Pernambuco: entregadores por aplicativo prometem continuar os atos nesta terça (1º); veja onde
A mobilização dos entregadores ressaltou que irá impedir saída de pedidos dos grandes shoppings da RMR
Uma mobilização dos entregadores por aplicativo marcou a Região Metropolitana do Recife (RMR) na manhã desta segunda-feira (31).
Os protestos se iniciaram por volta das 10h, na avenida Agamenon Magalhães, na altura do Clube Português do Recife, no Derby, Centro da Capital; e na avenida Bernardo Vieira de Melo, em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na RMR.
Os atos, que fazem parte do "Breque Nacional dos Apps", foram adotados em mais de 30 cidades no Brasil e devem continuar na próxima terça-feira (1º). O movimento reivindica mais direitos e segurança para a categoria.
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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Entregadores, Empregados e Autônomos de Moto e Bicicleta por Aplicativos do Estado de Pernambuco (Seambape), Rodrigo Lopes, falou, em entrevista à Folha de Pernambuco, sobre a continuidade do ato nesta terça (1º).
"Talvez iremos fazer uma manifestação na Agamenon Magalhães, amanhã, às 11h. Seria em frente ao Clube Português, por ser próximo a um grande estabelecimento de entrega por aplicativo. Não posso garantir, pois vai depender do clamor da categoria", ressaltou.
Rodrigo afirmou que os grandes shoppings da Região Metropolitana do Recife serão "brecados" também nesta terça-feira (1º), em razão da continuidade da paralisação dos entregadores.
"Uma coisa é certa, os shoppings serão brecados. Ninguém vai pegar pedido durante esses dois dias. Todos os shoppings da Região Metropolitana do Recife, entre eles: Paulista, Olinda, Recife, Guararapes, Cabo Santo Agostinho, Camaragibe e o restante. Caruaru também está parado com nossa gente, além de Petrolina", detalhou.
De acordo com o presidente do Seambape, o movimento visa a buscar uma compreensão da sociedade acerca da luta dos trabalhadores da entrega.
Ele afirma que os resultados só aparecem com a manifestação e organização da categoria:
"Gostaria que a sociedade compreendesse nossa luta e não fizesse nenhum pedido, porque isso também ajuda na mobilização. Quando as empresas não faturam, é uma forma de protestar também. Nós só conseguimos mostrar resultado dessa forma, manifestando."