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Em Brasília Teimosa, senador Humberto Costa (PT) destacou que o evento foi importante para lembrar que ex-presidente Lula é o único candidato em condições de unir o País para sair dessa crise
Em Brasília Teimosa, senador Humberto Costa (PT) destacou que o evento foi importante para lembrar que ex-presidente Lula é o único candidato em condições de unir o País para sair dessa criseFoto: Divulgação

O PT estadual lançou, no domingo (27), a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, em Brasília Teimosa, no bairro do Pina, localidade simbólica para o partido. Mesmo reunindo poucos militantes, a mobilização foi relevante, segundo petistas, para reforçar a postulação de Lula, preso há 50 dias, em Curitiba, no Paraná. Atos foram realizados em diversas cidades do Brasil.

Apesar de estimular mobilizações descentralizadas, o PT nacional vai realizar um ato em Belo Horizonte, em Minas Gerais, no dia 9 de junho para oficializar a candidatura de Lula. Petistas devem manter as mobilizações até o registro oficial de candidatura no dia 15 de agosto.

O presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, destacou o simbolismo do ato em prol do ex-presidente Lula, em meio aos transtornos que passa o Brasil. “O dia de hoje e esses dias revelam um País que está precisando de Lula. Um País que se desarrumou depois do impeachment (da ex-presidente Dilma Rousseff/PT) e que piora todos os dias”, declarou.

Já o senador Humberto Costa (PT) destacou que o evento foi importante para lembrar que ex-presidente Lula é o único candidato em condições de unir o País para sair dessa crise. “Esse governo que aí está desmontou programas sociais, ampliou a desigualdade e a pobreza e só faz política para beneficiar as grandes corporações e o sistema financeiro, mas Lula vai voltar para fazer o Brasil voltar a crescer com justiça social.”

Além deles, o deputado federal Sílvio Costa (Avante), o ex-deputado Fernando Ferro (PT), o ex-prefeito João Paulo (PCdoB) e outras lideranças e militantes do PCO participaram do ato, que contou com diversos cartazes de “Lula livre!” e um boneco gigante do ex-presidente. Brasília Teimosa se tornou reduto do PT após Lula realizar o primeiro ato presidencial com ministros no local, em 2003, e promover a urbanização da área.

À tarde, a direção do PT ainda realizou uma atividade na Praça do Arsenal, no bairro do Recife, com distribuição de panfleto e apresentação de Maracatu.

Anderson Ferreira
Anderson FerreiraFoto: Divulgação

O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, anunciou, nesta sexta-feira (25), o decreto de emergência no município, devido aos problemas provocados pela falta de abastecimento de combustível. Com a medida, o gestor poderá requisitar ou apreender combustível estocado nos postos para garantir serviços essenciais, como de saúde, segurança e recolhimento de lixo. A medida também permite que a administração realize gastos necessários para atender a população.

O prefeito também modificou a circulação dos ônibus complementares, até que a situação esteja normalizada. Nos horários de pico, 60% da frota estará realizando o transporte de passageiros, e 40% nos demais horários. O trabalho de limpeza urbana será mantido nos próximos dias, principalmente com recolhimento manual e coleta seletiva do lixo. A expectativa é que ao menos 20% dos caminhões de coleta sejam utilizados, como forma de economizar combustível.

As equipes da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes estarão de prontidão, durante o final de semana, acompanhando e avaliando a situação para tomar as medidas necessárias.

Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.
Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.Foto: Divulgação

* Por Jorge Waquim

O Brasil é um país enorme, continental. No entanto, muitas vezes, faz parecer que é um país pequeno; pequeno na mentalidade, no projeto, na estrutura, na imaginação política. Essa impressão é decerto corroborada pela facilidade com que se “desliga” o país. Foi assim há uns meses, quando mais da metade do vasto território ficou às escuras, e tudo devido a uma má manipulação por uma empresa estrangeira dos interruptores de energia.

