Foram encontrados 221 resultados para "Fevereiro 2018":

Raul Henry
Raul HenryFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Com a proximidade do fim da janela para troca de partido, no início de abril, a dissolução do MDB de Pernambuco se tornou um verdadeiro abacaxi nas mãos da Executiva Nacional da sigla. A disputa entre o atual presidente da sigla, Raul Henry (MDB), e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) vem travando as negociações para entrada de novos filiados e atrapalhando as articulações políticas dos dois grupos. Anteontem, um novo pedido de dissolução da legenda foi feito por advogado Golbery Lopes, aliado de Bezerra Coelho, estendendo a queda-de-braço entre as lideranças. Na reunião da Executiva, realizada no mesmo dia, o clima já era de menor tensão, diferentemente do enfrentamento presenciado nos últimos encontros que tratarão a intervenção.

Enquanto isso, o MDB não conquistou nenhum ganho com o imbróglio interno. Na reunião, Raul Henry chegou a colocar que parlamentares querem entrar na sigla, mas hesitam pela indefinição interna. Um deles é o deputado federal Fernando Monteiro que estaria de malas prontas para deixar o PP. "Temos candidatos a senador (Jarbas Vasconcelos), três estaduais com mandato (Tony Gel, Gustavo Negromonte e Ricardo Costa) e dois federais (ele e Kaio Maniçoba)", calcula Henry.

Já o senador Fernando Bezerra Coelho fica cada vez mais impossibilidado de cumprir a promessa de fazer o partido crescer no Estado. Até o momento, o único deputado federal que declarou publicamente que se filiará na legenda caso o parlamentar assuma o comando partidário é o seu filho e ministro de Minas e Energia, Fernando Filho. Outros que cogitavam ingressar na legenda tomam rumos distintos. João Fernando Coutinho se reaproximou do PSB, Marinaldo Rosendo ingressou no PP e Cadoca se aproximou dos partidos que compõem uma chapinha na Frente Popular. Procurado pela reportagem, o vice-governador Raul Henry afirmou que não há fato novo no processo e que continuará na briga pelo comando da sigla. "Vamos continuar a lutar até o fim", repetiu o emedebista. O parlamentar recebeu diversos convites de partidos da Frente Popular caso perca a disputa interna com o grupo de Bezerra Coelho. PSD, PPS e PSL foram algumas das legendas que ofereceram abrigo. Nos bastidores, a sigla pessedista do deputado federal André de Paula é tida como a opção mais provável. "Agradecemos a todos pelos convites, mas temos confiança na Justiça", afirma Henry.

Já o PR chegou a ser cogitado como destino do grupo dos Coelho, caso a intervenção não se concretizasse. Da mesma forma que o grupo de Henry e Jarbas, eles também negam a existência de um plano B.

Com a bandeira de Pernambuco, Lóssio posa ao lado de Marina
Com a bandeira de Pernambuco, Lóssio posa ao lado de MarinaFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

A pré-candidata ao Palácio do Planalto Marina Silva (Rede) seguiu uma agenda apertada nesta quinta (22) em sua passagem pelo Recife para participar da filiação e do lançamento da pré-candidatura a governador de Pernambuco do ex-prefeito de Petrolina Júlio Lóssio.

Ao contrário de outros presidenciáveis como Lula, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes, que mantiveram contato com Paulo Câmara e Geraldo Julio (PSB), Marina preferiu não cumprir nenhum compromisso oficial com o partido do qual foi aliada no pleito de 2014. Ao mesmo tempo, ela foi ao bairro de Dois Irmãos visitar Renata, viúva do ex-governador Eduardo Campos. "Foi uma visita pessoal. Quando vou a Porto Alegre, procuro Pedro Simon (PMDB). Quando vou a São Paulo, encontro Eduardo Suplicy (PT). E, quando venho ao Recife, vou ver Renata Campos", destacou.

