Novos preços das passagens de ônibus foram definidos
Novos preços das passagens de ônibus foram definidosFoto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco

Até o final de janeiro, um plano de melhorias no sistema será apresentado à população
O governador Paulo Câmara anunciou, nesta quinta-feira (16), que as tarifas de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR) não terão reajuste em 2020. "O que vamos discutir este ano são as melhorias do sistema e não reajuste. Enquanto não tivermos avanços concretos no transporte público, não falaremos em aumento da tarifa", afirmou, completando: "Até o fim de janeiro, vamos lançar um plano de investimentos onde faremos a nossa parte com melhorias nos terminais, na segurança e na fiscalização."

Com a decisão, as passagem do sistema de transporte de público da RMR permanecerão R$ 3,45, no Anel A; R$ 4,70, no Anel B; e R$ 2,25, no Anel G. Paulo destacou que o setor precisa de uma repactuação. "Com metas que sejam cumpridas pelos empresários. O governo fará a sua parte. Sem abrir mão de direitos adquiridos pela população. O Passe Livre - que garantimos aos estudantes - será mantido, o Transporte Complementar Gratuito também continuará valendo e manteremos o subsídio ao diesel, porque é decisivo para que o sistema não entre em colapso", pontuou.

O chefe do Executivo estadual ressaltou a diferença no olhar que Pernambuco está dando à área. "Não vamos agir como o Governo Federal, que fez vários reajustes na passagem do Metrô e nenhuma contrapartida na melhoria do serviço", registrou. Em um intervalo inferior a um ano, o valor da tarifa do Metro passou de R$ 1,60 para R$ 3,70. E um novo aumento, que elevará para R$ 4,00, está programado para o março.

Na última segunda-feira (13), os empresários do setor de transportes de passageiros da RMR apresentaram uma proposta de reajuste médio de 14 % na tarifa. O Anel A - o mais utilizado pelos usuários do sistema - passaria de R$ 3,45 para R$ 3,90. No mesmo dia, o Governo de Pernambuco foi a público para afirmar que não aceitaria a sugestão.

Deputados estaduais João Paulo (PCdoB) e Gleide Ângelo (PSB) são cotados para disputarem cargos de prefeito (a) nas eleições municipais de quatro de outubro
Deputados estaduais João Paulo (PCdoB) e Gleide Ângelo (PSB) são cotados para disputarem cargos de prefeito (a) nas eleições municipais de quatro de outubroFoto: Alfeu Tavares/ Folha de Pernambuco

Com a aprovação e publicação das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estabelecem as novas regras para a eleição municipal de outubro, uma mudança deve movimentar candidatas e candidatos no próximo pleito: o domicílio eleitoral. Na legislação antiga era exigido um ano de antecedência para o candidato mudar de endereço e poder concorrer no novo município.

Agora, bastam seis meses para que as candidaturas estejam aptas. Com isso, a data-limite para a mudança de domicílio passou para o dia 4 de abril, o que deve ser um termômetro para a definição de algumas candidaturas.

O novo prazo deve ser levado em conta nas articulações dos partidos que queiram garantir a postulação de candidaturas dentro das regras da Justiça Eleitoral. O ex-prefeito do Recife e deputado estadual João Paulo (PCdoB) é um dos que podem mudar de endereço visando o pleito municipal. Contudo, apesar de admitir a possibilidade de concorrer em Olinda ou Jaboatão, ele evitou antecipar a decisão. "Meu domicílio eleitoral é Recife. A gente está discutindo ainda com o partido e a partir daí vou aguardar uma definição. Tem, na verdade, um desejo maior que eu vá disputar ou em Jaboatão ou em Olinda", comentou o parlamentar, que já se articula nas duas cidades.

"Há um clima muito bom, mas estou esperando Marcelino Granja (presidente estadual do PCdoB) voltar do recesso, saber como andam as tratativas com o PSB e com o PT, para ver qual vai ser qual a decisão do partido. Em Jaboatão eu já fui candidato a prefeito, atuei muito nas fábricas, já fui morador de Jaboatão, em Prazeres, na área do Ibura, etc. E em Olinda, porque nasci lá, tem toda uma relação com a cultura, já participei de lutas lá e convivi com Luciana (Santos) quando ela era prefeita e também com Renildo (Calheiros). Então, tem um sentimento - eu diria, forte - para que eu vá para uma desas cidades, mas não tem uma definição ainda não", ponderou João Paulo, que viu com bons olhos o novo prazo. "Eu acho que isso facilita mais a mudança de domicílio, principalmente para as cidades mais próximas", disse.

"O calendário está em cima, mas eu não posso definir nem que sou candidato nem que não serei. vai depender da Frente Popular, pois o PCdoB vai estar tratando também com o PSB", afirmou.

Outro nome cotado para a disputa eleitoral em Jaboatão dos Guararapes é o da deputada estadual Gleide Ângelo (PSB). Com a maior votação entre os eleitos para o Legislativo Estadual (412.636 votos), o desempenho em Jaboatão (66.779 votos) a credenciou como um nome forte para a disputa. Para concorrer, no entanto, ela precisaria mudar de domicílio dentre do prazo estipulado. Contudo, segundo sua assessoria de imprensa, Gleide está totalmente focada em seu mandato parlamentar e não discutiu mudar seu domicílio eleitoral, que continua no Recife.

De acordo com o o advogado especialista em Direito Eleitoral, Walber Agra, o prazo para troca de domicílio tende a desaparecer com o tempo. "Essa questão de domicílio, em um mundo globalizado, não deveria nem existir. Ela é uma questão mais administrativa. Então, seis meses eu acho um prazo extremamente interessante, porque você tem que providenciar o ponto de votação para o cidadão", avalia. "Em um mundo onde a globarização é plural, onde não há mais aldeias municipais, considero um avanço. Considero que esse prazo pode ser até diminuído", disse Agra. Para efetivarmudança de domicílio eleitoral, o cidadão precisa apenas levar ao TRE um comprovante de residência no novo município em seu nome.

Confira mudanças para as eleições 2020

Pesquisas
A partir do dia 1º de janeiro as pesquisas eleitorais devem ser registradas, até cinco dias antes da divulgação, no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle).

Janela Eleitoral
A chamada janela eleitoral ficou fixada de 5 de março a 3 de abril.

Registro de novos partidos
Também em abril, no dia 4 – seis meses antes do pleito – esgota-se o prazo para que novas legendas sejam registradas na Justiça Eleitoral a tempo de lançarem candidatos.

Descompatibilização
A data de 4 de abril também marca o fim do prazo para que detentores de mandatos no Poder Executivo renunciem aos seus cargos para se lançarem candidatos.

Regularização de título eleitoral
Para os eleitores, 6 de maio éo último dia para que regularizem a sua situação junto à Justiça Eleitoral para poderem votar em outubro.

Doação de campanha
O prazo para início da da arrecadação facultativa de doações por pré-candidatos aos cargos de prefeito e vereador, por meio de plataformas de financiamento coletivo credenciadas começa a contar a partir do dia 15 de maio.

Fundo eleitoral
Os recursos disponíveis para o financiamento de campanha mediante o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), por sua vez, serão divulgados no dia 16 de junho.

Propaganda eleitoral
Pré-candidatos que apresentem programas de rádio ou televisão ficam proibidos de fazê-lo a partir do dia 30 de junho. No dia 16 de agosto, passa a ser permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão passa a ser veiculado de 28 de agosto a 1º de outubro.

Comícios
Os comícios poderão acontecer até o dia 1º de outubro.

Divulgação
A divulgação paga, na imprensa escrita, de propaganda eleitoral e a reprodução, na internet, de jornal impresso com propaganda serão permitidas até o dia 2 de outubro. Já a distribuição de santinhos e a realização de carreatas podem ocorrer até 3 de outubro.

