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Bruno Araújo atacou o governo Paulo Câmara durante evento das oposições
Bruno Araújo atacou o governo Paulo Câmara durante evento das oposiçõesFoto: divulgação

Após o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), admitir que pode abrir mão da cabeça de chapa e apoiar a reeleição de seu vice, Márcio França (PSB), o deputado federal Bruno Araújo (PSDB), que preside o partido no estado, descartou a possibilidade da aliança influenciar o jogo político em Pernambuco. No segundo grande evento da oposição em Petrolina, neste sábado (27), o tucano afirmou que não há “condicionamento” para formação das chapas, já que seu partido integra o bloco que pretende lançar uma candidatura contra o governo Paulo Câmara (PSB).

Segundo aliados próximos de Geraldo Alckmin, o apoio a Márcio França ajudará a garantir um bom leque de forças para a candidatura presidencial do tucano. Para o governador de São Paulo, é “natural” e “legítimo” que o socialista dispute o cargo, pois uma candidatura única favoreceria o grupo. Além disso, a aliança permitiria a busca por votos onde o PSB possui influência, como a região do Nordeste, onde o tucano é mais frágil eleitoralmente.

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Porém, na visão de Bruno, esta tese não pode ser aplicada em Pernambuco. “O PSDB de São Paulo é um partido orgânico. Maior do que as próprias lideranças. E obviamente que qualquer apoio nacional à nossa candidatura é muito bem vindo. Só não há nenhum condicionamento com relação à autonomia e força local do PSDB em Pernambuco. Quem quiser votar em Geraldo Alckmin é muito bem vindo. So que nao há condicionante com Pernambuco”, garantiu.

Durante o encontro em Petrolina, que contou com a participação de lideranças como os ministros das Minas e Energia, Fernando Filho (Sem partido), e da Educação, Mendonça Filho (DEM) e dos senadores Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (MDB), Bruno aproveitou para alfinetar a gestão Paulo Câmara. “Eu sabia desse governo como incompetente e despreparado, mas nós vemos agora que além de tudo é um governo desonesto com as informações”m colocou, na ocasião.

Segundo ele, o socialista tem anunciado investimentos sem citar que os recursos foram destinados pelo Governo Federal, durante sua passagem pelo Ministério das Cidades. A articulação para destinação de R$ 350 milhões para a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), para obras de saneamento na Região Metropolitana do Recife, Gravatá, Santa Cruz do Capibaribe e Petrolina, é um exemplo disso, segundo o tucano.

Pernambuco quer mudar tem ação em Serra Talhada
Pernambuco quer mudar tem ação em Serra TalhadaFoto: Divulgação

O segundo grande encontro das oposições em Pernambuco, realizado neste sábado (27), em Petrolina, foi marcado pela intensificação dos ataques ao governo Paulo Câmara (PSB). Em seus discursos, as principais lideranças do bloco soltaram o verbo contra o aumento dos índices de violência e a precariedade da saúde no Estado, mostrando que as duas temáticas devem nortear os debates eleitorais deste ano. Em suas falas, os oposicionistas também fizeram questão de enaltecer os esforços dos ministros pernambucanos, deputados e senadores, para garantir recursos do Governo Federal, suprindo a escassez de investimentos por parte do Estado. O evento aconteceu no Coliseu Hall e reuniu mais de 3,5 mil pessoas.

Na ocasião, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), iniciou seu discurso cobrando a falta de engajamento do governador Paulo Câmara ao assumir um compromisso eleitoral. “A outra frente que está aí no poder vai ter que justificar, porque não honrou com os compromissos assumidos”, falou. Apesar disso, FBC considera outros fatores como sendo os mais preocupantes. “São 2 bilhões e 300 milhões de dívidas em aberto”. A temática da segurança pública, um dos assuntos que deve pautar as majoritárias em 2018, também foi discutida por Bezerra. “Mais de 5,4 mil mortes. Num único ano. Dizem alguns estudiosos que esse fraco na política de segurança não se justifica apenas com a reduções dos investimentos. Se explica, sobretudo, pela falta de gestão, de compromisso com as políticas de proteção social com as áreas de risco”, disse.

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O senador Armando Monteiro (PTB), que nas últimas eleições encabeçou uma chapa de oposição nas eleições majoritárias, aproveitou o púlpito para lembrar sua trajetória política, enaltecer o trabalho das demais personalidades políticas presentes e criticar à gestão do PSB no Estado. “Eu tô na oposição desde 2014 aqui. Eu já fiz juízos e faço ainda e vejo confirmadas todas as avaliações que eu fazia. Das promessas mentirosas que foram feitas, iam cobrar salário de professor, iam entregar num sei quantos hospitais e o debate foi falseado”, afirmou.

Assim como o senador, todos os demais políticos que discursaram no evento, usaram a tribuna principalmente para endossar o coro das promessas de campanha do governador Paulo Câmara que ainda não foram cumpridas. “Eu sabia desse governo como incompetente e despreparado, mas nós vemos agora que além de tudo é um governo desonesto com as informações”, reforçou o deputado Bruno Araújo (PSDB), ex-ministro das Cidades do governo Temer.

Segundo o, prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, anfitrião do evento, que ainda integra as fileiras do PSB apesar da saída do clã dos Coelhos da base governista, o governo de Câmara pecou na falta de diálogo com os municípios e até aproveitou o ensejo para agradecer pessoalmente a verba proveniente de recursos federais. No entanto, apesar das críticas à gestão do PSB, o prefeito citou o ex-governador Eduardo Campos como sendo um dos grandes administradores do Estado. “Se a segurança tá ruim, tem como consertar. Se o desemprego está alto, tem jeito e tem como construir novos empregos. Tem jeito porque a gente já vivenciou isso aqui no governo de João Lyra, de Mendonça, de Eduardo e de tantos outros governadores que Pernambuco teve o orgulho de ter”, pontuou.

O bloco de oposição também é composto pelo Ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM). Ex-governador de Pernambuco, o ministro, também foi mais um a avaliar negativamente a situação do Estado. “Pernambuco está no rumo errado”, disparou. Na ocasião Mendonça também foi mais um a reforçar a unidade do bloco. “Aqui não tem disputa, não tem esperteza e não tem ninguém querendo puxar o tapete do outro”. assegurou.

O próximo evento do Pernambuco Quer Mudar deve acontecer no dia 3 de março, em Caruaru, Agreste. O bloco de oposição está com agenda marcada para realizar um ato a cada mês.

Marília Arraes e o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque
Marília Arraes e o prefeito de Serra Talhada, Luciano DuqueFoto: Sabrina Oliveira/ Divulgação

Falta pouco para que se finalize o mapa eleitoral para as próximas eleições. A menos de dois meses para os partidos oficializarem suas chapas, muitos pré-candidatos já estão em viagem pelo interior do Estado. Hoje, além do evento ‘Pernambuco quer mudar’, que reuniu dezenas de personalidades políticas em Petrolina, no Sertão Pernambucano, a vereadora da Cidade do Recife, Marília Arraes (PT), também endossou as críticas contra a atual gestão do PSB.

Arraes esteve em agenda pelo sertão do Estado desde a última quinta-feira e sua visita culminoum neste sábado, com o lançamento da sua pré-candidatura a governadora. Dentro do Partido dos Trabalhadores, outros dois candidatos já se colocaram à disposição do partido para disputar o pleito. No entanto, o martelo só deve ser batido em março. Apesar disso, a vereadora vem ganhando cada vez mais espaço dentro do Estado e conquistado a simpatia de caciques importantes, como o senador Humberto Costa, que era entusiasta de uma aliança com o PSB. “Hoje houve também um fato muito importante, que foi a declaração de apoio de Humberto Costa, que enviou Dilson Peixoto como representante para o nosso projeto de candidatura própria”, ressaltou Arraes.

Enquanto em Petrolina Fernando Filho (MDB) e Miguel Coelho (PSB) enalteciam os ensinamentos de seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), Arraes seguia o ritmo da política corpo a corpo ensinada por seu avô. Na manhã deste sábado, Marília esteve ao lado do prefeito Duque e diversas lideranças políticas em visita à feira de Serra Talhada. “Hoje, passamos mais de duas horas conversando com os feirantes, os consumidores, assim como Arraes fazia antigamente”, pontuou o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT).

Ainda de acordo com o prefeito, apesar de Marília ainda estar em fase de construção da sua imagem no interior do Estado, a receptividade da população é tida como “algo impressionante”. “São muitas as manifestações de apoio quando sabem que ela é Marília Arraes, apesar de muita gente não conhecer a figura pessoalmente, evidentemente, porque ela não tem muita inserção no interior. Mas agora é diferente. A capacidade de diálogo dela tem consolidado o projeto do PT em Pernambuco”, ressaltou o duque.

De acordo com a vereadora do Recife, sua pré-candidatura é vista como “uma importante etapa interna, que está sendo cumprida com muita tranquilidade, democracia e alegria”. Além de Marília, outros dois deputados petistas também já manifestaram interesse em concorrer. A decisão, porém, deverá ser oficializada em abril deste ano.

Evento Pernambuco quer mudar
Evento Pernambuco quer mudarFoto: Divulgação

Apesar de pregarem a unidade da frente oposicionista que pretende lançar uma candidatura ao Governo do Estado neste ano, os senadores Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (MDB) deixaram claro que o consenso em torno do nome que irá liderar o grupo nesta corrida ainda está longe de ser alcançado. No segundo grande evento do bloco, realizado em Petrolina, no Sertão, neste sábado (27), os dois se ofereceram para encarar a disputa.

Em seu discurso, FBC disse que está pronto e que será o mais animado do grupo. Em resposta, o petebista disse que iria chamá-lo para um frevo, o intuito é ver qual dos dois seria o mais animado.

“Estaremos absolutamente unidos. Todos que estão aqui têm disposição, história, experiência e luta para liderar este momento rotante que Pernambuco vive. Eu me preparei e estou pronto. Se for escalado, serei o mais animado de todos”, garantiu FBC.

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Porém, na sequência ele afirmou que, se for escalado para outro posto, terá “o mesmo entusiasmo”. “Sou bom de faro. Já disputei 9 eleições de governador e ganhei sete delas. Perdi somente duas. Estou sentindo cheiro de vitória aqui. O cheiro de mudança que vai se consolidar em todo Pernambuco”, disse.

Armando colocou que seu nome “está à disposição do grupo com muito entusiasmo”. “O senador Fernando disse que talvez fosse o candidato mais animado. Eu quero, depois, chamar ele para a gente dançar um frevo e vocês vão dizer quem ficou mais animado na dança”, brincou, ao final do evento.

Lula
LulaFoto: Nelson Almeida / AFP

O cenário político nacional aguardou com grande inquietação a chegada do dia 24 de janeiro, momento determinante para a corrida presidencial de 2018. Entretanto, a sentença que se abateu sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornou o xadrez ainda mais confuso, porque concretizou o pior dos quadros e instalou um ambiente de completa imprevisibilidade.

Agora, para ser candidato, Lula deverá enfrentar um périplo nas principais cortes do País. O petista está atualmente inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, e também em vias de ser preso, devido à condenação em segunda instância. As chances de continuar no páreo diminuíram e o Judiciário não cede um milímetro à sorte do petista.

A estratégia para vencer os obstáculos nos âmbitos eleitoral e penal é apelar para todos os recursos e brechas disponíveis.


A publicação do acórdão com a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), nessa semana, dá início à briga com as cortes. A defesa de Lula deve apresentar os embargos declaratórios aos desembargadores da 8ª Turma - o que lhe dará cerca de dois meses de sobrevida, todavia sem expectativa de que o resultado lhe favoreça. Os três magistrados que julgaram o ex-presidente vêm negando, sucessivamente, esse tipo de instrumento, e os votos têm até reprimendas pelo que é considerado uso inadequado desse meio. É consenso entre analistas de que o TRF4, certamente, será hostil ao petista, principalmente pelo alinhamento com que ele foi condenado.

Cartel
Lula tem adotado, como tática, o discurso de desqualificação do processo penal e do próprio Judiciário, numa tentativa de polarizar com os juízes e atrair para si a simpatia da opinião pública. Após o julgamento, o petista acusou os desembargadores do TRF4 - e a Justiça como um todo - de "cartel" e assegurou que não tem razão para respeitar a decisão do tribunal.

O professor de Ciência Política da PUC-RJ, Ricardo Ismael, acredita que essa estratégia tem tudo para fracassar, porque “os juízes não morderam a isca”, não entraram na briga. “Os desembargadores ficaram em silêncio. Depois que acabou o julgamento, ninguém falou mais nada.

O PT adotou essa mesma narrativa de depreciar o Judiciário durante o impeachment de Dilma. A militância adorou, mas o resultado é que o partido desidratou em 2016, perdendo 60% das prefeituras”, diz.


A possibilidade de que Lula seja preso motivou um advogado, John Lennon Silvestre de Melo, que não representa o ex-presidente, a apresentar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de habeas corpus preventivo em favor do petista, o qual foi negado pelo ministro Humberto Martins na última sexta-feira. Um dia antes, na quinta, o juiz federal do DF, Ricardo Leite, determinou a apreensão do passaporte do ex-presidente, impedindo-o de viajar à Etiópia. A defesa recorreu ao TRF1, em Brasília, para reaver o passaporte, alegando que a decisão foi sem fundamento e baseada em suposições. Mas o episódio demonstra que o cerco a Lula está se fechando.

Prisão
A execução provisória da pena de prisão, após o julgamento dos embargos declaratórios, pode ser sustada por meio de um pedido de efeito suspensivo da pena feito ao STJ ou via um pedido de habeas corpus.

O Supremo Tribunal Federal diverge sobre a obrigatoriedade da prisão após condenação em segunda instância, tema sobre o qual os 11 ministros devem se debruçar nos próximos meses para chegar a um novo entendimento.

Buscando evitar a ebulição social, é provável que o STF favoreça Lula. "O Supremo teria que julgar o pedido de efeito suspensivo. Por razões de segurança jurídica, teria que ser julgado antes da eleição. Não é possível você ter uma disputa onde não se sabe se um dos principais candidatos vai estar habilitado para ela", afirma Ricardo Ismael.


A jogada seguinte no xadrez jurídico, para dar continuidade ao processo, é recorrer na terceira instância: são provocados simultaneamente o STJ e o STF. Um artigo da revista Piauí aposta que as maiores chances de Lula lograr êxito estão no STJ, Corte menos visada pela opinião pública, com uma grande quantidade de ministros que estão longe dos holofotes da mídia e que, por isso, teriam mais folga para reverter a decisão do TRF4.

Esses recursos servem, justamente, para corrigir a má aplicação da lei ou a afronta às normas constitucionais. Logo, caso seja necessário, eles têm a possibilidade de anular o processo por completo, desde a primeira instância do juiz Sérgio Moro.

Jaques Wagner: 'Na verdade, Ciro já declarou apoio. O que a gente queria era algo mais contundente'
Jaques Wagner: 'Na verdade, Ciro já declarou apoio. O que a gente queria era algo mais contundente'Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

O lançamento da candidatura de Lula à Presidência da República, na última quinta-feira, foi uma resposta desesperada à “maré ruim” que ameaça o projeto do PT.

A grande preocupação do ex-presidente é se o processo penal prejudicará, ou não, o desempenho eleitoral petista. Primeiro lugar nas intenções de voto, Lula só conseguirá vencer se permanecer na disputa até o fim - o que a maioria dos analistas acredita ser improvável.

Nesse sentido, a postulação funcionaria como balão de ensaio que dará o fôlego necessário para que o “Plano B” chegue ao Planalto.

No plano jurídico, Lula ainda precisa vencer alguns obstáculos para concretizar essa estratégia de levar sua candidatura até as últimas consequências. A defesa precisa apresentar um pedido de efeito suspensivo da inelegibilidade ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Isso garante que o PT registre a candidatura de Lula, até o dia 15 de agosto, com mais segurança. Iniciada a campanha, há um prazo de cinco dias para que o Ministério Público ou adversários políticos peçam a impugnação da candidatura dele. Entretanto, o artigo 16-A da lei eleitoral garante que o petista faça campanha sub judice.

Caberia ao Tribunal Superior Eleitoral dar a palavra final sobre a candidatura de Lula. Será a ministra do STF, Rosa Maria Weber, a presidente da corte eleitoral a partir de agosto.

Recairão sobre ela as expectativas sobre o futuro do PT. Coincidentemente, ela foi indicada para o Supremo pela ex-presidente Dilma Rousseff. À época de sua nomeação, Weber tinha como cabo eleitoral Carlos Araújo, ex-marido de Dilma.

Também pesou seu comportamento discreto e seu perfil, não permeável a pressões, por exemplo, da opinião pública. Apesar de tudo, é pouco provável que ela pese a balança em favor de Lula, como um gesto de gratidão.

Proporcionais

Apesar do desejo de voltar a presidência, a candidatura de Lula também tem como meta cacifar o PT para eleger deputados federais, cargos estratégicas para a sobrevivência da sigla.

Hoje, o partido tem a segunda maior bancada na Câmara, com 57 deputados, e precisa de um carro-chefe para ajudar a não deixar esse nível cair para menos de 40 nomes - perda de vitalidade não só para discussões programáticas, mas também para abocanhar recursos públicos para fins partidários.

A legenda depende de Lula vivo politicamente -o máximo de tempo possível - para ter bom desempenho eleitoral.


Se a candidatura for impugnada, o PT pode substituir Lula até 17 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno das eleições. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que vinha sendo desconsiderado como Plano B, é visto pelo cientista político Ricardo Ismael como favorito.

Haddad é, hoje, o coordenador do programa de governo da candidatura de Lula e já visitou diversas capitais, um movimento eleitoral. “O nome do PT não precisa ser do Nordeste.

O PT já tem três governadores na região. Haddad seria uma possibilidade de acessar uma área onde o partido não é bem aceito, o Sudeste”, avalia.


O ex-governador Jaques Wagner também é favorito para substituir Lula. Wagner teve uma gestão bem avaliada na Bahia, tanto que elegeu seu sucessor.

Na questão estratégica, o baiano estaria contemplando um território importante para as eleições, que é o Nordeste e a proximidade com Minas Gerais.

Por outro lado, em detrimento de Haddad, Jaques Wagner é visto como mais hábil e maleável para a articulação política em Brasília.

Políticos no evento
Políticos no eventoFoto: divulgação

Presente ao evento no Sertão das oposições de Pernambuco, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), fez um discurso para um Coliseu Hall lotado, no fim da manhã deste sábado (27), onde tratou de elencar a ajuda financeira dos políticos - ministros, ex-ministro e parlamentares presentes - para o município.

Miguel Coelho afirmou que, graças ao Ministério da Educação tendo à frente Mendonça Filho, pode assinar ordem de serviço para investimento de R$ 20 milhões para creche que irá beneficiar mais 2.500 crianças. Dirigindo-se a Armando Monteiro, garantiu que o senador conseguiu garantir mais de R$ 2 milhões para construção de três novos
clubes esportivos para bairros da cidade.

Miguel Coelho também agradeceu o deputado federal Bruno Araujo que, quando ministro das Cidades, "doou mais de R$ 3 milhões para pavimentação de bairros e que deixara pronto para que o Compesa pudesse investir R$ 38 milhões em saneamento básico" em dois bairros.

Ele citou o senador FBC e o ministro Fernando Filho (Minas e Energia). "Só vocês juntos, em um ano de prefeitura, conseguimos mais 25 milhões para obras e novos convênios". O prefeito também disse "fazer justiça ao deputado federal Adalberto Cavalcanti, que, só para a saúde de Petrolina ano passado, conseguiu destinar mais de R$ 5 milhões para a saúde".

Evento das oposições no Coliseu Hall, em Petrolina
Evento das oposições no Coliseu Hall, em PetrolinaFoto: Daniel Leite/Blog da Folha

O público já lota o Coliseu Hall, em Petrolina, no Sertão do Estado, para prestigiar o segundo grande encontro das oposições em Pernambuco. Diversos ônibus lotados de moradores vindos de municípios vizinhos chegaram para o evento, que servirá para mostrar a força eleitoral do grupo liderado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB). A expectativa dos organizadores é de que o encontro reúna cerca de 4 mil pessoas.

Na entrada do Coliseu Hall, uma fanfarra recepciona os convidados, que se vestem de azul para transparecer apoio à pré-candidatura de FBC. No interior, faixas com os nomes dos membros da oposição foram fixadas com frases como "Do srtão ao cais, Pernambuco com a força do povo".

No microfone, um locutor enaltece a união do grupo, que também conta com o senador Armando Monteiro (PTB), dos ministros Mendonça filho e Fernando Filho, além do deputado federal Bruno Araújo (PSDB).

No encontro, o bloco irá fazer novas explanações sobre a situação do Estado e promete criticar a falta de investimentos por parte do governador Paulo Câmara. O grupo também pretende cobrar que o socialista reconheça o esforço do governo Temer na destinação de verbas para obras. Segundo Bruno Araújo, varias obras financiadas pelo Governo Federal são anunciadas pelo governador como se fossem de iniciativa exclusiva do Estado.

Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.
Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.Foto: Divulgação

Por Jorge Waquim*

Quem estuda um pouco de história brasileira sabe que é preciso lidar constantemente com acontecimentos esquisitos, difíceis de entender. De falta de lógica está repleto nosso passado, como se algo existisse no país que obliterasse o funcionamento racional da vida no território.

A vida humana é incerta, por isso as sociedades erigem Estados democráticos, para que tudo seja resolvido sob às luzes da lei. Conosco, parece sempre difícil alcançar o interruptor para iluminar a sala da República. Desde 88, tentamos percorrer com passos incertos o caminho da República democrática. Mas, na escuridão da ausência de lógica, esbarramos em nós mesmos, nos compadrios, nos grupos, nas armações. Tudo por aqui parece que milita contra a racionalidade, que deveria prevalecer em um Estado normal.

Oswad de Andrade, um dos agitadores do modernismo, pescou muito bem essa falta de lógica na vida nacional em seu Manifesto Antropofágico, de 1928. Disse ele nesse texto, entre outras coisas, que “Nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós”. Lógica que poderia servir de guia até para entendemos a nós mesmos.

Parece que o país trafega numa estrada que não faz sentido, que não leva a lugar algum, em contraposição ao significado de república que foi sendo construído historicamente em outras praias. Nessas praias, o objetivo maior de um Estado racional é construir um ambiente em que a felicidade humana seja possível, onde há um esforço pela igualdade e um mínimo de garantia de segurança e tranquilidade.

Nessa equação para estabelecer uma sociedade funcional, uma das variáveis é justamente o direito. Oswald, nesse mesmo texto, lembra que “o direito é a garantia do exercício da possibilidade”. Mas, por outro lado, afirma que “Vivemos através de um direito sonâmbulo”. Sonâmbulo é quem se acorda no meio da noite e sai andando a esmo, sem razão, diz confusões, e sobretudo não sabe onde está.

A nossa república, frágil, tagarela, medrosa, no fim dos anos 80 mantinha no cárcere menos de 90 mil pessoas. Hoje, ela encarcera mais de 720.000 seres humanos e em condições que beiram o inferno.

O que aconteceu com a razão da nossa justiça para encarcerar tanta gente? Em seu sonambulismo, segundo muitos relatos de especialista na questão, ela manda para a cadeia pessoas, sobretudo jovens negros da periferia, sem provas, atropelando as leis, adotando uma hermenêutica muito pessoal dos textos jurídicos. Cada juiz é um universo, me advertiu certa vez um advogado. Ao contrário, a lógica é justamente algo impessoal, não depende de quem a aplica.

O julgamento do ex-presidente Lula parece obedecer a um atropelamento da lógica e da razão, análise que parece ser unanimidade entre aquelas pessoas que militam no campo jurídico. Nenhuma delas, ouvidos à exaustão por jornais e entrevistas, confirmam como lógico o que se passou em Curitiba e em Porto Alegre. Um desse analistas, professor da USP, especialista em direito criminal, afirmou que só estranha o que se passou nesses tribunais quem não conhece o cotidiano com seus absurdos que se praticam todos os dias nos tribunais do Brasil, onde são vítimas sobretudo pessoas mais frágeis e pobres.

Juízes não podem partir de certezas absolutas, pois se o objetivo do julgamento é o estabelecimento de uma verdade, o guia da razão é sempre a dúvida. Razão sem a consciência da dúvida mete inocentes na cadeia e empobrece a república.

*Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre.

Email: [email protected]

Fernando Bezerra Coelho
Fernando Bezerra CoelhoFoto: Valter Campanato/Agência Brasil

Anfitrião do encontro de oposições, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) convidou lideranças do bloco para um jantar em sua casa, em Petrolina, nesta sexta-feira (26). Entre os convidados estão o senador Armando Monteiro Neto (PTB), o deputado federal Bruno Araújo (PSDB), a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), o ex-governador João Lyra (PSDB) e o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (sem partido). O ministro de Educação, Mendonça Filho (DEM), também é esperado para o "comes e bebes", mas sua ida dependerá das agendas institucionais.
O banquete precede o segundo ato político da oposição, no Coliseu Hall, localizado no bairro de Areia Branca, e deve servir para fechar os últimos detalhes. O bloco prepara um grande evento, com a participação de cerca de 25 prefeitos da Região, para bater forte no governador Paulo Câmara (PSB). Cerca de quatro mil pessoas são esperadas. De acordo com o prefeito de Petrolina e filho do emedebista, Miguel Coelho (PSB), serão apresentados dados sobre segurança, desemprego, saúde e de investimento próprios da máquina pública. A ideia é fazer um comparativo com números de outros estados, como Bahia e Ceará, e demonstrar que faltou força política do chefe do Executivo Estadual para destravar recursos e fazer bons projetos.
Antecipando a agenda, o bloco já marcou o terceiro ato do grupo. Será em fevereiro, em Caruaru, a 130 quilômetros do Recife.

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