Foram encontrados 273 resultados para "Abril 2018":

Joaquim Barbosa é cogitado para ser o candidato do PSB nas eleições presidenciais
Joaquim Barbosa é cogitado para ser o candidato do PSB nas eleições presidenciaisFoto: Emília Silberstein

Após duas horas de reunião com a cúpula do PSB, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (PSB), trocou a animação em relação à pesquisa Datafolha - na qual apareceu com 8% a 10% das intenções de votos - pela hesitação. O ex-ministro saiu, nesta quinta-feira (19), da primeira reunião com correligionários deixando uma incógnita sobre a possibilidade de disputar a sucessão presidencial e, como justificativa, destacou dificuldades de alianças regionais do partido e resistência familiar.

Leia também:
Barbosa comemora resultado em pesquisa mas nega candidatura
'Não consegui ainda convencer a mim mesmo de que devo ser candidato', diz Barbosa


Apesar de já ter declarado o interesse em disputar o pleito a alguns correligionários, Barbosa disse que ainda não se decidiu. “Há dificuldade dos dois lados. O partido tem a sua história e as suas dificuldades de alianças regionais. E, do meu lado, eu tenho as minhas dificuldades de ordem pessoal. Não consegui ainda convencer a mim mesmo de que devo ser candidato. Persiste essa dúvida muito grande da minha parte”, declarou.

Focos de resistência, os governadores Márcio França, de São Paulo, e Ricardo Coutinho, da Paraíba, saíram mais cedo. O paulista defendeu o apoio da sigla ao ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), enquanto o paraibano, aliado do PT, disse que o ideal seria uma ampla frente democrática, sem necessariamente ter o PSB como cabeça de chapa. Já o governador Paulo Câmara, que articula uma aliança com o PT, ficou até final, mas não declarou abertamente apoio.

O ex-ministro ponderou que o prazo é elástico, tendo em vista que as convenções ocorrem apenas em agosto, e sugeriu que a legenda pode “optar por escolher outro nome dentre os filiados”. Apesar da incerteza, Barbosa comemorou o resultado da última pesquisa. “É bom, né? Para quem não está em campanha, não dá entrevista, quem não frequenta cena pública brasileira”, disse. O habitual comportamento inflexível de Barbosa se fez presente. Ele demonstrou irritação com a imprensa e com militância. Inclusive, ignorou uma homenagem feita pelo movimento negro com cartazes e flores. Já a postura dúbia pode ser interpretada como uma estratégia para ganhar tempo.

   Cúpula

Destoando das declarações de Barbosa, os correligionários saíram da reunião fazendo avaliações positivas. O PSB, inclusive, já articula reuniões do ex-ministro com as bancadas na Câmara dos Deputados e Senado e movimentos sociais da legenda para inseri-lo no espectro partidário. Siqueira teria ficado de conversar com o neo-socialista sobre demanda de comunicação.

O ex-ministro, inclusive, saiu da reunião com um programa de governo de 2014 e outro de planejamento para o País, de médio a longo prazo, da Fundação João Mangabeira, para estudar, e teria eleito a educação como pauta prioritária.

O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) avaliou que a reunião foi positiva. “Ele conheceu a cúpula do partido e tivemos uma conversa amistosa e transparente”, destacou. Entusiasta da postulação, o deputado acrescentou que ninguém tinha expectativa de anunciar a candidatura de Barbosa.

Corroborando com a avaliação do correligionário, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, minimizou as resistências. “Há problemas regionais a resolver e precisamos ter cautelas para não afastar aliados. Mas coligações regionais raramente dependem de uma decisão nacional”, disse. Siqueira ponderou que há tempo para a escolha e que esta eleição será atípica. “Há candidatos que já estão há meses de pré-campanha e não conseguiram decolar. O único que conseguiu decolar foi o candidato que não pode ser candidato", ironizou.

Questionado sobre a possibilidade Barbosa ser candidato a vice da ex-ministra Marina Silva (Rede), Siqueira, novamente, descartou. “Nós não convidamos o Joaquim Barbosa ao PSB para ser vice de ninguém e não queremos indicar ele para vice de chapa nenhuma. Quem tem essa esperança pode esquecer”, rechaçou.

Senador Humberto Costa (PT)
Senador Humberto Costa (PT)Foto: Ascom HC

O senador Humberto Costa (PT) viaja neste fim de semana ao Sertão do Estado, onde vai se reunir com lideranças políticas locais. O objetivo das visitas - aos municípios de Serra Talhada, Parnamirim, Salgueiro, Granito e Petrolina - é de organizar ações em favor da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)em Pernambuco.

Leia também:
Humberto vai ao Interior organizar ações em apoio a Lula

“Em um momento em que o líder político de maior expressão desse País segue preso por um crime sem provas, nós precisamos seguir unindo forças, mobilizando as pessoas e organizando ações em apoio ao presidente e da democracia. Se pensam que vamos arrefecer desta luta, estão muito enganados”, afirmou o senador.

   Emendas

O senador vai aproveitar as visitas para anunciar uma série de recursos para municípios da região que serão distribuídos por meio de emendas parlamentares de sua autoria ao Orçamento Geral da União. O montante, cerca de R$ 2,5 milhões, serão utilizados em ações que vão desde compra de trator para comunidades rurais até a aquisção de novos equipamentos para Conselhos Tutelares, além de apoio à manutenção de recursos para Unidades Básicas de Saúde.

Paulo Rabello de Castro
Paulo Rabello de CastroFoto: Henrique Genecy/Folha de Pernambuco

De passagem pelo Recife, o economista e pré-candidato a presidente, Paulo Rabello de Castro (PSC), comentou sobre a ascensão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (PSB), evidenciada na última pesquisa Datafolha. Na sua visão, o socialista enfrenta uma situação “lastimável”, ao ter que “convencer um partido que não sabe se quer ele ou não”.

Rabello, que foi presidente do IBGE, afirmou que, diferentemente de Barbosa, possui a confiança do seu partido para disputar a presidência. “O PSC não tem dúvida nenhuma sobre minha candidatura. Diferentemente de outros partidos que ficam de ‘nhém nhém nhém’, que não sabe se apoia. Eu jamais ficaria junto de um time que não sabe se vai ou se fica”, alfinetou.

Leia também
Barbosa comemora resultado em pesquisa mas nega candidatura
Datafolha: Lula aparece na frente, seguido por Bolsonaro e Marina Silva
[Podcast] Ascensão de Joaquim Barbosa muda correlação de forças em PE
[Opinião] Planos de Joaquim Barbosa animam oposição em PE


Segundo o pré-candidato, “Joaquim Barbosa não é outsider”. “Ele é de dentro do ‘establishment’, de dentro do governo. Era do poder judiciário. Quem é de fora mesmo sou eu, pontuou.

Para ele, sua candidatura é “mais equipada do que a do ministro aposentado”. “Não estou aposentado e retornando à vida profissional. Estou cheio de gás para fazer esse país vibrar de novo. É diferente de uma coisa mais ou menos. Me desculpe, o ministro está nas páginas e eu o respeito muito pelo episódio do mensalão. Mas eu tenho meu episódio ‘censo agro’ e retomada dos investimentos do BNDES, que é tão bom quanto, mas é menos conhecido. Eu ainda não apareci na mídia, por enquanto”, disse.

Confira a íntegra da entrevista no Podcast Folhape:

Hely Ferreira*

No ano de 1985, o Brasil estava novamente governado por um civil, mas o critério de escolha ocorreu de maneira indireta, através do Colégio Eleitoral. Com o mandato prorrogado para cinco anos, só em 1989, é que tivemos eleições diretas à presidência da República Federativa do Brasil. Naquele ano, houve uma pluralidade de candidaturas, de cientista a cavaleiro.

O cenário que aos poucos está se desenhando para as eleições do ano em curso, aponta para a possibilidade de várias candidaturas, pois o descrédito do eleitor para com os chamados políticos profissionais vem crescendo de maneira significativa, ao ponto que muitos teimam em comparar com a campanha de 1989, com relação ao possível número de candidatos. Acontece que aqueles que desejam comparar o cenário atual com o de 1989, desconsideram que à época, os eleitores estavam eufóricos em participar do pleito, vez que, desde 1964, não elegiam o presidente da República.

É possível que este ano, surjam várias candidaturas, assim como foi em 1989, mas isso não nos dá o direito em querer comparar pois o quadro atual não é de mobilização por parte do eleitor, pelo contrário, há uma indiferença e um esfriamento em participar do pleito. Como o quadro é de apatia, torna-se propício ao aparecimento de aventureiros que se apresentam como possível solução aos problemas nacionais. Na verdade, os mesmos são aventureiros de plantão, onde por trás do discurso messiânico, o que existe é o desejo de chegar ao poder, realizando projeto pessoal, já que no que diz respeito às propostas para o país, é algo inexistente. Esses candidatos são recheados de sofismas e de promessas inexequíveis. Nem por isso deixam de ter asseclas. Não são poucos os que se aproveitam da crise, já que para eles quanto pior melhor. Costumam fazer críticas tenaz, mas longe de apresentar possíveis soluções, dentro de uma realidade plausível.

No campo da aventura, há também aqueles que abandonam os companheiros nos momentos mais nefastos da vida pública, sempre pensando em projetos pessoais.

Até tu, Brutus?

*Hely Ferreira é cientista político e escreve no Blog da Folha às quintas-feiras.

Daniel Coelho (PPS), Armando Monteiro Neto (PTB), o pré-candidato a deputado federal pelo PPS, André Carvalho, e Ricardo Cruz (PPS)
Daniel Coelho (PPS), Armando Monteiro Neto (PTB), o pré-candidato a deputado federal pelo PPS, André Carvalho, e Ricardo Cruz (PPS)Foto: Ana Luiza Sousa/Divulgação

Após o vereador do Recife Ricardo Cruz (PPS) e o deputado federal Daniel Coelho (PPS) solicitarem que o Senado vote o mais rápido possível o Projeto de Lei 3490/12, sobre o aumento de penas para quem pratica maus tratos a animais, que tramita no Congresso Nacional, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) assegurou que irá propor ao presidente da Casa Alta, Eunício Oliveira (MDB-CE), prioridade na votação da matéria.

Leia também:
Em Brasília, Ricardo Cruz debate aumento das penas de quem maltrata animais


A garantia foi dada Daniel Coelho, ao vereador Ricardo Cruz e ao pré-candidato a deputado federal pelo PPS, André Carvalho. A solicitação foi feita por Daniel e Ricardo em audiência no seu gabinete.

“Tratarei do assunto assim que o senador Eunício voltar de sua viagem ao exterior”, anunciou Armando. O projeto de lei, oriundo da Câmara dos Deputados, já foi incluído na pauta do plenário, mas ainda não foi relacionado para ser colocado em votação. A matéria pune, com penas que variam de detenção de seis meses a dois anos, quem matar cão ou gato, com três meses a um ano quem promover luta de cães, e com detenção de um a três meses quem abandonar cachorro ou gato.

Fachada da Chesf
Fachada da ChesfFoto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) recebe, na próxima quinta-feira (26), audiência pública sobre a venda da Eletrobrás e suas subsidiárias, incluindo a Chesf. A reunião foi solicitada pelo deputado federal Danilo Cabral (PSB), através de requerimento aprovado nesta quarta-feira (18) na Comissão que analisa o Projeto de Lei 9463/18 que trata sobre a privatização da estatal.

No requerimento, o deputado recomendou o convite aos representantes da Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (Frune); Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Pernambuco (Sindurb/PE); Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe); e aos ex-presidentes da Chesf João Bosco de Almeida e Mozart Bandeira.

Para o parlamentar, a venda da Chesf e, consequentemente, do Rio São Francisco, para agentes privados, poderá causar impactos significativos para o desenvolvimento do Nordeste. O deputado quer esclarecer quais as consequências dessa privatização, especialmente no acesso à água da transposição e os possíveis aumentos na conta de luz.

“O Rio São Francisco é a principal fonte hídrica permanente para a nossa região. Com a transposição, o seu papel deverá se tornar cada vez mais relevante, através do uso múltiplo de suas águas, podendo, inclusive, ultrapassar, em termos econômicos, os benefícios associados à geração de energia elétrica”, argumentou Danilo Cabral.

Outros requerimentos de audiência pública apresentados por ele também foram aprovados. Na próxima terça-feira (24), haverá audiência em Brasília, com a Chesf sendo a prioridade da discussão. Na quinta (25), a audiência será na própria Comissão, onde foram convidados representantes da Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), referência em estudos na área.

Pernambuco Quer Mudar em Ipojuca
Pernambuco Quer Mudar em IpojucaFoto: Rafael Medeiros/Divulgação

Na iminência de definir a composição da chapa visando à campanha estadual, o grupo de oposição Pernambuco Quer Mudar se depara com muitas incógnitas. Além das indefinições de cenário nacional e do imbróglio jurídico do MDB, o grupo está à espreita das demais candidaturas estaduais e diverge sobre se adia ou não o anúncio da composição da chapa, antes prevista para o final de abril.

Leia também:
No Agreste, Pernambuco Quer Mudar confirma candidatura única

No primeiro momento, a oposição disse que anunciaria até o final deste mês. Agora, cogita adiar, mas isso não é consenso. O senador Armando Monteiro Neto (PTB) ponderou que segurar o anúncio poderia ajudar na atração de novos aliados, como os Ferreira, por exemplo. “Não há necessidade de fechar agora”, disse. Já o deputado federal Bruno Araújo (PSDB) destacou que o anúncio está mantido para ocorrer ainda no mês de abril.

A declaração do senador Humberto Costa (PT) destacando que a postulação do ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, seria um “empecilho para algumas alianças locais” entre PSB e PT acendeu o alerta em parte do grupo para segurar o anúncio. E, consequentemente, jogou luz à candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), que é vista como uma ameaça pelo Palácio do Campo das Princesas.

Nos bastidores, o bloco desejava que surgisse uma terceira postulação para levar a eleição ao segundo turno. Neste sentido, a candidatura de Marília era vista com bons olhos pela oposição. Entretanto, um novo personagem entrou em jogo, o Coronel Luiz Meira (PRP), que atenderia aos interesses, visto que ele teria uma inserção na Polícia Militar. Uma fonte ligada ao grupo destacou que, diante disso, Marília era mais necessária antes do que é agora.

Mas a postulação da petista ainda influencia, diretamente, na composição da chapa. Em avaliações internas do grupo, Marília estaria posicionada à frente de alguns membros, o que seria um balizador para as escolhas. “Está parecendo que a candidatura de Barbosa ganha corpo e isso terá reflexos na aliança. Estamos nos preparando para dois cenários. Com duas candidaturas de oposição ou somente a nossa. Não escolhemos cenário, trabalhamos com a realidade. Não fazemos esse cálculo. Estamos preparados para enfrentar o cenário que for”, declarou o petebista.

Sileno Guedes
Sileno GuedesFoto: Henrique Genecy/Folha de Pernambuco

A principal cobrança feita nas hostes internas do PSB sobre o lançamento da candidatura do ex-ministro Joaquim Barbosa pelo partido é uma só: diálogo. Com a falta de tradição do jurista na vida política partidária, desconfianças em diversos estados do País surgem e militantes da sigla cobram posicionamentos do dirigente. Pernambuco e São Paulo se tornaram os casos mais conhecidos, mas há um pé atrás em relação ao ex-magistrado, ainda, na Paraíba, Ceará, Maranhão e Bahia. A dúvida é saber o que o jurista pensa e sua disposição para se adaptar à realidade partidária da sigla. Além disso, há uma preocupação mais estratégica que é a possibilidade do projeto presidencial melindrar as alianças em estados como Pernambuco, onde a sigla dialoga com o PT.

Leia também:
PSB prestes a fechar com Joaquim Barbosa
PSB marca reunião para ambientar Joaquim Barbosa na política
Marina acena ao PSB, mas não quer ser vice de Barbosa


Presente na reunião desta quinta-feira (19), o presidente do PSB de Pernambuco, Sileno Guedes, afirma que a construção da candidatura de Barbosa não deve ser "uma decisão da cúpula", mas integrada à base do partido. "Temos que assegurar que nosso pré-candidato não afaste o PSB do campo que ele integra há 70 anos. O PSB é um partido com história. Tem que se colocar para a base, para não virar uma cabeça sem corpo. Não é somente A ou B dizer quem é o candidato, é preciso construir essa candidatura. O candidato tem que se expor e dialogar com o partido", avaliou. Segundo o dirigente, é preciso que o ex-ministro dialogue não só no espaço interno da sigla, mas com o campo do qual o PSB vem se aproximando, que integra PDT, PCdoB, PSOL e PT.

Para superar a resistência, Barbosa vem se articulando. Nas últimas semanas, o ex-ministro já vem agindo para tentar vencer a desconfiança. Ele já conversou com o governador de São Paulo, Márcio França, há cerca de um mês, e com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, no domingo de Páscoa. Na última terça-feira, o encontro foi com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, Geraldo Julio. No circuito, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, também intensificou as conversas com os correligionários de estados mais resistentes. Ele ligou para o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, para a senadora Lidice da Mata (BA) e o próprio França. "Não diria que há resistência porque não tem ninguém contra a candidatura. O que as pessoas querem é uma aproximação, porque muitos não o conhecem. Isso demonstra o amadurecimento do partido. Não é um partido que vai estar à disposição de um candidato só por conta de pesquisas", disse Siqueira.

Joaquim Barbosa
Joaquim BarbosaFoto: Divulgação

Animado com a última pesquisa Datafolha, o PSB inicia nesta quinta-feira (19), às 15h, o processo de construção da candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, à Presidência da República. O ex-ministro se reunirá com uma comissão eleitoral composta pelo presidente nacional da legenda, governadores, líderes da Câmara e do Senado e alguns integrantes da Executiva nacional, na sede do partido em Brasília. Esta será a primeira oportunidade que o ex-ministro terá para expor suas ideias aos correligionários e dirimir resistências ao seu nome.

Leia também:
Marina acena ao PSB, mas não quer ser vice de Barbosa
Há demanda para que Joaquim Barbosa visite Pernambuco
PSB marca reunião para ambientar Joaquim Barbosa na política
[Opinião] Planos de Joaquim Barbosa animam oposição em PE


O deputado federal Júlio Delgado (PSB) explicou que não há uma data definida para o lançamento da postulação de Barbosa, mas seria interessante estar com ela na rua até o início do prazo de liberação do crowndfounding (financiamento coletivo). “Ele pode ser lançado até antes do dia 15”, disse. “Não podemos perder tempo”.

Barbosa, contudo, já começou o processo para quebrar as resistências, ao se reunir, na terça, com o governador Paulo Câmara (PSB) e com o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Na ocasião, o ex-ministro disse que queria ser candidato ao Planalto, mas Câmara teria evitado declarar apoio no momento. Hoje, eles terão um novo encontro e outra possibilidade de aparar as arestas.

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB) minimizou as resistências a Barbosa. “As situações de Pernambuco e São Paulo não são insuperáveis. Não vejo como resistência a ele. Vejo como uma estratégia desenhada de valorizar os arranjos regionais”, ponderou.

No encontro, também devem ser discutidas diretrizes econômicas e sociais que o ex-ministro defenderia em uma campanha, que deve misturar uma agenda liberal com questões sociais. O partido quer que, além de sugerir novas ideias, ele resgate propostas defendidas pela sigla na campanha eleitoral de 2014, como a adoção de um novo modelo de repartição de receitas tributárias e a criação de um canal de diálogo do poder público com movimentos sociais. “É uma conversa para estabelecer os próximos passos”, disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Uma nova pesquisa com foco em Barbosa deve ser realizada pelo publicitário Diego Brandy, assim como um roteiro de viagens pelo Brasil, tendo em vista que as demandas já começaram a aparecer.

Os políticos que devem compor a linha de frente da coordenação nacional da candidatura de Barbosa são, além de Siqueira, os governadores Márcio França (São Paulo), Paulo Câmara (PE), Ricardo Coutinho (Paraíba) e Rodrigo Rollemberg (Distrito Federal), os líderes na Câmara e Senado, Júlio Delgado (MG) e Lídice da Mata (BA), respectivamente. Além do ex-deputado federal Beto Albuquerque (RS) e do ex-governador do Espírito Santo, Renato Casagrande.

   Marina

Siqueira disse que não está havendo conversas com a Rede, da ex-ministra Marina Silva, com o intuito de uma aliança. “Ela cuida da candidatura dela, e nós vamos cuidar da nossa”, afirmou ele, ponderando que em política não se deve dizer “nunca nem jamais”.

Tadeu Alencar, por sua vez, disse que, desde 2014, quando Marina foi a candidata do PSB ao Planalto, que o partido mantém contato com ela, mas hoje não há, a princípio, conversas no sentido de aliança.

Vereador do Recife Ivan Moraes Filho (PSOL)
Vereador do Recife Ivan Moraes Filho (PSOL)Foto: Beto Figueiroa/Divulgação

Estima-se que a cidade do Recife atualmente possui um déficit habitacional de 70 mil unidades, o que faz com que milhares de famílias tenham que viver em situação de rua ou de precariedade, em áreas insalubres ou de risco. Recentemente, a organização não governamental Habitat para a Humanidade Brasil lançou um relatório inédito, identificando 42 prédios abandonados ou subutilizados apenas no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife. Para debater essa situação, a Câmara do Recife realiza, nesta quinta-feira (19), uma audiência pública sobre a questão da moradia popular na área central da cidade.

A situação de abandono e subutilização de imóveis que deveriam cumprir a função social - como previsto na Constituição federal de 1988 – servindo de moradia popular, por exemplo, não é exclusividade do bairro de São Antônio. Ela se alastra para outros pontos do Centro, como o Bairro do Recife, o de São José e a Boa Vista. “É muita gente sem casa, e muita casa sem gente. A gente quer destacar a situação cada vez mais acirrada de injustiça fiscal e social na cidade, que tem a ausência de políticas públicas para habitação como agravante”, destaca o vereador Ivan Moraes (PSOL), autor do requerimento, aprovado em plenário, que convoca a audiência.

Um dos imóveis subutilizados no bairro de Santo Antônio é o antigo edifício SulAmérica, de seis andares, na Praça da Independência. O prédio agora abriga a Ocupação Marielle Franco, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), depois de passar mais de duas décadas abandonado e acumular uma divida de IPTU como município de mais de R$ 1 milhão.

Da Prefeitura do Recife, foram convidados Roberto Gusmão, secretário de Infraestrutura e Habitação; Alexandre Rebêlo, secretário de Planejamento e Gestão; e Ricardo Dantas, secretário de Finanças. Da sociedade civil organizada, vão participar Amanda Montenegro, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST Pernambuco); Socorro Leite, diretora da ONG Habitat para Humanidade; Luiza de Marillac, representante da ONG Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase); e Leonardo Cisneiros, do coletivo A Cidade Somos Nós.

assuntos

comece o dia bem informado: