Martins.

Maestro Forró comandou a segunda etapa do 59º Baile Municipal do RecifeMaestro Forró comandou a segunda etapa do 59º Baile Municipal do Recife | Foto: Walli Fontenele/Folha de Pernambuco

A jovem multiartista Laís Senna – cantora, compositora, bailarina e atriz – foi de frevos clássicos nas vozes de Gal Costa (“Massa Real”), Elba Ramalho (“Banho de Cheiro”), Amelinha (“Frevo Mulher”, hit absoluto dos carnavais Brasil afora) e Alceu Valença (“Estação da Luz”).

Romero Ferro, que há alguns anos lançou o projeto “Frevália”, em que veste o frevo com uma roupagem mais “pop”, trouxe Reginaldo Rossi (“Em Plena Lua de Mel”), Tim Maia (“Não Quero Dinheiro”) e J. Michiles (“Diabo Loiro”, sucesso na voz de Alceu).

Também da dobradinha Michiles e Alceu, “Bom Demais” foi cantada por Martins, que, com sua belíssima e peculiar voz também interpretou clássicos de Capiba, como “De Chapéu de Sol Aberto” e um pout-porri de “Bela” e “Trombone de Prata”.

Mais uma vez, “Vassourinhas” foi a escolhida para fechar os trabalhos de uma apresentação frenética, pra folião nenhum botar defeito. Forró e OPBH encerraram o show descendo do palco e indo pro meio do público, pra deleite dos mais animado

SpokFrevo
Fechando a noite, madrugada adentro, a SpokFrevo Orquestra já começou o show junto a um dos homenageados do Carnaval do Recife: Marron Brasileiro. 

Enquanto, no começo dos anos 1990, a Axé Music bombava no Brasil inteiro, Marron e um grupo de artistas foram pioneiros ao levar aos trios elétricos no Recife a cultura popular pernambucana, eletrificando frevo, coco, caboclinho, ciranda e maracatu.

Marron já chegou mandando seu hit “Arreia a Lenha”, e, óbvio, ninguém ficou com os pés no chão.

Marron também cantou outros sucessos, como “Galera do Brasil”, dos tempos da banda Versão Brasileira, e “Nas Ondas do Desejo”, e de sucessos populares de outros pernambucanos, como Reginaldo Rossi (“Plena Lua de Mel”) e Otto (“Ciranda de Maluco”)

Representante da nova geração da música brasileira, a pernambucana Duda Beat levou graça ao palco do Classic Hall, cantando músicas como o frevo “Bloco do Prazer”, as suas
“Bichinho” (Original) e “Meu Jeito de Amar”, além de homenagens a Alceu Valença, com “Anunciação”, e Chico Science, com “Maracatu Atômico” (música de Jorge Mautner e Nelson Jacobina, mas eternizada na voz do mangueboy).

Paraibana arretada
Também homenageada do Carnaval do Recife 2025, a paraibana Elba Ramalho já é uma velha conhecida do público pernambucano, de muitos outros carnavais.

Como um furacão, do alto dos seus 73 anos, a cantora emendou um hit atrás do outro, começando pela arrasadora “Frevo Mulher”, do primo Zé Ramalho.

Sem parar um minuto sequer, Elba cantou os clássicos “Leão do Norte”, “Voltei Recife”, “Hino do Elefante”, além de sucessos nacionais como “País Tropical”, “Não Quero Dinheiro”, “Festa do Interior (F)” e “Pagode Russo”.

Para acompanhá-la, Elba chamou dois convidados especialíssimos: Almério e Luiz Caldas.

Com o pernambucano de Altinho, Elba cantou “Pingos de Amor” (do repertório de Paulo Diniz), “Sozinho”, (hit de Peninha na voz de Caetano Veloso) e “Como Uma Onda no Mar”, em ritmo de ciranda. Em mais uma homenagem aos mangueboys e manguegirls, também cantaram “Mateus Enter” e “A Praieira”.

E eis que a Bahia se junta a Pernambuco e Paraíba. Elba recebeu no palco do Classic Hall o “Pai da Axé Music”, Luiz Caldas.

O suingue baiano de Luiz instigou o público, que dançou – e muito – ao som de “Cometa Mambembe”, “O que é que Essa Nega Quer”, “Haja Amor”, “Tieta do Agreste”, além de fazer dueto com Elba em “Morena Tropicana” e “Eva” (canção da oitentista Rádio Táxi, que marcou o repertório da Banda Eva).

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