Foram encontrados 318 resultados para "Outubro 2018":

Luciano Bivar
Luciano BivarFoto: Divulgação

O deputado federal eleito e presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, não irá mais acompanhar a apuração da votação presidencial no Rio de Janeiro, ao lado do candidato Jair Bolsonaro, como havia anunciado.

Leia também:
Paulo Câmara vota na Zona Norte e diz acreditar na vitória de Haddad


Bivar, que já votou, está com problemas graves coluna e se preparara para sua sexta cirurgia. Seguindo orientações médicas ficará em casa. Seu advogado, Antônio de Rueda, vai representá-lo.

Governador Paulo Câmara
Governador Paulo CâmaraFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O governador Paulo Câmara (PSB), reeleito no primeiro turno, votou na manhã deste domingo (28) no Centro de Educação Comunitária e Social do Nordeste (CECOSNE), na Madalena. Por volta das 9h30, Câmara chegou acompanhado do prefeito da cidade do Recife, Geraldo Julio (PSB), da deputada federal Luciana Santos (PCdoB), da esposa, e de partidários.

"Nosso candidato está tendo um crescimento consistente nos últimos dias. O Nordeste está muito unido, com certeza, vai dar uma grande vitória a Fernando Haddad", disse o governador reeleito.

Paulo Câmara deve acompanhar a apuração dos votos no fim do dia na casa de amigos. Sobre o futuro presidente, ele ressaltou que o diálogo com os governadores seja aberto. "O presidente tem que conversar com os governadores, isso faz parte da federação, e a gente espera que seja feito de forma correta, olhando para o Brasil por inteiro, olhando as regiões e suas particularidades", pontuou. "O desafio do próximo presidente é diminuir as desigualdades, fundamental para o Brasil que a gente quer", acrescentou o governador.

Já o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, que foi votar junto com o governador Paulo Câmara, disse que a expectativa é de virada e de vitória do candidato petista Fernando Haddad. Ainda de acordo com ele, a semana foi reflexiva para eleitores de todo o país, demonstrada no crescimento de Haddad em regiões do Brasil.

"Democracia é muito importante para o nosso país, além das conquistas sociais que precisam ser levadas em conta e no tempo de grandes transformações pelo qual passamos com um governo popular, que deu oportunidade a quem não tinha. Por tudo isso, desde o primeiro turno, nosso voto é em Haddad", afirmou o prefeito que também vai acompanhar a apuração entre amigos mas sem local definido.

Às vésperas do 2º turno da corrida presidencial, o deputado Tadeu Alencar, líder do PSB na Câmara Federal, ouvido pela coluna digital "No Cafezinho", lembrou que o PSB, a despeito do apoio ao presidenciável petista, Fernando Haddad, "não tem compromisso com os erros do PT".

E, entre críticas ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Tadeu disse esperar que o candidato do PSL "tire o coturno", caso seja eleito neste domingo (28), antes de assumir o comando do Palácio do Planalto.

Citou ainda o crescimento da bancada socialista, que elegeu 32 deputados, ficando maior do que legendas como o DEM, que cresceram antes do processo eleitoral, mediante desidratação do PSB. Na análise de Tadeu, após o pleito, o Congresso deve priorizar a pauta econômica, citando a Reforma Tributária como exemplo. O programa vai ao ar no Blog da Folha, no Youtube e no Facebook do jornal. São 15 minutinhos de entrevista. Confira!


TSE
TSEFoto: José Cruz / Agência Brasil

Segundo turno

28 de outubro

Horário local

Das 8h às 17h

Quem é obrigado a votar

Brasileiros alfabetizados maiores de 18 anos e menores de 70 anos. Quem completou 16 anos já pode votar, mas não é obrigatório; o mesmo vale para maiores de 70 anos e pessoas analfabetas.

Onde votar

Você deve votar no mesmo local que votou no primeiro turno. Consulte no site do TSE por nome ou número do título de eleitor.

Você também pode ligar para a Central de Atendimento ao Eleitor dos TREs de SP, MG, RS, GO e CE no telefone 148. Para os outros estados, consulte o site do TSE ou do TRE do seu estado.

Que documentos levar

Documento oficial com foto: carteira de identidade, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho, Documento Nacional de Identidade (DNI) ou carteira nacional de habilitação. É bom estar com o título de eleitor na mão para saber a zona e a seção eleitoral.

Não votei no 1º turno. Posso votar no 2º?

Você pode votar nestas eleições normalmente. Agora, se você não votar por três pleitos, nem justificar ausência, nem pagar as multas devidas terá o título cancelado.

Não votei nem justifiquei

Quem não votou nem justificou ausência em até 60 dias após a eleição pode pagar a multa em qualquer agência bancária, nos Correios ou nas casas lotéricas. Antes de pagar, é necessário solicitar a Guia de Recolhimento da União (GRU) no site do TSE. A multa pode variar de R$ 1,05 a R$ 3,51, por turno ausente.

Posso levar celular na cabine?

Não. É proibido o uso de qualquer equipamento eletrônico, como celulares, máquinas fotográficas e filmadoras.

Posso levar uma colinha com os números dos candidatos?

Pode.

Qual a ordem de votação?

Governador e presidente da República.

Como votar na urna eletrônica?

Basta digitar o número do candidato e apertar a tecla verde 'Confirma'. Caso tenha digitado errado, aperte a tecla laranja 'Corrige'. Isso deve ser feito para cada cargo que estiver em disputa. Há também tecla com a opção para voto em branco. Para anular o voto, é preciso digitar um número inexistente de candidato e apertar 'Confirma'.

Posso votar só na legenda?

Agora, para governador e presidente, é preciso escolher o candidato ou votar branco/nulo.

Voto em branco ou nulo. Qual a diferença?

A diferença está apenas na forma como o eleitor decide votar. O voto em branco é registrado quando o eleitor pressiona o botão 'Branco' na urna eletrônica. Já o voto nulo é registrado quando o eleitor digita um número que não pertence a nenhum candidato ou partido e aperta o botão 'Confirma'. Não se esqueça de que ambos são votos inválidos e não são considerados na contagem final.

Quem pode levar acompanhante?

Apenas os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem contar com auxílio de pessoa de sua confiança, ainda que não tenham requerido isso antecipadamente ao juiz eleitoral.

Estou fora da minha cidade de votação.

Você pode justificar no mesmo dia e horário das eleições nos locais onde há votação.

Voto em trânsito

Para ter direito a votar fora do seu domicílio eleitoral, você deveria ter feito o cadastro no cartório eleitoral até 23 de agosto. E se estiver fora do seu estado, poderá votar apenas para presidente.

Não fiz o cadastramento biométrico

Se na cidade onde você vota o cadastramento biométrico foi concluído e você não fez, seu título pode ter sido cancelado. Consulte a sua situação no site do TSE por nome ou número do título (https://bit.ly/2xGytv3).

Fonte: TSE

Jorge Walkim
Jorge WalkimFoto: Divulgação

Jorge Walkim, Filósofo na Universidade Paris Nanterre 

A perplexidade a respeito da candidatura Bolsonaro toma articulistas daqui e do mundo, de todos os naipes, de todas as colorações políticas, de todos os azimutes. Claro está que tentam entender o fenômeno, que se não é exclusivo do Brasil, por aqui assume características de ameaça séria e concreta à democracia – a opinião é geral e unânime.

A perplexidade neste e em outros articulistas advém de uma pergunta aparentemente simples: como um candidato que profere tanta sordidez e que pronuncia tantas ameaças conseguiu amealhar essa quantidade de votos e chegar ao segundo turno, com grande probabilidade de vencer o pleito?

Este texto pretensiosamente vai propor que o problema está na confusão da sociedade brasileira em lidar com a modernidade, e que a candidatura de Bolsonaro milita contra e ganha da modernidade justamente se aproveitando dessa confusão.
A confusa modernidade tupiniquim torna-se patente com o discurso que Bolsonaro fez em tempo real a partir de um telefone celular dirigido às pessoas presentes naquele momento em manifestações pelas ruas do país, no domingo 21 de outubro. O discurso bisonho, lançando ameaças de todo tipo – até mesmo a ameaça física a seus opositores, como a anunciar a barbárie que será seu governo –, extrapola tudo o que o pensamento moderno conquistou em termos de direitos humanos e de Estado civilizatório. No entanto, o agudo recurso que faz à tecnologia, transmitindo suas bravatas autoritárias a partir do jardim de sua casa, coloca-o bem no meio da modernidade tecnológica e transforma o Brasil em uma espécie de laboratório daquilo que se tornarão as sociedades hodiernas.

Contrariando essa modernidade tecnológica, há um outro sentido mais importante. Este implica na valorização do indivíduo, atribuindo-lhe valores e direitos, gestados e pensados como uma reação ao feudalismo, que submetia todos a uma ordem hierárquica e dogmática, a partir dos séculos 16 e 17, e desembocando no iluminismo do século 18 e na revolução francesa de 1789.

E por isso mesmo, implica na emergência do indivíduo e na capacidade do ser humano em analisar por conta própria o mundo e sobre ele tirar conclusões. A máxima do filósofo francês, Descartes, “penso, logo existo” (“cogito ergo sum”), anuncia o indivíduo que se descobre em sua própria reflexão, solitariamente, sem a ajuda de igreja ou príncipe: o verbo na primeira pessoa no tempo presente.

A campanha de Bolsonaro ameaça esses direitos de forma clara e evidente, e não somente o seu líder, o próprio candidato, mas também o seu vice e muitos de sua equipe, formada por generais. O cidadão recebe a ameaçadora mensagem sob forma de memes e de vídeos editados em plataformas que há alguns anos nem a ficção científica conseguiria prever.

A modernidade no Brasil cultiva quase sempre apenas seu lado tecnológico: os carros cada dia mais possantes e grandes, os smartphones, a climatização dos ambientes, os centros de compras, a importação de artefatos desenvolvidos por outras sociedades. No entanto, ela ainda não incorporou completamente todos os princípios que tornam um país verdadeiramente moderno: a cidadania, a busca pela igualdade e um Estado que equalize o conflito entre as partes de maneira equânime e efetiva.

Daí o recurso desesperado e caótico por alguém que promete baixar o sarrafo nos bandidos, acabar com “os ativismos” nas próprias palavras do candidato – como se uma democracia pudesse prescindir da luta por mais direitos – e abater sumariamente, atirando antes e perguntando depois. A solução é mágica e contraria a razão: “vamos acabar com isso aí”.

Essa modernidade tecnológica, que erra nas tentativas de encontrar a razão e a dignidade, torna os tempos obscuros no país. O candidato Bolsonaro acorda medos primários, insurge-se contra a razão, evita o debate democrático e característico de todas as sociedades chamadas justamente de modernas e promete a escuridão da justiça, que deveria ser prenhe da razão moderna.

O que teremos com ele será uma volta a um passado sem modernidade, que teimamos em revisitar.

Prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, assinou protocolo de intenções com o TJPE
Prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, assinou protocolo de intenções com o TJPEFoto: Arnaldo Félix

Representantes do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) estiveram nesta sexta-feira (26) no gabinete da prefeita Raquel Lyra, em Caruaru, para uma reunião com a chefe do poder executivo municipal e a secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Perpétua Dantas. Na oportunidade, foi assinado um protocolo institucional entre o TJPE e a Prefeitura de Caruaru, que prevê a criação da Casa da Justiça e Cidadania no município.

O assessor especial substituto da Segunda Vice-Presidência do TJPE, Breno Duarte, que também faz parte da Coordenação do Núcleo Permanente de Conciliação e Mediação do tribunal, se mostrou otimista com o ato. “A Casa da Justiça e Cidadania visa pacificar a comunidade através de serviços agregados e também na tentativa de solução consensual dos conflitos, antes mesmo que eles venham a eclodir no Poder Judiciário. Para o município de Caruaru é algo que agrega do ponto de vista social, e é um trabalho vitorioso”, ressaltou.

A Casa da Justiça e Cidadania é uma unidade multifuncional que visa promover o desenvolvimento de ações voltadas à efetiva participação do cidadão e da comunidade na solução de seus problemas, além de aproximar o Poder Judiciário da sociedade. Três unidades funcionam na Região Metropolitana do Recife (RMR): uma na comunidade do Coque, na Ilha Joana Bezerra, atuando desde fevereiro de 2012; outra em Olinda, inaugurada em junho de 2015; e a do Bongi. Já tem também unidades da “Casa” em Vitória de Santo Antão, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama.

Cientista político Alex Ribeiro
Cientista político Alex RibeiroFoto: Pedro Farias

Por Alex Ribeiro, Doutorando em História pela Universidade Federal da Bahia,
Cientista Político e Jornalista


“O comunismo constitui-se o inimigo mais perigoso da civilização cristã”, disse Getúlio Vargas antes de implantar o chamado Estado Novo em 1937 no Brasil. O discurso contra os simpatizantes ao regime comunista assim se solidificava no País e ainda reflete nos dias atuais.

Um dos grandes desafios em relação ao comunismo é a falta de informação sobre esta ideia que sempre foi colocada em oposição ao capitalismo. As eleições de 2018
escancaram esta desinformação realizada nas redes sociais e reproduzida para boa parte da população.

Apesar de toda narrativa contra, o comunismo sempre ficou no campo das ideias e
nunca chegou perto de sua formulação ideal no mundo e muito menos no Brasil. De acordo com Dicionário de Conceitos Históricos, o termo é um conjunto articulado teórico que baseia um tipo de sociedade e também uma ação política fundamentado na luta da classe trabalhadora com as classes dominantes.

A ideia do comunismo também é confundida com o socialismo. Os dois termos não
foram diferenciados pelos seus principais idealizadores: Karl Marx e Friedrich Engels.

Como surgiram nos movimentos políticos do século XIX, alguns grupos seguiram
caminhos diferentes. Uns queriam optar pela derrubada do sistema capitalista para
adoção imediata do comunismo e outros pretendiam chegar ao poder com medidas mais pacificas e de reformas progressistas – estes começaram a ser chamados de socialistas.

O socialismo foi o ideal de vários movimentos espalhados pelo mundo se espelharam em uma das figuras da Revolução Russa: Lenin. A Guerra Fria e outros movimentos ocorridos na Ásia e América Latina tiveram os ideias soviéticos como espelho e não a passagem pacífica do capitalismo ao comunismo como era argumentado por Marx e Engels.

Vale lembrar que as práticas sobre um ideal comunista eram diferentes em muitos
lugares. No Brasil, muitas vezes nem se chegava a ser um projeto de poder. Quando alguns grupos surgiam com apreço políticas públicas progressistas, de imediato eram associados ao comunismo e havia uma narrativa, fortalecidas pela repressão e propaganda, que o sistema iria contra as famílias e os cristãos. De acordo com Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, o discurso feito na época de Vargas, consolidou um imaginário anticomunista em boa parte da população católica e das classes médias e altas.

Esse imaginário foi fortalecido pelo General Góes Monteiro que defendeu a suspeição de direitos individuais dos políticos e lideranças populares que tinha apreço pelos ideais comunistas. O mesmo membro das forças armadas também foi responsável pela mesma repreensão na Ditadura Civil Militar Brasileira (1964-1985).
Os anos de chumbo no Brasil repudiavam as pessoas que iriam contra o regime, que eram chamados de terroristas e consequentemente associados ao comunismo.

Isso foi postergado na campanha de 1989, na qual o então candidato à presidência da República Fernando Collor de Melo alertava o perigo dos ideais comunistas e “da nossa bandeira jamais será vermelha”.

Com esses discursos qualquer grupo que estampa a cor vermelha em sua bandeira é taxado de comunista. Este sistema, que ficou preso no campo das ideias, virou um temor apocalíptico. A análise ficou tão delicada que vários atos realizados por sindicatos e grupos que representam a classe trabalhadora são taxados de “desocupados” e “vagabundos”. Onde parece que reivindicar alguma coisa do sistema vigente é ser contra o país, a não ser que esteja trajado das cores verde amarela – práticas realizadas em campanhas por Vargas, militares e Collor, e sabemos como terminaram essas histórias.

Recém eleito para a Câmara Federal, Túlio Gadêlha (PDT) se reuniu com o senador Cristóvão Buarque (PPS)
Recém eleito para a Câmara Federal, Túlio Gadêlha (PDT) se reuniu com o senador Cristóvão Buarque (PPS)Foto: Divulgação

O deputado federal eleito Túlio Gadêlha (PDT) se reuniu, nesta semana, com o senador Cristóvão Buarque (PPS-DF), em Brasília. Cristóvão, que não conseguiu renovar o mandato à Casa Alta no pleto deste ano - os eleitos foram Leila do Vôlei (PSB) e Isalci (PSDB) - discutiu com Túlio suas ideias para a educação pública.

"O senador  apresentou todos os seus projetos que ainda estão tramitando no Congresso Nacional para que nós possamos ajudar de alguma forma na Câmara Federal, a partir do ano que vem", explicou Túlio, que se comprometendo em ajudar nessas pautas legislativas. Também foi discutida a criação de uma frente parlamentar para a educação.

Juíza alega que bandeira colocada na UFF é propaganda negativa contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL)
Juíza alega que bandeira colocada na UFF é propaganda negativa contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL)Foto: Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da UFF

Em resposta às intervenções coordenadas de policiais e fiscais de tribunais eleitorais em universidades públicas por todo o país, nos últimos três dias, impedindo a livre manifestação política de professores e alunos, a comunidade acadêmica e entidades da sociedade civil reagiram emitindo notas de repúdio. As medidas, na maior parte relacionadas à fiscalização de propaganda eleitoral, vêm acontecendo em instituições por todo o Brasil.

Em nota conjunta, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a Federação de Sindicatos dos Trabalhadores em Universidades Brasileiras (Fasubra), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), denunciam o que classificam como "ataques orquestrados contra a Universidade Pública Brasileira, através de inúmeras ações arbitrárias da Justiça Eleitoral, que em alguns casos esteve acompanhada pela Polícia Militar ou Federal", alertando para a crescimento de casos de violência com motivação política.

"Se a Justiça Eleitoral, como expressa a decisão tomada no Rio de Janeiro, considera que faixas com a expressão “antifascistas” atacam ao candidato Jair Bolsonaro é porque a justiça eleitoral reconhece o caráter fascista das ações e propostas de tal candidato. Neste caso não deveria a justiça tomar medidas contra o fascismo? Por que em um Estado Democrático de Direito, como estabelece a Constituição Federal de 1988, perseguir os que se colocam contra o fascismo?", questiona a nota. Confira na íntegra aqui.

O senador reeleito Humberto Costa (PT) também se manisfestou através de nota, repudiando a "sequência de fatos estranhos à normalidade política e à plenitude do Estado democrático de direito". "Tais fatos incluem proibições de manifestações públicas, algo inadmissível em uma democracia, que é o regime em que vivemos e que queremos ver preservado em nosso País", diz Humberto no documento.

Ele critica as decisões judiciais "exdrúxulas contra universidades, incluindo invasão de prédios acadêmicos para coibir manifestações que, por sua natureza, devem ser livres e abertas. Tais manifestações, diga-se de passagem, não mencionam predileção eleitoral, mas denunciam ações fascistas. Denúncias que, em tempos normais, devem ser motivo de aplauso e não de punição".

Humberto lembra que as ações também se estenderam à Igreja Católica - nesta quinta (25), um Mandato de Notificação assinado por três juízes constrangeu o bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Limacêdo Antônio da Silva. Confira a nota, na íntegra, aqui..

Professor e cientista político Elton Gomes
Professor e cientista político Elton GomesFoto: Germano Rodrigues

O cientista político e professor, Elton Gomes, analisou a campanha eleitoral em sua totalidade nesta, sexta-feira (26), no Programa Folha Política da Rádio Folha 96.7 FM. Elton Gomes não acredita numa alteração do cenário apresentado até o momento. "Faltando 48h com uma distância de 10 ou 12 milhões de votos, os presidenciáveis jogam suas últimas cartas, suas últimas fichas, e é difícil a reversão. Ao menos que tenha um fato político bastante grave, 'tsunâmico', para que isso possa acontecer", disse Elton.

Para o professor, a eleição deste ano pode marcar um ciclo iniciado em 1994 até 2018, mas reforça que a democracia permanece numa atividade constante. "A democracia é um trabalho em andamento", observou.

Ouça e compartilhe:

assuntos

comece o dia bem informado: