Guilherme José, esposo da vítima, é suspeito de ter provocado o acidente intencionalmente
Guilherme José, esposo da vítima, é suspeito de ter provocado o acidente intencionalmenteFoto: Divulgação/PCPE

Suspeito de provocar acidente de carro que matou a engenheira Patrícia Cristina Araújo Santos, de 46 anos, no dia 4 de novembro de 2018, no bairro da Boa Vista, área Central do Recife, se entregou à polícia na tarde dessa quarta-feira (7).

Segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), o representante farmacêutico Guilherme José de Lira Santos, de 47 anos, se apresentou acompanhado de advogado na sede da Delegacia de Polícia Interestadual de Capturas, no bairro do Barro, na Zona Oeste do Recife, logo após o Ministério Público recorrer do pedido de revogação de prisão preventiva solicitado pela defesa do réu durante julgamento que aconteceu na última terça-feira (6).

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Ainda de acordo com a PCPE, durante o julgamento, o Tribunal de Justiça decidiu pelo retorno de Guilherme José à prisão, de onde havia saído no dia 17 de maio deste ano. O suspeito foi preso temporariamente em novembro de 2018, autuado por homicídio doloso duplamente qualificado por motivo torpe e feminicídio após ser apontado como o autor da morte da esposa, Patrícia Cristina - o casal estava em processo de separação. O homem nega ter provocado o acidente. Ele foi encaminhado ao Centro de Triagem em Abreu e Lima (Cotel).

Relembre o fato
Guilherme José de Lira Santos dirigia o próprio veículo quando colidiu com uma árvore na Rua Fernandes Vieira, no bairro da Boa Vista, no último dia 4 de novembro. A esposa dele, Patrícia Cristina Araújo Santos, de 46 anos, estava no banco do passageiro sem o cinto de segurança e ficou presa nas ferragens, tendo sido retirada sem vida do local.

Guilherme teve apenas ferimentos leves e alegou que teria perdido o controle do veículo. O casal estava em processo de separação, mas o marido não aceitava o término e, no dia da batida, segundo familiares, ele teria insistido que precisava conversar com esposa e a levou para o carro.

Na época do acidente, o delegado titular da 1ª Delegacia de Homicídios do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Diego Acioli, afirmou que o carro que o suspeito dirigia estava em alta velocidade e teria sido jogado propositadamente contra a árvore.

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