Leia também:
'Foi um encontro de amizade', diz Marina após visitar Renata Campos
Novo encontro de retribuição entre Lula, Renata e Paulo
PT repreende, mas Lula avaliza encontro entre Ciro e Haddad
Alckmin: "Claro que queremos uma aliança com o PSB"


A relação entre Marina e Renata remonta ao período em que a ex-ministra disputou a Presidência pelo PSB, substituindo Eduardo Campos, que faleceu em acidente aéreo em agosto de 2014. Marina, inicialmente, era vice de Eduardo, agregando ao PSB os militantes da Rede Sustentabilidade, que teve seu registro negado. Nesta quinta, a pré-candidata fez a visita acompanhada de Roberto Leandro (Rede) e foi recepcionada por Renata e seu filho caçula, Miguel.

O último encontro das duas, segundo Marina, ocorreu no aniversário de 70 anos do PSB, em Brasília, em agosto do ano passado. “Acho que a gente tem uma relação de respeito, de admiração, de carinho. A gente pode estar em partidos diferentes e cultivar relações de respeito”, disse Marina, acrescentando que sua candidatura tem como propósito “construir pontes para o futuro do país", que "existem pessoas boas em todos os partidos" e que quer "fazer alianças com os núcleos vivos da sociedade". Renata não falou à imprensa.

Expectativa de disputa

À noite, Marina e Júlio Lóssio participaram de um seminário da Rede, no Praia Hotel, no bairro do Pina, onde também foi concedida coletiva à imprensa. Entre outros temas, a presidenciável comentou que enfrentará dificuldades em relação ao guia eleitoral, no qual, de acordo com as novas regras, não poderá participar de debates e irá contar com apenas dez segundos de tempo de exibição caso se confirmem as saídas da Rede de Alexandre Molon (RJ) e Aliel Machado (PR), que negociam a ida para o PSB. "Estamos dialogando com outros parlamentares", adiantou Marina.

Ela brincou sobre a grande quantidade de candidaturas, dizendo que não se pauta em função dos adversários e, sim, na defesa de propostas. "Quanto mais estrelas no céu, mais claro o caminho", resumiu. Ela admitiu ainda que se arrepende do apoio oferecido a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições de 2014 e destacou que "nem Dilma nem Aécio mereciam os votos dos eleitores", lamentando o fato de que partidos que são adversários em outros campos venham se unindo para sabotar a Operação Lava Jato.

Lóssio assinou o documento de filiação, agradeceu a honra de disputar as eleições no mesmo partido que Marina e afirmou que vai visitar todos os municípios de Pernambuco a fim de formular um plano de governo. Ele criticou o governador Paulo Câmara, classificando seu governo como "sofrível", e disse que seus dois principais focos serão a Educação e a Segurança.

Sobre a vinda de outros parlamentares pernambucanos para a Rede, Lóssio preferiu não se aprofundar, mas afirmou que, como Marina é a terceira colocada nas pesquisas de opinião, durante a janela eleitoral (período em que a mudança de partido é permitida e que vai de 1º de março a 6 de abril) "muita gente vai vir atrás dela".

Carlos Siqueira
Carlos SiqueiraFoto: Arquivo PSB

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, divulgou uma nota, nesta quinta-feira (22), contestando a matéria publicada pela Folha de São Paulo, sobre as supostas condições impostas pelos socialistas para apoiar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na disputa presidencial. O jornal afirma que o vice-governador do estado, Márcio França, se reuniu com dirigentes do partido para listar estados onde reivindicam o apoio do PSDB aos candidatos do PSB aos governos.

Mas, segundo Siqueira, “em São Paulo, para um ato de apoio ao vice-governador Márcio França (PSB), pré-candidato socialista ao governo do Estado, o presidente nacional do partido Carlos Siqueira, e o secretário-geral e ex-governador Renato Casagrande reuniram-se com o vice-governador para uma avaliação do cenário político em cada Estado e das perspectivas eleitorais”.

Leia também
PSB apresenta exigências para apoiar Alckmin na disputa presidencial


“Ao contrário do que o jornal afirma, a conjuntura nacional não fora debatida. Esclareço ainda que o PSB discutirá sua posição no plano nacional somente após o Congresso partidário marcado para os dias 1, 2 e 3 de março próximo, e tomará sua decisão final na Convenção Eleitoral, em julho”, colocou o comandante do PSB.

Renata Campos recebeu a ex-senadora e pré-candidata à Presidência Marina Silva (Rede)
Renata Campos recebeu a ex-senadora e pré-candidata à Presidência Marina Silva (Rede)Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Em passagem pelo Recife, a ex-senadora Marina Silva (Rede) se encontrou, nesta quinta-feira (22), com a ex-primeira-dama do Estado Renata Campos, em sua residência, em Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife. Após o encontro, Marina negou ter discutido sobre as eleições de 2018 e disse que a visita foi feita em virtude da amizade que nutre com a socialista. Entretanto, sinalizou que pretende contar com o apoio do PSB caso siga para o segundo turno da disputa.

Marina esteve acompanhada do ex-deputado Roberto Leandro, que é membro da direção da Rede em Pernambuco. Ao conversar com a Folha de Pernambuco, afirmou que foi até o local dar “um abraço pessoal, de amizade”. “Acho que a gente tem uma relação de respeito, de admiração, de carinho. Não tenho essa ideia de porque a gente pode estar em partidos diferentes, a gente não pode ter relações e cultivar as relações de respeito. Tenho muita gratidão pelo que vivi ao lado do PSB durante o período em que foi negado o registro da Rede. E a gente continua junto. Temos grandes ideais para defender”, afirmou Marina Silva.

Ao tratar das eleições, a ex-senadora disse acreditar que ela será decidida em dois turnos. “Acho que é uma eleição de dois turnos. E nessas eleições de dois turnos, no primeiro turno os partidos apresentam suas propostas, suas ideias. E obviamente com cuidado de construir pontes que nos levem a considerar aquilo que é melhor para o Brasil e para Pernambuco”, declarou.

Com informações de Ulysses Gadêlha, da Folha de Pernambuco.

O presidente da Alepe, Guilherme Uchoa e o governador
O presidente da Alepe, Guilherme Uchoa e o governadorFoto: Gus

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Guilherme Uchoa, deixará o PDT, sigla que está a mais de duas décadas. A decisão de deixar o partido foi confirmada nesta quinta-feira, 22, pelo pedetista em conversa com a Folha de Pernambuco. O motivo da debandada seria o veto dado pela executiva estadual da sigla ao ingresso do empresário, Guilherme Uchoa Junior, no PDT.

Atualmente, Uchoa Junior está no PSB, mas procurava uma legenda para disputar o mandato de deputado federal. A expectativa era que o empresário fosse para o PDT numa articulação feita pelo pai. No entanto, em resolução feita pela cúpula do partido local, leia-se o presidente Wolney Queiroz, ficou definido que ninguém com mais de 50 mil votos entraria na legenda, o que sustou completamente os anseios de Uchoa Junior que espera ultrapassar a marca dos votos delimitados.

O óbice criado, no entanto, gerou a revolta do chefe do Legislativo. Nos bastidores, comenta-se que o pedetista estaria revoltado com o Palácio por deixar livre os aliados a realizarem chapinhas para atenderem os interesses das lideranças partidárias. No caso do PDT, o partido lançou uma chapa com Solidariedade, PP, PCdoB e PSL. A aliança terminou por minar a candidatura de Uchoa Junior.

Apesar disso, Guilherme minimiza: "O meu problema é com o PDT. Vou sair do partido no dia 7 de março com os quadros do partido", anunciou o deputado e em tom de ironia disparou: "Eu já vi deputado sem voto ser rejeitado, agora com voto, é a primeira vez", disse.

Tarifa de ônibus
Tarifa de ônibusFoto: Folha de Pernambuco

Alegando falta de diálogo com o Governo do Estado, a Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco (FLTP) divulgou uma nota, nesta quinta-feira (22), cobrando do Executivo compromisso com a pauta e respostas para os questionamentos feitos pela entidade. A organização também pediu que o estudo técnico para a implementação da tarifa única seja disponibilizado e publicizado.

De acordo com a Frente, a entidade, junto a conselheiros que representam os usuários no Grande Recife protocolou um pedido de estudo técnico para a implementação da tarifa única ao secretário das Cidades, Francisco Papaléo, no dia de 12 de janeiro deste ano.

Segundo informações da nota, o secretário recebeu os integrantes da FLTP “se comprometeu a finalizar o estudo, que já estava em elaboração, e a convocar os conselheiros e a Frente de Luta novamente para apresentar os resultados desse estudo. A tarifa única é um pleito antigo da sociedade e uma promessa de campanha do governador. No entanto, o estudo apesar de já ter sido finalizado, não foi disponibilizado e nem publicizado para os conselheiros, mesmo após inúmeras tentativas junto ao secretário, que decidiu não mais apresentá-lo”.

A Frente de Luta pelo Transporte Público ainda afirma que no dia 2 deste mês apresentou um pedido de audiência com o governador Paulo Câmara (PSB) para tratar das questões relacionadas ao transporte e à mobilidade. Segundo a organização, o ofício não foi respondido.

“Estas ações do Governo demonstram claramente a falta de compromisso com a pauta e falta de zelo em tratar com a sociedade civil organizada. Isso são gestos que o povo pernambucano certamente utilizará para a escolha dos seus representantes neste ano de 2018”, finaliza a nota.

Operação Torrente
Operação TorrenteFoto: Divulgação/PF

Alvo da Operação Torrentes, deflagrada pela Polícia Federal em novembro do ano passado, o empresário Ítalo Jaques obteve um habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Após a libertação, sua defesa divulgou uma nota, nesta quinta-feira (22), criticando o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público. A Operação investiga fraudes em contratos para compra de comida, colchões, filtros de água e lonas de proteção para a população atingida pelas cheias na Zona da Mata Sul do Estado.

Confira a íntegra da nota emitida pela defesa de Ítalo Jaques:

A partir dos desdobramentos da recente Operação Torrentes, cuja primeira etapa ocorreu no dia 09 de novembro de 2017, com a decretação de prisões temporárias de diversos investigados, e a posterior imposição de prisões preventivas realizadas no dia 21 de novembro de 2017, foi possível verificar uma série de irregularidades perpetradas pela Polícia Federal, responsável pela condução das investigações.

Desde a anterior Operação Mata Norte – envolvendo sujeitos e empresas que também são alvos da Torrentes –, já havia sido possível à Defesa observar uma série de excessos cometidos pela autoridade policial. Tanto que todas as prisões decretadas durante a Operação foram oportunamente revogadas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Todavia, a situação verificada na recente prisão de Ítalo Jaques chamou a atenção, pela forma como os diálogos captados em interceptação telefônica foram utilizados de maneira absolutamente distorcida.

A Polícia Federal, ao transcrever alguns dos diálogos havidos pelos investigados, atribuiu conversa travada por Ricardo Padilha a Ítalo Jaques. Posteriormente, o Ministério Público Federal fez uso desse diálogo equivocadamente atribuído a Ítalo Jaques para pedir a sua prisão preventiva. Ora, a existência de um “mero equívoco” poderia ser facilmente relevada se já não se tivesse verificado uma série de excessos cometidos pela autoridade policial, de maneira reiterada.

As sucessivas prisões preventivas, todas devidamente afastadas pelo Tribunal Regional Federal e até pelo Superior Tribunal de Justiça demonstram que a Polícia Federal tem escapado a uma diligente função investigativa para promover verdadeira “caça às bruxas”, com o único intuito de manter investigados presos sem qualquer necessidade.

Após a notícia da manipulação dos diálogos, tanto o Tribunal Regional Federal da 5ª Região quanto o Superior Tribunal de Justiça entenderam por bem conceder a liberdade provisória do Sr. Ítalo Jaques, visto que, sem aquele diálogo, não subsistiam motivos que justificassem a sua prisão preventiva. A verdade é que Ítalo Jaques permaneceu preso preventivamente, por mais de 02 meses, com base em diálogo que sequer foi por ele travado.

A gravidade da situação é gritante: como a autoridade policial lavrou um auto circunstanciado, contendo a degravação de alguns diálogos, lançou a transcrição da conversa travada por Ricardo Padilha e daquela equivocadamente atribuída a Ítalo Jaques, uma seguida da outra, sequencialmente, e simplesmente não percebeu a coincidência dos termos? A versão da Polícia Federal é, convenhamos, pouco crível.

E pior! Apenas com o intuito de espetacularizar e tentar abafar a concessão da soltura pelo Tribunal Regional Federal, a autoridade policial requereu a imposição de nova prisão preventiva no mesmo dia do julgamento do habeas corpus, com o claro propósito de que Ítalo Jaques não fosse imediatamente colocado em liberdade, após a verificação pela Corte de que as provas utilizadas em seu desfavor o foram de maneira absolutamente indevida.

Como já mencionado anteriormente por este escritório em nota anterior, a acusação está sendo retalhada para que se consiga, oportunamente, novas prisões, as quais são cumpridas imediatamente após as concessões de ordem de habeas corpus na instância superior. O cumprimento do novo mandado de prisão preventiva no mesmo dia do julgamento do habeas corpus acima mencionado somente corrobora essa “caça às bruxas”, essa postura desmedida que tem sido adotada pela Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Federal.

Mesmo assim, durante a sessão de julgamento do habeas corpus, até mesmo a Procuradora Regional da República, presente ao julgamento, requereu cópia integral dos autos para verificar se houve abuso ou prática criminosa de responsabilidade dos agentes federais, o que traz um pouco de esperança diante de tantas posturas excessivas adotadas pelas autoridades investigativas.

Por tais razões, inclusive, a Defesa ingressou com pedido de afastamento temporário das autoridades investigativas responsáveis pelas operações, até a conclusão das apurações internas referentes às irregularidades acima apontadas. Por fim, a Defesa de Ítalo Jaques deu entrada em novo pedido de habeas corpus perante o Tribunal, no dia 16 de fevereiro de 2018, visto que a nova decisão, mais uma vez, não trouxe qualquer elemento novo capaz de justificar a prisão preventiva do investigado. Não por outra razão, na presente data (22/02/2018), o TRF5 concedeu, por ordem da sua Terceira Turma, a medida liminar pleiteada, culminando com a revogação da prisão preventiva do Sr. Ítalo Jaques, concedendo-lhe a liberdade imediata.

Palácio do Campo das Princesas
Palácio do Campo das PrincesasFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

O Governo Presente, programa que faz parte das atividades da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), vai estender as ações para os municípios do Cabo de Santo Agostinho e Paulista, no Grande Recife. Além disso, ganha em 2018 um incremento com atividades voltadas para a juventude, aproximando o público de estratégias de qualificação, cultura, lazer, cidadania e tecnologia. As novidades serão anunciadas nesta sexta-feira (23), em solenidade no Palácio do Campo das Princesas com participação do governador Paulo Câmara (PSB) e do secretário Cloves Benevides, indicado em 2017 pelo PP.

O programa é coordenado pela Secretaria Executiva de Articulação Social (Seart) e é o braço de prevenção social do Pacto pela Vida. O secretário da SDSCJ pontuou que, em 2018, ações de prevenção social como elemento central de atuação do GP serão incrementadas, focando as atividades nos jovens dos territórios.

Novidades
O Governo Presente lança o programa Juventude Presente, que vai oferecer oficinas, além de disseminar a cultura de paz nos territórios. No evento serão anunciadas seis mil vagas para oficinas. Também será anunciado o lançamento do programa Cidadão Conectado, projeto que pretende disponibilizar gratuitamente pontos de acesso à internet em praças ou locais considerados espaços coletivos de convivência, dando usabilidade à cota de internet utilizada pelas órgãos públicos do Governo em seu período ocioso. O serviço será oferecido de segunda a sexta, a partir das 18h, e nos finais de semana.

Intervenções
Em paralelo à solenidade acontecerão intervenções artísticas com a participação de jovens que fazem parte dos territórios do Governo Presente. Entre elas, os jovens farão a cobertura fotográfica e de vídeo para produzirem um documentário sobre a impressão deles do programa. Também acontecerão rodas de capoeira e oficinas de hip hop e grafitagem, incluindo a pintura de um painel pelos artistas Galo de Souza e Stilo Santos do Encontro Internacional de Artes Pão e Tinta.

Rinaldo Junior também cobrou a entrega do Hospital Veterinário
Rinaldo Junior também cobrou a entrega do Hospital VeterinárioFoto: Divulgação

Após o vereador do Recife, Rinaldo Júnior (PRB), voltar a cobrar esclarecimentos da Prefeitura do Recife sobre o atraso nas obras de construção da Upa Especialidades (UPA-E) da Avenida Dois Rios, no Ibura, o líder do governo na Casa, vereador Eriberto Rafael (PTC) informou que a paralização foi provocada pela “insuficiência financeira por parte da empresa contratada”.

Segundo Rinaldo Júnior, a denúncia sobre o atraso nas obras foi feita desde o ano passado, mas, desde então, ele não conseguiu audiência com secretário de Saúde do município, Jailson Correia, para tratar do tema. “No ano passado a gente já denunciou. Eu fui atrás da empresa prestadora de serviços. Atrás dos contratos no portal da transparência. E o que a gente vê lá é um terreno que está vazio. A terraplanagem que está completa já foi por água abaixo, já modificou o terreno”, colocou.

“A obra foi travada por iniciativa do Executivo, devido à insuficiência financeira por parte da empresa contratada em seguir adiante com a construção da unidade. Com o destrato contratual, a Prefeitura do Recife precisará fazer nova licitação e trabalha na captação de recursos para conclusão da obra”, pontuou Eriberto Rafael, em resposta.

Segundo ele, a obra que prevê uma grande ordem investimento. “E com os recursos escassos, em função de uma crise econômica, o trabalho tem sido árduo no sentido de assegurar o orçamento necessário para esta que é uma unidade de saúde de suma importância para a população”.

O vereador também informou que o valor total da obra é de R$ 9.760.556,40. Desse montante, foram executados e pagos R$ 3.239.613,42, referentes aos serviços preliminares de limpeza do terreno, terraplenagem e contenção (muro de arrimo) e fundações (cravação de estacas e execução de blocos de concreto).

Os demais serviços, segundo ele, referem-se à cravação de estacas metálicas (também intactas) e blocos de concreto. “Já foram executados levantamentos em campo para atualização do projeto e seu orçamento para licitarmos a sequência da obra, que deverá se dar ainda este ano”, completou.

O PM foi atingido por disparos, durante operação conjunta entre Forças Armadas e a polícia na Baixada Fluminense
O PM foi atingido por disparos, durante operação conjunta entre Forças Armadas e a polícia na Baixada FluminenseFoto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Por Hely Ferreira*

Ao longo da vida, tive e continuo tendo oportunidades em conhecer pessoas emblemáticas. Entre elas, fui agraciado em ser aluno de Eugenio Raul Zaffaroni e recordo que certa vez um colega de turma fez a seguinte indagação: qual o caminho que o Direito Penal tem para coibir o avanço do tráfico de drogas? O criminólogo argentino respondeu que a pergunta deveria ser feita a um economista, pois segundo ele, o problema da droga está ligado as questões econômicas.

A recente decisão de intervir na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, é o retrato da perda do controle por parte dos seus governantes. São Sebastião do Rio de Janeiro é apenas um diante do caos da segurança pública em Pindorama.

Excepcionalmente, a Constituição Federal prevê em situações de anormalidade a possibilidade de intervenção, suprimindo temporariamente, a autonomia dos Estados, segundo o Art. 34. Com relação a decretação e execução da intervenção federal é algo privativo do Presidente da República. É assim que rege o Art. 84, X; sendo de maneira provocada ou espontânea.

A tentativa de sanar a desmanda em que chegou a criminalidade no Rio de Janeiro, que até o momento se apresenta como algo crônico, na verdade, as medidas que ao longo dos anos foram postas, funcionaram como um paliativo. Mas a indagação que deve ser feita é a seguinte: admitamos que a intervenção não consiga estancar o alto índice da criminalidade, qual será a próxima medida adotada?

* Hely Ferreira é cientista político.

assuntos

comece o dia bem informado: