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EUA

Washington sanciona altos comandos dos huthis do Iêmen

Entre os sancionados está o líder do conselho político, Mahdi al-Mashat, o líder político mais antigo dos Huthis

Os membros do gabinete, o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, a procuradora-geral Pam Bondi, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o secretário do Tesouro Scott Bessent e o secretário de Estado Marco RubioOs membros do gabinete, o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, a procuradora-geral Pam Bondi, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o secretário do Tesouro Scott Bessent e o secretário de Estado Marco Rubio - Foto: Saul Loeb / AFP

Os Estados Unidos sancionaram sete membros do alto escalão dos rebeldes huthis do Iêmen, acusados de importar armas ilegalmente para o país devastado pela guerra, e outro membro do movimento que completou civis invejosos iemenitas para lutar na Ucrânia com forças russas.

As sanções foram anunciadas nesta quarta-feira(5), um dia após a Casa Branca designar o grupo apoiado pelo Irã como “organização terrorista internacional”.

Os sete sancionados "contrabandearam produtos de uso militar e sistemas de armas para áreas controladas pelos huthis no Iêmen, e também negociaram para que os huthis obtivessem armas da Rússia", disse o Departamento do Tesouro em um comunicado.

Entre os sancionados está o líder do conselho político, Mahdi al-Mashat, o líder político mais antigo dos Huthis. O porta-voz Mohamed Abdulsalam, baseado no Sultanato de Omã, também foi atingido.

O envio de voluntários iemenitas para a luta na Ucrânia representa uma fonte adicional de receita para o grupo, segundo Departamento do Tesouro.

“Ao tentar se armar com um número crescente de fornecedores internacionais, os líderes demonstraram disposição em continuar suas ações perigosas e desestabilizadoras na região do Mar Vermelho”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Desde novembro de 2023, os huthis, que controlam grandes áreas do território iemenita, incluindo a capital Sanaa, realizam ataques na costa do país contra navios de carga que alegam estar ligados a Israel, aos Estados Unidos e ao Reino Unido. Eles agem em solidariedade aos palestinos pelas operações militares de Israel em Gaza.

Os ataques interromperam a navegação no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, uma zona marítima vital para o comércio global.

Os Estados Unidos enviaram uma coalizão naval multinacional que atacou alvos rebeldes no Iêmen.

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