Homicídio ocorreu na tarde do dia 13 de junho
Homicídio ocorreu na tarde do dia 13 de junhoFoto: Reprodução

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) aceitou a denúncia de homicídio contra o subtenente do Exército Brasileiro Paulo Bezerra Cavalcanti Júnior, de 46 anos. Ele é acusado de furar o sinal vermelho, atropelar e matar a cadeirante Ivanice Félix da Silva, de 67 anos, na avenida Agamenon Magalhães, na área central do Recife, na tarde de 13 de junho.

A decisão foi proferida pelo juiz de direito Ernesto Bezerra Cavalcanti na sexta-feira (6). A vítima estava atravessando a faixa de pedestres e foi atropelada após o militar ultrapassar o sinal vermelho em alta velocidade. O juízo da Primeira Vara do Tribunal do Júri da Capital irá ouvir testemunhas, marcar audiências e prosseguir com o caso. Posteriormente, o júri será marcado. Há a possibilidade de o acusado ser levado a júri popular.

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Paulo Bezerra foi indiciado por homicídio qualificado por dolo eventual e também por lesão corporal contra Taciana de Souza Santos, que teve o braço esquerdo ferido pelo retrovisor do carro no acidente. Depoimentos de testemunhas anexados ao processo apontam que Ivanice estava no Recife para fazer hemodiálise no Real Hospital Português, no bairro do Derby, área central do Recife. Após finalizar o procedimento médico, ela atravessava a via em frente ao hospital quando foi atropelada.

Uma câmera de monitoramento instalada próximo ao local do acidente flagrou o momento em que Paulo Bezerra fura o sinal com um Renault Sandero de placas OFZ-2244 e atropela a cadeirante, que atravessava a faixa de pedestres com outras pessoas. Com o impacto da batida, a cadeirante foi arremessada a cerca de dez metros de distância.

As vítimas foram socorridas para o Hospital da Restauração (HR), também no bairro do Derby, mas Ivanice não resistiu aos ferimentos e faleceu cerca de uma hora depois. O processo ainda cita que Paulo Bezerra saiu do local do crime fazendo "zig-zags" na pista em "um visível movimento de fuga".

O militar é lotado no 7º Grupo de Artilharia de Campanha de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Ele fugiu sem prestar socorro. O caso foi investigado pela Delegacia de Delitos de Trânsito e, como não houve flagrante, o subtenente não foi preso e segue respondendo ao processo em liberdade.

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