Invasão na Prefeitura de Olinda
Invasão na Prefeitura de OlindaFoto: Cortesia

Um grupo de manifestantes ocupou por cerca de duas horas o prédio da Prefeitura de Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR), na manhã desta quinta-feira (23). O ato tinha por intuito cobrar respostas da prefeitura sobre habitacionais em construção e novos espaços públicos para moradia. Segundo nota da prefeitura, o grupo forçou a entrada no local e alguns moradores pularam a janela para entrar no edifício, mas não houve incidentes com os envolvidos e nem danos ao patrimônio histórico. Guardas municipais que atuam na prefeitura trabalharam junto à Polícia Militar para organizar e conter os manifestantes.

Depois da invasão, ainda segundo a gestão municipal, aconteceu reunião com uma comissão de manifestantes. O secretário de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos, Odin Neves, fez parte da comissão. Segundo ele, tudo se deu de maneira pacífica. "Essa é uma pauta que a gente já vem atendendo, o município tem uma politica habitacional sendo executada desde 2017. Agora, obviamente, a gente reconhece que a demanda de necessidade de moradia é infinitamente maior do que a capacidade que o município tem de supri-la. Isso não acontece só com Olinda, é uma questão nacional hoje", explicou.

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O grupo que se reuniu para reivindicar habitação continha pessoas inscritas em programas de habitação, alguns concorrentes à inscrição nesses programas e até quem  já possui moradia, mas que apoia a luta. Na reunião, ficou acordado um novo encontro: na próxima terça-feira (28).

Os manifestantes solicitavam o levantamento de terrenos do município para um possível  empreendimento e uma resposta mais rápida sobre as habitações já em construção. "Acordamos com eles que essas duas solicitações já estarão com resposta na data da próxima reunião", respondeu o secretário.

Na nota, a prefeitura classificou como "prioridade da atual gestão" a política habitacional da cidade. "Desde 2017 foram entregues os habitacionais Carlos Lamarca, na IV Etapa de Rio Doce (304 apartamentos), Vila Brasília, em Peixinhos (400 apartamentos) e Cuca Legal 1, em Jardim Brasil II (128 apartamentos). Atualmente, 1.376 famílias recebem o benefício de R$ 130 e cerca de duas mil estão na fila de espera. Este ano, dois habitacionais devem ser entregues à população, o Cuca Legal II e Sapucaia/Aguazinha. Os empreendimentos são construídos pelo Governo do Estado, com verba do PAC, e a gestão municipal tem o papel de definir quem serão os futuros moradores", diz o texto.

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