DRENAGEM

Polícia é acionada e duto que transferia água de condomínio para avenida em Pelotas é retirado

Segundo a Polícia Militar, a prefeitura acionou o Ministério Público, que por sua vez pediu a intervenção da polícia

Situação em locais de risco em decorrência da enchente em Pelotas, no Rio Grande do SulSituação em locais de risco em decorrência da enchente em Pelotas, no Rio Grande do Sul - Foto: Michel Corvello / Prefeitura de Pelotas

Um sistema de drenagem instalado em um condomínio do município de Pelotas, no Rio Grande do Sul, para escoar a água de três lagos que banham o empreendimento foi desmontado na noite de quinta-feira, 16, seis horas após começar a ser testado

A prefeitura considerou irregular o sistema, que despejava o excesso de água em uma avenida perto do Canal São Gonçalo, um córrego cujo nível está sendo monitorado pelo município. Nas imediações dele fica o bairro Navegantes, bastante afetado pelas chuvas deste mês.

Segundo a Polícia Militar, a prefeitura acionou o Ministério Público, que por sua vez pediu a intervenção da polícia. Na quinta-feira, mesmo dia em que o sistema foi testado pela primeira vez, policiais civis e militares foram ao condomínio, que chama Lagos de São Gonçalo e fica no bairro São Gonçalo. Após a visita, a administração do condomínio retirou a bomba e os dutos que compunham o sistema de drenagem.

A reportagem tenta contato com a administração do condomínio, para que se manifeste sobre o episódio. À emissora de TV CNN, o síndico afirmou que o sistema havia sido aprovado pela prefeitura, quando o condomínio foi construído.

A Lagoa dos Patos recebe a água vinda de vários rios do Rio Grande do Sul, mas a vazão até o oceano está retida devido ao grande volume das chuvas e também por causa do forte vento. Pelotas, na região Sul do Estado, está bastante afetada pela cheia da Lagoa dos Patos.

A prefeitura, inclusive, ampliou o mapa de áreas com alto risco de inundação devido ao sistema de drenagem sobrecarregado. O canal de São Gonçalo registrou a marca histórica de 3 metros na quinta-feira. O máximo registrado até então era de 2,88 metros na enchente de 1941.

O Rio Grande do Sul vive a maior tragédia climática de sua história, atingido por fortes temporais desde o último dia 29. Segundo a Defesa Civil estadual, 461 dos 497 municípios gaúchos foram impactados, e mais de 600 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas. Em consequência das chuvas, 154 pessoas morreram e 94 seguem desaparecidas.

 

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