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Senador Humberto Costa (PT)
Senador Humberto Costa (PT)Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Humberto Costa (PT) comentou os números da pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira (28). No levantamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 33% das intenções de voto, seguido do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 15%, e da ex-ministra Marina Silva (Rede), em terceiro com 7%. Para o parlamentar, “os números confirmam a força política de Lula nessas eleições”.

“Mesmo enfrentando a maior perseguição política já vista no Brasil, Lula é, sem dúvida, o principal personagem para a disputa política deste ano. É um fenômeno sem qualquer semelhança com qualquer outro na história desse País. Um líder preso, condenado sem provas, impedido de fazer campanha, mas que segue líder absoluto em todos os levantamentos”, destacou o senador.

Para Humberto Costa, é a força política do ex-presidente que justifica a “caça” a Lula. “Está muito claro para mim e creio que para a maior parte da população brasileira que o PT é criticado pelos seus erros e não por seus acertos. Lula segue preso sem nenhuma prova e os seus adversários sabem que, independentemente de qualquer manobra, ele segue sendo peça chave para essas eleições”, afirmou.

Sem o ex-presidente, o cenário aponta Jair Bolsonaro e Marina Silva tecnicamente empatados na liderança da corrida presidencial. No levantamento, Bolsonaro aparece com 17% das intenções de voto, enquanto Marina tem 13%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os pré-candidatos.

Humberto também comentou a baixa popularidade do presidente Michel Temer (MDB) na pesquisa. Segundo o levantamento, Temer tem 79% de rejeição e apenas 4% de aprovação. “É um governo que nunca teve um voto, que não tem adesão da população e que implementa uma agenda que jamais passou e nem passará pelo crivo das urnas”, assinalou.

Ex-governador Joaquim Francisco (PSDB)
Ex-governador Joaquim Francisco (PSDB)Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Entrevistado do programa Folha Política, da Rádio Folha FM 96,7, o ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco (PSDB) declarou, nesta quinta-feira (28), que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) pode criar problemas para ele mesmo ao emitir certas opiniões publicamente e não controlar o volume de palavras que expressa. Joaquim Francisco e Ciro Gomes já chegaram a integrar o mesmo partido, o PSB, quando o ex-governador Eduardo Campos presidiu a legenda.

"Ciro desde que foi governador que alimenta essa pretensão legítima de ser presidente da República. Acho que é a terceira vez que é candidato, e tem um estilo próprio. Eu acho que o volume de palavras que ele diz pode exceder o normal. Então, de repente ele cria problemas para ele mesmo com uma série de opiniões. Você tendo um controle maior, não é perder autenticidade, um controle maior sobre as palavras. Você vê, uma entrevista curta, ele atacou praticamente oito ou dez ou quinze setores", disse Joaquim Francisco após ouvir parte da entrevista do presidenciável ao programa No Cafezinho.

De acordo com o ex-governador de Pernambuco, no atual momento de descrédito no Brasil e especialmente na política, e agora com o Judiciário, "provoca um clima de inflamação". Para ele, esse clima não está ocorrendo no Brasil, mas aqui está sendo mais veloz. O tucano também fez uma avaliação do modelo de democracia representativa que, para ele, está ocorrendo uma "falência ou pré-falência" no mundo inteiro.

"Você vota num sujeito para representar você e diz logo não acredita em quem vota. Então, é uma contradição muito grande. O Ciro fez uma boa administração no Governo do Ceará, tanto que o prestígio dele ficou patente no Ceará, o irmão dele se elegeu. Agora, o Ciro num momento desse ele vai ter muito problema. Porque ele tem dificuldade de controlar o volume de palavras ditas por minuto. Se normalmente você diz 80 palavras por minuto - eu não sei, não fiz esse cálculo -, ele diz 150. Então, as 80 necessárias e 70 são extra. O risco de ter problemas é maior", disse.

Ouça a íntegra da entrevista no Podcast Folhape:

Por Hely Ferreira*

A mais recente pesquisa que aferiu o interesse e a identificação do eleitor brasileiro com relação aos partidos políticos, reflete a insatisfação que o cidadão vive para com as agremiações partidárias.

No dia 09 de dezembro de 2004, a Transparência Internacional divulgou uma pesquisa, em que foi perguntado ao eleitor qual a instituição mais corrupta. Os partidos políticos apareceram em primeiro lugar. Pasmem, entre os 64 países em que o povo foi ouvido, o Brasil ficou de fora. Portanto, o quadro atual não é de causar espanto. Nem mesmo no conceito platônico. A indiferença para com os partidos políticos e a apologia a determinados pré-candidatos à presidência da República ou a qualquer outro cargo, que não possuem ideais democráticos, só promovem mazelas, já que não se resolvem os problemas democráticos, fragilizando o sistema partidário.

Pelo contrário, a saúde de uma democracia está atrelada ao fortalecimento dos partidos políticos. É bem verdade, que via de regra, o eleitor brasileiro pouco se preocupa com o partido que o seu candidato encontra-se filiado. Em contra partida, muitos candidatos disputam algum cargo público sem nenhuma identificação com o partido que lhe deu guarida, mas por uma questão de sobrevivência eleitoral e por causa do Art. 14, § 3º, V da Carta Política em vigor.

Entender os partidos políticos brasileiros é um desafio para ciência política, pois as alianças e coligações que são construídas, boa parte delas, ferem à lógica humana. Partidos e grupos políticos que antes eram rivais, se juntam não em torno do melhoramento do Estado-Nação, mas exclusivamente para perpetuação do poder. Por aí se entende a postura de alguns políticos, que mesmo sabendo não haver nenhuma relação ideológica com determinados partidos, sacrificam toda sua história ou da sigla, para concretização do projeto pessoal.

*Hely Ferreira é cientista político e escreve no Blog da Folha às quintas-feiras.

Ex-presidente Lula, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Ex-presidente Lula, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABCFoto: Nelson Antoine

O PT de Pernambuco realiza, no próximo sábado (30), o 'Arraiá Lula Livre' - atividade que faz o encerramento do ciclo junino na sede da legenda, em Santo Amaro, área central do Recife. O festejo faz parte da pré-campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República e é organizado pela Secretaria de Cultura da sigla, em parceria com outras secretarias e setoriais do Partido dos Trabalhadores.

A festa, que tem início às 14h e segue até às 20h, vai contar com apresentações artísticas, grafitagem, além de venda de camisas da Copa do Mundo com temas que envolvam Lula. "É mais uma atividade da pré-candidatura de Lula com apoio dos artistas. Uma atividade pra gente dizer que todos nós queremos Lula Livre”, ressalta a secretária de cultura do PT Pernambuco, Teresa Huang.

Além disso, haverá atividade da Ação Comunitária Ibura É Mais Cultura. No local funcionará um ponto de arrecadação de alimentos não perecíveis, roupas e brinquedos destinados à comunidade dos Milagres, no Ibura.

Bolsonaro, Marina Silva e Ciro Gomes
Bolsonaro, Marina Silva e Ciro GomesFoto: Montagem Folhape

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) estão tecnicamente empatados na liderança da corrida presidencial em um cenário para o primeiro turno sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aponta pesquisa Ibope em parceria com a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira (28).

No levantamento, Bolsonaro aparece com 17% das intenções de voto, enquanto Marina tem 13%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os pré-candidatos.

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Em seguida, também tecnicamente empatados, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 8% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%. Votos brancos e nulos somam 33%.

No cenário com o nome de Lula, o petista aparece em primeiro lugar, com 33% das intenções de voto. Bolsonaro, com 15%, é o segundo. Marina, em terceiro, tem 7%. Ciro Gomes e Geraldo Alckmin aparecem com 4% dos votos. Brancos e nulos chegam a 22%.

Em relação à rejeição dos pré-candidatos, cerca de um terço dos eleitores disseram que não votariam de jeito nenhum em Fernando Collor de Mello (32%), Jair Bolsonaro (32%) e Lula (31%). Geraldo Alckmin foi citado por 22%, Ciro Gomes e Marina Silva por 18% dos entrevistados cada um.

   Popularidade de Temer

A pesquisa também mostrou que a insatisfação com o governo do presidente Michel Temer aumentou. O percentual de eleitores que avalia a gestão como ruim ou péssima subiu de 72% em março para 79% em junho. Foi a pior avaliação do governo desde o início de seu mandato. Apenas 4% consideram o governo ótimo ou bom.

Segundo o levantamento, 63% dos brasileiros acreditam que o governo de Michel Temer é pior do que o de Dilma Rousseff.

A pesquisa CNI-Ibope ouviu 2 mil pessoas em 128 municípios, entre os dias 21 a 24 de junho. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02265/2018.

