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Notícia falsa sobre estado de sítio vem circulando nas redes
Notícia falsa sobre estado de sítio vem circulando nas redesFoto: Gilmar Felix/Câmara dos Deputados

Em momentos de instabilidade político, econômica e institucional, as redes sociais - como Facebook, Twitter e, sobretudo, Whatsapp - se apresentam como um palco para a difusão de “desinformação”. Popularmente conhecidas como Fake News, as notícias falsas ou manipuladas - que alteram o contexto do fato ocorrido - alimentam o clima de tensão social.

Circula no Whatsapp, por exemplo, a mensagem: “Gente tá tendo o maior quebra pau na Câmara. O Temer a pedido do Rodrigo Maia acabou de decretar estado de sítio. Os Deputados estão saindo na porrada. A TV não tá (sic) passando. Assistam o vídeo acima. O Exército foi convocado”, junto a um vídeo.

Ela é falsa. A sessão em questão foi realizada no dia 24 de maio de 2017 e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), solicitou, através do ofício 821/2017, as Forças Nacionais de Segurança Pública para garantir a segurança durante protesto contra o governo Michel Temer na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Apesar da sessão acalorada e do empurra-empurra, Maia suspendeu a sessão por 30 minutos. O decreto durou sete dias e não houve “Estado de Sítio”.

Outra mensagem, em áudio que corre no Whatsapp é a de uma suposta juíza - sem nome ou órgão - que argumenta que não houve ditadura militar, entre 1964 e 1985. “Quem poder (sic) ouvir esse áudio desta juíza ouça ela fala arrespeito (sic) da intervenção militar e tira todas as dúvidas que você tiver em relação de um governo militar eu vou fazer isso”, diz.

Também é falsa. Além da ausência de fonte credível, o discurso não se sustenta. Livros e documentos oficiais, como o que foi divulgado pela Agência Central de Inteligência (CIA) sobre as torturas no governo Ernesto Geisel, mostram a face daquela época.

Coordenador do Laboratório de Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o comunicólogo Fábio Gouveia afirmou que em momentos de caos as pessoas potencializam o compartilhamento de informações de forma rápida e não racional. “O pânico generalizado nos faz ter um potencial de difusão maior”, avaliou ele, sugerindo algumas dicas para evitar difundir “desinformação”. “A pessoa tem que desconfiar sempre de tudo e procurar elementos, como data daquela informação, assinatura de quem produzir a notícia ou análise e verificar se outros veículos também estão falando a mesma coisa”, destacou.

Paulo Câmara
Paulo CâmaraFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) nacional do PT realizou, nesta quarta-feira (30), reunião por conferência com a comissão eleitoral do PT estadual. A presidente nacional da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR), atualizou os correligionários das articulações com os partidos de centro-esquerda e, sobretudo, com o PSB, do governador Paulo Câmara. A indicação do grupo nacional é pela aliança com os socialistas, em detrimento da candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes (PT), mas sem alterar o cronograma estadual. Portanto, a reunião do próximo dia 10 de junho está mantida.

Segundo o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, o foco do diálogo era informar sobre os entendimentos nacionais com os partidos de centro-esquerda e, principalmente, o PSB. “Ela (Gleisi) disse que deu um passo importante na reunião entre os governadores aqui no Recife e na reunião que teve com (Carlos) Siqueira e Paulo (Câmara)”, disse.

Nos bastidores, avalia-se que não há disposição da direção nacional de interromper o processo do dia 10, mas buscar convencer os petistas pernambucanos de que a aliança é o melhor caminho, sem haver o encontro agendado, para evitar constrangimentos. Diante disso, o PT nacional já trabalha há algumas semanas para desmobilizar a ideia de candidatura própria. Ainda não há, todavia, disposição de Marília e do seu grupo em abrir mão da disputa. Caso desista, ela poderá ser candidata a Câmara dos Deputados, embora ainda resista à ideia.

A reunião seria na terça-feira (29), mas foi remarcada para esta quarta-feira pela manhã por problemas de logísticas dos participantes. Gleisi, o senador Humberto Costa (PT), e os três membros do GTE, Márcio Macedo, Ivan Alex e Paulo Teixeira, que estiveram no Recife há um mês, participaram de Brasília. Marília Arraes esteve presente do Recife.

