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As iraquianas pretendem aprender a língua portuguesa e conseguir emprego
As iraquianas pretendem aprender a língua portuguesa e conseguir empregoFoto: Divulgação

Mais um capítulo da história das iraquianas Magida Darwish (20), Ida Aman Heji (24) e do menino Lavan Dawud (4) teve início nesta segunda-feira (29). Acompanhadas do secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, e do executivo de Direitos Humanos, Eduardo Figueiredo, as estrangeiras foram até a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, no Recife, para solicitar a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). A intenção é que portando o documento elas possam conseguir um emprego e alcançarem a estabilidade aqui mesmo no Brasil.

A dupla foi interceptada com passaportes falsos no Aeroporto Internacional do Recife Gilberto Freyre, na madrugada de 30 de dezembro do ano passado. O caso imediatamente passou a ser tratado pelo Governo de Pernambuco como causa humanitária, visto que a localidade de origem dos três, a região autônoma do Curdistão, no Oriente Médio, encontra-se em guerra civil.

“Qualquer refugiado que chegar aqui no Estado terá toda a assistência da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Essa é uma determinação do governador Paulo Câmara, que tem acompanhado diretamente essa questão. O Brasil é um País aberto às comunidades internacionais e Pernambuco tem o mesmo entendimento”, ressalta o secretário Pedro Eurico.

Os passaportes oficiais já foram entregues às iraquianas, o pedido de refúgio no Brasil também já foi oficializado junto ao Comitê Nacional para Refugiados (Conare), que já expediu o protocolo que servirá como documento que garante provisoriamente a legalidade deles no País. Além da CTPS, Magida e Ida também já têm registro no Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Elas pretendem aprender a língua portuguesa e conseguir emprego. “Diferente de onde estávamos, a vida aqui tem sido tranquila e agradecemos a todos os envolvidos pelo que vêm nos proporcionando. Estamos nos estabelecendo aos poucos, mas não é uma situação fácil. Estamos longe das nossas famílias. Isso é muito doloroso” explica Magida.

Magida, Ida e Lavan permanecerão abrigados na Comunidade Obra de Maria, em São Lourenço da Mata, até que consigam se manter financeiramente no Estado. De acordo com o Conare, enquanto os trâmites processuais para legalização das iraquianas no país estão em andamento elas não poderão ser extraditadas. O órgão possui cerca de 50 mil pedidos de refúgio e o prazo para julgamento é de, pelo menos, dois anos.

Antônio Campos
Antônio CamposFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Presente no primeiro encontro do bloco de oposição ao governo Paulo Câmara (PSB), em dezembro, o advogado Antônio Campos (Podemos), autor da ação que freou o processo de privatização da Eletrobrás, não participou da segunda edição do evento, neste sábado (27). Questionado sobre sua ausência, explicou que possui "divergências e convergências" com o grupo e que não descarta apoiar a candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo.

O ato oposicionista, desta vez, foi realizado em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, reduto eleitoral do ministro das Minas e Energia, Fernando Filho (Sem partido), que defende a venda da companhia. Na véspera do evento, inclusive, Fernando Filho fez uma detalhada explanação sobre a necessidade de privatização da Eletrobrás na residência de sua família, em Petrolina. A fala aconteceu durante um jantar, oferecido a personalidades da política e empresários.

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“Temos convergências e divergências. Em relação ao ato de Petrolina, em que o personagem principal era Fernando Bezerra Coelho, como tenho tido um posicionamento da Eletrobrás de discordância, e para evitar constrangimento, resolvi não comparecer”, explicou Antônio Campos, nesta segunda (29).

Questionado sobre sua relação com o bloco oposicionista, o advogado afirmou que está “dialogando com várias frentes” e não descarta apoiar a candidatura de Marília, que é neta de Miguel Arraes e sua prima. “Tenho dialogado com o G4, a Rede e com Marília. Acho que ela é uma candidata a ser considerada no cenário politico. Embora a candidatura seja pelo PT, ela tem o legado de Arraes e eu respeito isso. Tenho uma relação boa com Marília e não descarto essa possibilidade”, colocou Antônio Campos, que chegou a espalhar, no Whatsapp, vídeos e fotos do encontro realizado por Marília no mesmo dia do evento oposicionista.

Comdefesa irá atuar no mapeamento das indústrias locais
Comdefesa irá atuar no mapeamento das indústrias locaisFoto: Hélia Scheppa/SEI

O governador em exercício, Raul Henry (MDB), assinou, nesta segunda (29), um termo de compromisso para criação do Comitê Empresarial da Indústria de Defesa (Comdefesa). Fruto de uma parceria entre o Ministério da Defesa, o Governo de Pernambuco, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) e as Forças Armadas do Brasil, o Comitê é o primeiro a ser instalado no Nordeste e tem o intuito de agregar mais valor às cadeias produtivas, além de promover a competitividade e incentivar o avanço tecnológico das empresas locais. A solenidade foi realizada na sede da Fiepe, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

“Pernambuco tem, hoje, uma base industrial muito diversificada, e o nosso propósito ao integrar esse comitê é possibilitar a atração de novas indústrias na área da defesa, contribuindo para a geração de empregos, o que incrementa a economia do Estado. Para isso, vamos oferecer todas as condições necessárias com programas de incentivos fiscais, assim como a gente já oferece para as empresas que vem a Pernambuco. Então, será importante essa parceria com a Fiepe e o Ministério da Defesa, para que a gente possa buscar outras empresas que possam participar desse cluster”, destacou Raul, lembrando que um importante passo já foi dado por Pernambuco na exploração do setor com o anúncio da vinda da multinacional suíça Ruag, com um investimento de 15 milhões de euros.

Entre suas principais funções, o Comdefesa irá atuar no mapeamento das indústrias locais com potencial de fornecimento, realizar o cadastramento das empresas do Estado, assim como a catalogação de seus produtos nos órgãos do Ministério da Defesa e nos membros da OTAN. Estão previstas também ações mais incisivas como a realização de eventos regionais, acompanhamento das oportunidades de negócios, orientação jurídico-legal, divulgação e difusão das ações e da atuação em estratégias integradas para inserir novas empresas no setor.

Ao defender a importância da criação do Comitê, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, frisou que, além de ajudar a consolidar Pernambuco como um polo de desenvolvimento da indústria da defesa, a medida irá impulsionar reflexos positivos na balança comercial do País. “O Comdefesa será a ponte entre a indústria do Brasil e a do exterior. Ele vai formular uma política específica do Estado, seus instrumentos e seus mecanismos para que a gente possa avançar e atrair ainda mais indústrias. Então, a vinda desse Comitê para o Nordeste, para Pernambuco, significa trazer mais empregos, tecnologias, salários acima da média da indústria, impostos. Enfim, é trazer desenvolvimento para a região e para o Estado de Pernambuco", pontuou.

Para o presidente da FIEPE, Ricardo Essinger, o foco será atrair novas parcerias e conhecimento, estimulado o aumento da competitividade da indústria local. “A partir de agora, nós vamos ter a possibilidade de sermos fornecedores do Ministério da Defesa. E isso representa um grande crescimento para as indústrias do vestuário, da construção civil, de alimentos, da metalmecânica, ou seja, todos os ramos industriais serão beneficiados. Contudo, teremos um desenvolvimento maior no polo de informática, por ser um grande demandante de serviços da indústria de defesa”, afirmou Essinger.

O Comitê será composto pelo Governo de Pernambuco, através da AD Diper; pela Secretaria de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa; pelas Forças Armadas do Brasil (Marinha, Exército e Força Aérea); e pela FIEPE, através do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (SINDUSCON/PE) e outros sindicatos associados à Federação.

Secretaria de Administração do Paulista
Secretaria de Administração do PaulistaFoto: Assesoria de comunicação do Paulista

Os servidores públicos da Prefeitura do Paulista devem ficar atentos. A partir do dia 19 de fevereiro, a Secretaria Municipal de Administração e Previdência inicia o censo funcional 2018. A meta é atualizar e validar os dados cadastrais de cinco mil trabalhadores ativos, inativos e pensionistas. O procedimento, obrigatório para os municípios que possui Regime Próprio de Previdência Social, segue até o dia 22 de março.

A gestão municipal estabeleceu um cronograma de atendimento que leva em consideração o mês de nascimento do trabalhador. Isso significa que quem nasceu em janeiro terá de procurar os postos de atendimento primeiro do que os aniversariantes de abril, por exemplo. Quem não realizar o censo terá os rendimentos e/ou proventos bloqueados até que a situação seja regularizada.

O público-alvo do censo terá cinco locais diferentes para realizar o procedimento. Os endereços são os seguintes: Instituto de Previdência do Município do Paulista – PREVIPAULISTA (Rua Adeílson José Alves Silva, nº 102, Centro); sede da Prefeitura do Paulista (Av. Marechal Floriano Peixoto, s/n, Centro); Secretaria de Administração e Previdência (Rua da Mangueira, nº 05, Centro); Secretaria de Educação (Av. Marechal Floriano Peixoto, s/n, Centro); e Secretaria de Saúde (Rua Cleto Campelo, nº 59, Centro).

Vistoria foi realizada na manhã desta segunda (29)
Vistoria foi realizada na manhã desta segunda (29)Foto: Divulgação

Cerca de duas semanas depois do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) expedir um “alerta de responsabilização” à Companhia Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), em razão do atraso das obras do Canal do Fragoso, em Olinda, o presidente do órgão público, Raul Goiana, realizou uma vistoria no local, na manhã desta segunda-feira (29). Ao lado do diretor de obras da Cehab, Gustavo Costa, e de Wilton Neiva, diretor da empresa Ferreira Guedes, responsável pela obra, o gestor foi identificar os pontos que receberão limpeza até a chegada do inverno, para evitar novos alagamentos.

"Considerando que as obras do Canal ainda estão em execução é importante agir preventivamente no sentido de permitir a máxima desobstrução dos pontos críticos de alagamento, minimizando os transtornos para a população na estação chuvosa", explicou Raul Goiana.

Em razão das fortes chuvas que caíram no município em 2016, causando sérios transtornos à população, o TCE sugeriu a formação de um grupo técnico de trabalho, com representantes de várias entidades, para acompanhar a evolução das obras, que já são objeto de uma Auditoria Especial no órgão sob a relatoria da conselheira.

Seis meses depois, foi proposto a criação de outro Grupo de Trabalho com representantes de diversos órgãos, entre eles a CPRH, Ministério das Cidades, Procuradoria Geral do Estado, Ministério Público, Prefeitura de Olinda e empresas contratadas para execução da obra a fim de pressionar os responsáveis para acelerarem a sua conclusão. Este grupo realizou 11 reuniões de monitoramento, identificando “de forma clara e objetiva” os entraves existentes à retomada das obras. Segundo a conselheira, “ações pontuais e emergenciais” foram realizadas, contribuindo para que não se repetisse a situação do ano anterior, “mas as decisões estruturadoras continuam paralisadas”.

Armando participou de procissão em Machados
Armando participou de procissão em MachadosFoto: Divulgação

Em disputa contra o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) pela cabeça de chapa na eleição deste ano, o senador Armando Monteiro (PTB) intensificou suas agendas pelo interior do estado. Um dia depois de participar do segundo grande encontro das oposições, neste sábado (27), em Petrolina, prestigiou a procissão de São Sebastião, em Machados, no Agreste pernambucano. Na ocasião, aproveitou para reforçar as críticas ao governo estadual.

Em conversas com os moradores, Armando pregou que os pernambucanos devem pedir em suas orações mais paz e tranquilidade para o Estado, diante dos altos índices de violência. "Os pernambucanos precisam orar e pedir que o Estado tenha mais paz, tranquilidade e esperança para a população. Pernambuco vive um tempo de falta de esperança em função do quadro de violência que se estabeleceu no Estado e também de desemprego. É momento de pedir a Deus que olhe para Pernambuco", afirmou.

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O petebista acompanhou o cortejo religioso em homenagem ao padroeiro da cidade ao lado da população e de lideranças como os ex-prefeitos Manoel Plácido e Cido (PTB), e do presidente estadual do PTB e deputado, José Humberto Cavalcanti. A festa completa o centenário neste ano e levou uma multidão às ruas, num gesto de devoção e espiritualidade.

Teresa Duere
Teresa DuereFoto: TCE-PE

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) julgou irregular, na última quinta-feira (25), o objeto da Auditoria Especial realizada na Secretaria das Cidades do Estado, exercício 2014, que analisou a execução das obras de implantação do “Ramal da Avenida Agamenon Magalhães do Corredor de Transporte Público de Passageiro Norte-Sul”. Aos responsáveis, foi imputado um débito no valor R$ 2.541.383,00 por pagamentos indevidos e deficiência na fiscalização do contrato.

Segundo a conselheira e relatora do processo, Teresa Duere, a obra teve início em 8 de abril de 2013 e tinha prazo inicial de 540 dias para sua conclusão. Em seguida, foram emitidos cinco boletins de medição totalizando R$ 2.541.383,00. Já em 17 de dezembro de 2013, a Secretaria das Cidades solicitou a suspensão da execução da obra ao Consórcio HFC Corredor Agamenon (composto pelas empresas Heleno Fonseca Construtécnica S.A e Cosbem Construções e Comércio Ltda) alegando ausência da celebração do Termo de Compromisso do Repasse pela Caixa Econômica Federal. Na época ficou autorizada apenas a continuação da elaboração de projetos executivos.

“Considerando o alerta de responsabilização encaminhado ao Secretário das Cidades do Estado em 22 de julho de 2016 e considerando o volume de recursos financeiros desperdiçados com mais uma obra pública inacabada-paralisada, somados aos prejuízos sociais causados, tendo em vista que a população não pode usufruir dos benefícios previstos no projeto, julgo irregular o objeto da presente Auditoria Especial, imputando o débito de R$ 2.541.383,00”, diz o voto da relatora Teresa Duere. Ela também ressaltou que não houve por parte da Secretaria das Cidades, durante o período de suspensão da obra, “empenho e dedicação” para a retomada do empreendimento.

A conselheira substituta Alda Magalhães acompanhou o voto da relatora, mas divergiu quanto à responsabilização do gerente de obras e do fiscal do contrato. Segundo ela, devem ser responsabilizados exclusivamente os secretários especiais de Mobilidade Urbana, Gustavo José de Barros Gurgel e João Henrique Moraes Pinheiro, conforme o período em que ocuparam o mencionado cargo. O conselheiro Ranilson Ramos e a própria relatora acompanharam o voto da conselheira Alda Magalhães.

Marília Arraes e o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque
Marília Arraes e o prefeito de Serra Talhada, Luciano DuqueFoto: Sabrina Oliveira/ Divulgação

Maiores lideranças do PT no Estado, o senador Humberto Costa (PT) e o ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), seguem atribuindo à direção nacional do PT a decisão sobre os rumos eleitorais da sigla no Estado. Começa a ganhar eco, no entanto, a tese de que uma candidatura própria seria o caminho ideal para assegurar a formação de uma bancada petista pernambucana na Câmara Federal.

Nos bastidores, crescem avaliações de que, caso o PT resolva voltar à Frente Popular, correrá o risco de servir apenas de cauda para outros candidatos. Nestas eleições, cada coligação terá que atingir no mínimo 170 mil votos para conquistar uma cadeira. Em 2014, o PT fez cerca de 380 mil votos, mas não elegeu nenhum deputado federal porque se coligou com o PTB e só fez doar votos.

Pré-candidata a governadora pelo PT, a vereadora Marília Arraes defende a importância de uma candidatura majoritária própria para que o partido resgate o protagonismo nos legislativos estadual e federal. "Temos que ter em mente que uma gestão do Executivo não consegue avançar sem uma bancada forte e coesa. Com certeza, uma candidatura própria dá a legitimidade necessária para a busca do voto do eleitor que não compactua com os retrocessos que estão ocorrendo no Estado e no País" opina a petista, que cumpriu agenda pelo Sertão pernambucano desde a quinta-feira.

Na manhã do último sábado, Marília esteve ao lado do prefeito Luciano Duque (PT), e de diversas lideranças políticas em visita à feira de Serra Talhada. “Hoje, passamos mais de duas horas conversando com os feirantes, com os consumidores, assim como Arraes fazia antigamente”, pontuou o prefeito. Depois, em evento na cidade, a petista lançou seu nome à corrida pelo Executivo Estadual e não poupou críticas à gestão socialista.

Embora admita que a candidatura da vereadora ao Governo do Estado mobiliza o partido e a militância, João Paulo pontua que a prioridade da legenda é a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, as candidaturas regionais vão passar pelo crivo da Nacional. "A candidatura de Marília é a decisão do PT. Tem diversas posições no partido. No meu entendimento, a prioridade número um é a eleição de Lula e cada Estado vai adequar a essa estratégia nacional". disse o ex-gestor.

Na mesma linha, o senador Humberto Costa, tido como um dos que são favoráveis a uma aliança com o PSB, disse que vai acompanhar a decisão que a Executiva Nacional definir. Ele justifica que não poderia comentar o peso da candidatura de Marília na conjuntura local porque viajou a São Paulo e não participou do evento dela. O ato de lançamento da postulação de Marília não contou com nenhuma das graduadas lideranças da cúpula petista.

Em reserva, um parlamentar oposicionista avalia que se o PT quiser recompor a bancada federal a melhor estratégia é ter candidatura própria. "O PT tem que começar tudo de novo. Marília, pelo fato de ser mulher e neta de Arraes, terá, no mínimo, 600 mil votos. Se lançar ela, o PT faz três deputados federais e seis estaduais", calcula. Para ele, a condenação de Lula no Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4) mudou o cenário, minando uma possível coligação com o PSB. "Se for pro chapão, é chuva. Não elege ninguém. Só se o marqueteiro for feiticeiro", acrescentou. Afastado da vida pública nos últimos anos, o ex-deputado federal Fernando Ferro (PT) anunciou, inclusive, que resolveu se candidatar a deputado federal em função da candidatura de Marília Arraes.

Prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), em entrevista à Rádio Folha FM 96,7
Prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), em entrevista à Rádio Folha FM 96,7Foto: André Nery/Folha de Pernambuco

Presente no encontro das oposições em Petrolina, realizado neste sábado (27), a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), que será anfitriã do próximo evento, no dia 3 de março, reforçou o coro contra o comportamento do governo Paulo Câmara (PSB), com relação à destinação de verbas para os municípios. Na sua avaliação, a gestão socialista governa “a partir da bandeira partidária que está fincada nas prefeituras”.

Em seu discurso, Raquel falou que o governo “persegue” e “exclui aqueles que se contrapõem”. Para ela, a população também sente a ausência do poder público estadual. “Essa ausência reflete diretamente na vida de cada um. Não podemos estar isolados do governo do estado. A gente não pode ter pessoas que governam o estado a partir das cores partidárias. E escolhe que povo pode ter acesso a um serviço de água, abastecimento e saneamento, a partir da bandeira partidária que está fincada nas prefeituras. Depois da eleição, acaba o palanque”, disse.

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Em tom de desabafo, a tucana lembrou do tempo em que participou da gestão do ex-governador Eduardo Campos, para justificar que não se sente mais representada pelo governo do PSB. “Ouvimos de Miguel Arraes que não podemos destruir com os pés aquilo que construimos com as mãos. Fiz parte do Governo de Pernambuco durante o governo de Eduardo Campos. Fui secretária de Criança e Juventude. Fui eleita e reeleita pelo PSB. Mas este projeto que está aí já não me representa mais. Porque parece que perdeu a grande alma”, pontuou.

Fernando Filho defendeu união entre oposicionistas
Fernando Filho defendeu união entre oposicionistasFoto: divulgação

Enquanto o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) disse que era o mais “animado” da oposição e se ofereceu abertamente para ser o candidato do grupo ao Governo do Estado, o ministro Fernando Fillho (Sem partido) preferiu a ponderação. Em seu discurso no segundo grande evento do bloco, realizado em Petrolina, neste sábado (27), o titular da pasta de Minas e Energia pregou o “respeito pelo que cada um pensa”.

Durante sua fala, Fernando Filho comentou sobre as críticas recebidas pelo bloco oposicionista, com relação à sua capacidade de coesão. Na sua visão, as diferenças entre cada liderança é positiva. “Muitos aqui já falaram da união. Muitos já falaram da dúvida que se tinha sobre nosso poder de algutinar, pelas nossas diferenças, que são muitas. E é bom que sejamos diferentes um do outro”, disse.

Para o ministro, é importante ter a consciência de que a coesão do grupo será decisiva nesta eleição. “Temos que praticar todo dia o respeito pelo que cada um pensa. O respeito pela deficiência que cada um tem. E estamos fazendo isso com maestria. Porque mais importante do que colocar o problema de Petrolina ou de Caruaru, temos todos a consciência de que se não nos juntarmos não seremos capazes de vencer esta batalha”, colocou.

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Porém, logo após seu discurso, seu pai fez questão de afirmar que é “o mais animado” da frente oposicionista e, por isso, colocou seu nome à disposição para disputar o governo. “ Eu me preparei e estou pronto. Se for escalado, serei o mais animado de todos”, garantiu FBC.

Mas, na sequência, ele afirmou que, se for escalado para outro posto, terá “o mesmo entusiasmo”. “Sou bom de faro. Já disputei 9 eleições de governador e ganhei sete delas. Perdi somente duas. Estou sentindo cheiro de vitória aqui. O cheiro de mudança que vai se consolidar em todo Pernambuco”, disse.

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