   PESQUISA CNI-IBOPE

Cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:
Jair Bolsonaro (PSL): 17%
Marina Silva (Rede): 13%
Ciro Gomes (PDT): 8%
Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
Álvaro Dias (Podemos): 3%
Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
Fernando Haddad (PT): 2%
Flávio Rocha (PRB): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Henrique Meirelles (MDB): 1%
João Amôedo (Novo): 1%
Levy Fidelix (PRTB): 1%
Manuela D' Ávila (PC do B): 1%
Rodrigo Maia (DEM): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Outro com menos de 1%: 1%
Branco/nulo: 33%
Não sabe/não respondeu: 8%

Cenário com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 33%
Jair Bolsonaro (PSL): 15%
Marina Silva (Rede): 7%
Ciro Gomes (PDT): 4%
Geraldo Alckmin (PSDB): 4%
Álvaro Dias (Podemos): 2%
João Amoêdo (Novo): 1%
Manuela D'Ávila (PC do B): 1%
Fernando Collor de Mello (PTC): 1%
Flávio Rocha (PRB): 1%
Levy Fidelix (PRTB): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Outros com menos de 1%: 2%
Branco/nulo: 22%
Não sabe/não respondeu: 6%

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi entrevistado no programa No Cafezinho
O presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi entrevistado no programa No CafezinhoFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Visando à demarcação de território na corrida presidencial, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à Presidência da República, mirou no seu virtual adversário e líder nas pesquisas de intenções de votos, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). O pedetista provocou, em entrevista exclusiva ao programa No Cafezinho, do Blog da Folha, o parlamentar, chamando-o para a briga. “Vou pegar você, Bolsonaro, e vou tirar sua máscara na frente do povo brasileiro”, declarou.

O pedetista destacou a informação de que Bolsonaro poderia não participar dos debates - como vem sendo especulado. “Um candidato que nunca deu um dia de serviço no estado dele (apesar de ter nascido em Campinas, em São Paulo, foi eleito e vive no Rio de Janeiro), é ligado a tudo que mais podre há na política brasileira, que é o MDB do Rio de Janeiro, e homenageou um torturador (Coronel Brilhante Ustra)”, afirmou Gomes. “Vou pegar você, Bolsonaro, e tirar sua máscara na frente do povo brasileiro.”

Apesar do tom contra Bolsonaro, o presidenciável tenta trocar a fama de intempestivo por incisivo e conciliador. Vem dialogando com diversos partidos - DEM, PP, Solidariedade e PRB -, enquanto busca com muito afinco a aliança com o PSB. Ciro Gomes frisou que “a população precisa de alguém que tenha coragem de servir ao povo”, sem se submeter a interesses exclusos. “Eles não podem dizer que sou ladrão, não podem dizer que sou incompetente porque sempre entreguei (o que prometi), então vão dizer que sou bocão, que sou pavio curto. Eu sou indignado. Mas jamais tomei decisão sobre pressão de forma imprudente”, disse.

Segundo o pedetista, há em Brasília um pacto tático entre parlamentares que evitam denunciar para não serem denunciados. À época que foi deputado federal, ele chamou o presidente Michel Temer (MDB) e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), preso, de ladrão e sofreu processo de ambos. “Fico de bocão porque vejo as coisas antes e denuncio”, pontuou.

O ex-governador desembarcou, no Recife, na última terça-feira, para se reunir com o governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, e com o prefeito do Recife, Geraldo Julio, secretário-geral do PSB, no Palácio do Campo das Princesas, e, depois, fez uma visita de cortesia à ex-primeira-dama Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014. “Tenho que mostrar todos os dias com humildade que eu quero muito isso (aliança com o PSB), compreender as complexidades locais e pedir a Deus que as coisas deem certo”, ponderou.

Carlos Siqueira é presidente do PSB
Carlos Siqueira é presidente do PSBFoto: Divulgação

Diante das últimas movimentações regionais e da condicionante do PT de apoio ao ex-presidente Lula para se aliar ao PSB, socialistas e petistas já admitem, em reserva, que a aliança está mais distante de acontecer. Apesar de haver um esforço para as querelas estaduais não contaminarem a aliança nacional, a conjuntura adversa nos estados tem influência direta na construção. Dirigentes dos dois partidos devem voltar à mesa na próxima semana.

Nos últimos dias, parlamentares socialistas admitiram que o anúncio da chapa de Rui Costa (PT) na Bahia, sem a senadora Lídice da Mata (PSB), um possível apoio do PT a uma adversária do ex-secretário João Azevedo (PSB) na Paraíba, as movimentações de Marília Arraes (PT) - com anuência da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para pressionar o PSB - e a situação delicada do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), entram no cálculo da aliança.

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Com isso, as opções de apoio ao ex-governador Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à Presidência, ou a liberação dos diretórios estaduais passaram a ser as mais factíveis. Os petistas, então, começam a trabalhar com a hipótese dos socialistas ficarem neutros na campanha, que seria uma forma de contemplar algumas construções regionais, como em Pernambuco e São Paulo.

No Estado, o governador Paulo Câmara ainda aguarda as definições do PT, mas já pondera não ter o partido no seu arco de aliança. Já os petistas, tanto aliancistas quanto os defensores da candidatura própria estão exaustos com a indefinição. Marília, todavia, trabalha com o senso de oportunidade e segue articulando a postulação.

Numa consulta informal do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, a presidentes estaduais da legenda, na última segunda, a inclinação do partido por um apoio a Ciro ou à liberação dos diretórios ficou evidente. Siqueira segue dialogando com correligionários e, na quarta-feira (26), conversou com os governadores. Na próxima semana, deve haver uma reunião do núcleo duro para tratar de cenários e alianças.

Paulo é um dos poucos inclinados à aliança com petistas
Paulo é um dos poucos inclinados à aliança com petistasFoto: Ed Machado

Governadores do PSB se reuniram, na quarta-feira (27), em Brasília, com o presidente da sigla, Carlos Siqueira, para avaliar o rumo que o partido deve tomar nessa eleição. O encontro se deu após a visita do presidenciável Ciro Gomes (PDT) a Pernambuco, na terça. Há um dilema no ninho socialista entre apoiar Ciro, o PT ou liberar os estados.

Peça-chave na formatação desse entendimento interno, o governador Paulo Câmara - um dos poucos mais inclinado ao PT - esteve presente na reunião e, ao que tudo indica, não apresentará resistência se o partido decidir, de maneira colegiada, apoiar o pedetista - o que é a tendência atual. Uma decisão formal deve ser tomada pelo diretório nacional nos próximos quinze dias.

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Além dos governadores e o presidente da sigla, estiveram presentes o ex-deputado Beto Albuquerque e o ex-governador do Espírito Santo Renato Casagrande. "O intuito da reunião é discutir e refletir sobre o processo político eleitoral. Não é pra definição, é pra reflexão. Carlos Siqueira vai convocar uma reunião de diretório até 15 de julho, logo até o meio do mês de julho teremos alguma decisão sobre alianças", contou Casagrande.

Na última segunda, Carlos Siqueira se reuniu com presidentes dos diretórios estaduais, dos quais colheu uma tendência de apoio à candidatura de Ciro Gomes. Também foi percebida uma propensão a que se libere os estados, mas ficando de fora a possibilidade de apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede).

Segundo o deputado federal Julio Delgado, apenas os estados do Nordeste - como Pernambuco, Paraíba e Bahia - estão inclinados a apoiar o PT. O governador Paulo Câmara, pela peculiaridade do cenário local, onde a figura do ex-presidente Lula (PT) pesa como cabo eleitoral, trabalhou por muito tempo para que a aliança ocorresse no Estado. Segundo uma fonte próxima ao governador, a ideia de Paulo é ter o PT na Frente Popular e apoiar Ciro para presidente. "Essas coisas podem não ser excludentes. Depende da condução", avalia a fonte, em reserva.

O que inviabiliza o PSB acenar para os petistas é o fato de que Lula é tecnicamente inviável (pela Lei da Ficha Limpa) e o seu substituto ainda não foi designado. "A gente não pode ficar esperando definição de partidos que estão aguardando definição de candidatura, sabendo que vai ter uma retirada lá na frente, pela inelegibilidade do Lula", pondera Julio Delgado.

Eleições
EleiçõesFoto: Marri Nogueira/Agência Senado

Há pouco mais de três meses para o primeiro turno das eleições no país, que será no dia 07 de outubro, muitas pessoas têm dúvidas sobre o aplicativo e-título, lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dezembro do ano passado. A iniciativa que será adotada em todo o país, permitirá aos eleitores acessarem uma via digital do título eleitoral por meio do seu smartphone ou tablet.

Todos os cidadãos podem utilizar o aplicativo, desde que não haja nenhuma pendência com a Justiça Eleitoral. Segundo o advogado Luis Roberto Alcoforado, da Alcoforado Advogados Associados, a principal função e vantagem do aplicativo é a dispensabilidade de portar o título de eleitor (documento físico) ao exercer o papel principal como cidadão do Estado Democrático de Direito.

"Além do mais, o software permite que os dados eleitorais do eleitor permaneçam, em tese, sempre seguros e disponíveis, em razão do aparelho celular ter alcançado o status de extensão do corpo humano", comenta o especialista.

No caso da utilização da tecnologia por quem já fez a biometria, o advogado esclarece que, para quem já fez o cadastro biométrico, basta se cadastrar no aplicativo e estar portando o smartphone no dia do pleito. "Já para quem não fez, é necessário que, no dia da eleição, esteja portando um documento oficial com foto", explica.

O e-título também permite ao cidadão acessar outras funções relevantes como: o local de votação, além do sistema operacional oferecer a opção ao usuário de como chegar até o seu domicílio eleitoral da melhor forma; dados de cadastro biométrico; certidão de quitação eleitoral e certidão criminal.

O especialista faz ressalvas sobre o uso desse tipo de iniciativa. "O aplicativo responde de forma vagarosa. Diversas vezes, não é possível acessá-lo. Portanto, acredito que na hora da votação, se as falhas não forem reparadas, enfrentaremos, possivelmente, grandes filas, devido à falta de capacidade da rede do aplicativo gerenciar diversos aparelhos móveis simultaneamente", conclui o advogado Luis Roberto Alcoforado.

Deputado Romário Dias pretende finalizar o seu relatório até o próximo domingo (12)
Deputado Romário Dias pretende finalizar o seu relatório até o próximo domingo (12)Foto: Léo Motta/Folha de Pernambuco

As usinas sucroalcooleiras de Pernambuco, Alagoas e Sergipe conseguiram, nessa terça (26), uma liminar na Justiça que lhes permite vender etanol hidratado diretamente para os postos de combustível sem que sejam penalizadas. O assunto foi repercutido na Reunião Plenária desta quarta (27), a partir do pronunciamento do deputado Romário Dias (PSD). O parlamentar comemorou a notícia, lembrando que, durante a greve nacional dos caminhoneiros, ocorrida no final de maio, apresentou a sugestão em um discurso sobre o tema.

O deputado afirmou que, a partir dessa medida, será possível pensar numa forma de reduzir o custo do produto para o consumidor. “Quando o trajeto do combustível até o ponto final é longo, o preço sobe. Mas, se for possível eliminar esse custo, o valor do álcool tende a baixar”, frisou.

O parlamentar observou que a Assembleia precisa lutar para conseguir a redução do preço do etanol, sugerindo que a Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismoda Casa fique à frente do debate. “A população precisa saber que esta é uma causa que a Alepe está encampando e contamos com o apoio de todos”, ressaltou. O presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PSC), que coordenou a Reunião Plenária, apoiou o pronunciamento.

Em aparte, Odacy Amorim (PT), afirmou que a discussão é necessária. "Quero participar desse debate. Se pudermos baixar o preço do produto, o álcool será mais valorizado”, pontuou. Henrique Queiroz (PR) destacou que esse é um pleito de várias regiões produtoras de etanol, principalmente do Estado de São Paulo. “Em Pernambuco, um caminhão pode chegar a trafegar cerca de 600 quilômetros para coletar e distribuir o álcool para os postos, quando poderia fazer a entrega diretamente num trajeto menor”, avaliou.

Zé Maurício (PP) salientou que a mudança, além de afetar a logística de distribuição, também levará a uma economia tributária. “O meio ambiente também agradece, pois com o maior uso do álcool haverá menos poluição.” Eduíno Brito (PP) levantou a preocupação sobre a fiscalização da qualidade do produto e sobre a queda na arrecadação do Estado. “A receita tributária deve cair e isso precisa ser considerado”, ponderou.

Já o presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Aluísio Lessa (PSB), alertou que, por ser em forma de liminar, a decisão pode ser derrubada. O deputado também salientou que o debate deve ser feito por cada Estado, entre o Poder Público e os distribuidores, porque envolve questões tributárias. “Assumo como prioridade do colegiado promover uma discussão sobre o tema assim que for possível”, expressou.

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