Segundo analistas, Maia não tem qualquer interesse na saída
Segundo analistas, Maia não tem qualquer interesse na saídaFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Há uma impressão, entre analistas, de que a paralisação dos caminhoneiros extrapolou seu aspecto econômico e agora ganha dimensão política, centrando fogo na figura do presidente Michel Temer (MDB), ao reivindicar a sua renúncia. A queda de Temer, contudo, poderia agravar o ambiente de caos institucional. Faltando cinco meses para a eleição, onde será escolhido um novo governante, a ideia é que o pleito sirva para reconciliar a população em torno de um líder com legitimidade popular.

No bojo da crise dos combustíveis, a destituição de Temer está sendo associada a grupos radicais da extrema-direita que emergem no meio da paralisação. “Essa especulação vem da extrema-direita e os objetivos são os piores. Querem criar mais desordem e vir com uma ordem autoritária mais adiante”, avalia o cientista político Carlos Ranulfo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “A essa altura, o País não ganha nada com esse tipo de especulação. É um governo fraco, mas é o que temos”, aponta.

Nos bastidores do Congresso, há um sentimento de resignação sobre a necessidade de manter Temer na presidência. Nem mesmo o PT, que levantou o “Fora Temer” há dois anos, subscreve esse coro pela derrubada do chefe do Executivo. A oposição está mais preocupada em fazer a agenda do MDB degringolar do que retira-lo do Palácio do Planalto.

Carlos Ranulfo ressalta que a possibilidade de renúncia não está descartada, entretanto, esse caminho só geraria mais turbulência. “Precisamos de uma eleição”, adverte. “Rodrigo Maia (DEM) não quer assumir o abacaxi. Se ele assumisse, não poderia ser candidato nem a deputado, e o projeto dele é ser candidato a deputado para se renovar como presidente da Câmara. Eunício (MDB) também não ia querer assumir. Não tem ninguém querendo derrubar o Temer, não há força política para isso”, afirma o cientista.

O economista Clemens Nunes, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também vê com maus olhos a "quebra da normalidade democrática". "Temos uma travessia até a eleição, de cinco meses, e qualquer tentativa de acelerar ou açodar esse processo pode trazer prejuízos graves ao País. Vai ser preciso conduzir esses meses com um governo fraco, incapaz de resistir à pressão de grupos de interesse", verifica o especialista. O governo, na visão de Clemens, perdeu o respeito da população desde o escândalo da JBS e a bandeira de recuperação da economia ficou desacreditada.

Na tentativa de modificar essa visão negativa, o presidenciável Henrique Meirelles (MDB) já produziu um vídeo em tom eleitoral, em que as suas qualidades de especialista em gerenciamento de crises são exaltadas. Mas a realidade caótica de agora não corrobora a tese de que o problema foi resolvido. "A crise de agora demanda não só bons técnicos, mas políticos capazes de negociar, exigir e ter força para tomar decisões. Precisamos de líderes e o Meirelles não tem essa interlocução. O drama é que ninguém se mostrou capaz de fazer essa conciliação. Agora antecipar esse processo é não dar tempo para que as pessoas escutem, entendam e amadureçam as escolhas", aponta.

Paralisação dos caminhoneiros em Suape
Paralisação dos caminhoneiros em SuapeFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

No final tarde desta terça-feira (29/05), as justiças Federal e Estadual expediram notificação para desocupação imediata dos pontos de bloqueio montados na BR-101 (na altura da Vitarella) e na Avenida Portuária, que estão limitando o fluxo de combustíveis de Suape para as demais regiões do Estado. As determinações do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) incluem apreensão de veículos, expedição de multas, prisões por descumprimento de decisão judicial e indiciamento em inquérito da Polícia Federal. Os oficiais de justiça já estiveram nos locais e notificaram os manifestantes.

Desde a 0h até as 18h desta terça (29), uma operação que contou com a participação de 400 agentes de segurança do Estado e do Exército, com apoio de 85 viaturas, transportou 120 caminhões-tanque do Porto de Suape para a Região Metropolitana do Recife e o Interior de Pernambuco. Desde a última quarta-feira (24), um total de 237 caminhões-tanque foram escoltados do complexo portuário até os pontos de distribuição.

Com isso, além da garantia dos serviços essenciais, foi ampliada a rede de abastecimento para a população e assegurado o funcionamento do Aeroporto Internacional dos Guararapes. Também nesta terça, dois pontos de bloqueio, montados no meio da semana passada em Caruaru, foram espontaneamente desmobilizados pelos caminhoneiros, em negociação comandada pelo Gabinete de Crise instalado no Centro de Comando e Controle Regional (CICCR) da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS).

Os pontos de bloqueio desmobilizados nesta terça-feira estavam localizados na BR-104 (na altura da Rodoviária) e no cruzamento da BR-104 com a BR-232, ambos em Caruaru. “Isso possibilitou que levássemos ao Agreste e também ao Sertão combustível para viaturas, transporte público, abastecimento de água, limpeza urbana e população, além de medicamentos para hospitais e insumos para indústrias.Transportamos também gás a granel para setores estratégicos da cadeia produtiva e querosene de aviação para a Infraero. Estamos com melhoria no abastecimento em postos de combustíveis para a população em geral. Registramos que há a presença de agitadores e infiltrados nesses locais, com o objetivo criminoso de dificultar o restabelecimento do fluxo. Verificamos que, em alguns casos, caminhoneiros estão sendo ameaçados quando decidem retirar os veículos das vias”, explica o secretário de Defesa Social do Estado, Antônio de Pádua.

Segundo o secretário, está mantida a estratégia de negociar e encontrar solução pacífica, e somente será utilizada a força policial caso seja necessário. “Estamos mantendo o transporte público funcionando, escolas abertas, hospitais atendendo os pacientes e o recolhimento do lixo. A segurança pública está em sua plena capacidade em todo o Estado, garantindo o ir e vir e a tranquilidade da população em todas as regiões, a despeito dos transtornos que os cidadãos estão enfrentando no País inteiro”, destaca.

Governador de São Paulo, Márcio França (PSB)
Governador de São Paulo, Márcio França (PSB)Foto: Marcelo Justo

Após o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), criticar a atuação do governador de São Paulo, Márcio França (PSB), na articulação com os caminhoneiros grevista, ao dizer que o socialista está “mais atrapalhando do que ajudando” e insinuando que ele estaria “querendo explorar eleitoralmente essa questão”, socialistas saíram em defesa do correligionário.

Vice-presidente nacional do PSB, Beto Albuquerque ponderou que França está tentando ajuda a resolver o problema que nasceu de uma pauta legítima dos caminhoneiros. “Está agindo bem, apresentando soluções. Enquanto muitos só querem por lenha na fogueira o Márcio está oferecendo soluções e diálogo”, avaliou.

Evitando se manifestar sobre a articulação do correligionário, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que França está apenas querendo contribuir. “Eu tenho certeza de que ele (França) está fazendo isso querendo contribuir para apaziguar a situação. Não tem nada eleitoral”, defendeu.

Pré-candidato à reeleição, França se reuniu diversas vezes com representantes do movimento e está em contato direto com o presidente Michel Temer (MDB). O socialista, todavia, tem usado as redes sociais para divulgar algumas ações e feito discursos, o que tem despertado o incômodo. A leitura é que ele, ao buscar o protagonismo, estaria querendo capitalizar com a crise visando à eleição de outubro.

Carlos Veras, presidente estadual da CUT, discursando para os manifestantes presentes na Praça do Diario
Carlos Veras, presidente estadual da CUT, discursando para os manifestantes presentes na Praça do DiarioFoto: Ed Machado/ Folha de Pernambuco

Após reunião, nesta terça-feira (29), representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) marcaram um protesto para esta quarta (30), em apoio à paralisação dos caminhoneiros. O ato, programado para as 15h, na Praça do Derby, no Recife, contará com a participação de membros da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, além da Federação Única dos Petroleiros e da CSP-Conlutas.

Na divulgação do protesto, compartilhada na internet, a CUT defende que a Petrobras seja "100% pública e estatal". "Pela queda dos preços do diesel, da gasolina, e do gás de cozinha. Todo apoio a greve dos caminhoneiros e a greve dos petroleiros", diz a mensagem.

Sindsempe
A diretoria executiva do Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Pernambuco (Sindsempe/PE) também participará da mobilização. "A entidade estará junto com diversas centrais sindicais e movimentos sociais apoiando os movimentos paredistas dos caminhoneiros e petroleiros que entrarão em greve em defesa da Petrobrás, por uma nova política de preços dos combustíveis que vise aliviar a população dos efeitos da cartestia e contra a entrega do petróleo nacional às empresas estrangeiras", diz o texto, enviado pela assessoria.

De acordo com o presidente do Sindsemp/PE, Fernando Ribamar, é preciso lutar contra a atual política de preços dos combustíveis que vem onerando sobremaneira os trabalhadores, que vêem a gasolina subindo de preço quase diariamente e o gás de cozinha se tornar artigo de luxo. “Os problemas atingem todos os trabalhadores do país, inclusive os servidores do Ministério Público de Pernambuco. Precisamos nos unir e fazer valer os nossos direitos”, aponta.

Senador Armando Monteiro Neto (PTB)
Senador Armando Monteiro Neto (PTB)Foto: Ana Luiza Sousa/Divulgação

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) culpou, nesta terça-feira (29), o governo pela alta de preços do óleo diesel que provocou a crise da greve dos caminhoneiros. Em debate com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o petebista disse que o governo adotou uma política de choque de preços dos combustíveis num momento absolutamente inoportuno, de desaceleração da economia.

Esta crise já estava contratada. Para resolver o problema do endividamento da Petrobras, que era dramático, o governo endereçou à sociedade uma política de preços maluca do reajuste dos combustíveis, absolutamente imprevisível, numa conjuntura econômica de baixa demanda. Houve imprudência e insensibilidade, que desaguaram na crise aguda pela qual está passando o país inteiro”, declarou.

Segundo Armando, colaborou para a prática de reajustes constantes dos combustíveis num cenário de baixa atividade econômica o fato do governo federal e dos governos estaduais serem “sócios” dessas altas de preços, pela elevada tributação dos combustíveis. O petebista informou que, no primeiro quadrimestre do ano, a receita da União com os impostos sobre derivados de petróleo cresceu 57,8% em relação a igual período de 2017, atingindo cerca de R$ 22 bilhões. “O governo federal e os governos estaduais estavam numa situação confortável e espetaram a conta na sociedade”, assinalou.

Regulação
O senador pernambucano enfatizou que o monopólio da Petrobras permite a prática de reajustes abusivos de preços. Defendeu, por isso, “uma regulação mais forte nos preços da Petrobras, de modo a buscar tarifas próximas dos custos médios de produção e que ao mesmo tempo incentivem a busca de eficiência”.

O ministro da Fazenda não respondeu a duas das cinco indagações que lhe fez Armando Monteiro na audiência pública da CAE. Alegando que os dois temas estavam afetos diretamente ao Ministério dos Transportes e que, por isso, não dispunha de dados, Eduardo Guardia não soube dizer se a isenção do pedágio para eixo suspenso dos caminhões será compensada pelo aumento do pedágio para todos os outros motoristas e se a tabela mínima dos fretes, ao não levar em conta os efeitos sazonais, não terá impacto inflacionário. Ambas as medidas estão contidas em medidas provisórias baixadas pelo governo para acabar com a greve.

Deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE)
Deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE)Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

No momento em que o governo Michel Temer (MDB) vive sua pior crise, com a greve dos caminhoneiros, congressistas passam a pregar a cautela, para que a grave crise brasileira não seja levada a um patamar ainda pior. Até mesmo parlamentares de oposição começam a alertar contra a possibilidade da queda do presidente, impulsionada pelas manifestações de apoio à tese de intervenção militar. É o caso do deputado federal Tadeu Alencar (PSB), que se mostrou bastante preocupado com o cenário de caos que se anuncia, durante entrevista ao programa Folha Política desta terça-feira (29).

É preciso ter muita serenidade, muita ponderação e equilíbrio, para a gente sair da encruzilhada que nos metemos”, colocou o socialista. Para ele, é necessário visualizar que, dentro do próprio movimento, “existem aqueles que querem apostar no caos”. “Há extremistas de diversas matizes. inclusive são muitas as manifestações de extrema direita, que pedem intervenção militar”, acrescentou.

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Porém, na sua visão, a “população tem a sabedoria para saber o que é uma justa reivindicação e deve ser apoiado”. “Mas aquilo que tem objetivo político de qualquer natureza para criar o caos e favorecer candidatos de extrema direita ou a derrubada de Temer tem que se ver com muita cutela”, colocou.

Apesar de achar que o governo Michel Temer “não tem autoridade política” para conduzir a negociação com os movimentos, Tadeu acredita que “não seria razoável o movimento ser desvirtuado para atingir a presidência”. “É um governo sem autoridade politica, ética e esta desmoralizado. Mas não se pode pretender retirar o presidente de uma forma como essa, com eleições marcadas para daqui a quatro meses, que é o instrumento democrático para mudar o governo. Também não é a retirada de Pedro Parente (presidente da Petrobras) que vai resolver isso”, ponderou.

Confira a íntegra da entrevista no Podcast Folhape:

Em vigor desde 2008, o atual Plano Diretor do Recife vai passar por revisão em 2018, conforme determina a legislação
Em vigor desde 2008, o atual Plano Diretor do Recife vai passar por revisão em 2018, conforme determina a legislaçãoFoto: Arthur de Souza

Diversas organizações, coletivos e movimentos sociais que lutam para garantir a participação popular na revisão do Plano Diretor do Recife – que está incluído no Plano de Ordenamento Territorial da Cidade – lançam, nesta quarta-feira (30), a Articulação Recife de Luta. O evento ocorre às 9h, no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Informática, Processamento de Dados e Tecnologia da Informação de Pernambuco (SINDPD).

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De acordo com o grupo, até o momento, 34 organizações, coletivos e movimentos sociais. Entre elas, Habitat, Etapas, Prezeis, CMP, movimentos de moradias e movimentos populares.

O Plano Diretor é documento que traz um conjunto de normas a fim de nortear o poder público em relação a uma política de urbanização do Recife a próxima década. O atual Plano Diretor do Recife está em vigor desde 2008.

“É importante destacar que essas legislações são importantíssimas para nortear o desenvolvimento das nossas cidades em todas as suas dimensões, pois dizem respeito a temas como: efetivar a função social da propriedade, coibir a especulação imobiliária, garantir o direito à moradia nas áreas centrais ou proteger o patrimônio histórico”, diz material de divulgação da Articulação Recife de Luta.

Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do Recife
Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do RecifeFoto: Folha de Pernambuco

Por Luciano Siqueira*

— O bom é que nenhuma central sindical "se apropriou" do movimento dos caminhoneiros, comenta um cidadão de evidente inclinação conservadora.

Como se ajudasse à sociedade como um todo que algum segmento — de trabalhadores em particular — lute por seus interesses específicos ao largo de suas organizações corporativas.

Ou seja: ao movimento "espontâneo", tudo!

Nada mais equivocado. Os sindicatos são uma conquista secular dos trabalhadores, aqui e alhures. Acumulam experiência, habilidade e capacidade negociadora.

De outra arte, também os sindicatos patronais.

E é pela negociação entre atores reconhecidos, com ou sem a mediação do Estado, que acordos são celebrados e movimentos reivindicatórios são levados a bom termo.

No caso dos caminhoneiros, várias "entidades" sentam-se à mesa no Planalto e os próprios interlocutores governamentais põem em dúvida seu grau de representatividade.

Daí à desconfiança em relação ao governo, legítima e natural por parte dos caminhoneiros rebelados, soma-se o não reconhecimento das tais "entidades".

Movimentos "espontâneos" ocorrem com alguma frequência em sociedades em crise. Porém mais eficientes são quando articulados via sindicatos e organização populares realmente representativas.

Em tempo: Como bem assinala o economista Marcio Pchman, “o conjunto de prejuízos imposto pela paralisação dos combustíveis nas atividades produtivas derruba a expectativa de aumento no PIB no segundo trimestre de 2018, apontando para a sequência da estagnação econômica com elevado desemprego, pobreza e desordem nas finanças públicas.”

É o Brasil retroagindo 20 anos em 2, sob o governo Temer.

*Luciano Siqueira (PCdoB) é vice-prefeito do Recife e escreve ao Blog da Folha às terças-feiras.

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