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Após a saída do ex-presidente do PT Recife, Osmar Ricardo para o PCdoB no último dia 7 de abril, data-limite da janela partidária, o diretório municipal recifense realiza, neste sábado (28), uma nova eleição para um mandato tampão - até 2019. O dirigente estadual Felipe Cury e o tesoureiro do diretório municipal Demétrius Fioranti concorrem ao cargo. A eleição indireta, realizada na sede do PT, será decidida pelos votos de 44 diretorianos. A disputa está acirrada por causa da pré-candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) ao governo estadual.

O presidente do PT Recife em exercício é André Torres, conhecido como Macaxeira, ligado ao ex-presidente municipal Osmar Ricardo, que, apesar de ter migrado de sigla, deixou seu grupo no ex-partido. Inclusive, Fioranti que disputa o pleito com o apoio do grupo de Osmar e do seu irmão, Oscar Barreto. Esta ala do partido apoia a pré-candidatura do deputado estadual Odacy Amorim (PT), embora, nos bastidores, comenta-se que o real desejo é fechar aliança com o PSB, do governador Paulo Câmara.

Já Cury, que é historicamente ligado ao ex-prefeito João da Costa (PT), tem feito gestos à postulação de Marília Arraes e, portanto, sofrendo resistência do grupo adversário. Ele, que já havia colocado o nome na disputa do Processo de Eleições Diretas (PED) em 2017, foi um dos coordenadores da campanha do ex-prefeito João Paulo, hoje no PCdoB. Alguns petistas observam Cury como uma incógnita por causas das suas movimentações.

O estatuto do partido prevê a realização de nova eleição em até 60 dias, mas, por causa das costuras eleitorais e do imbróglio acerca da candidatura própria, a legenda decidiu se antecipar. A Folha de Pernambuco tentou contato com os dois candidatos, sem sucesso.

Governador assinou OS para construção da Adutora Serro Azul
Governador assinou OS para construção da Adutora Serro AzulFoto: Hélia Scheppa/SEI

Com a presença de aliados e opositores, o governador Paulo Câmara (PSB) assinou, nesta quinta-feira (26), ordem de serviço para a construção da Adutora de Serro Azul, em Caruaru, no Agreste. Na ocasião, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), atualmente oposição ao governo estadual, tentou pressionar o gestor, cobrando diversas ações na área de segurança, educação, saúde e liberação de recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM).

A tucana iniciou o discurso trocando o nome de Câmara pelo do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, e complementou dizendo que sentia saudades dele. Na sequência, Raquel se desculpou, elogiou o governador por Serro Azul e fez diversos pedidos, como um batalhão exclusivo para Caruaru, doação de terrenos da Compesa e outro no bairro do Salgado - para transformar em creche - além da liberação de recursos do FEM e verbas para o Samu.

Raquel destacou que o governador liberou os recursos de 2014 para uma obra do ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), e teria dado até o final de abril para se posicionar sobre o FEM de 2015. “O recurso ainda não foi liberado e acaba gerando até um transtorno aqui em Caruaru: o prefeito Queiroz, que montou o projeto, fica cobrando que eu aplique o recurso, mas o recurso ainda não chegou. E eu não tenho como me explicar para a população”, declarou ela, alfinetando, também, o ex-prefeito.

“Então, peço ajuda a deputada Laura (Gomes/PSB), ao deputado Tony Gel (MDB) e até ao prefeito Queiroz, que está ocupando um cargo importante no Governo do Estado, para que a gente tenha a força de todos, neste momento de dificuldade dos municípios, para que possamos ter investimentos”, disse Raquel, na presença de Laura, Tony Gel e Queiroz, ambos aliados de Câmara.

   Palácio responde

O Palácio do Campo das Princesas negou que o pedetista possua cargo no governo. O PDT, todavia, possui a Secretaria estadual de Agricultura e Reforma Agrária, sob o comando de Wellington Batista (PDT), ligado aos Queiroz.

Câmara disse que responderia a todos os questionamentos de Raquel Lyra. “Não está fácil para os prefeitos governarem os municípios. A crise também é muito forte e a gente entende os anseios pelas respostas. Vamos esclarecer cada ponto e ajudar naquilo que podemos ajudar. Por que não se governa sozinho, se governa com parceira com municípios e com a sociedade”, disse ele, ao final do encontro.

Filha do ex-governador João Lyra Neto (PSDB), rompido com o PSB, Raquel integra o grupo de oposição Pernambuco Quer Mudar. Os aliados de Câmara avaliaram que a tucana fez um discurso repetitivo - visto que alguns dos pedidos já haviam sido feitos no encontro da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) - e desastrado, tentando constranger o governador e o ex-prefeito.

Debate: (Des)Informação e Fake News
Debate: (Des)Informação e Fake NewsFoto: Divulgação

Acadêmicos, políticos, juristas e profissionais da mídia se reúnem nesta sexta-feira (27) para discutir o efeito das notícias falsas nas redes sociais. O debate, intitulado “(Des)Informação e Fake News”, acontece a partir das 13h, no espaço Apolo 235, no Bairro do Recife, contando com o apoio do Porto Digital e do Portomídia. A realização é do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), um coletivo (ou think tank) de estudos sobre direito e tecnologia com uma perspectiva multidisciplinar.

O evento, que é gratuito, será composto por duas mesas-redondas: “O que é Fake, o que é News? A Construção da Opinião Pública”, tendo como debatedores a professora Carolina Dantas, do departamento de Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFPE, o jornalista Ulysses Gadêlha, da editoria de Política da Folha de Pernambuco, e o jornalista Sérgio Miguel Buarque, da agência Marco Zero Conteúdo. A mediação será feita pelo integrante do IP.rec, André Ramiro. Esse debate se dá no campo da identificação do fenômeno e da convivência entre as mídias tradicionais com a disseminação massiva de notícias falsas na web.

A segunda mesa-redonda aborda “Iniciativas Legislativas de Controle da Informação”, tendo como debatedores os vereadores Ivan Moraes (PSOL) e Jayme Asfora (PROS), Amália Arruda Câmara, professora do curso de Direito da UPE e Karina Aragão, desembargadora Substituta do TRE-PE. A interlocução será da integrante do IP.rec, Raquel Saraiva. Esse momento, por sua vez, trata das iniciativas institucionais, por parte das entidades de controle externo, para minimizar os efeitos desse fenômeno.

O objetivo do evento, no geral, será discutir o teor político das fake news, o impacto da propagação dessas informações no processo democrático e a complexidade (principalmente jurídica) no combate aos seus efeitos. “Podemos dizer que a maioria da população já foi vítima de uma notícia falsa, ou seja, já consumiu ou compartilhou sem averiguar. Essas notícias são cada vez mais aprimoradas, bem pensadas e escritas, valendo-se de contextos reais”, esclarece André Ramiro, um dos organizadores. “Então, por tabela, a liberdade de expressão e o acesso à informação saem prejudicados, empobrecendo o potencial da internet, qual seja, a livre circulação de informação”, conclui.

A ideia, nesse sentido, foi reunir representantes de alguns setores na tentativa de problematizar melhor o debate em torno das fake news, explica André. “Não é tarefa fácil, mas entendemos que a abordagem multissetorial, agregando várias áreas interessadas, desde profissionais de comunicação a operadores do direito, é a melhor forma de refletir sobre o tema”, afirma. Mais informações sobre as mesas e a inscrição podem ser conferidas na página do evento no Facebook, clicando aqui.

Serviço
Debate: (Des)Informação e Fake News
Local: Galeria de Artes Digitais do Apolo 235 – Porto Digital
Data: 27 de abril de 2018
Horário: das 13 às 17 horas

Audiência pública reuniu políticos e representantes de sindicatos e de movimentos sociais.
Audiência pública reuniu políticos e representantes de sindicatos e de movimentos sociais.Foto: Jarbas Araújo/Alepe

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) recebeu, na tarde desta quinta-feira (16), audiência pública da Frente Parlamentar da Câmara dos Deputados em defesa da Chesf, para debater a privatização da Eletrobrás. O evento contou com o apoio da Frente em Defesa da Chesf na Casa Joaquim Nabuco e com a participação de políticos e técnicos do setor.

Na semana passada, um decreto da Presidência da República autorizou o início de estudos para o processo de desestatização da companhia.

Ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu alertou para tensões que podem surgir da gestão privada do sistema elétrico – que no País é alimentado principalmente pela energia gerada a partir dos rios. “Os interesses em torno da água ficam cada vez mais complexos. Se esses conflitos não forem geridos de acordo com o interesse público, irão explodir disputas federativas e será uma tragédia para a sociedade”, expôs. Ele citou também a possibilidade de que se aprofundem dificuldades no abastecimento.

Já o presidente do Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco, Fernando Freitas, pediu que os trabalhadores do setor continuem mobilizados contra a medida. “Os representantes do Governo estão correndo para privatizar a Eletrobras porque sabem que serão derrotados no voto”, afirmou Freitas.

Presentes ao ato, políticos também marcaram posição contra a proposta do Governo. O coordenador da Frente em Defesa da Chesf na Câmara dos Deputados, o deputado federal Danilo Cabral (PSB), alertou que abrir mão do controle sobre o sistema elétrico é “algo que nenhum país desenvolvido faz”.

No mesmo sentido, a relatora da Frente, deputada federal Luciana Santos (PCdoB), apontou que é necessária a presença dos governos nos setores estratégicos. “Energia e água são bens essenciais às pessoas e à economia.”

Coordenador da Frente em Defesa da Chesf na Alepe, o deputado Lucas Ramos (PSB) disse que o interesse na venda da Chesf não tem como fim tornar a empresa mais eficiente, mas unicamente especular com as ações da estatal. Ainda se pronunciaram os deputados estaduais Teresa Leitão (PT), Odacy Amorim (PT) e Isaltino Nascimento (PSB).

Joaquim Francisco
Joaquim FranciscoFoto: Divulgação

Entrevistado desta quinta-feira (26) do Folha Política, o ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco (PSDB) defendeu que, para que um pré-candidato ocupe a cadeira na Presidência da República é preciso realmente ter vontade. O tucano citou o caso do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB), que já se reuniu com membros do partido, mas não bateu o martelo quanto a disputar ou não a corrida ao Palácio do Planalto.

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"Voce veja, Joaquim Barbosa é candidato do PSB. Mas ele disse: 'eu não convenci a mim mesmo ainda que sou candidato'. E eu disse lá no debate que eu tive que jamais eu, Joaquim Francisco, eu jamais apoio uma pessoa que não queira ser candidato. Não há possibilidade. Porque se quiser ser e disser eu quero ser, eu tô preparado, eu tenho um programa pro Brasil, ainda vai levar pancada pra burro, imagina se não quero", disse Joaquim Francisco.

Ele continuou: "Minha mãe disse que era ruim, minha mulher tá analisando com meu filho. Não, amigo, você quer? Bote uma cadeira cheia de prego aqui e mande ele sentar. Tem anestesia? Não, é sem anestesia. Você vai sentar porque você vai pegar pesado. Então, queira, queira com aquela vontade que tinha um Brizola quando queria ser candidato, que tinha um Getúlio Vargas, que tinha um Juscelino".

O ex-governador, avaliou, ainda que o cenário local, se contamina pelo cenário nacional. Questionado se Marília Arraes (PT) poderia ser colocada nesta lista, Joaquim Francisco afirmou que não conhecia a sua vontade. "Mas se tiver a vontade, nesse aspecto, ela tá certa. Tô com vontade de ser, quero servir a Pernambuco. Bom essa complicação nacional atinge a complicação local", disse.

Recadastramento biométrico
Recadastramento biométricoFoto: Divulgação/Tribunal Superior Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) informou, nesta quinta-feira (26), que o Estado superou as metas fixadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o recadastramento biométrico. As revisões do eleitorado das dez últimas cidades do Ciclo 2016/2018 foram homologadas nesta quinta, em sessão do Pleno da Corte.

Segundo as metas do TSE, as cidades com mais de 100 mil eleitores precisam ter um índice de recadastramento de, no mínimo, 80%. De acordo com o TRE-PE, Pernambuco atingiu mais de 80% em 30 das 38 cidades do último ciclo. A média de eleitores atendidos ficou em 82,97%.

A Corte também informou que, nas cidades com mais de 100 mil eleitores, o percentual de 80% também foi ultrapassado. No Cabo de Santo Agostinho, que tem um eleitorado de 168.429 pessoas, o atendimento ficou em 80,42%. Fizeram o recadastramento biométrico 135.445 eleitores. Já em Camaragibe, a taxa de atendimento ficou em 80,81%. Do eleitorado de 126.142, foram recadastrados 101.930.

Para atingir a meta geral da biometria, o TRE-PE criou o Grupo Gestor de Trabalho de Identificação Biométrica (Gtib), formado por servidores e presidido pelo servidor do TRE-PE Eduardo Lucas. "Estes números mostram que, com muito trabalho, apoio e dedicação, estamos fazendo tudo corretamente", afirma Eduardo Lucas.

"Estamos fechando o ciclo com chave de ouro. Parabenizo a todos que nos ajudaram, como a Secretaria de Educação, que cedeu estagiários, o Exército, a Polícia Civil e Militar e, principalmente, agradeço e destaco o trabalho de todos nossos servidores", disse, ao final da sessão que homologou as últimas revisões, o presidente do TRE-PE, desembargador Luiz Carlos de Barros Figueirêdo.

Em números gerais, o ciclo passado atendeu 797.633 eleitores de um total de 934.635 que foram convocados nos 38 municípios. Até 9 de maio próximo, quando será fechado o cadastro eleitoral, a estimativa é que o número de atendidos, no geral, aumente e chegue a 900 mil eleitores. O município que apresentou a maior taxa de biometrizados foi Calçado: 96,81%.

O Estado de Pernambuco tem, atualmente, cerca de 6,6 milhões de eleitores. Destes, 4,6 milhões já foram biometrizados nos seis ciclos que já ocorreram. Os cerca de 2 milhões restantes serão cadastrados nos dois ciclos que ainda serão realizados, informou a Corte.

Pico Della Mirandola
Pico Della MirandolaFoto: Wikimedia Commons

Por Hely Ferreira*

Nascido em 1463, Giovani Pico Della Mirandola, foi um filósofo italiano e considerado um dos mentores do Renascimento. Em sua obra Discurso Sobre a Dignidade do Homem disse o seguinte: “Ao homem nascente o Pai conferiu sementes de toda a espécie e germes de toda a vida, e, segundo a maneira de cada um os cultivar, assim estes nele crescerão e darão os seus frutos. Se vegetais, tornar-se-á planta. Se sensíveis, será besta”. Assim é a dignidade humana, segundo o erudito italiano.

Ao tratar do tema da dignidade humana, assim pensou Kant: “O que tem preço pode ser substituído por alguma coisa equivalente; o que é superior a qualquer preço, e por isso não permite nenhuma equivalência, tem dignidade”. Assim é possível entender que dignidade não tem preço. No que tange ao mundo jurídico, o debate com relação ao que se entende por dignidade é algo complexo, vez que, assim como na filosofia, também está ligada ao campo da subjetividade. O mestre pernambucano Aníbal Bruno (sabes quem foi?), ao tratar dos crimes contra a honra, diz o seguinte: “Mas há o aspecto particular das narrativas da história, onde homens que participaram da vida pública do país têm os seus atos expostos e comentados, sem que o que aí se diga de desfavorável venha constituir afronta à sua memória. Então, há o interesse superior, de ordem pública, da verdade histórica, pela exata determinação e relato dos acontecimentos, que se contrapõe ao interesse privado e o supera, excluindo a antijuridicidade do comportamento do autor. O fato não vem a ser crime”. Assim sendo, o penalista entendia que o homem público estava sujeito a crítica até mesmo depois de morto, quanto mais se estiver vivo.

A vida não é composta apenas por momentos de glória. Ninguém está livre das críticas. Toda unanimidade é burra, já dizia o também pernambucano Nelson Rodrigues (sabes quem é?). Mas a história se encarrega de absolver aqueles que merecem como o Ibsen Pinheiro, mas também condena como Adolf Hitler. Talvez o segundo esteja mais próximo daqueles que amam usurpar os princípios democráticos.

*Hely Ferreira é cientista político e escreve no Blog da Folha às quintas-feiras.

Deputados da bancada de oposição realizaram a visita ao Compaz do Coque nesta quinta-feira (26)
Deputados da bancada de oposição realizaram a visita ao Compaz do Coque nesta quinta-feira (26)Foto: Divulgação

A bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) fez mais uma visita, nesta quinta-feira (26), dentro da proposta do Pernambuco de Verdade. Desta vez, o equipamento escolhido foi o Centro Comunitário da Paz do Coque (Compaz), na área central do Recife. Após a ação, o grupo oposicionista afirmou ter encontrado o Compaz em situação crítica, com 70% das obras concluídas. Segundo a bancada, o serviço de construção foi interrompido e até agora a obra não foi retomada.

De acordo com o grupo, o cenário é de abandono. Eles citaram a piscina do equipamento, que está com água parada e se tornou foco do mosquito transmissor da dengue, além de sujeira no terreno, e estrutura deteriorada – o que, segundo os oposicionistas, fez o espaço se tornar um ponto de consumo de drogas e prostituição.

Compaz do Coque foi visitado pelos oposicionistas

Compaz do Coque foi visitado pelos oposicionistas - Crédito: Divulgação


Para o líder da oposição, Silvio Costa Filho (PRB), a situação do Compaz mostra a realidade que não é vista na propaganda do Governo de Pernambuco. “O que se observa é que até agora nada saiu do papel. Já foram gastos milhões no serviço e o equipamento ainda não foi entregue à população. Entendemos que este é um projeto importante para o Coque, mas infelizmente, está abandonado pelo governo Paulo Câmara”, destacou o parlamentar.

Segundo a deputada Socorro Pimentel (PTB), além de comprometer a segurança, o abandono do local tem prejudicado a saúde dos moradores. Já Priscila Krause (DEM) afirmou que a obra inacabada traz problemas para os moradores. “Ao invés de ser um equipamento que traga tranquilidade e segurança, o local está abandonado dessa forma, com a construção inacabada trazendo problemas para os moradores da comunidade”, destacou.

De acordo com a bancada de oposição, o Compaz do Coque “revela o Pernambuco de Verdade”. Eles também citam levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), que afirma que são mais de 1,5 mil obras paralisadas no Estado.

Além de Silvio Costa Filho, Socorro Pimentel, Priscila Krause e Augusto César (PTB), o vereador do Recife e líder da oposição na Câmara Municipal, Rinaldo Junior (PRB), integrou a visita ao local. Ele irá, em nome da bancada, acompanhar a oposição nas fiscalizações a obras na capital pernambucana.

Joaquim Francisco sente preocupação com o extremismo político desta eleição
Joaquim Francisco sente preocupação com o extremismo político desta eleiçãoFoto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco

O ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco (PSDB), afirmou que o ex-ministro da Educação e deputado federal Mendonça Filho (DEM) “é um grande nome” e pode ser escolhido para ser o candidato a governador pela oposição no estado. Sem citar o nome do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), que pretende encabeçar a chapa, o tucano falou que o senador Armando Monteiro (PTB) também pode ser ungido pelo grupo. Já o deputado federal Bruno Araújo (PSDB), na sua visão, deve ser, de fato, indicado para uma das vagas ao Senado.

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Em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha 96,7 FM, nesta quinta-feira (26), Joaquim Francisco disse que a demora na definição da chapa majoritária oposicionista é influenciada pela conjuntura nacional. Porém, o tucano já tem alguns palpites: “Pode ser Armando. Mendonça é um grande nome para ser. Mas não haverá entre o conjunto discordâncias, porque ninguém joga no individual”.

Questionado sobre os planos do PSDB, colocou que o partido “pleiteia uma vaga no Senado, que provavelmente será Bruno Araújo. Ele poderá aceitar, mas não será objeto de discórdia. O que defendemos é que tudo seja feito com todas as condicionantes expostas”, ressaltou o ex-governador, que ainda não definiu se irá disputar uma vaga na Câmara Federal.

Ouça a íntegra da entrevista no Podcast Folhape:

Guerra do Vietnã
Guerra do VietnãFoto: Wikimedia Commons

Em 1968, os Estados Unidos acumularam fracassos no Vietnã, a juventude tomou as ruas de Berlim, Paris e México, e a Tchecoslováquia desafiou Moscou. Foi um ano de revoltas e esperança, que mais uma vez acabou em desilusão.

Vietnã: os Estados Unidos devem negociar
Desde 1961, e principalmente em 1964, os Estados Unidos mobilizaram uma grande quantidade de tropas para ajudar o governo no poder no Vietnã do Sul, cenário da guerrilha Vietcong, apoiada pelo Vietnã do Norte, comunista. No final de janeiro, coincidindo com o Ano Novo Lunar, os Vietcongs e o Vietnã do Norte atacaram centenas de localidades ds sul, entre elas Hue e Saigon.

Essa ofensiva demostrou a força da guerrilha contra o colossal aparato de guerra dos Estados Unidos, o que prejudicou a credibilidade do governo do presidente Lyndon Johnson. No final de março, Johnson anunciou um cessar parcial dos bombardeios americanos contra o norte. Em maio, começaram as negociações em Paris. Foi o início do longo processo que terminou em 1976 com a reunificação do Vietnã sob um governo comunista.

A rebelião dos jovens

Em meados nos anos 1960, os campus universitários dos Estados Unidos e Europa eram catalizadores das denúncias contra a guerra do Vietnã, sob o slogan "US go home!". Em 1968, o movimento foi ampliado para um questionamento de toda a sociedade. Foram incorporadas às críticas ao capitalismo (muitas vezes acampanhadas por uma fascinação pela China comunista) novas reivindicações: liberdade sexual, feminismo e ecologia.

Na Alemanha, uma tentativa de assassinato em 11 de abril do líder estudantil Rudi Dutschke, ferido à bala, iniciou uma revolta em Berlim, que acabou se ampliando para dezenas de cidades alemãs.

Na França, a universidade de Nanterre, próximo de Paris, foi o caldeirão da agitação. Foi fechada em abril, mas na noite de 10 de maio os confrontos se transformaram em insurreição na capital. Dois dias mais tarde, os operários se uniram à revolta e uma greve geral paralisou o país durante várias semanas.

Movimentos estudantis realizam grandes protestos na França, em 1968

Movimentos estudantis realizam grandes protestos na França, em 1968

O General Charles De Gaulle, presidente da República, dissolveu a Assembleia Nacional em 30 de maio. Seus partidários realizaram uma manifestação nesse mesmo dia e ganharam as eleições legislativas em junho. O movimento se apliou e chegou à Itália, Turquia e Japão, além de vários países latino-americanos.

Massacre na Praça das Três Culturas do México
Na Cidade do México, em 2 de outubro, as forças de segurança mataram vários estudantes a 10 dias dos Jogos Olímpicos, em uma intervenção militar quando os jovens realizavam uma manifestação na Praça das Três Culturas, no bairro de Tlatelolco, pedindo a abertura democrática no país. Segundo a versão oficial, cerca de 40 estudantes morreram na Praça das Três Culturas, mas organizações civis dizem que esse número é muito superior, entre 200 e 300.

O massacre ficou impune apesar das reclamações e tentativas nos tribunais de julgar Luis Echeverría, então ministro da Governação (Interior) e que depois foi presidente no período entre 1970 e 1976. Isso aconteceu pouco antes da abertura dos Jogos Olímpicos do México, em que os atletas negros americanos subiram ao pódio com os punhos fechados para cima em protesto contra a desigualdade racial nos Estados Unidos.

A Primavera de Praga
Os ventos da revolta sopraram também no bloco comunista. Na Tchecoslováquia, Alexander Dubcek, nomeado para liderança do partido comunista em janeiro, testou "socialismo de rosto humano" e liberalizou o regime. Mas Moscou não aceitou a Primavera de Praga e em 21 de agosto enviou os tanques do Pacto de Varsóvia para invadir o país. Teve que esperar 20 anos para ver ressurgir a esperança.

Primavera de Praga

Primavera de Praga



A Polônia também viveu em março sua "primavera", uma revolta estudantil fortemente reprimida pelo regime comunista. Como vários líderes estudantis eram judeus, as autoridades lançaram uma campanha antissemita que obrigou várias pessoas a migrarem.

Direitos cívicos e assassinatos
Nos Estados Unidos, 1968 foi um ano trágico para os ativistas contra a segregação racial. O pastor negro Martin Luther King, prêmio Nobel da Paz em 1964, foi assassinado em 4 de abril por um segregacionista branco em Memphis (Tennessee). Os confrontos chegaram às grandes cidades, como Washington.

Outro assassinato estremeceu os Estados Unidos em 5 de junho em Los Angeles, quando o senador Bob Kennedy, na noite de sua vitória nas primárias democratas da Califórnia, foi assassinado à queima-roupa pelo palestino Sirhan Sirhan. Ele era irmão de John F. Kennedy, assassinado em 1963.

O martírio de Biafra
No verão do mesmo ano, as imagens de crianças morrendo de fome na província independentista nigeriana de Biafra chocaram o mundo. O conflito e principalmente o bloqueio imposto pela administração central, causaram mais de um milhão mortes, principalmente de fome e doença, entre 1967 e 1969. A intervenção de médicos franceses marcou o início de um novo tipo de cooperação humanitária com a criação em 1971 da ONG Médicos Sem Fronteiras.

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