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Miguel Coelho assinou convênio com superintendente da Codevasf
Miguel Coelho assinou convênio com superintendente da CodevasfFoto: Divulgação

Um pacote de obras de pavimentação vai beneficiar comunidades de Petrolina, no Sertão pernambucano. Os serviços foram acertados nesta terça-feira (26) entre o prefeito Miguel Coelho e o superintendente regional da Codevasf, Aurivalter Cordeiro. Os dois assinaram um convênio no valor de R$ 2,3 milhões, no qual a companhia federal liberou os recursos para a Prefeitura realizar a intervenção nas comunidades da Tapera, Roçado, Agrovila Massangano, Vila Timorante e Sítio São João.

Os investimentos são resultado de emenda parlamentar do deputado licenciado Fernando Filho (sem partido), que é, atualmente, ministro de Minas e Energia. A licitação das obras será realizada pela Prefeitura a partir de janeiro, com expectativa de início dos primeiros serviços de pavimentação em maio.

O convênio vai garantir o calçamento de 15 mil metros quadrados distribuídos em diversas ruas nos cinco distritos. “Esse tipo de serviço é geralmente o que mais a população pede porque valoriza o bairro e assegura mais conforto aos moradores”, destacou o prefeito Miguel Coelho.

Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do Recife
Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do RecifeFoto: Folha de Pernambuco

Por Luciano Siqueira

Isso mesmo, minha gente. Sem receio da crítica dos "politicamente corretos", eis que me empenho agora na defesa do smartphone, essa genial geringonça, subproduto do extraordinário avanço tecnológico dos dias que correm.

Reincindentemente recorro à crônica de Machado de Assis, no início do século passado, a propósito de um acidente com o bonde elétrico no Rio de Janeiro, que quase mata um cidadão. - É nisso que dá ter substituído os animais pela eletricidade!, protestava o grande Machado.

Um exemplo marcante de resistência à inovação, presente na alma até de gente como o genial Machado.

Uma tremenda bobagem, convenhamos. Pois desde a descoberta do fogo ou da pólvora, a relação criativa do homem com a natureza vem produzindo conquistas as mais diversas que, bem utilizadas, facilitam em muito nossa labuta cotidiana.

É certo que a valorização desta ou daquela descoberta depende do ângulo preferencial de cada um.

Recordo-me de colegas da velha Faculdade de Medicina da UFPE que às sextas feiras, no final da tarde, com alguma frequência se reuniam num bar ali por trás do Cine São Luís para uma boa rodada de chope, acompanhada de ovos cozidos.

Travamos polêmicas homéricas sobre temas absolutamente secundários, pelo puro prazer de pelejar sem nenhuma consequência.

O querido e inesquecível Zé Carlos Souto, que viria a se formar competente e requisitado psiquiatra, com verve muito própria, certa vez provocou o debate: qual invenção a mais benéfica e prazerosa para os seres humanos, o avião ou a cerveja?

Imaginem quanta tese, conforme o ângulo de análise de cada um e os efeitos das oxidrilas na cuca!

Pois bem. Todos sabemos que hoje quase tudo é possível fazer com um smartphone à mão - do simples telefonema às operações bancárias, incluindo acesso às mídias, canais de TV e tudo mais.

São verdadeiros computadores de bolso que, via internet, nos põem em contato com o mundo.

Resisti ao smartphone tanto quanto pude, igual relutei trocar a máquina de escrever pelo computador. Mas ao me render aos benefícios dessa maravilha do século 21, confesso, tornei-me usuário entusiasta.

Ora, tenho uma agenda muito intensa, mesclada de compromissos profissionais e políticos e das boas coisas da vida como as amizades, a fotografia, o cinema, a literatura e o futebol. Por que não me valer do aparelhinho que conduzo no bolso direito da calça e que me mantém conectado para o que der vier?

Mais: meu número é amplamente conhecido, tornado público faz tempo, e muita gente se vale do WhatsApp para me enviar mensagens cobrando providências do vice-prefeito para resolver problemas da cidade ou pessoais.

Atento às mensagens, mais de uma centena ao dia, as repasso imediatamente à minha equipe para que nada fique sem resposta.

A mensagem de fim de ano que gravei em vídeo, além de postá-la no Instagram, Twitter e Facebook, em poucos minutos a enviei pelo WhatsApp para muitas centenas de amigos. (Já não uso os tradicionais cartões impressos, nem os cards via e-mail e redes sociais).

Mas frequentemente ouço críticas e a queixa: - Puxa, você não solta esse celular!

E quem critica - suprema contradição! - cobra minha desatenção para com... suas mensagens pelo WhatsApp!

Ou, num instante de lazer e descontração, ouço: - Cadê as fotos, você não tirou fotos?

Em resumo, sou criticado por usar o celular e, ao mesmo tempo, por não tê-lo usado neste ou naquele momento.

No fim e ao cabo, cai tudo na definitiva e irrecusável conclusão: se com o smartphone a vida continua complicada, sem ele mais complicada ficaria.

*Luciano Siqueira (PCdoB) é vice-prefeito do Recife

O prefeito Geraldo Julio prefere discutir eleições municipais apenas em 2020
O prefeito Geraldo Julio prefere discutir eleições municipais apenas em 2020Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Os argumentos que irão orientar o debate eleitoral em Pernambuco, no ano que vem, começam a ser desenhados. Diante da formação de um bloco de oposição ao governo Paulo Câmara (PSB), que conta com lideranças como os senadores Fernando Bezerra Coelho (PMDB) e Armando Monteiro (PTB), além dos ministros Fernando Filho e Mendonça Filho (DEM), o prefeito Geraldo Julio (PSB) reativou o seu conhecido mantra de campanha. Na sua visão, a gestão socialista será reconhecida pelo seu trabalho “profissional”, diferentemente do palanque oposicionista, que será vinculado ao governo Michel Temer (PMDB) e está carente de "estratégia".

Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, nesta terça-feira (26), Geraldo fez um balanço de sua gestão e aproveitou a ocasião para enaltecer os projetos tocados pelo governador. Neste sentido, fez questão de pontuar que faz parte de “um conjunto político que tem uma estratégia”. “É dessa forma que a gente trabalha. De forma profissional, buscando alcançar mais resultados para a população, sobretudo para os mais necessitados”, frisou o prefeito, ao se referir aos impactos causados pela “pior crise econômica que o País já passou”.

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Ao falar sobre o bloco oposicionista, afirmou que ainda é “difícil de interpretar” a estratégia defendida pelo grupo. “Uma hora eles vão ter que explicar qual é a estratégia deles, o projeto deles, o que desejam para Pernambuco. Ter uma ideia para o estado, um projeto, falar de alguma coisa que vão fazer para a população, pelo crescimento do estado. É importante que eles pudessem falar sore isso, porque a população espera por trabalho. Por dedicação e ações concretas. De lá eu não sei o que é que vem”, pontuou.

Na sua visão, o único fator que traduz a união dos oposicionistas é a vinculação com o governo Michel Temer. “Cada dia, alguém diz uma coisa diferente. O que une eles mesmo é Temer. Realmente nisso há uma unidade. Eles estão agarrados a Temer”, destacou o gestor.

Questionado sobre a volta do diálogo com partidos como o PT, que poderá apoiar a reeleição de Paulo, Geraldo voltou a dizer que seu partido está “aberto a conversas com grupos políticos e partidos que não estão no nosso conjunto”. "Aqueles que querem entrar nesse conjunto para que a gente possa continuar esse trabalho que Paulo vem liderando aqui em Pernambuco, a gente recebe. Todos os partidos, inclusive o PT, que quiserem fazer essa discussão e esse diálogo sobre o futuro de Pernambuco, a gente está aberto”, opinou.

Confira a íntegra da entrevista:

Primeiro bloco:




Segundo bloco:


Raul Jungmann, ministro da Defesa
Raul Jungmann, ministro da DefesaFoto: Felipe Ribeiro

O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), afirmou que “a tendência é permanecer na base” do governador Paulo Câmara (PSB), na eleição do ano que vem. Porém, ele ainda aguarda uma conversa com o socialista para decidir, de fato, qual caminho irá tomar diante da formação de um bloco de oposição no estado que conta com a presença de representantes do governo Michel Temer, como os ministros Fernando Filho (Minas e Energia) e Mendonça Filho (Educação).

Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, Jungmann disse que ainda não tratou sobre a eleição de 2018 com Paulo Câmara. Os dois almoçaram juntos nesta terça-feira (26), mas o ministro garantiu que a conversa girou em torno de assuntos econômicos e que deverão tratar da aliança depois do Carnaval. “Até agora, a tendência majoritária é permanecer na base”, colocou.

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Na visão do ministro, o debate eleitoral não deve ser travado entre os que defendem o governo Temer e os que o desaprovam. “Se a divisão for essa e acho que não vai ser, evidentemente que estaria no campo daqueles que defenderão o governo Temer, do qual participo. Mas porque digo que não será? Porque acredito que o governo vai recuperar a popularidade”, destacou.

Em outro momento, negou que irá se candidatar a governador do Rio de Janeiro, como havia sido especulado. “Se eu fizesse isso, estaria sendo um moleque. Porque se venho para cá para ajudar o Rio de Janeiro e ao mesmo tempo estou dizendo que estou aqui por um projeto pessoal, perco toda a credibilidade. Além do que Forças Armadas não são ‘cabo eleitoral’ de ninguém”, explicou Jungmann, que deve disputar uma vaga na Câmara Federal.

Perguntado sobre a conjuntura política nacional, disse que “o pleito de 2018 é de altíssima imprevisibilidade”. “Há uma certa ansiedade de encontrar um candidato de centro que tenha viabilidade. Existem vários que estão disputando. Tem o Tem o Geraldo Alckmin (PSDB), o Rodrigo Maia (DEM), que vem aparecendo mais recentemente, com maior força. Tem o Henrique Meirelles (Ministro da Fazenda) e outros que podem aparecer. Então a gente se aproxima do calendário eleitoral, mas ainda tem um grau de imprevisibilidade muito grande”, opinou.

Cristiano Pimentel
Cristiano PimentelFoto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

Prestes a deixar a chefia do Ministério Público de Contas (MPCO) - no dia 14 de janeiro - Cristiano Pimentel fez um balanço do trabalho que realizou nos últimos anos, no qual se destacou o combate à corrupção. As diversas ações focadas nas prefeituras acabaram, segundo conta, com a expectativa de total impunidade que imperava. Na entrevista, ele destaca, ainda, a grave situação em que se encontram os fundos previdenciários municipais. Confira abaixo.

Qual o balanço que o senhor faz da sua gestão à frente do MPCO?
Tentamos focar nas parcerias com outros órgãos, como Polícia Civil e Federal, MPPE e MPF, CGU. Foi um ano de muitas parcerias. Tiveram muitas operações conjuntas, principalmente, em prefeituras e Câmaras de Vereadores. A reflexão que fazemos é que, apesar da corrupção que há no País, há muitos desvios nas prefeituras e isso precisa de fiscalização intensa. Desde o ano passado, por exemplo, repassamos informações da merenda escolar para o MPPE e MPF. Isso resultou em várias operações sobre desvios de merenda escolar. Em Pernambuco, tivemos uma situação positiva no combate à corrupção porque tivemos vários prefeitos afastados e, até mesmo, alguns presos. Então, acabou aquela situação de prefeitos terem expectativa de total impunidade por estarem no poder. As operações em parceria com os órgãos de fiscalização e as decisões judiciárias que afastaram gestores mostram que não há mais expectativa de impunidade de prefeitos que existiam em 90 e início dos anos 2000.

Qual a expectativa com a nova gestão do TCE?
Como servidor concursado do TCE, eu e todos os demais servidores concursados estamos com expectativa muito positiva. Marcos Loreto já foi presidente da Corte, é experimentado, preparado e fez uma declaração de que o foco da sua gestão será o combate à corrupção. É isso que nós almejamos.

A imagem dos TCEs ficou abalada com os escândalos nos tribunais de contas do Rio de Janeiro e Mato Grosso?
Isso é péssimo para a imagem dos tribunais de contas. Está na hora de pensar em uma modificação. Existe parte dos conselheiros preocupados com a situação e tem uma proposta deles de uma emenda constitucional. Mas essa emenda é insuficiente. A emenda mais corretiva seria a PEC 329, que é defendida pelos procuradores do MPCO, porque acaba com todas as indicações políticas dos tribunais de contas. Se os TCs são órgãos técnicos, não há sentido nas indicações políticas. O MPPE e MPF têm todos os seus membros concursados desde 1988 e vemos o salto de qualidade que foi dado. Queremos que os conselheiros apoiem a PEC 329.

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O senhor concorda que a Lava Jato terá um teste decisivo nas eleições de 2018?
Em todos os eventos que participo, eu tenho dito que o futuro da Lava Jato, se ela continua ou não, quem decide é a população ao votar nas eleições de 2018. A população terá uma oportunidade única de fazer a depuração da política e, se não abraçar essa oportunidade e eleger essas mesmas pessoas envolvidas em escândalos, a população vai demonstrar que não se importa mesmo com a corrupção e quer que continue tudo como está. Seria um sinal que o trabalho da Lava Jato não tem futuro. A população vai dar uma demonstração se concorda ou não com a corrupção.

Como acabar com a influência da política no Judiciário?
A forma de provimento dos tribunais superiores, principalmente no Supremo Tribunal Federal, deveria ser revista porque hoje a indicação para o Supremo é uma vontade discricionária e imperial do presidente da República. Como em outros tribunais deveriam haver critérios, entre juízes de carreira, membros do Ministério Público. No Supremo não há nenhum critério, somente a sabatina do Senado. Existem propostas para mudar a composição do Supremo e o Brasil precisa dessa mudança. Se quem indica e quem for nomeado tivesse a consciência do seu papel republicano e institucional não seria necessária essa modificação. Mas, atualmente, devido o Supremo estar sendo um foco de instabilidade na República e não de estabilidade há de se pensar realmente na mudança na forma de indicação do Supremo e nos tribunais superiores.

Como o senhor vê a situação das prefeituras que estão mendigando novamente apoio do Governo Federal para fechar as contas?
Eu acho que o problema na grande maioria das prefeituras é que o gestor coloca a política acima do planejamento. Há cargos nas prefeituras que são frutos de indicações políticas, indicações de vereadores, ex-prefeitos e ex-vereadores. E sabemos que essas pessoas são desnecessárias, quando não chegam nem a trabalhar. Então, acho que a questão político-partidária sempre fica em primeiro lugar ante o planejamento. Não se pode generalizar a situação. Algumas prefeituras estão se vangloriando de pagar o décimo terceiro adiantado. Mal ou bem todas as prefeituras têm as mesmas fontes de receita. Se algumas conseguem fica claro que seria possível todas fazerem com planejamento e responsabilidade.

O Governo Federal discute uma reforma da previdência. Como está a situação dos fundos previdenciários municipais de Pernambuco?
A situação dos fundos de previdência municipais é calamitosa de uma forma geral. Existem municípios com servidores que estão para se aposentar e não possuem um centavo nos seus fundos de previdência. Em geral, quando os prefeitos estão com as contas apertadas, a primeira coisa que eles deixam de recolher é o fundo de previdência municipal. E aí os prefeitos sempre fazem parcelamento, reparcelamento. Os tribunais de contas vêm alertando a situação dos fundos de previdência, mas isso é um problema da legislação federal que é muito leniente e aberta com esses municípios. A solução seria extinguir todos os fundos municípios com cidades com menos de 500 mil habitantes porque as prefeituras pequenas não têm estrutura para gerir os fundos de previdência. E essas pessoas de cidades pequenas passariam para o INSS. É a única solução porque, daqui a alguns anos, Pernambuco sofrerá um grande passivo de pessoas que estão para se aposentar e o fundo não tem dinheiro nenhum para custear essas aposentadorias. Já é certo que teremos uma grande crise previdenciária em Pernambuco.

Cobiçando o governo do Estado, FBC terá apoio dos filhos
Cobiçando o governo do Estado, FBC terá apoio dos filhosFoto: Divulgação

Com sobrenomes influentes e parentescos prestigiados, o mapa político dos próximos candidatos para as eleições proporcionais em 2018, vem crescendo e se estruturando. Neste período, fica mais evidente os projetos familiares, que lançam, tradicionalmente, seus membros na disputa por cargos públicos. Em Pernambuco, as famílias Ferreira, Campos/Arraes, Coelho e Lyra são as quatro grandes forças a construir e perpetuar o legado de seus antecessores.

De acordo com o cientista político, Vanuccio Pimentel, esse tipo de relação familiar vai impactar de maneira mais significativa nesse pleito de 2018, principalmente, porque se trata de uma eleição proporcional e os candidatos precisam de uma quantidade menor de votos para conquistar um mandato. A partir dessa concentração familiar no mesmo patamar, os grupos familiares se irradiam para os executivos e para os cargos mais altos.

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“A partir do momento que eu consigo ter um mandato, eu consigo ter um voto dentro da Câmara, seja na esfera federal ou estadual e esse voto vai importar em algum momento. No caso de uma eleição, como essa de agora, essas famílias passam a exercer o poder que elas têm no mando do voto”, avaliou.

Família Ferreira deverá lançar novamente o patriarca Manoel

Família Ferreira deverá lançar novamente o patriarca Manoel

O período pré-eleitoral também renova o debate sobre cabos eleitorais. Ainda de acordo com o cientista político, Pernambuco tem uma situação em que tanto deputados quanto prefeitos podem ser puxadores de votos. No entanto, como o Estado possui um número maior de municípios, os chefes dos Executivos municipais tendem a assumir um papel preponderante. Além de ter uma máquina que pode contribuir para mobilizar eleitores, os prefeitos também conseguem arcar com uma estrutura de palanque a um governador no município, feito que um deputado não consegue.

Lançando seus candidatos a deputados estaduais e federais, os prefeitos de Água Preta (Eduardo Coutinho), Araripina (Raimundo Pimentel), Jaboatão dos Guararapes (Anderson Ferreira), Caruaru (Raquel Lyra) e Olinda (Professor Lupércio) devem atuar como cabos eleitorais para eleger seus parentes.

Prefeita Raquel Lyra vai ajudar o pai, o ex-governador João Lyra

Prefeita Raquel Lyra vai ajudar o pai, o ex-governador João Lyra

As alianças políticas familiares possibilitam que uma prefeitura consiga controlar toda a administração de um município, ou mesmo de uma região. Na Capital pernambucana e na RMR, os Ferreira é quem estão ganhando cada vez mais espaço. O grupo pretende lançar o deputado estadual André Ferreira (PSC) para o Senado e o cunhado Fred Ferreira, vereador do Recife, para deputado estadual. O objetivo o apoio mútuo para vencer unidos mais uma eleição. O pai dos irmãos Ferreira, Manoel Ferreira, também poderá disputar uma vaga na Câmara Federal.

Em Caruaru, a prefeita Raquel Lyra poderá ser o principal cabo eleitoral do seu pai e ex-governador João Lyra (PSDB). O deputado federal João Fernando Coutinho (PSB) poderá ter o reforço do seu pai Eduardo Coutinho. Em Olinda, Lupércio apostará no novo e lançará, pela primeira vez, sua esposa Cláudia Cordeiro na disputa. Em Petrolina, Miguel Coelho, certamente, será vital para a candidatura de Fernando Bezerra Coelho para governador. Já a reeleição da deputada estadual Socorro Pimentel terá o suporte do prefeito de uma das maiores cidades do Sertão.

Legislação
A lei considera inelegíveis, na mesma circunscrição eleitoral, os parentes consanguíneos ou por afinidade, até o 2º grau ou por adoção, do presidente da República, do governador, do prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. Fora da circunscrição eleitoral, os parentes podem se candidatar.

Veja a lista de políticos que apoiam parentes

Ministro do STF, Gilmar Mendes
Ministro do STF, Gilmar MendesFoto: Fernando Frazão/Agência Brasil

As decisões recentes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes fizeram muita gente questionar e torcer o nariz. Elas dizem respeito a solturas de políticos e empresários investigados em operações comandadas pela Polícia Federal (PF). E como não tem sido diferente – quando se trata de redes sociais – para temas polêmicos, as ações de Mendes foram um prato cheio para memes na internet.

A mais recente das decisões foi mandar soltar o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR) e o ex-ministro Antonio Carlos Rodrigues, presidente do PR. Garotinho foi preso no mês passado, junto com a mulher, a ex-governadora Rosinha Matheus, pela Polícia Federal, numa ação que investiga crimes eleitorais.

Confira alguns memes:

Meme Gilmar Mendes

Meme Gilmar Mendes - Crédito: Reprodução


Este fala das solturas de políticos:

Meme Gilmar Mendes

Meme Gilmar Mendes - Crédito: Reprodução


Meme Gilmar Mendes

Meme Gilmar Mendes - Crédito: Reprodução

Meme Gilmar Mendes

Meme Gilmar Mendes - Crédito: Reprodução

Nas redes sociais, também circula a brincadeira de que o ministro pode ajudar no caso da combinação bebida e direção. "Se alguém neste fim de ano for beber e dirigir e é sempre bom ter o contato do Gilmar, segue", diz a mensagem, que traz, ainda, e-mail institucional e telefone do ministro.

Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.
Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.Foto: Divulgação

O Brasil é uma nação em conflito. Esta parece ser a impressão geral sobre o momento por que ora passa o país. Junto a essa impressão, vem atrelada uma clara sensação de medo, como se a estrutura do Brasil fosse se esgarçar de vez e ruir.

Aliás, o mantra do fim próximo do país é popular e todos o conhecem, “o Brasil está no fim”, pois é repetido à exaustão nas mídias sociais e nas conversas alcoolizadas nos bares, como se fosse um desejo secreto de cada um que isto aqui explodisse mesmo. O cidadão trafega, assim, entre o medo do conflito e a adrenalina que dele resulta.

Conflitos existem de todo tipo, desde uma guerra exterior aberta - da qual o solo pátrio está relativamente livre pelo seu soft power em relação a seus vizinhos e também por um certo isolamento geopolítico – até aquele provocado pela reclamação por um quilo de batatas mal pesado na feira. Batatas, que no romance de Machado de Assis, foram o motivo do conflito entre duas tribos (“ao vencedor, as batatas”).

O ser humano, na verdade, já nasce e cresce sob o conflito. Para Freud, o conflito já surge entre os desejos e as proibições sociais e é formador da alma humana. E a vida inteira ele passa se metendo em conflitos, dos quais ora é sujeito ativo, provocando conflitos, ora é apenas sujeito passivo e vítima da disputa.

E, não há como negar, o ser humano tem uma verdadeira apetência pelo conflito e, para provar, estão aí as partidas de futebol, as apostas, os torneios de cartas, a rinha do galo de briga.

Mas, os conflitos podem nascer apenas de um dedo erguido e uma voz levantada para protestar pelo próprio direito. E frequentemente não há como escapar de conflitos, pois o país é palco de constantes violações de direitos, e o dedo em riste e a voz erguida são comportamentos repetidos com insistência nestas latitudes.

Alguns filósofos antigos queriam viver sem problemas – a ataraxia –, cultivando um mundo onde as dúvidas, as paixões ou dores, formas diferentes de conflitos, seriam suspensas. Isso nos faz pensar na fábula do homem brasileiro como homem cordial, em sua renúncia a acender conflitos, a causar problemas e sempre evitando uma discussão mais acalorada sobre pontos de vistas opostos.

Conflitos, no entanto, podem ser salutares para uma sociedade, demonstram o seu dinamismo e são criadores do futuro. E se o Brasil vive hoje um momento onde as vozes se elevam para protestar, para discutir de maneira acalorada, isso não precisa ser visto como negativo, pois demonstra que o país está tateando em busca de um caminho, mesmo que não seja da melhor maneira. Diálogos, conversas, discussões acaloradas são conflitos. O silêncio e a tranquilidade nem sempre são bons sinais, o espaço público precisa de conversa, de diálogo, ou seja, do conflito. E sem conflito, não há conciliação.

A data simbólica do nascimento da principal figura da religião ocidental se aproxima. Se a maioria pensa no Jesus de Nazaré como homem de paz, é preciso não esquecer que ele mesmo, segundo os relatos dos evangelhos, se disse homem do conflito: “Eu não vim trazer a paz, mas a espada”. Quando se risca uma linha demarcatória de opiniões e conceitos, o conflito será o seu produto mais certo.

Câmara de Vereadores do Recife
Câmara de Vereadores do RecifeFoto: Aguinaldo Leonel/CMR

A Câmara Municipal do Recife realizou, nesta sexta-feira (22), a reunião solene de encerramento da 1ª Sessão Legislativa da Legislatura, fechando os trabalhos da Casa no ano de 2017. O evento foi promovido pela Comissão Executiva.

Durante a reunião, o presidente da Câmara, vereador Eduardo Marques (PSB), discursou e agradeceu os servidores da Casa e elogiou a atuação do primeiro-secretário da Câmara, o vereador Marco Aurélio (PRTB).

“Quero, em nome da Comissão Executiva e de todos os vereadores e vereadoras do Recife, agradecer a todos os departamentos da Câmara do Recife pelos relevantes serviços prestados no ano de 2017. Sem vocês, os vereadores não poderiam fazer o trabalho que vêm realizando para o bem de nossa cidade e para o seu povo”, disse.

Marques também agradeceu aos parlamentares. “Quero parabenizar aos vereadores e vereadoras do Recife pelos trabalhos que estão realizando nesta Casa. Parabéns a todos vocês e a todas as Comissões”, disse.

O socialista ainda direcionou uma mensagem aos membros da Comissão Executiva: “Quero, também, parabenizar a Comissão Executiva e agradecer por sua atenção. Em especial, e cumprimentando todos da Comissão, quero parabenizar o trabalho do vereador Marco Aurélio”. Ao fim da reunião, o presidente da Câmara convidou todos a participar da reunião solene de instalação da 2ª Sessão Legislativa, no dia 1º de fevereiro de 2018.

Evento foi realizado nesta segunda-feira (18)
Evento foi realizado nesta segunda-feira (18)Foto: Divulgação

O prefeito de Ribeirão, Marcello Maranhão (PSB), é um dos gestores que comemora o fechamento do ano com o salário dos servidores em dia. Na manhã desta segunda-feira (18), ele prestou contas do seu primeiro ano à frente da administração e contou que conseguiu a retirada do nome do município do CAUC, SPC/ Serasa das prefeituras. Ribeirão estava impedido de receber recursos há 10 anos.

Na ocasião, a equipe de finanças apresentou os dados econômicos do último quadrimestre. Os secretários detalharam as ações por cada área a exemplo da Saúde, Educação e Infraestrutura. O destaque foi a reabertura de 12 unidades de saúde que estavam fechadas e sem médicos, reabertura do Serviço de Pronto Atendimento, recuperação das escolas, entrega do fardamento escolar a todos os alunos. A Infraestrutura retirou só em 2017 mais de 7 mil toneladas de lixo.

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