Convenções
Deverão ser realizadas de 20 de julho a 5 de agosto.

Registro de candidaturas
Os registros de candidaturas devem ser protocolados, via internet, até as 23h59 do dia 14 de agosto. Por meio físico, os requerimentos devem ser protocolados até as 19h do dia 15. Os próprios candidatos poderão se registrar pessoalmente, até o dia 20 de agosto.

Elegibilidade
A Justiça Eleitoral estabeleceu o prazo de 14 de setembro para que todos os cerca de 500 mil registros de candidatura esperados para o pleito de 2020 tenham sido julgados pelos respectivos juízes eleitorais.

Prisão
Já a partir do dia 19 de setembro, candidatos não poderão ser presos, salvo no caso de flagrante delito.

Diplomação
O prazo para a diplomação dos eleitos será 18 de dezembro.

Daniel Coelho deu a largada na pré-campanha na corrida pela Prefeitura do Recife
Daniel Coelho deu a largada na pré-campanha na corrida pela Prefeitura do RecifeFoto: Divulgação

Pré-candidato à Prefeitura do Recife pelo Cidadania, o deputado federal Daniel Coelho deu largada, nesta quinta-feira (16) às atividades de pré-campanha visando o pleito municipal de outubro. Com a chapa de vereadores construída ao longo de 2019 quase fechada, o parlamentar iniciou uma série de agendas que pretende realizar pelo Recife ao longo dos próximos meses.

O primeiro compromisso foi com Thyago Amorim, 34 anos, síndico do condomínio João Paulo II, no bairro Porto da Madeira, Zona Norte do Recife. “Thyago retrata bem o perfil da chapa que o Cidadania está montando, com jovens lideranças participando do processo de renovação política”, complementou.

Na leitura de Daniel, o Cidadania tem condições de eleger entre 4 a 5 vereadores no próximo pleito. Para isso, o trabalho precisa começar desde já. “Vamos percorrer toda a cidade de forma intensa, ouvindo as pessoas e conhecendo de perto os problemas de cada comunidade. Essa escuta será fundamental para a construção das propostas que pretendemos apresentar à cidade durante o período eleitoral”, destacou o parlamentar.

Na visão de Daniel Coelho, que também é presidente estadual do Cidadania, os números são animadores. “Temos acompanhado as pesquisas e tanto a nossas internas, como as que são divulgadas publicamente por institutos como o Paraná mostram que estamos bem posicionados e que a oposição tem muitas chances de vitória nas eleições deste ano”, concluiu.

O presidente da Amupe, prefeito José Patriota, esteve na Casa da ONU para avançar na agenda da Cúpula e confirmar envolvimento das agências internacionais
O presidente da Amupe, prefeito José Patriota, esteve na Casa da ONU para avançar na agenda da Cúpula e confirmar envolvimento das agências internacionaisFoto: Divulgação

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) cumpriram, na semana passada em Brasília, agenda extensa com parceiros nacionais e internacionais tendo em vista a realização da XIII Cúpula Hemisférica de Prefeitos e Governos Locais. Para tratar do evento, que ocorre de 17 a 20 de março em Recife e Olinda, o coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, recebeu o movimento municipalista.

O presidente da Amupe, prefeito José Patriota, acompanhado do coordenador de Articulação Internacional da CNM, Mauricio Zanin, e da técnica da área Isabella Santos, esteve na Casa da ONU para avançar na agenda da Cúpula e confirmar envolvimento das agências internacionais. Esse foi mais um passo na parceria já firmada com a ONU Brasil na última edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada em abril de 2019.

Na ocasião, as organizações lançaram a campanha Interiorização + Humana, que recebeu endosso do governo federal em outubro por meio da assinatura de protocolo de intenções. Sobre a Cúpula, Niky Fabiancic reafirmou o interesse das Agências em contribuir para o sucesso do evento no Brasil. A participação da organização internacional se dará por meio das oficinas temáticas durante os quatro dias de encontro. Também será instalado espaço físico no Pavilhão da Inovação.

PNUD e ODS

Para completar, a CNM e a Amupe foram recebidas pela representante residente assistente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Maristela Baioni. O grupo tratou da participação da Agência nas atividades previstas e Maristela adiantou que haverá um espaço para tratar dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), tema transversal da Cúpula.

Governo Federal

E, para fechar a agenda da semana, as entidades municipalistas estiveram no Palácio do Planalto. Em reunião com a secretária Especial de Assuntos Federativos, Deborah Arôxa, eles buscaram garantir representação política do governo federal, incluindo os ministérios, no evento.

A Confederação destaca a importância dessas reuniões para garantir um evento de caráter internacional e inovador, voltado para a consolidação de políticas públicas de âmbito federal, estadual e municipal com foco nas pessoas. O objetivo é que os governos locais encontrem soluções para os problemas comuns entre as populações nos diferentes países latino-americanos. Faça sua inscrição pelo site: http://www.cumbre.cnm.org.br/

Sede da Dataprev
Sede da DataprevFoto: Divulgação/Dataprev


O Governo Federal incluiu a empresa que gerencia os dados da população no programa de privatização. Decreto decreto (nº 10.199), publicado nesta 5ª feira (16) no Diário Oficial da União, insere a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) e a incluiu no PND (Programa Nacional de Desestatização). O documento foi assinado no dia 15 de janeiro pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), seguindo recomendação do CPPI (Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos).

Contrário à privatização da empresa, o deputado federal Carlos Veras (PT) usou sua conta no Twitter para criticar a decisão. "O desmonte da Dataprev caminha a passos largos. Após o anúncio do fechamento de 20 unidades, entre elas a de Pernambuco, o que levará a demissão de 493 funcionários, Bolsonaro oficializa a privatização da estatal, responsável pelo processamento de R$ 35 bi em benefícios do INSS", escreveu o parlamentar. Em outro post, ele reforça a crítica e prometeu reação da oposição. "É a soberania digital em risco. A Dataprev é o alvo da vez, mas o Serpro também corre perigo. Fiz o alerta ano passado no Plenário da Câmara. Lutaremos contra mais esse ataque de Bolsonaro", postou.

Segundo relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) divulgado em março de 2018, o capital social da empresa é de R$ 750 milhões, do qual a União detém participação de 51% e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), 49%. A companhia conta com cerca de 3.000 funcionários. No setor público, tem como principal cliente o INSS, mas também presta serviços a outros órgãos, como a Secretaria da Receita Federal. Em 2018, teve 1 faturamento de R$ 1,26 bilhão.

“Fica qualificada, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República - PPI, e incluída no Programa Nacional de Desestatização - PND a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência – Dataprev”, diz o decreto em seu artigo primeiro.

A Dataprev é uma empresa pública, criada em 1974, conforme a Lei nº 6.125, de 4 de novembro daquele ano, assinado pelo presidente Ernesto Geisel. Em seu portal na internet, a empresa informa que, entre outros serviços, é responsável pelo processamento do pagamento mensal de cerca de 34,5 milhões de benefícios previdenciários e pela aplicação on-line que faz a liberação de seguro-desemprego.


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Crédito: Reprodução / Twitter

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Deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) preside o colegiado
Deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) preside o colegiadoFoto: Divulgação

Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado Wanderson Florêncio (PSC) acredita que 2020 será um ano ainda mais intenso para o colegiado, que debateu temas de grande repercussão e importância para o estado em 2019.

Temas nacionais e locais estiveram na pauta do colegiado. A construção de uma usina nuclear em Itacuruba, os problemas hídricos no interior, o vazamento de óleo no litoral, a situação das barragens, a proibição de veículos a combustão em Fernando de Noronha, visitas educativas em escolas públicas, além de discussões de projetos de Lei dominaram o ano da Comissão.

“Cumprimos o nosso papel de fiscalizar a preservação do Meio Ambiente em nosso estado, além debatermos projetos que possam trazer benefícios reais para a população. Ao que tudo indica 2020 será um ano que exigirá ainda mais de todos nós, já que a questão ambiental e a sustentabilidade é de grande importância para todos nós”, declarou Wanderson Florêncio.

Além do parlamentar, Priscila Krause (DEM), Henrique Queiroz Filho (PL), Romero Sales Filho (PTB) e Tony Gel (MDB) são titulares na Comissão.

Em reunião, nesta quarta (15), no Sindicatos dos Servidores Municipais de Petrolina, o prefeito Miguel Coelho informou aos dirigentes da categoria reajustes salariais.
Em reunião, nesta quarta (15), no Sindicatos dos Servidores Municipais de Petrolina, o prefeito Miguel Coelho informou aos dirigentes da categoria reajustes salariais.Foto: Alexandre Justino

Em reunião, nesta quarta (15), no Sindicatos dos Servidores Municipais de Petrolina, o prefeito Miguel Coelho informou aos dirigentes da categoria reajustes salariais. Cerca de 7 mil profissionais que compõem o quadro da prefeitura terão uma reposição de 4,3% nos vencimentos. Miguel ainda adiantou que os cerca de 2 mil professores da rede pública terão um aumento de 12,8% no piso salarial.

A medida começa a vigorar após aprovação na Câmara de Vereadores com efeito retroativo a janeiro. O percentual para os servidores é o limite máximo de reajuste permitido devido à legislação eleitoral, que estabelece um teto de acordo com a inflação do ano anterior. Já o aumento do piso salarial, segundo o prefeito, representa um avanço significativo na política de valorização do magistério.

"Enquanto em muitas cidades os servidores estão lutando para receber o salário em dia, professores negociam a possibilidade do aumento do piso, aqui em Petrolina garantimos tudo de forma antecipada. Esse é um reconhecimento à importância de quem cuida de nossa população, dos serviços, da saúde, educação e tantas outras atividades. Investir no servidor é garantir um serviço público de qualidade e aqui em Petrolina estamos honrando esse compromisso todos os anos", destacou o prefeito durante o anúncio.

Deputada federal Marília Arraes (PT) defende sua candidatura do PT no Recife
Deputada federal Marília Arraes (PT) defende sua candidatura do PT no RecifeFoto: Arthur de Souza

Após a executiva do PT do Recife apresentar uma resolução com direcionamento pela manutenção da aliança com o PSB e a Frente Popular no próximo pleito na capital pernambucana, a deputada federal Marília Arraes (PT) comentou sobre o assunto, em entrevista à Ràdio Folha (96,7), nesta quinta-feira (16).

Marília Arraes, que teve sua candidatura ao Governo do Estado descartada pelo partido em 2018, por conta de uma aliança nacional com o PSB, volta a pleitear candidatura majoritária, desta vez no Recife. Ela criticou a "celeuma" em torno da sua postulação que mais uma vez divide as tendências do partido, mas acredita que o conjuntura política agora é diferente."2018 passou. O que aconteceu ficou em 2018, agora a gente está vendo em 2020. O que houve foi a divulgação da posição do presidente municipal do partido, que a gente respeita. Ele tem o direito de expressar o posicionamento que ele acredita", disse. A parlamentar, no entanto, afirma que ficou sabendo que o teor da resolução "não era exatamente esse".

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"Eu não sabia exatamente da resolução, soube no curso do processo de decisão de emití-la. Mas não me surpreendo, porque a maioria do diretório do Recife é ligada a grupos favoráveis à aliança", comentou Marília. "Eu estou com muita tranquilidade em relação a esse assunto. Porque nós temos poucas capitas em que o PT figura no segundo turno, aliás a capital que o PT está mais bem colocado nas pesquisas é no Recife", destacou. Segundo Marília, a exemplo da eleição ao Governo do Estado, quem vai dar a palavra final sobre sua candidatura é a direção nacional da legenda. "Em 2018 nós também fizemos essa discussão aqui (no Recife). 93% dos delegados votaram pela candidatura própria e nem por isso o PT teve candidato a governador. Isso depende de uma tática nacional", lembrou.

A deputada apontou para uma mudança de cenário que desta vez está mais favorável para a sua candidatura, em comparação com 2018. "Não é que a posição do PT tenha mudado. O contexto polítco mudou. Em 2018, o PT precisava garantir sua eleição nacional para retomar o Brasil aos brasileiros e retomar o projeto que a gente acreditava que era melhor par o o Brasil. Foi um contextro bastante diferente de 2020. 2020 não tem eleição casada com presidente. Imagine se o PT, com esse processo de perseguição que vem sofrendo nos últimos anos, iria deixar de disputar nas grandes cidades? Time que não disputa não ganha", avaliou.

Marília afirma que mantém diálogo com a executiva nacional, o que foi facilitado pelo seu mandato parlamentar e posição na bancada. "Tenho conversado quase que diariamente com integrantes da executiva nacional, até porque hoje faço parte da bancada do PT. Fui a segunda deputada do PT mais votada no país, sou vice-líder do partido. O que a gente tem escutado é que essa situação está tranquila e é praticamente certo que a gente tenha essa candidatura", cravou. A parlamentar cumprirá agenda de reunião com a direção nacional do PT em São Paulo, ao longo da semana, o que pode definir sua candidatura.

"Há um consenso de que não dá pra esticar como foi em 2018. A gente precisa tomar essa decisão de forma a coesionar o partido da melhor foma possível. Eu acredito que vai ser tomada o mais rápido possível", disse Marília. Para ela, a decisão final evitaria desgaste. "O povo não gosta de picuinha nem de confusão, não", brincou.

Lula

Marília reforçou que o ex-presidente Lula, principal liderança do PT, defende sua candidatura. "Ele foi bem claro que a estratégia dele é sim ter candidato nas principais cidades e aqui no Recife também", disse. E a possibilidade de Lula estar em dois palanques - o do PT e o do PSB no Recife - não incomoda a parlamentar. "Se Lula vai subir em um ou dois palanques é uma decisão eleitoral", afirmou.

Humberto

Em relação às divergências com o senador Humberto Costa, Marília disse que nunca passaram do campo político. "Divergência a gente resolve com diálogo, respeitando as diferenças mas tentando causar o mínimo de fragmentação possível, para evitar toda a ruptura que houve em 2018. Nós divergimos de opinião e de tática. Ele acreditava que o melhor para o PT era se aliar ao PSB aqui em Pernambuco e eu não. Incluisve me mantive na oposição durante a campanha. Não vi mudança de atitude no PSB na forma de gestão por isso me mantive nessa linha. Sempre respeitei o posicionamento de Humberto Costa, tentaram criar intriga, mas sempre procurei manter diálogo com ele e com todos que divergem", lembrou.

Ouça a entrevista completa:

Fernando Bezerra Coelho
Fernando Bezerra CoelhoFoto: Divulgação

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) voltou a defender a candidatura do deputado federal Raul Henry (MDB) para a Prefeitura do Recife, em entrevista à Rádio Jornal, nesta quarta (15). Para o líder do Governo no Senado, a candidatura de Raul "pode reunir apoios expressivos entre outras forças políticas que desejam formar campo da oposição da eleição municipal".

FBC disse, ainda, que conversou com Henry por telefone, na última segunda, e que ele o autorizou a prosseguir as conversas junto a outros atores políticos. "Estou muito animado. O MDB pode, de fato, liderar uma candidatura com grandes forças no plano das eleições municipais", acrescentou.