A impressão de ser um país fácil de ser colocado de joelhos está acontecendo neste exato momento, quando uma greve de caminhoneiros contra o aumento súbito do preço do diesel, greve justa em muitos sentidos, vai aos poucos parando todas as atividades nesse rico país. Atividades que, do transporte de grãos ao transporte público nas cidades, das viagens de ônibus às ligações necessárias por avião, dependem da gasolina, do óleo diesel, em resumo, dos motores à combustão. Os caminhões são variáveis essenciais dessa equação, pois o grosso da economia é transportado por eles. Aliás, são as únicas, a política do país não permite que se explorem ferrovias e todos meios de transporte por trilhos, o que seria muito mais racional para um país dessas dimensões.

Claro, pode-se colocar o peso do problema na crise externa, no Irã X EUA, no dólar, na ida da Argentina ao FMI, etc. No entanto, o problema está conosco mesmo, não adianta ficar procurando eternamente um inimigo externo, em algum lugar distante. A verdade é que o país está sempre por um fio. Aeroportos, estradas, educação, hospitais, transportes, parece que vai tudo ruir a qualquer momento, basta uma perturbação um pouco diferente, e o país escoa pelo ralo. Não pensemos nem em uma guerra contra um país qualquer, não daria nem para a saída.

Fazemos uma política de baixa qualidade, toda a estrutura que apoia os destinos de uma nação depende da política em escala nacional e local que se faz. No Brasil, não conseguimos nem manter as ruas livres de água em dias de chuva, os rios são poluídos em qualquer cidade, a educação tem problemas para atingir um nível internacional qualquer. Politicamente, somos um fracasso e a péssima infraestrutura do país não passa do reflexo dessa má política.

Este articulista ainda está na França, e o pais continua em greve contra a novelha política do novelho presidente Macron. No, entanto, o país não vai parar por causa disso. Trens e aviões estão sendo atrasados pela greve que se faz aos poucos e de maneira gradual, mas o pais vai se acomodando aos problemas postos pelo protesto, legítimo e racional.

Não se trata de pôr olhos gulosos em outros países, trata- se apenas de saber o que se faz em outras terras. O que no Brasil não passa de uma utopia, em outros lugares faz parte da realidade. Nossa única saída é melhorarmos nossa política. Há esperança?

* Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre

Aluísio Lessa (PSB)
Aluísio Lessa (PSB)Foto: Roberto Pereira/Divulgação

A situação dos estaleiros navais em Pernambuco será tema de audiência pública, realizada nesta segunda-feira (28), às 9h. A reunião, que vai ser conduzida pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia, Aluísio Lessa (PSB) e o presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, acontece no auditório da Fiepe, no Recife.

Ao todo, os dois estaleiros empregavam 12 mil pessoas e hoje somente cerca de 4300 empregos diretos. No caso dos indiretos eram 40 mil empregos e hoje algo em torno de 15 mil. O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) tem uma encomenda de navio que finaliza em 2019, ou seja, empregos até o próximo ano.

Além disso, os empreendimentos ainda sofrem com a falta de encomendas devido à crise desencadeada pelas denúncias de corrupção na Petrobras. O Vard Pomar, por exemplo, está terminando dois navios gaseiros sem a perspectiva de receber novos pedidos. O EAS também só tem trabalho certo até o próximo ano. Por isso, outras 800 vagas já foram fechadas neste ano na indústria naval pernambucana.

Outro ponto de debate é a aplicação de medidas que gerem uma melhor competitividade para os estaleiros de Pernambuco, porque segundo o setor não há condição mínima da indústria nacional concorrer com o mercado estrangeiro, livre de impostos por conta das ações de Temer. A Petrobras vai precisar de 80 plataformas e 210 navios nos próximos 25 anos para explorar o pré-sal e essa concorrência pode ser vencida por empresas da China, Coreia e Singapura.

João Campos (PSB)
João Campos (PSB)Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

João Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos (PSB) e de Renata Campos, usou uma rede social, nesta sexta-feira (25), para afirmar que o nome de sua mãe está sendo usado para aplicar um golpe.

"Atenção: tem gente se passando pela minha mãe, Renata Campos, ligando pras pessoas pra pedir dinheiro ou doação", afirma João Campos por meio de Stories do Instagram. "Quero esclarecer: isso é um golpe usando o nosso nome. Fica o recado", finaliza.

João Campos é pré-candidato a deputado federal pelo PSB. Ele deixou o cargo que ocupava como chefe de gabinete do governador Paulo Câmara (PSB), em abril, para poder disputar a uma vaga na Câmara Federal nas eleições de outubro próximo.

João Campos (PSB) usou as redes sociais para fazer alerta

João Campos (PSB) usou as redes sociais para fazer alerta - Crédito: Reprodução/Instagram

Túlio Gadêlha
Túlio GadêlhaFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Convidado desta sexta-feira (25) do programa Folha Política, o pré-candidato a deputado federal pelo PDT, Túlio Gadêlha, criticou os rumos do seu partido na condução das articulações eleitorais em Pernambuco. Para ele, os acordos feitos pela cúpula da sigla prejudicam o surgimento de novas lideranças e movimentos que almejam ressignificar a própria lógica do sistema político atual. A legenda é comandada pelo deputado federal Wolney Queiroz, filho do ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz, que integra a Frente Popular e ainda pleiteia uma vaga na chapa majoritária.

Segundo Gadêlha, que comandou por dois meses o Instituto Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco (Iterpe), mas foi exonerado exatamente por discordar com a interferência da política na emissão de títulos de posse de terra, o poder familiar que comanda o PDT-PE impede a renovação dos seus quadros. “As coligações no Brasil são feitas pragmaticamente para eleger os que já têm mandatos ou os presidentes de partido, que tão no seu núcleo de poder. Aqui no estado, tudo indica que vamos fazer coligação com PP e com PCdoB, no mesmo palanque. É uma salada de frutas”, afirmou.

“Aqui, a gente vive há mais de vinte anos uma comissão provisória que, de acordo com o estatuto, deveria ter vigência de seis meses. Mas essa comissão foi renovada mais de 40 vezes. A comissão dá um poder muito familiar à direção do partido. Já discutimos isso várias vezes, inclusive, com Paulo Rubem, que foi do PDT e saiu do partido por falta de espaço político. Eu fiquei lá na resistência, mas batendo de frente com esse sistema que engessa todos os partidos praticamente. Por isso que falo que esse acordo de cúpula prejudica os partidos e a democracia”, colocou o pedetista.

Questionado se sofre resistências internas para viabilizar sua postulação, Túlio afirmou que sua pré-candidatura “é um pedido de Ciro Gomes (pré-candidato a presidente pela sigla), que ele fez no início do ano passado e foi reforçado por Carlos Lupi (presidente nacional do PDT)”. “Não acho que deve existir resistência no PDT aqui em Pernambuco. Tudo isso está sendo discutido. Mas acho que podemos dar grandes contribuições neste processo eleitoral. Estamos discutindo amplamente essa possibilidade com o movimento Nós Acreditamos”, disse.

O Nós Acreditamos, que agrega lideranças de várias legendas de esquerda, foi lançado nesta sexta-feira (25), no Forte das Cinco Pontas, no Recife. Na ocasião, o antropólogo Anacleto Julião e o professor Rodrigo Bione, porta-vozes do movimento, debateram a democratização da política.

Ouça a íntegra da entrevista no Podcast Folhape:

Paulo Câmara (PSB) concede coletiva
Paulo Câmara (PSB) concede coletivaFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Do Portal FolhaPE, com informações de Mirella Araújo

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), decretou estado de emergência na tarde desta sexta-feira (25). De acordo com o chefe do Executivo, o Governo está tomando medidas que garantam os serviços de segurança, saúde e transporte público.

"Vamos intensificar isso nos próximos dias, até a normalização dos serviços. Hoje estou assinando esse decreto de emergência que vão dar condições de agilidade ao estado e aos municípios e envolve situações tributárias e financeiras que vão garantir o Estado a agir com as medidas necessárias para garantir o ir e vir das mercadorias e do combustível", disse Paulo Câmara.

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O decreto deve ser assinado nesta sexta e publicado no Diário Oficial deste sábado (26)."Vamos assinar em breve esse decreto de emergência que vai, a partir de amanhã, dar as condições para que o Estado possa intervir de maneira mais rápida para a normalidade desses serviços", pontuou.

"O ir e vir, desde ontem, já estão garantidos. A polícia está dando todo o apoio e vai intensificar essas ações. Nós não vamos permitir que haja algum tipo de bloqueio para o abastecimento das cidades", acrescentou o governador.

O procurador geral do Estado, André Caúla, explicou que, com o decreto, a contratação pública será agilizada. "O decreto autoriza a realização de requisição administrativa para eventualmente, na falta de materiais, o Estado poder fazer a requisição ao particular e depois indenizá-lo", informou. Dessa forma, na falta de combustíveis ou outros materiais, o Estado está autorizado a requisitar imediatamente do particular sem procedimento formal.

Ainda segundo o procurador, o decreto autoriza a prestação de serviço de segurança para a viabilização de transporte de mercadorias, apoio aos municípios e realização de plantões no trabalho da Polícia Militar.

Ofício
O governador Paulo Câmara também encaminhou ao comandante Militar do Nordeste, general do Exército Artur da Costa Moura, ofício em que solicita a disponilização do uso dos Parques de Tancagem das Forças Armadas, tanto no Grande Recife quanto no Interior do Estado, "para que possamos assegurar à população pernambucana os serviços essenciais e prioritários de saúde, segurança e transporte público".

"O pleito que ora formulo a Vossa Excelência vem respaldado pelo compromisso maior do Governo do Estado de promover a garantia dos direitos fundamentais do cidadão pernambucano, razão pela qual me coloco – desde já – à disposição desse Comando para o planejamento das intervenções estratégicas que venham a se fazer necessárias".

Marília Arraes foi entrevistada Daniel Leite e Renata Bezerra
Marília Arraes foi entrevistada Daniel Leite e Renata BezerraFoto: Lívio Angelim

A vareadora e pré-candidata a governadora pelo PT, Marília Arraes, é a convidada desta edição do programa #NoCafezinho. No bate-papo, ela conta detalhes sobre o racha dentro do PT-PE, em torno da eleição deste ano. A petista garante que lutará até o fim para viabilizar sua postulação, mesmo com a movimentação de uma ala da sigla para favorecer uma aliança com o PSB.

Segundo Marília, o convite para sua candidatura partiu do próprio senador Humberto Costa, que hoje é visto como um dos que defendem a aliança com o PSB, para reeleição do governador Paulo Câmara. "Demorei alguns meses para chegar e dizer: ´Tá certo, eu vou, eu topo. Porque, de qualquer forma, eu sou jovem, estou há pouco tempo no partido. E isso não é normal na política, mas como a gente está aqui para quebrar paradigma mesmo... e a base começou a encampar essa ideia’", narrou a petista.

Para ela, a mudança de posição do senador foi "surpresa, até porque Humberto foi, inicialmente, um dos maiores incentivadores, senão o maior incentivador, de a gente ter uma candidatura, de colocar meu nome como candidata do PT. “Inclusive, numa época em que nem eu mesma tinha assimilado essa questão de ser candidata a governadora tão cedo", colocou.

A petista também garante que não foi avisada sobre a tendência de abortar a candidatura própria, como alguns petistas afirmam. “Jamais foi dito que a tendência seria essa aliança. Inclusive, em conversa com o próprio presidente Lula, antes da sua prisão, chegamos ao acordo de que caso o PSB nacionalmente fizesse gestos para tirar o PT do isolamento do plano nacional, para dar o tempo de TV para que Lula fizesse sua campanha na TV, deveríamos sim conversar. Mas que jamais a tendência teria sido essa”, disse. “E sempre que conversamos aqui no estado sobre a possibilidade de aliança foi sobre uma aliança nacional, que não está para acontecer. Nossa candidatura é uma das que esta em melhor colocação nas pesquisas”, finalizou a pré-candidata.

Eleição interna

O PT deve decidir o caminho que irá tomar no dia 10 de junho, quando será realizada uma reunião da executiva estadual do partido. O encontro será realizado em duas fases: a primeira debaterá as teses de aliança ao governador Paulo Câmara (PSB) ou candidatura própria, enquanto a segunda será a realização da eleição interna entre Marília, deputado estadual Odacy Amorim e o militante José Oliveira. Contudo, a vereadora é a que possui mais apoios internos e externos.

Nos bastidores, comenta-se que a disputa entre os 300 delegados estaria equilibrada, o que estaria deixando os grupos ressabiados. A vereadora apresentou, inclusive, um requerimento solicitando cópias de regimentos internos do partido, o que gerou estranhamento em setores da legenda.

Confira a íntegra da entrevista:

Governador convocou uma reunião com equipe de auxiliares
Governador convocou uma reunião com equipe de auxiliaresFoto: Divulgação

Diante da continuidade da greve dos caminhoneiros pelo País, o governador Paulo Câmara (PSB) se reuniu novamente com sua equipe de auxiliares para avaliar o impacto da paralisação nos serviços prestados pelo estado. O gestor ainda fará, nesta sexta-feira (25), uma nova coletiva para anunciar novas medidas para o enfrentamento da crise, às 16h, no Centro Integrado de Comando e Controle Regional de Pernambuco (CICCR).

"Voltei a comandar reunião com a nossa equipe para avaliar o impacto do quinto dia da paralisação nacional dos caminhoneiros. Reafirmo o meu compromisso em fazer o que for possível para manter a ordem pública e os serviços essenciais de Saúde, Segurança e Transporte público. Durante o dia de hoje, anunciaremos novas medidas para o enfrentamento dessa situação emergencial. Continuo acreditando que as partes envolvidas vão encontrar uma solução para esse impasse, e que a rotina do povo brasileiro voltará à sua normalidade", colocou Paulo Câmara, em sua conta no Instagram.

Na coletiva concedida nesta quinta (24), o governo anunciou que monitora, por meio de uma central de controle, todas as unidades de saúde de Pernambuco, o nível de combustível para as ambulâncias, o envio de insumos e vacinas e a presença dos profissionais nos postos de trabalho. Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, a gestão não trabalha com a hipótese de suspensão de serviços. “Está se montando toda uma estrutura. Estamos com esquema de abastecimento, principalmente com a frota da saúde, do transporte público e da segurança pública”, afirmou o secretário estadual da Casa Civil, André Campos, na ocasião.

Já a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) estabeleceu como prioridades o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), as maternidades e o atendimento de serviço prioritário e emergenciais. A gestão municipal determinou que os serviços de veículos fossem priorizados para essas áreas reduzindo a frota para serviços administrativos. A PCR também faz uma análise diária da situação da rede municipal.

Educação
O Governo de Pernambuco mantém o funcionamento de todas as escolas da rede estadual e o transporte de estudantes para as unidades de ensino. Na rede privada, não há uma orientação específica. A Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade Federal Rural de Pernambuco, a Universidade de Pernambuco e a Universidade Católica de Pernambuco mantiveram a suspensão das atividades pelo segundo dia consecutivo.

Justiça
Os principais órgãos do Judiciário do Estado suspenderam as atividades. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o Tribunal Regional do Trabalho da Sexta Região (TRT-PE), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) e a primeira instância da Justiça Federal não terão expediente nas unidades administrativas e judiciais.

Água
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) solicitou que a população tenha “uma maior atenção ao uso racional da água até a paralisação do movimento” grevista. A empresa enfrenta dificuldade no abastecimento de produtos químicos e na execução dos serviços de manutenção nas redes de abastecimento de água.

Prefeito convocou equipe para monitorar a crise
Prefeito convocou equipe para monitorar a criseFoto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Na esteira da crise dos combustíveis, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), segue a linha do aliado, governador Paulo Câmara (PSB), e mira no Governo Federal. O gestor disse, nesta sexta-feira (25), que está junto ao Governo de Pernambuco, monitorando áreas sensíveis para manter o funcionamento, não sem alfinetar o presidente Michel Temer (MDB), que não consegue resolver o impasse.

Segundo Geraldo Julio, desde a última quinta-feira (24) que está acompanhando a situação de unidades saúde, policlínicas, maternidades, Hospital da Mulher, Compaz, creches, escolas e coleta de lixo. “Várias ações de diversas Secretarias e a gente está monitorando tudo. Neste momento em que o Governo Federal não consegue resolver o impasse lá em Brasília, o que cabe a nós, na Prefeitura do Recife, é atender as demandas da população”, afirmou.

Na última quarta-feira (23), o Palácio do Campo das Princesas disse que a solução para esse impasse, que está levando todo o Brasil ao colapso, está nas mãos do Governo Federal, isentando-se. “Estados e municípios são hoje responsáveis pela maior parte dos recursos destinados às áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública. Não é razoável que o Governo Federal pretenda que estados e municípios financiem a solução de um problema que foi criado por ele”, afirmou a nota.

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