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Em fevereiro de 2014, Paulo e Eduardo já tinham dado a largada  na disputa para o Palácio
Em fevereiro de 2014, Paulo e Eduardo já tinham dado a largada na disputa para o PalácioFoto: Clemilson Campos/Arquivo Folha

É praticamente maio e as chapas majoritárias que disputam Governo e Senado por Pernambuco ainda não estão postas. Os candidatos conhecidos são, apenas, o governador Paulo Câmara (PSB), que disputa a reeleição, e a advogada Daniella Portela (PSOL). Em 2014, a corrida já estava definida em fevereiro, no Carnaval, com Paulo Câmara caminhando ao lado do ex-governador Eduardo Campos e Armando Monteiro Neto (PTB) colado no ex-presidente Lula (PT) e na presidente Dilma Rousseff. Já em 2018, “situação” e “oposição” estão na retaguarda, esperando que o adversário dê primeiro a lista de nomes. Na visão dos analistas, a última disputa transcorreu com mais espontaneidade devido à maior estabilidade política no cenário nacional, onde se deu a manutenção da polarização recorrente entre PT e PSDB. Agora, quase todas as variáveis estão em aberto.

Uma coisa é certa: a corrida presidencial com 15 candidatos contribui fortemente para a indefinição nos estados. Quando a polarização ameaça sair de cena, todos enxergam uma chance de surpreender nas urnas. O provável afastamento do ex-presidente Lula (PT), que tem forte aceitação em Pernambuco, é um dos fatores preponderantes para a campanha desse ano: a disputa da herança lulista. Por outro lado, a possibilidade de diversos partidos terem presidenciável dificulta o entendimento no campo regional.

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Enquanto o PSB busca ampliar o tempo de televisão para garantir a reeleição de Paulo Câmara, o PT pensa em oferecer um palanque forte para seu presidenciável no Estado, além de eleger nomes para o Legislativo federal e estadual. Só na Assembleia Legislativa, a base do governo conta com PSB, PP, MDB, SD, PSC, PR, PMN, PSD e PSDC. Esse grupo permite a Paulo um tempo de mídia semelhante ao que a Frente Popular tem praticado nas últimas eleições. O risco é justamente o MDB mudar de lado, no meio do caminho, aumentando a margem da oposição.

Briga jurídica
A briga jurídica entre o senador Fernando Bezerra Coelho e o vice-governador Raul Henry pelo comando do MDB mexeu com as expectativas da corrida eleitoral. Na hora da campanha, quem tiver o controle do partido, sairá em vantagem no tempo de televisão e rádio, contando também com o recurso do fundo eleitoral. Acontece que FBC esperava levar o partido para a oposição antes do fechamento da janela eleitoral, na tentativa de trazer aliados e se viabilizar como candidato a governador. Isso não aconteceu e deixou todas as legendas da frente “Pernambuco Quer Mudar” em pé de igualdade.

Por estarem à frente da máquina estadual, partidos como PP, PSC e Solidariedade buscaram formar chapas proporcionais competitivas, na tentativa de aumentar seus pesos na disputa. Essas agremiações esperam ter um espaço na chapa majoritária, mas o governador Paulo Câmara tem dado sinais de que deve contemplar o ex-governador Jarbas Vasconcelos (MDB) e o ex-prefeito do Recife, João Paulo (PCdoB), explorando a aceitação maior na região metropolitana. O nome do ex-prefeito de Caruaru, Zé Queiroz (PDT), também é considerado e seria uma forma de contemplar a maior cidade do agreste, como é o costume na formação dos palanques.

Oposição
Na oposição, o senador Armando Monteiro e o deputado federal Mendonça Filho (DEM) estão entre os mais cotados para ocuparem a candidatura ao governo. Porém, o grupo tem tido dificuldade em alcançar um consenso, uma vez que os partidos agrupados ali têm projetos de poder diferentes, o que torna a coligação inédita. “É muito cacique para pouco índio, como se diz no ditado popular”, interpreta o cientista político Alexsandro Ribeiro.

Enquanto Armando se projetou no Estado com o apoio de Lula, Mendonça Filho já era ex-governador e cresceu como ministro do governo Temer. O problema é que o PSB já tenta colar, nesse conjunto, a pecha de “palanque de Temer”, aproveitando a alta reprovação do atual presidente para atacar os adversários.

No passado, Armando Monteiro contou com Lula. Hoje, oposição divide-se entre ele e Mendonça Filho

No passado, Armando Monteiro contou com Lula. Hoje, oposição divide-se entre ele e Mendonça Filho - Foto: Divulgação



O cientista político Elton Gomes explica que normalmente é mais fácil ser oposição por conta do discurso, da facilidade em apontar defeitos, mas não tem sido assim em Pernambuco. “Quanto mais a oposição demora para anunciar os nomes, mais o governador se fortalece. Ele está com a máquina, tenderá a ter o maior tempo de televisão e uma maior coalizão de partidos. Sem doações de empresas, uma maior quantidade de partidos garante mais recursos do fundo eleitoral. Nesse sentido, o governador se fortalece”, explica.

Armando Monteiro teria o recall necessário para ser o candidato natural nessa eleição, explica Alexsandro Ribeiro, mas a nomeação dos parlamentares pernambucanos para os ministérios de Temer fez com que esses atores políticos buscassem voos maiores. “A história mostra isso: quem chega a um ‘patamar’ considerável no cenário nacional se fortalece no local”, pontua. “O fator negativo que também influencia as escolhas é o impacto da Operação Lava Jato, que tem alcançado quase todos os concorrentes”, verifica.

Na prática, Armando é um candidato que, sozinho, dispõe de uma estrutura formada por PTB, PRB, Podemos e Avante, com cinco deputados federais e sete deputados estaduais aliados. Isoladamente, na briga por espaço, Mendonça Filho e Bruno Araújo (PSDB) passaram respectivamente pelos ministérios da Educação e das Cidades, possuem influência no Congresso nacional, estruturas partidárias fortalecidas após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, apesar da reprovação de Temer. Nesse caso, a maior espera da oposição se deve à indefinição no Partido dos Trabalhadores, que será determinante na hora de propor uma ou duas candidaturas ao governo.

Marília Arraes
A vereadora do Recife Marília Arraes luta para se colocar como a candidata ao Governo do Estado pelo PT, tendo a seu favor o sobrenome, o engajamento nos movimentos sociais e a boa pontuação em pesquisas menores de intenção de voto - o que reforça a necessidade de definição para que pesquisas de mais peso, como Datafolha e Ibope, aconteçam.

Nos bastidores, a candidatura de Marília é mal vista pelo Palácio, porque retiraria a propriedade do PSB de recorrer às figuras de Miguel Arraes e do ex-presidente Lula, que foi aliado de Eduardo Campos num tempo próspero para os socialistas. O maior interesse da oposição, tanto de Marília, quanto da frente Pernambuco Quer Mudar, é levar a disputa para o segundo turno, o que aumentaria o tempo de exposição do governador.

“Se a oposição quiser vencer essa disputa, precisa fazer os ataques às deficiências do governo, mas se colocar como uma alternativa real”, explica o cientista político Leon Victor de Queiroz (UFCG). “Os debates serão importantes para fazer isso, mas o formato normalmente é muito superficial, com perguntas e respostas curtas. Se os oposicionistas não conseguirem se distinguir um do outro, a população não vai entender”, avalia.

Nos bastidores, a candidatura de Marília Arraes é mal vista pelo Palácio, porque retiraria a propriedade do PSB de recorrer às figuras de Miguel Arraes e do ex-presidente Lula

Nos bastidores, a candidatura de Marília Arraes é mal vista pelo Palácio, porque retiraria a propriedade do PSB de recorrer às figuras de Miguel Arraes e do ex-presidente Lula - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco


 

Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.
Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.Foto: Divulgação

Por Jorge Waquim*

O poeta Carlos Drummond falou uma vez de uma flor que nasceu na rua. A flor do poeta rompe o asfalto, é desbotada, é feia, mas é uma flor. Em sua insegurança, ela está em meio à cidade, aos carros, mas furou o asfalto e aí está.

A democracia, como a flor de Drummond, também é frágil e feia. Ela é feia em seu remexer dos fatos, em seu anúncio dos erros, e está sempre se olhando no espelho, à procura de uma perfeição que nunca existirá. Ela é frágil por ser um sistema de organização da sociedade que é reconhecidamente antinatural, pois o natural é a disputa sem freios, as tiranias, a dominação de grupos sobre outros grupos, a violência sem justiça. A história da humanidade é a prova constante desse caos humano, onde amiúde as guerras, o terror e as tragédias se sucedem.

No entanto, mais do que um acontecimento errático, mais do que fruto do acaso, a democracia é resultado do trabalho árduo, da negociação constante. Em sua utopia militante, a democracia é uma contínua construção: precisa da reflexão cotidiana sobre seu funcionamento para se amoldar às novas circunstâncias. Ela nunca estará completa, nunca irá satisfazer totalmente a uma expectativa particular. Sempre haverá o que fazer, pontos a solucionar, novos conflitos a sanar. A sobrevivência dessa frágil flor depende do cuidado diário das instituições que foram criadas para a protegerem.

Por isso mesmo, com frequência, a democracia causa um certo mal-estar em muitos, que a acham feia, pois parece nunca alcançar seu fim, como se fosse um jogo infinito em que as regras são transformadas à medida em que se joga.

O Brasil vive esse momento especial em que a flor da democracia é constantemente ameaçada pelos perigos circundantes.

Uma elaborada articulação entre personagens que conhecem bem os trâmites da política produziu a ocupação da mais alta esfera de poder do país pela malsã manipulação de leis que foram criadas para proteger a própria democracia. Esse tipo de articulação é justamente intitulado de golpe, segundo os manuais de ciência política, não obstante o cumprimento dos ritos e obrigações. No entanto, o dirigente dessa articulação vê seu barco fazer água, com as investigações chegando mais perto – as malas de dinheiro e as propinas não ficarão imunes por muito tempo em uma democracia, pois esta está sempre a revirar fatos e feridas, mostrando o lado feio da humanidade.

Claro está que esse estado de coisas, a continua investigação do uso do dinheiro público, é o produto de um Estado que escolhe seus funcionários de maneira democrática, cujo fundamento é a razão, com a disputa pelos cargos de maneira igualitária e de acordo com regras estabelecidas. Assim acontece com a polícia federal, assim acontece com as procuradorias e os órgãos de controle das contas públicas, assim com outras instâncias de arbitramento da ação estatal. Tal aparato tem hoje produzido inúmeras denúncias e prisões. Pelo país inteiro, vão se encontrando em prefeituras, em assembleias e governos estaduais casos de uso ilícito do dinheiro público, com punições sendo passo a passo aplicadas.

A ditadura que durou vinte e um anos causou um mal terrível à nação, desorganizando os partidos, destruindo as bases do Estado, impedindo o debate aberto e livre dos cidadãos e o império da vontade destes sobre os destinos do país. Por isso mesmo, o STF é chamado, às vezes de maneira irritante, continuamente a rever e a decidir sobre questões em aberto, pois trinta anos de Constituição democrática ainda não foram suficientes para dirimir dúvidas sobre a aplicação de muitas das leis.

A democracia é como a flor do poeta Carlos: furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio, mas aí está.

*Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre.

Deputado Fernando Monteiro iniciou giro de cinco dias pelo Interior. Nas visitas, recebeu apoio de aliados
Deputado Fernando Monteiro iniciou giro de cinco dias pelo Interior. Nas visitas, recebeu apoio de aliadosFoto: Divulgação

O deputado federal Fernando Monteiro (PP) deu início, nesta sexta-feira (27), a um giro de cinco dias por municípios do Interior. Até a próxima terça-feira (1º), Monteio vai percorrer locais do Sertão, Agreste e Zona da Mata.

Acompanhado da pré-candidata a deputada estadual Andréa Lossio, ele recebeu o apoio do vereador de Petrolina Domingos de Cristalia, representante de Izacolândia, um distrito de quase sete mil habitantes, que recebeu ações nos governos do ex-prefeito Julio Lossio (Rede).

Também acompanharam o ato o advogado Julio Lossio Filho e o prefeito de Afrânio, Doutor Rafael.

“Nós temos entregas em Afrânio, Dormentes, Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó, Santa Filomena; em todas as regiões. E hoje estou aqui porque recebi o apoio de Domingos, firmando com ele o compromisso de que vamos começar o projeto de reforma da quadra da Escola Monteiro Lobato, em Izacolândia. Temos um grande problema de crack no Nordeste. Acredito que, por meio do esporte, podemos salvar muitas pessoas. Em breve, essa quadra estará coberta para que os jovens possam praticar esportes e as pessoas possam desfrutar seus momentos de lazer”, pontuou Fernando Monteiro.

O deputado ainda destacou o trabalho do governador Paulo Câmara (PSB) na região. “Conseguimos junto ao governador um reforço para a segurança de Nova Descoberta (em Petrolina). Hoje já temos novos policiais, o que é de extrema importância. E o governador está focado nisso. O índice está melhorando e também haverá investimentos em novos concursos. Chegarão mais policiais nas cidades de Petrolina, Afrânio e Dormentes”, argumentou Fernando.

De Petrolina, Fernando Monteiro seguiu para Afrânio, onde o prefeito Doutor Rafael o anunciou oficialmente como seu pré-candidato à Câmara. Na cidade, ele terá ainda o apoio do vice-prefeito Clovão e dos sete vereadores que integram o grupo do prefeito. O roteiro desta sexta ainda tem como paradas Dormentes e Santa Filomena.

Neste sábado (28), a agenda segue no Araripe, nos municípios do Exu, Araripina e Trindade. Domingo será a vez de Belém do São Francisco, Santa Maria da Boa Vista e Petrolina novamente. São José do Bemonte, Tabira e Buíque serão os municípios visitados na segunda. O giro termina na terça em Rio Formoso e Panelas.

Considerada uma das cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Nordeste e uma das mais pobres do Estado, Itaíba vai gastar R$ 220 mil para que o cantor sertanejo Leonardo se apresente no município neste sábado (28), no feriado de emancipação da cidade. Para tanto, foi autorizado um contrato sem licitação, assinado pela prefeita Regina da Saúde (PTB), em um processo administrativo finalizado no dia 20 de abril. A informação foi publicada no Diário Oficial da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

Inexegibilidade de licitação para contratação de show

Inexegibilidade de licitação para contratação de show - Crédito: Reprodução


A cidade também está na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). Este mês, uma cautelar expedida pelo conselheiro Adriano Cisneiros determinou a suspensão da seleção pública simplificada - Edital 001/2018 - da Secretaria de Saúde.

Após a realização de uma auditoria de acompanhamento no processo de seleção simplificada, foram encontradas algumas irregularidades, segundo o TCE. Entre elas, a realização de entrevista sem critérios objetivos e impessoais bem definidos; inadequada pontuação na avaliação curricular; critérios de desempate em desacordo com a legislação de regência e a limitação de meios para a interposição de recursos.

Parlasul
ParlasulFoto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

A Comissão de Direitos Humanos do Parlamento do Mercosul (Parlasul) marcou uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. O encontro deve ocorrer no dia 9 de maio, uma quarta-feira. A informação foi repassada nesta sexta-feira (27) pelo senador Humberto Costa (PT), que é membro da comissão e está em missão oficial no Uruguai para participar da 54ª sessão ordinária do Parlasul.

“O isolamento a que Lula está submetido é inaceitável. Não podemos aceitar que ele seja tratado de uma forma tão covarde. Queremos que o presidente tenha os seus direitos como preso estabelecidos”, defendeu o senador.

Nesta manhã, ele também se reuniu com o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, ativista argentino, e com deputados e senadores do bloco. O grupo saiu em defesa do ex-presidente.

“Todos aqui sabem que a prisão de Lula é uma aberração, consequência de um processo injusto e sem provas. Estamos denunciando essa situação e vamos continuar na luta pelo direito dele de disputar as eleições presidenciais de outubro”, resumiu Humberto.

Debate
O senador também revelou que, no próximo dia 10, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro fará um debate sobre o avanço da violência no País e sobre os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Cloves Benevides,secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) do Estado
Cloves Benevides,secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) do EstadoFoto: Marcelo Vidal/Divulgação

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) promoveu seminário para debater o papel dos conselheiros tutelares no combate à alienação parental. A iniciativa partiu do deputado estadual Zé Maurício (PP), autor da Lei nº 16.106/2017 que inclui a Semana Estadual de Combate à Alienação Parental, no Calendário Oficial do Estado.

O secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) do Estado, Cloves Benevides, participou da mesa de abertura e, na ocasião, ressaltou a importância de debater o tema, além de falar sobre a Cartilha de orientação à Crianças e Adolescentes para Prevenção da Alienação Parental, lançada em novembro do ano passado.

O material foi elaborado pela equipe do deputado Zé Maurício em conjunto com a Procuradoria Geral da Alepe, Centro de Apoio Psicossocial (CAP), Tribunal de Justiça de Pernambuco, Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco - 2ª Região (CRP-PE) e a Faculdade DeVry Boa Viagem. A cartilha é disponibilizada em bibliotecas públicas e escolares, além do formato digital no site www.alepe.pe.gov.br .

“É preciso que haja uma mudança de comportamento da sociedade para que valores novos ocupem o espaço onde as violações são apresentadas como alternativas. Apenas a sociedade organizada com os governos e os mecanismos de proteção, e destaco aqui o trabalho dos conselheiros tutelares, conseguem prevenir, orientar a população para sua devida atuação e enfrentar com coragem os casos que se configuram alienação parental ou as condutas decorrentes. Coloco o compromisso da secretaria em ajudar nas construções de políticas públicas que dê suporte a esse tipo de combate”, destacou o secretário.

Marilia Arraes é pré-candidata ao Governo do Estado
Marilia Arraes é pré-candidata ao Governo do EstadoFoto: Bruno Campos/Divulgação

Após aparecer no fim da entrevista que a vereadora do Recife e pré-candidata ao Governo do Estado Marília Arraes (PT) concedia à Rádio Cultura, de Caruaru, no Agreste, o ex-governador João Lyra Neto (PSDB) afirmou que, num eventual segundo turno entre a petista e o atual governador Paulo Câmara (PSB), votaria em Marília.

Questionado pelo entrevistador se poderia votar em Marília Arraes ou se preferia se ausentar no caso de o socialista e a petista se enfrentarem num segundo turno, Lyra Neto soltou: "Não tenho dúvida, eu votarei em Marília Arraes".

"Se por acaso houver o segundo turno, evidentemente que eu vou trabalhar para a oposição ganhar a eleição, nosso conjunto ganhar a eleição no segundo turno, talvez no primeiro, difícil. Mas entre o governador atual, Paulo Câmara, e Marília Arraes, eu não tenho nenhuma dúvida, eu votarei em Marília Arraes", disse.

A entrevista foi transmitida pelas redes sociais da pré-candidata. A fala de João Lyra Neto ocorre nos últimos minutos do programa Mesa Redonda.

Daniel Leite, Tadeu Alencar (PSB) e Renata Bezerra de Melo
Daniel Leite, Tadeu Alencar (PSB) e Renata Bezerra de MeloFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB) é o convidado desta semana do programa No Cafezinho. Na entrevista, ele falou sobre as alianças do PSB em Pernambuco e no Brasil e a possível candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa à Presidência.

Na visão do parlamentar, Barbosa é o fato novo nas eleições de 2018. "Temos aí há algum tempo candidatos que estão colocados como candidatos que não decolam, isso no campo mais conservador e no campo também de centro-esquerda. Fora a candidatura de Lula (PT), que disparadamente mostra um vigor, uma força muito grande, não temos nenhum candidato que arrasa quarteirão", afirmou Tadeu Alencar.

O deputado federal também disse não ver contradição entre a candidatura do PSB e uma aliança aqui em Pernambuco com o PT.

Confira a íntegra da entrevista:

Presidente da CUT-PE, Carlos Veras
Presidente da CUT-PE, Carlos VerasFoto: Reprodução/ Facebook

A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) programa grande ato político em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra a reforma da Previdência e pela revogação da Reforma Trabalhista na próxima terça-feira, quando se celebra o 1º de Maio. A concentração da atividade é às 8h30, na Praça do Derby, na área central do Recife.

Na avaliação do presidente da CUT-PE, Carlos Veras (PT), “será um 1º de Maio que ficará na história política do Brasil”. “Compartilhamos com a classe trabalhadora, os nossos sindicatos filiados, bem como dos movimentos sociais e populares o sentimento de que Lula é o maior símbolo da luta da classe trabalhadora por direitos e democracia”, afirmou.

Segundo a CUT-PE, o ato político é também um “recado direto” aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do exterior de que a pauta não passa não se resume simplesmente Lula Livre, mas é também a defesa de direitos e conquistas, a resistência e a luta em defesa da soberania nacional.

“Entendemos que defender os direitos dos trabalhadores é ter Lula Livre e candidato à Presidência em 2018. Precisamos eleger um presidente que revogue a reforma trabalhista, que massacra e corta os direitos da classe trabalhadora. Lula precisa ser nosso presidente porque ele é um instrumento de defesa dos direitos históricos dos trabalhadores e das trabalhadoras”, explicou Veras.

O movimento sindical e as entidades representativas sociais ressaltam ainda que as bandeiras de lutas do 1º de Maio são de interesse da classe trabalhadora. E citam como exemplo: uma política econômica de geração de empregos e renda, seguridade e Previdência social, o fim da lei do congelamento de gastos, a continuidade do financiamento sindical e a revogação da reforma Trabalhista.

Deputado federal e ex-ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) fala durante evento sobre Educação
Deputado federal e ex-ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) fala durante evento sobre EducaçãoFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

A cúpula do DEM está reunida, nesta sexta-feira (27), no Recife, em evento para debater educação. O seminário “Educação em Debate” é realizado pela Fundação Liberdade e Cidadania e pelo Democratas de Pernambuco.

Marcam presença o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), o líder do Democratas na Câmara, Rodrigo Garcia (SP), além do deputado federal Bruno Araújo (PSDB) e da deputada estadual Priscila Krause (DEM). Maia é pré-candidato a presidente da República e tem cerca de 1% das intenções de voto, segundo última pesquisa DataFolha.

O evento desta sexta é organizado pelo ex-ministro da Educação e deputado federal Mendonça Filho (DEM). Nele, serão discutidos os problemas e as soluções nos Ensinos Fundamental e Médio com o secretário de Educação de Sobral (CE), Herbert Lima Vasconcelos, o diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves, e o presidente da Falconi, Wilson Risolia.

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados - Crédito: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

   Rodrigo Maia

Apesar de continuar patinando na casa do 1% nas pesquisas de intenção de voto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), passará a rodar o País nesta sexta-feira (27) com seminários temáticos para começar a rabiscar um programa de governo.

Há pelo menos cinco encontros previstos, um em cada região do Brasil.

Ao final das reuniões, será apresentada uma proposta do partido para o tema abordado naquele momento.

"Isso vai ser a base conceitual de um futuro programa de governo que a candidatura de Rodrigo venha apresentar ao País. A ideia é que seja algo não apenas do partido e dos políticos do partido, mas compartilhado com especialistas, técnicos e sociedade", disse o presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto.

A maratona começa pelo Nordeste, nesta sexta. Em Pernambuco, reduto eleitoral do deputado federal Mendonça Filho, o tema do seminário é educação, justamente a área da qual ele foi ministro no governo Michel Temer.

Os demais seminários abordarão emprego e competitividade, saúde, inovação e tecnologia e eficiência e gestão. Um sexto encontro para tratar de segurança deve acontecer em alguma cidade na região de fronteira.

   Agenda

A ideia inicial era fazer seminários até 22 de junho também em Manaus, Goiânia, Florianópolis e São Paulo. O cronograma, no entanto, deve sofrer alterações porque o presidente Michel Temer pretende ficar uma semana fora do País em missão oficial no sudeste asiático.

Para evitar qualquer chance de ficar inelegível, Maia, o primeiro na linha sucessória, também pode ter que sair do Brasil, atrasando a agenda de viagens de pré-campanha.

O partido apresentou na quarta-feira (25) uma consulta ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para saber o que Rodrigo Maia precisa fazer para não correr o risco de ter problemas nas eleições. A ideia é mesclar seminários com agendas oficialmente políticas na mesma região.

Após Recife, Maia vai para Camaçari (BA). Na cidade, a 46 quilômetros de Salvador, a comitiva participa de um encontro com lideranças locais.

O DEM prevê gastar algo em torno de R$ 1 milhão até o fim de julho com a pré-campanha presidencial de Maia. A estimativa cobre gastos com comunicação, deslocamento e eventos.

O entendimento no partido é que, se ele não deslanchar para disputar a Presidência da República até o fim do primeiro semestre, ao menos terá aumentado o valor do passe do DEM para ocupar a vice de uma chapa governista e se cacifa para, reeleito deputado federal, tentar um terceiro mandato de presidente da Câmara.

Com informações de Anna Tenório, da Folha de Pernambuco, e Folhapress.

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