Logo Folha de Pernambuco
comércio

México acredita ter uma 'situação especial' pelo T-MEC ante as tarifas de Trump

Sheinbaum disse que está à espera da decisão do presidente norte-americano para anunciar as medidas que o seu governo aplicará em resposta

A presidente do México, Claudia Sheinbaum (C)A presidente do México, Claudia Sheinbaum (C) - Foto: Julio Cesar Aguilar / AFP

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse, nesta quarta-feira (26), que seu país pode ter uma "situação especial" por causa do tratado de livre comércio T-MEC, quando o mandatário americano, Donald Trump, anunciar uma imposição generalizada de tarifas em 2 de abril.

Em sua coletiva de imprensa matinal, Sheinbaum foi questionada sobre a forma com a qual seu governo enfrentará as potenciais medidas que Trump anunciar.

"Pensamos, pelo que o presidente Trump disse até agora (...), que o México vai ter uma situação especial pelo tratado", disse Sheinbaum, ao ressaltar as conversas que o secretário mexicano da Economia, Marcelo Ebrard, manteve com o titular da pasta de Comércio americana, Howard Lutnick.

A presidente acrescentou que está à espera da decisão de Trump para anunciar, em seu caso, as medidas que o seu governo aplicará em resposta.

Trump acusa o México e o Canadá, seus parceiros no acordo comercial T-MEC, de permitir a passagem de migrantes em situação irregular e de drogas ao seu território. Por isso, ameaçou aplicar tarifas de 25% às exportações dos dois países.

No início de março, Trump acordou com Sheinbaum uma pausa na aplicação de tarifas ao México até 2 de abril. Ele quer taxar os produtos de um país que entram nos Estados Unidos no mesmo nível que esse Estado aplica aos bens americanos.

A mandatária considera que declarações recentes de Trump foram uma forma de reconhecimento aos esforços do México em segurança fronteiriça.

Sheinbaum disse que, de setembro a março, sua estratégia de segurança reduziu o número diário de homicídios em 22%.

"Os Estados Unidos veem isso", disse ela, observando que o tráfico de fentanil também está sendo combatido "por razões humanitárias" e "por meio de colaboração e coordenação" com Washington.

Veja também

Newsletter