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CURIOSIDADES

Queer, não binário e demissexual: entenda as orientações sexuais e identidades de gênero

O ano foi cheio de revelações e descobertas com vários famosos se sentindo confiantes para revelarem quem são de verdade

Bandeira LGBTBandeira LGBT - Foto: Divulgação

O ano de 2024 foi cheio de revelações e descobertas, com vários famosos se sentindo bem e confiantes para revelarem quem são de verdade. Como foi o caso do ator Nick Dumont, que disse ser um homem trans não binário. O ator de Oppenheimer explicou que continuará usando o mesmo nome artístico (Emma Dumont), porém, na vida pessoal, trocará por Nick Dumont e quer ser tratado por pronomes neutros.

Mas o que é uma pessoa não-binário ou uma pessoa queer, como a atriz Sophia Bush e o que significa a nomenclatura dentro da comunidade LGBTQIAPN+?

Confira algumas das personalidades que se sentiram confiantes para mostrar quem são em 2024:

Sophia Bush – Queer
Estrela de séries como "One Tree Hill" e "Chicago P.D - Distrito 21", a atriz de 41 anos, abriu o jogo ao falar sobre sua sexualidade em uma entrevista para a revista Glamour. Ela confessou que odeia a ideia de precisar se assumir em 2024, mas destacou o ambiente violento que as pessoas têm sofrido ao redor do mundo.

"Estou ciente de que estamos tendo essa conversa em um ano em que assistimos aos ataques mais agressivos à comunidade LGBTQIAPN+. Houve mais de 500 projetos de lei anti-LGBTQIAPN+ propostos nas legislaturas estaduais em 2023", disse a atriz, que é conhecida pelo seu envolvimento na política dos EUA.

Na entrevista, a artista se assumiu queer, termo que diz respeito a quem não se identifica e não se rotula em nenhum gênero. Normalmente se refere a pessoas que não correspondem a cis-heteronormatividade (sendo cis a pessoa que se identifica com o seu gênero de nascimento e hetero a que se sente atraída e se relaciona com pessoas de outro gênero).

A bandeira queer, por exemplo, tem as cores lavanda, branco e verde, que significam, respectivamente: androginia, identidades agêneras e identidades não binárias.

“Acho que sempre soube que minha sexualidade existe em um espectro. No momento acho que a palavra que melhor define isso é queer. Não posso dizer isso sem sorrir, na verdade. E isso é muito bom”, afirmou a atriz.

Nick/ Emma Dumont – transmasculino não binário
Emma Dumont, de 30 anos, se assumiu como uma pessoa transmasculina não binária, ou seja, que não sente pertencente ao gênero masculino ou feminino. Transgênero e não binário são termos usados para se referir à identidade de gênero. Enquanto, queer descreve identidades sexuais e de gênero que não são heterossexuais e cisgênero.

Transmasculina é uma pessoa que foi designada mulher quando nasceu, mas com o passar do tempo passa adotar a identidade masculina, porém sem necessariamente se tratar como homem. O indivíduo pode se considerar tanto um homens trans como uma pessoa não binária.

O ator de Oppenheimer explicou que continuará usando o mesmo nome artístico (Emma Dumont), porém, na vida pessoal, irá trocar por Nick Dumont. O artista também confirmou que quer ser tratado por "they/them", que são considerados pronomes neutros em inglês. Em português, seria o equivalente a "elu/delu".

“Eu vivi em uma casa autoritária por muitas décadas, onde não era seguro ser eu mesmo. Eu sabia que aos 13/14 anos eu não era 'como as outras garotas', eu sabia que gostava de garotas e sabia que não me sentia bem no meu corpo. Me assumir como trans foi um dos maiores desafios que enfrentei na vida. Também foi o mais gratificante, de longe”, afirmou.

Luciana Gimenez – Demissexual
A apresentadora revelou recentemente que é demissexual. O termo se refere a um espectro da sexualidade que condiciona a atração sexual ao envolvimento ou conexão emocional ou afetiva com o parceiro ou parceira. Gimenez revelou que tem dificuldade em ter relações casuais.

Ela já havia feito uma publicação nas redes sociais dizendo que o relacionamento aberto é o futuro. Segundo ela, a nova geração é mais flexível, sem ciúmes e mais livres.

“Eu amo as pessoas que gosto, abraço, beijo, mas, quando não conheço, esse espaço aqui, não dá. Eu sofro por amor, sou daquelas que sofro, com vontade”, disse.

O termo vem de estar "a meio caminho entre" sexual e assexual, de acordo com a organização americana Rede de Visibilidade e Educação Assexual (AVEN). Uma variação da assexualidade, e dificilmente se sentem atraídos por alguém sem estabelecer uma amizade em primeiro lugar e estar pronto para fazer sexo.

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