Além disso, Bezerra Coelho falou sobre a possibilidade de aliança entre o PSL, partido presidido pelo deputado Luciano Bivar, e o PSB. Para ele, ainda é "muito cedo" para falar sobre o assunto. "O que eu posso dizer é que a postura do PSL tanto na Câmara quanto no Senado ela tem sido radicalmente oposta aos do PSB", disse. No entanto, ponderou que "as realidades políticas nos estados e municípios não guardam muita relação com o posicionamento político do Congresso".

O senador comentou sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Para ele, a melhora na economia do País pode fazer com que a imagem dele melhore no Nordeste - onde apresenta forte rejeição. Bolsonaro, que trabalha para viabilizar a criação do partido Aliança pelo Brasil, tem interesse de eleger prefeitos na Região, incluindo Recife

Deputada federal Marília Arraes (PT) questionou critérios do levantamento Ranking dos Políticos
Deputada federal Marília Arraes (PT) questionou critérios do levantamento Ranking dos PolíticosFoto: Luiz Macedo / Câmara federal

Aexecutiva do PT no Recife se reuniu, nesta quarta-feira (15), para apresentar uma resolução aprovada na última quarta, que aponta um direcionamento para a manutenção da aliança com o PSB e a Frente Popular. Caso o partido permaneça junto aos socialistas, a candidatura da deputada federal Marília Arraes (PT) à Prefeitura do Recife seria mais uma vez rifada - como ocorreu em 2018, no pleito pelo Governo do Estado - e os petistas apoiariam o deputado federal João Campos (PSB), primo dela. Dos 14 membros da executiva petista municipal, apenas dois são ligados a Marília e eles não participaram da reunião que definiu a resolução - aprovada por 12 votos.

"Reafirmamos que o PT deve permanecer na Frente Popular, dialogando com os setores progressistas da Capital", diz um dos trechos do documento. O presidente do PT no Recife, Cirilo Mota, que é aliado do senador Humberto Costa, afirmou, à reportagem, que a possibilidade de candidatura própria do PT ainda está em debate. No entanto, o dirigente municipal defendeu que a postulação esteja "dentro do campo da aliança". Cirilo acrescentou também que a "grande meta" da executiva municipal é aumentar a bancada de vereadores no Recife. Sobre Marília Arraes, Cirilo ponderou que ela iniciou o debate e que o partido está aberto ao diálogo.

Em resposta, Marília Arraes afirmou que recebeu a resolução do diretório municipal com “muita tranquilidade” e que respeita, mas discorda, da posição manifestada por ele. Ela frisou que o posicionamento final da sigla sobre as candidaturas em capitais deve ser dado pela esfera nacional. “Faz parte da vida orgânica do PT, que o partido mantenha esse debate. Acredito que temos a oportunidade de exercer protagonismo na política de Pernambuco. Vou defender que o protagonismo do PT prevaleça, também com a ciência que essa decisão pelas capitais será tomada pela Executiva Nacional”, afirmou a deputada, ressaltando que está viajando amanhã para a posse do diretório nacional da legenda, em São Paulo, evento no qual a Executiva Nacional pode adiantar um posicionamento sobre como se dará a decisão nas capitais.

A deputada avalia que, mesmo com a tendência de decisão nas mãos da executiva nacional, “é importante conversar com o diretório municipal” para ter o mínimo de cisão possível. Marília disse ainda estar “muito otimista” por uma decisão por candidatura própria no Recife. “É uma tendência nacional do PT ter candidaturas próprias nas capitais e nas principais cidades do País. É importante para a sobrevivência e crescimento do partido e para o projeto de sociedade que o PT milita. Não tem motivo para no Recife não haver candidatura, dentre as capitais, o Recife é uma das que o PT aparece melhor nas pesquisas eleitorais”.

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