Foram encontrados 210 resultados para "Janeiro 2018":

A proposição do deputado Isaltino Nascimento (PSB)  é para fortalecer o avanço do cultivo de produtos orgânicos no Estado
A proposição do deputado Isaltino Nascimento (PSB) é para fortalecer o avanço do cultivo de produtos orgânicos no EstadoFoto: João Bita/Alepe

Após a bancada de oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) criticar o déficit de R$ 972,9 milhões nas contas do Governo do Estado, registrado no Relatório Resumido da Execução Orçamentária, nesta terça-feira (20), o líder do governo na Casa, deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB), lançou uma nota, em defesa da gestão socialista. Segundo o parlamentar, “o Governo de Pernambuco tem uma agenda administrativa séria com foco no desenvolvimento, que vem sendo seguida e que tem garantido ao Estado fazer o dever de casa e ir além, com novos investimentos”.

“Se comparar 2016 e 2017, o Estado gastou ano passado R$ 550 milhões a mais em Saúde e Educação, R$ 253 milhões com folha de pessoal na área de segurança e R$ 186 milhões em investimentos em outras áreas”, ressaltou, em nota.

Leia também
Com déficit de R$ 972 mi, governo vira alvo da oposição


Ao se referir às despesas com pessoal, Isaltino destaca que "os gastos cresceram 11,5%, motivado pela melhoria dos salários para as polícias, servidores da saúde e educação". "Só a folha das polícias cresceu quase 15%, o que mostra a preocupação do Governo com a segurança. Vale lembrar que gastamos R$ 1,2 bilhão a mais em saúde e educação do que manda a Lei de Responsabilidade Fiscal. São decisões estratégicas e importantes do Estado em áreas fundamentais", apontou.

Na sua visão, o equilíbrio das contas públicas é outra marca da gestão de Paulo Câmara, "que vem pagando em dia os servidores e realizando os serviços de manutenção". "O Governo de Pernambuco fez investimentos da ordem de R$ 1,6 bilhão, um crescimento de 13% em relação a 2016 com o objetivo de melhorar a infraestrutura local, apesar da crise que assola o País. Sobre os restos a pagar, o Governo quitou 96% da despesa em 2017 e ficaram 4% de restos a pagar para 2018. Agora em janeiro já pagou mais de um terço do valor”, reforçou.

Por fim, o deputado aproveitou para criticar a deputada Priscila Krause (DEM), que divulgou uma nota condenando o déficit nas contas do governo. "A diferença entre um governo progressista de esquerda e o governo conservador e privatista que a deputada Priscila defende é exatamente a prioridade que nós damos ao fortalecimento do serviço público para atender a sociedade. Diferente do que a deputada e o Governo Federal defendem, que é o capital privado e a descaracterização do que é o serviço público”, colocou.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Foto: Ricardo stuckert/instituto lula

O foco das atenções do mundo político está na nova rodada de pesquisa de intenção de voto para a presidência da República. Após o ex-presidente Lula ser condenado em segunda instância - o que pode lhe tirar da disputa - o Datafolha publicará, nesta quarta-feira (31), uma pesquisa quentinha sobre a corrida presidencial. A expectativa está quanto a manutenção do petista no pódio mesmo após ser condenado.

Nas últimas rodadas de pesquisa feitas pelo Ibope, o líder petista aparece em primeiro em todos os cenários sendo acompanhado pelo estreante, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). O deputado fluminense, por sinal, criticou a pesquisa nesta terça-feira, 30, e pediu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir a divulgação.

A alegação é que os questionários feitos pelo instituto de pesquisa "revelam tendenciosos, com nítido objetivo de manipular, não apenas o eleitor consultado, mas também aqueles que do seu conteúdo tiverem conhecimento, tudo isso em benefício de uma determinada candidatura, cujo registro perante o TSE é natimorto", afirma. Agora, é esperar para ver si mesmo após condenação, Lula continuará bem perante a opinião pública.

O líder da oposição na Alepe, Silvio Costa Filho (PRB)
O líder da oposição na Alepe, Silvio Costa Filho (PRB)Foto: Roberto Soares/Alepe

Ao fechar o ano de 2017 com um déficit de R$ 972,97 milhões, o Governo do Estado descumpriu a meta fiscal de resultado primário em R$ 36,22 milhões. De posse do Relatório Resumido da Execução Orçamentária, publicado no Diário Oficial do Executivo, nesta terça-feira (30), a bancada de oposição ao governo Paulo Câmara aproveitou para intensificar as críticas contra a administração socialista.

Segundo o deputado estadual Silvio Costa Filho (PRB), os números apresentados no balanço “confirmam o que estamos destacando há três anos: o ajuste fiscal do Estado existe apenas na retórica do PSB e do Governo Paulo Câmara. Pagar salários em dia não é virtude, é obrigação, cumprida por mais de 20 unidades da federação”.

O oposicionista também destacou, em nota, que “pelo terceiro ano seguido as despesas com pessoal chegam à beira do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, quando o Estado fica impedido de dar reajustes, conceder promoções ou contratar novos servidores”. “Durante os três últimos anos oscilamos entre o limite prudencial e o limite geral das despesas com pessoal do Executivo. Este ano fechamos em 48,97% da Receita Corrente Líquida, apenas 0,3 ponto percentual abaixo do limite de 49%”.

Na sua visão, “mesmo num cenário em que a economia do País volta a dar sinais de recuperação, a dívida consolidada de Pernambuco voltou a crescer, encerrando 2017 em R$ 12,47 bilhões – R$ 530 milhões a mais que em dezembro de 2016”. “O montante corresponde a quase três vezes a dívida pública em 2007 (R$ 4,4 bilhões), primeiro ano do PSB à frente do Estado”, colocou, no texto.

Segundo a deputada estadual Priscila Krause, que é componente titular da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), “o governo pernambucano tem hoje uma das piores situações fiscais do País, o que ensejará explicações e atitudes – “mesmo que atrasadas” do governo estadual”.

Ela lembra que Pernambuco saiu de um superávit primário de R$ 777,4 milhões em 2016 para um déficit de R$ 292,2 milhões no ano passado. “Já estamos fazendo uma avaliação dos resultados de estados vizinhos e é possível afirmar que Bahia e Ceará, que têm características comparáveis às nossas, estão longe dessa situação que encontramos aqui. O discurso da crise não se sustenta porque houve um aumento de receita acima da inflação. É uma situação grave porque tem repercussão no Programa de Ajuste Fiscal firmado entre o estado e a União”, registra a parlamentar.

“Nós avisamos reiteradas vezes, sempre que possível, que estávamos a caminho de um ano com muita dificuldade, mas o governo insistiu em vender ilusões. Agora, no último ano da administração, será preciso fazer ajuste na marra, caso contrário seremos um estado ingovernável”, conclui a deputada.

No reinício dos trabalhos legislativos, na próxima quinta-feira (1º), a bancada de oposição vai apresentar um requerimento convidando o secretário da Fazenda, Marcelo Barros, para debater a situação fiscal de Pernambuco.

Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do Recife
Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do RecifeFoto: Folha de Pernambuco

Por Luciano Siqueira*

Certamente, algumas décadas adiante, analistas e historiadores examinarão as duas primeiras décadas deste século 21 como sombrias e atribuladas. A instabilidade hoje é geral: econômica, financeira, social, política, institucional, militar, cultural.

Quem sabe analisem esses tempos terríveis a partir de um instante novo da sociedade humana, em que transformações sociais e políticas de envergadura, consumadas ou em curso, abram perspectivas mais civilizadas e socialmente justas.

O fato é que, nos dias que correm, nada está seguro e tudo pode se dissolver no ar a qualquer instante. Isto se reflete sobre a vida das nações e dos indivíduos. E impacta seriamente a cena política nacional e local. Impõe uma espécie de reinvenção das coisas e do jeito de sobreviver.

Entretanto, tanto quanto segmentos sociais, grupos e indivíduos nem sempre se dão conta da dimensão dessa realidade global adversa, atores políticos persistem em velhas alternativas e práticas, agora que, no Brasil, nos aproximamos de mais um pleito, em que estarão em destaque, sobretudo, a presidência da República e a nova composição do Congresso Nacional.

Na província, as coisas acontecem como se nada de novo estivesse acontecendo. Até mesmo as mudanças parciais na legislação eleitoral são praticamente ignoradas. É de se perguntar: será possível a algum partido ou líder ou agrupamento político se apresentar ao eleitorado com grau razoável de seriedade elidindo a real situação do país?

Isto porque a despeito da inflação baixa, da redução relativa dos juros e ligeiro sinal positivo de superação da recessão, o Brasil está a anos luz de distância da retomada do crescimento econômico. Carece de investimentos públicos em infraestrutura, variável decisiva para o desenvolvimento sustentável, para além dos chamados "voos de galinha".

Mas acontece que Temer e o grupo que comanda o governo central, cumprindo a agenda com a qual se compromete perante o Mercado, desmonta elementos fundamentais para que a verdadeira retomada do crescimento venha a ocorrer. Há um esfacelamento diário, através de leis, decretos normativos e portarias, do Estado nacional. O que se faz com a Petrobras, negociando ativos estratégicos os a preço de banana, e o que se pretende igualmente fazer com o parque energético brasileiro, são exemplos deploráveis disso.

Assim, o debate eleitoral local, para ser sério, há que reconhecer os laços indissociáveis entre a situação em Pernambuco e o que se passa no país. Fora disso, ocupam o primeiro lugar no pódio a demagogia e os artifícios midiáticos.

*Luciano Siqueira é vice-prefeito do Recife.

Daniel Coelho é deputado federal pelo PSDB
Daniel Coelho é deputado federal pelo PSDBFoto: Agência Câmara

Ao indicar que pode entregar a cabeça de chapa a Márcio França (PSB), para dar solidez ao seu projeto presidencial, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), abriu focos de insatisfação dentro do partido. A proposta, que recebeu críticas do presidente estadual da sigla e deputado federal, Bruno Araújo, e do prefeito de São Paulo, João Doria, também foi reprovada pelo deputado federal Daniel Coelho, que integra um grupo de jovens tucanos chamados de “cabeças pretas”. Na sua visão, Alckmin tem cometido “erros graves”, que podem frustrar seus planos.

Para Daniel, Alckmin “erra ao direcionar seu discurso para os políticos e aos partidos, ao invés de tentar se conectar com a sociedade”. “Vejo erros graves na sua postura. Acho até que ele é preparado e tem capacidade para ocupar um espaço de centro. Mas sua atitude está mais voltada para a articulação de alianças do que para o diálogo com população. Neste momento, devia ser o contrario”, afirmou.

Leia também
Alckmin defende candidatura única para o governo de SP
Bruno: Apoio do PSDB a Márcio França não influencia Pernambuco


Segundo o deputado, neste aspecto, todos os pré-candidatos a presidente estão se equivocando, menos Bolsonaro. “Marina Silva, por exemplo, peca pela ausência de fala. O PT erra por insistir na tese de vitimização, com a condenação de Lula, e Ciro Gomes muda de opinião a cada dia. O único que está se comunicando diretamente com a população é Bolsonaro, mesmo com seu discurso limitado e suas opiniões equivocadas”, pontuou.

Assim como Bruno Araújo, Daniel Coelho avalia que o PSDB é um partido “orgânico”. Por isso, na sua opinião, o apoio a Márcio França não terá o aval da cúpula paulista. “Alckmin pode até indicar Márcio França para encabeçar a chapa. Mas se alguma liderança histórica colocar outro nome, o PSDB deve optar por alguém do partido. Vai ser muito difícil entregar a legenda para outra sigla em São Paulo”, disse.

Daniel também não acredita que o apoio de Alckmin a Márcio França deve influenciar as alianças costuradas pelo PSDB em Pernambuco. “Sempre se discute sobre o aval dos diretórios nacionais nas eleições. Mas, no final das contas, isso nunca determinou a condução das coligações nos estados”, explicou.

Racha

Após o racha dentro do PSDB-PE, em torno da composição do diretório em Pernambuco, Daniel Coelho ainda não voltou a falar com Bruno Araújo, que preside a sigla no estado. O deputado quase deixou a legenda para se filiar ao PSL, mas recuou após a agremiação decidir filiar o deputado Jair Bolsonaro, que tenta viabilizar sua candidatura presidencial.

“Estou sendo procurado por vários partidos, mas ainda não me decidi. Mantenho um canal de diálogo com o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) e o senador Armando Monteiro (PTB)”, disse. Os dois integram o bloco de oposição no estado, que também conta com lideranças como o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e o ministro Fernando Filho (Sem partido). O grupo, que articula uma candidatura ao governo estadual, se reuniu em Petrolina, neste sábado (27). Mas Daniel não compareceu ao evento.

Tribunal de Contas de Pernambuco
Tribunal de Contas de PernambucoFoto: TCE-PE

A Segunda Câmara julgou irregulares nesta terça-feira (30) cinco processos de Gestão Fiscal das prefeituras de Cabrobó, Barreiros, Araçoiaba, Primavera a Glória de Goitá, aplicando pena de multa aos seus responsáveis.

O de Cabrobó teve como responsável o ex-prefeito Auricélio Menezes Torres. Ele terá que pagar uma multa no valor de R$ 54 mil, correspondente a 30% da soma do seu subsídio anual. Já o de Barreiros teve como interessado o ex-prefeito Carlos Artur Soares de Avellar Júnior, igualmente condenado a pagar uma multa no mesmo valor: R$ 54 mil. Ambos os processos foram relativos ao exercício financeiro de 2014.

O processo de Araçoiaba, referente ao ano de 2015, teve como responsável o então prefeito Joamy Alves de Oliveira, a quem foi imputada uma multa no valor de R$ 57.600,00. O de Primavera, também de 2015, de responsabilidade da então prefeita Severina Moura Batista Peixoto, resultou na aplicação de uma multa no valor de R$ 26.400,00.

Por último, foi julgado o processo de Glória do Goitá, igualmente de 2015, que teve como interessado o então prefeito Zenilto Miranda Vieira. Ele foi condenado ao pagamento de uma multa no valor de R$ 56.886,00. Todos esses gestores foram penalizados porque comprometeram nos mencionados exercícios mais de 54% da receita corrente líquida dos seus municípios com a folha de pessoal.

Porto de Suape
Porto de SuapeFoto: Divulgação

O Complexo Industrial Portuário de Suape divulgou um balanço das ações realizadas no ano passado. Segundo a gestão do porto, "foi um ano marcado por recordes sucessivos de movimentação, atração de grandes investimentos para o Estado". Além disso, projetos até então travados começaram a sair do papel e foram implantadas iniciativas na área de planejamento e gestão, que reafirmam a condição de Suape como principal atracadouro do Norte e Nordeste do Brasil.

Em 2017, o porto alcançou a maior movimentação anual de sua história, com um total de 23,8 milhões de toneladas de cargas (+ 4,7% em relação a 2016) que chegaram ou deixaram o porto pernambucano. Assim como em 2016, os graneis líquidos (óleos, combustíveis e outros derivados de petróleo) permanecem na dianteira como a carga mais operada em Suape, com um total de 17,6 milhões de toneladas (74% do total). O destaque, no entanto, foi o crescimento, sobretudo, de contêineres e veículos, que alcançaram também as maiores marcas já registradas em Suape. Em 2017, foram 464.490 TEUs (+18,9%) e 80.080 automóveis (+46%), respectivamente.

Na área do porto organizado, o principal deles é o segundo terminal de contêineres, o Tecon 2. O projeto, orçado em quase R$ 1 bilhão, mais que dobrará a capacidade anual de movimentação de contêineres do porto, passando dos atuais 700 mil para 1,7 milhão de TEUs. Seu estudo de viabilidade foi desenvolvido por Suape e já está nas mãos do governo federal.

A ampliação de seu parque de tancagem, com investimentos privados de R$ 540 milhões, também merece destaque. Juntos, os projetos das empresas Decal, Pandenor, Tequimar e Temape expandirão a capacidade estática de armazenagem dos atuais 700 mil m³ para mais de 1 milhão de m³. Além deles, estão em andamento os projetos de arrendamento do pátio de veículos, de criação do pátio de triagem de caminhões, de cessão de uma área para envase e distribuição de GLP, entre outros. Essas novas estruturas refletirão em mais carga e mais oportunidades em Suape.

Além disso, o laboratório Aché iniciou a terraplenagem do terreno onde será instalada a maior planta industrial da marca para fabricação e distribuição de produtos farmacêuticos. O processo de instalação é um dos maiores aportes privados em andamento em todo o Brasil, com investimento de R$ 500 milhões.

Meio Ambiente

Em seus 13,5 mil hectares de área, 59% são destinados à Zona de Preservação. Na área do porto, Suape continua realizando o monitoramento do bioma marinho e de espécies, além da fiscalização de obras importantes, como a dragagem do canal de acesso ao Vard Promar e o reparo do molhe de proteção do porto externo. Entre as ações preventivas, destaque para a atualização do Plano de Emergência Individual (PEI), desenvolvido para responder a qualquer tipo de acidente e aprovado pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

No âmbito social, além de trabalhar diariamente no contato com os moradores das 27 comunidades que estão inseridas no território de Suape, a administração conduziu as negociações para reassentar as famílias, que hoje vivem em áreas industriais e de preservação, em novas áreas urbanas e rurais. Os primeiros 687 imóveis do Conjunto Habitacional Governador Eduardo Campos serão entregues ainda no primeiro semestre.

Joaquim Barbosa
Joaquim BarbosaFoto: José Cruz/Agência Brasil

Depois que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), declarou publicamente que pode abrir a cabeça da chapa e apoiar a reeleição de seu vice, Márcio França (PSB), a ala socialista favorável à candidatura própria- convite feito ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa- articula um manifesto para se contrapor à aliança com os tucanos.

De acordo com o deputado federal, Julio Delgado (PSB), apesar de São Paulo ser o maior e mais rico estado brasileiro, uma união com o PSDB poderia ser desastrosa. Segundo ele, o apoio à candidatura à Presidência de Alckmin em troca do estado paulista está longe de ser a vontade e desejo do partido.

"Ao mesmo tempo em que ele (Alckmin) fez uma sinalização, João Dória, prefeito de São Paulo e Ar­thur Virgílio, de Manaus, afirmaram que o PSDB não pode fazer isso- abrir mão da cabeça de chapa. Temos que desencostar do que condenamos. Acho que é importante. Alckmin saindo candidato, o governo será assumido pelo Márcio França, que deverá disputar o governo. Agora acho que apoiar Alckmin está longe da vontade e do desejo do partido", explicou.

Em dezembro do ano passado, a Executiva Nacional do PSB decidiu que o partido iria marchar com siglas de centro-esquerda.

Entusiasta da candidatura de Joaquim, que é cortejado desde 2014 pelo PSB, Delgado afirmou que o diretório de Minas Gerais já elaborou um manifesto em favor do nome do ex-ministro.

Após o recesso, o socialista vai capitanear outro documento com apoio da bancada da legenda no Congresso. Para o parlamentar, a postulação de Joaquim, por ter potencial de puxar votos, poderia ajudar mais França que uma aliança com o PSDB.

Ontem, Alckmin falou que apesar de ser natural que o PSDB tenha candidato próprio, não dá pra ir para a mesa de negociação com uma pré-condição. Em Pernambuco, no entanto, a aliança com o PSDB pareceu agradar a quadros do PSB.

Leia também:
Alckmin defende candidatura única para o governo de SP
Reação à judicialização também aproxima PT e PSB


De acordo com o presidente da Perpart, André Campos (PSB), a decisão que envolve São Paulo repercute em todos os estados do país."Teria peso não só em Pernambuco.

Depois do fator de Lula, com a impossibilidade de ele não disputar, a decisão pode ter alguma influência. É uma questão a ser ponderada". Atrair partidos é uma preocupação do PSB local.

Com a possibilidade de perder o MDB, Câmara corre risco de ficar com 30% a menos no tempo de TV.

Marília Arraes
Marília ArraesFoto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

Embalada com uma maré positiva a seu favor em virtude de pesquisas lhe deixando bem colocada, a vereadora do Recife e pré-candidata ao governo de Pernambuco, Marília Arraes (PT), vem percorrendo o interior do Estado para se cacifar e ontem, no programa de rádio Farol de Notícias, na Vilabela FM, em Serra Talhada, deu declarações ressaltando o seu interesse em receber apoios de peso.

“Se o PSB quiser coligar com a gente pode vir, não tem problema, não”, disse a petista após pesquisas do Instituto Múltipla lhe apontar como terceira via com a menor rejeição.
À Rádio Vilabela, Arraes reforçou que não vai flexibilizar seu programa de governo.

“A gente tem que aceitar apoio. Miguel Arraes foi apoiado por gente que tentou assassinar ele em 64. Mas ele não flexibilizou seu projeto de governo por conta disso, não fez flexibilização ideológica. Então, nós podemos sim, lógico (coligar).

Leia também:
Marília Arraes ganha impulso para consolidar candidatura

Quem quiser apoiar seja bem vindo, agora não vamos mudar e flexibilizar o nosso projeto para fazer um projeto parecido com o que Michel Temer está fazendo com o Brasil que é isso o que eles defendem”, afirmou a vereadora, também se referindo ao ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).

Pesquisa
Em pesquisa recente, a petista apareceu com 14,5% das intenções de voto na primeira pesquisa registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) para as eleições de 2018.
De acordo com o “Instituto Múltipla”, que ouviu 600 pessoas em 65 municípios, o senador Armando Monteiro (PTB) lidera com 20,5%, seguido pelo governador Paulo Câmara (PSB), com 16%.

Fora do pleito em 2014, a petista está em empate técnico com os primeiros colocados, e já considera o apoio do PSB e de aliados do presidente Michel Temer (PMDB) para concorrer ao Palácio do Campo das Princesas.

Responsável pelos números da corrida estadual, o Instituto de Pesquisa Múltipla está sediado no centro de Arcoverde, no Sertão do Moxotó, conforme dados públicos, registrado no nome de Maria Edna Fallabella.

Segundo o registro no TRE-PE, a contratante da pesquisa é a própria empresa, que realizou as entrevistas entre 18 e 22 de janeiro. O instituto aponta que Marília cresceu de 10% para 14,5%, enquanto Paulo Câmara caiu de 18,7% para 16%.  O crescimento de Marília corrobora com a tese de que uma candidatura própria do PT seria o caminho ideal para assegurar a formação de uma bancada petista fortel.

Cautela
Apesar das pesquisas apontarem boa desenvoltura de Marília, o senador Humberto Costa (PT) afirma que a candidatura própria passará pelo crivo da executiva nacional, que avaliará o melhor cenário para garantir a candidatura de Lula.

Senador Humberto Costa
Senador Humberto CostaFoto: Arthur de Souza

Com pretensões de renovar o mandato no Senado Federal, o senador Humberto Costa (PT), criticou, nesta segunda-feira, 29, o palanque de oposição montado em Petrolina. No último sábado, 27, na cidade sertaneja, lideranças do PTB, PSDB e DEM se reuniram no segundo ato político contra o governo Paulo Câmara (PSB). Para o senador, que está colocado em outro plano da oposição ao Campo das Princesas, a Frente que está montada com os tucanos e Democratas "é o que há de pior da política de Pernambuco".

"São as oligarquias da época dos engenhos, da época da casa grande e senzala", disparou o senador petista durante entrevista à CBN Recife. O petista, entretanto, fez questão de ressaltar que o senador Armando Monteiro Neto (PTB) seria o único ponto fora da curva e que o petebista - antigo aliado - estaria cometendo um equívoco. "É uma direita tão empedernida, atrasada que não aceitou nem Arraes. É a nata do que sustentou a ditadura militar", avaliou Costa.

No entendimento do senador, o palanque montado não deverá ter o aval da população. "Não acho que o povo de Pernambuco vai fazer um retrocesso", disse lembrando ainda que os opositores são alinhados ao governo do presidente Michel Temer (MDB).

assuntos

comece o dia bem informado: