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André Ferreira
André FerreiraFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Após oficializar seu ingresso no bloco de oposição no estado, o deputado André Ferreira (PSC) garantiu que está disposto a “jogar em qualquer posição”, dentro do grupo. E, caso não tenha a indicação para uma vaga ao Senado, disputará a eleição parta deputado federal. Segundo ele, esta possibilidade sempre foi cogitada dentro do núcleo familiar.

Em entrevista ao Blog da Folha, nesta terça (26), André revelou que o plano de disputar a Câmara Federal sempre foi cogitado, independente de sua cobiça por uma vaga no Senado. “Estamos muito tranquilos e esse foi nosso primeiro plano desde o início, que seria buscar uma vaga na Câmara Federal. E estamos vindo aqui para jogar em qualquer posição que for convocado”, colocou.

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Ao se referir à sua entrada no bloco oposicionista, disse que a decisão partiu de sua própria descrença na gestão do governador Paulo Câmara (PSB). “Este governo não tem mais capacidade de governar. Estamos nesse grupo não para impor posições, mas sim por acreditar que é o melhor para Pernambuco (...) A gente está conversando. Chegamos hoje. Vamos construir isso dentro da frente. Saímos do governo por não acreditar mais naquele projeto. Política não se faz com imposição e sim com diálogo e isso falta no governo”, argumentou.

Tamanho do grupo
Seu irmão, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), adotou um tom ainda mais contundente o governo socialista. “Todas as promessas que foram feitas para construção desse palanque não foram cumpridas. É um governo com um tom arrogante. Fiz questão de entregar os espaços, ao contrário de outros que buscam ampliar os espaços através da barganha. Em nenhum momento teve definição de chapa para senador. Como alegam isso? É um governo que mente e não sabe reconhecer o tamanho que tem nosso grupo”, pontuou.

Ouça a íntegra das entrevistas no Podcast Folhape:

Unidade da Escola Técnica Estadual foi lançada oficialmente pelo governador Paulo Câmara
Unidade da Escola Técnica Estadual foi lançada oficialmente pelo governador Paulo CâmaraFoto: Hélia Scheppa/SEI

Uma nova unidade da Escola Técnica Estadual (ETE) será implantada em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O lançamento foi realizado nesta terça-feira (26) pelo governador Paulo Câmara (PSB), mas as obras de construção do equipamento já estão em andamento. Quando concluída, a estrutura terá capacidade para atender 1,2 mil estudantes no bairro de Rio Doce e vizinhança.

“A Escola Técnica está em obra, demos a Ordem de Serviço há pouco menos de 60 dias. Daqui a 12 meses, com certeza, ela estará pronta e será entregue para a população, oferecendo cursos técnicos com qualificação diferenciada, para que os nossos jovens possam fazer os cursos e ter condições de empregabilidade, oportunizando uma maior qualidade da mão de obra oferecida para a cidade e para o Estado”, destacou o governador.

Seguindo o padrão das 42 ETEs já em funcionamento no Estado, o equipamento irá contemplar auditório; bloco de acesso e biblioteca; bloco pedagógico/administrativo; 12 salas de aula; laboratórios de biologia, química, física, matemática, línguas e informática; bloco de serviços e vivência; quadra poliesportiva coberta (com vestiários e sala multiuso) e laboratórios especiais (Ensino Profissionalizante). De acordo com o Governo, ao todo, estão sendo investidos R$ 10,6 milhões na unidade, sendo R$ 3 milhões oriundos do Tesouro Estadual e R$ 7,6 milhões advindos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O secretário estadual de Educação, Fred Amâncio, afirmou que a próxima ordem de serviço a ser dada será para a construção da ETE de Jaboatão dos Guararapes.

Durante o evento, o governador inaugurou, oficialmente, a nova quadra coberta da Escola Compositor Antônio Maria, também no bairro de Rio Doce, ao lado do local onde está sendo construída a ETE. O equipamento público recebeu investimento da ordem de R$ 458 mil, com recursos do Tesouro Estadual e do FNDE. A quadra coberta tem dimensão de 772,4 metros quadrados e beneficiará 850 estudantes matriculados na unidade de ensino.

Para o prefeito de Olinda, Professor Lupércio, as ações contribuirão significativamente para o desenvolvimento educacional do município. Estiveram presentes também a deputada federal Luciana Santos (PCdoB); os deputados estaduais Nilton Mota (PSB) e Ricardo Costa (PP); os secretários estaduais Pedro Eurico (Justiça e Direitos Humanos) e Gustavo Negromonte (Chefe de Gabinete); o presidente da Câmara Municipal de Olinda, vereador Jorge Federal (PR); e o vice-prefeito, Márcio Botelho (SD).

Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do Recife
Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do RecifeFoto: Folha de Pernambuco

Por Luciano Siqueira*

Diariamente a mídia registra manifestações do todo poderoso mercado em relação ao que chamam de "instabilidade" nas próximas eleições presidenciais.

No caso, um eufemismo para designar a ausência, até o momento, de uma candidatura a um só tempo da confiança do rentismo e eleitoralmente viável.

Alckmin patina em demasia. Meirelles mal chega a 1% nas pesquisas. Marina poderia ser uma alternativa, mas ainda é uma hipótese sob exame.

A questão não está exatamente em nomes, mas no programa.

Isso mesmo: no programa a apresentar à sociedade brasileira como alternativa à atual agenda adotada por Temer e seu grupo.

Um elemento que, em geral, não merece a devida atenção de parcelas consideráveis dos atores políticos e mesmo da mídia hegemônica.

E aqui, como mundo afora, precisamente aí está a fraqueza dos que dominam a economia, pautam os meios de comunicação e controlam a engrenagem política. Não admitem, sob condição nenhuma, reduzir a ultra concentração da produção, da riqueza e da renda e a exclusão gradativa das maiorias.

No Brasil, por quatro vezes consecutivas, com nomes patrocinados pelo PSDB, essa alternativa foi derrotada, duas vezes por Lula e duas vezes por Dilma.

Ficou muito marcado para a maioria dos brasileiros o estado em que Fernando Henrique Cardoso deixou o país, após oito anos de governo.

E há uma consciência aguda de que a retomada da linha de FHC, ora imperante com Temer, só foi possível através do golpe. Pelas urnas, não seria.

Tanto que, a certa altura, quando se cogitava de um desembarque antecipado dos tucanos do governo, por motivações eleitorais, o então presidente nacional do PSDB, o indigitado senador Aécio Neves, advertiu com comovente clareza: "Como abandonar um governo cujo programa fomos nós que formulamos?"

Em síntese: as forças comprometidas essencialmente com o mercado e com a agenda ultra liberal ainda não lograram êxito na tentativa de um arranjo que, através de um nome ainda não "queimado" (pensaram até no apresentador de TV Luciano Huck) e de artifícios midiáticos, camuflar o que não podem mostrar com clareza.

Esse imbróglio do centro-direita abre um espaço imenso a ser ocupado pelas forças de oposição, desde que confluam para um projeto eleitoral comum já no primeiro turno. Porém até agora essa obviedade ainda não é devidamente compreendida. Infelizmente.

*Luciano Siqueira (PCdoB) é vice-prefeito do Recife e escreve ao Blog da Folha às terças-feiras.

Armando Monteiro Neto (PTB) e Anderson Ferreira (PR) se abraçam em evento da Frente das Oposições
Armando Monteiro Neto (PTB) e Anderson Ferreira (PR) se abraçam em evento da Frente das OposiçõesFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Último a discursar no evento que marcou o ingresso do Grupo Ferreira na Frente das Oposições, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), pré-candidato ao Governo do Estado, afirmou que o entendimento com a família não passou por exigência de cargo e ou de posição. O petebista também afirmou que os Ferreira têm compreensão de que há outras forças políticas fortes que serão levadas em conta na hora de fechar a composição da chapa majoritária. André Ferreira, que é deputado estadual e presidente do PSC, pleiteia uma vaga ao Senado Federal.

“Gostaria de fazer um registro. Em todos os momentos que conversamos com o Grupo Ferreira, em nenhum momento em nosso entendimento passou por exigência de cargo e de posição. E agora me perguntam e vocês vão fechar a chapa quando, quais os nomes, quem é? Eu tenho dito o seguinte: agora, vocês estão dentro dessa Frente e vão construir conosco essa solução. Claro que esse grupo tem credenciais para estar na chapa, credenciais políticas não faltam, mas todos têm a compreensão de que neste momento nosso compromisso maior é buscar aquela composição que enseje a maior representatividade e a maior força”, afirmou Armando Monteiro saudando os novos integrantes da Frente.

O senador petebista também declarou que foi convocado circunstancialmente para estar liderando o projeto, mas que há, nesse grupo, “figuras que talvez reunissem até mais credenciais” do que ele. “Mas nesse momento a escolha recaiu no meu nome e eu disse que desde o início não vou impor o meu nome, apoiarei qualquer companheiro dessa Frente, mas se me convocarem eu topo porque nesse momento ninguém pode faltar a Pernambuco”, disse.

Resgate
Ainda durante o seu discurso, o pré-candidato ao Governo do Estado fez críticas ao atual governo, comandado pelo PSB. O petebista afirmou que o grupo oposicionista pretende fazer o “resgate de um Pernambuco que vem perdendo o rumo”. Segundo Armando Monteiro Neto, o Estado tem governador, mas não tem governo.

“Pretendemos fazer o resgate de um Pernambuco que infelizmente vem perdendo o rumo. Um Pernambuco que perdeu voz nos últimos anos. Um Pernambuco aonde se percebe um governo que não governa. Um governo que não é capaz de prover segurança, que não dá respostas a problemas que afligem a população, como por exemplo a área de saúde. Que é uma área hoje crítica, que se percebem tantas mazelas. Porque um governo que não é capaz de oferecer segurança e quando recebe um cidadão num hospital público ou num posto de saúde não pode oferecer o mínimo atendimento, isso significa, meus amigos, que não há governo. Pernambuco tem governador mas não tem governo”, disparou.

Com informações de Daniel Leite, editor do Blog.

André Ferreira (PSC) discursa em evento que oficializa seu ingresso na Frente das Oposições
André Ferreira (PSC) discursa em evento que oficializa seu ingresso na Frente das OposiçõesFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Pré-candidato ao Senado, o deputado estadual e presidente estadual do PSC, André Ferreira, também discursou no evento da Frente das Oposições na manhã desta terça-feira (26), em Jaboatão dos Guararapes - município comandado pelo seu irmão, Anderson Ferreira (PR). O parlamentar, em sua fala, respondeu à nota do Governo do Estado, que havia afirmado que o afastamento do grupo se dá no fato que não haverá espaço na futura chapa majoritária da Frente Popular.

"Não venho aqui para impor posição para jogar. Venho aqui para contribuir. Tenho disposição para jogar em qualquer posição. Não estou impondo nada", afirmou André Ferreira que, no evento, foi recebido sob gritos de "o senador chegou".

O Grupo Ferreira integrou a base do Governo Paulo Câmara (PSB) por 42 meses. O anúncio de rompimento foi feito no último dia 21, por meio de nota.

Durante sua fala, André Ferreira também reforçou união com o senador Armando Monteiro Neto (PTB), pré-candidato ao Governo do Estado na chapa das oposições. "Eu quero dizer Armando que nós vamos estar juntos nessa luta. O nosso grupo político, o Partido Social Cristão, aqui está firme com você. Firme com Mendonça, firme nesse ideal de poder mudar Pernambuco", declarou.

Com informações de Daniel Leite e Renata Bezerra de Melo.

Prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira discursa em evento das oposições
Prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira discursa em evento das oposiçõesFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Anfitrião do evento que reúne a Frente das Oposições, na manhã desta terça-feira (26), o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), fez um discurso duro contra o Governo Paulo Câmara (PSB), do qual integrou a base até a semana passada. Em críticas ao seus opositores, o gestor afirmou que "não tem medo de máquina".

"Eu não tenho medo de máquina não. A máquina que nos mantém é a força do povo e a força da mudança", disparou Anderson Ferreira.

O prefeito de Jaboatão também fez uma defesa de seu grupo político. “Nosso grupo político não é apenas um grupo familiar, porque temos representantes em todos os cantos do Estado. O nosso grupo foi subestimado”, desabafou.

“Mas o recado que mando para eles, que vivem tentando diminuir nosso espaço e envergadura, é: ‘Nos chamam de menino. ‘Esse menino se tornou homem, se juntou com time do bem e vai fazer o que vocês não fizerem há quatro anos”, emendou o prefeito Anderson Ferreira.

Evento da Frente das Oposições em Jaboatão dos Guararapes
Evento da Frente das Oposições em Jaboatão dos GuararapesFoto: Ulysses Gadêlha/Folha de Pernambuco

O deputado estadual e presidente do PSC, André Ferreira, e o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR),  ao lado do patriarca da família, o ex-deputado Manuel Ferreira, promoveram evento, na manhã desta terça-feira (26), para oficializar seu ingresso na Frente das Oposições, no The Garden Mall, em Piedade.

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O encontro aconteceu cinco dias após o grupo anunciar o rompimento com o chefe do Executivo estadual. Na ocasião, os Ferreira afirmaram que, ao Governo Paulo Câmara (PSB), "falta diálogo, capacidade administrativa e, principalmente, liderança".

Entre os presentes no ato político, o deputado federal Mendonça Filho (DEM), pré-candidato ao Senado; os deputados federais Bruno Araújo (PSDB), Daniel Coelho (PPS), o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), a deputada estadual Priscila Krause (DEM), a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), e o ex-governador João Lyra Neto (PSDB).

Apesar da visita, aliança entre PSB e PDT não deve ser fechada
Apesar da visita, aliança entre PSB e PDT não deve ser fechadaFoto: Miguel SCHINCARIOL/AFP

Em meio às costuras para a aliança nacional entre PSB e PDT, o governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, e o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à Presidência da República, se reúnem, nesta terça-feira (26), no Palácio do Campo das Princesas, no Recife. Não é a primeira conversa entre eles neste sentido, porém o apoio não deve ser fechado ainda.

O pedetista já declarou diversas vezes que o PSB é sua aliança prioritária. Com o título de “noiva” dos partidos de centro-esquerda, os socialistas seguem flertando com PDT e com PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso. O partido, todavia, deve decidir sobre os rumos apenas no início de julho: atualmente, dividido entre as duas siglas aliadas e a liberação dos diretórios estaduais.

As duas legendas ofereceram as vagas de vice nas chapas presidenciais ao PSB. O nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), é o cotado para as duas possibilidades. Lacerda, que é ligado a Ciro e possui boa relação com o PT, lançou pré-candidatura ao Governo de Minas Gerais, porém, nos bastidores, comenta-se que seria apenas um instrumento de barganha política.

À espreita de um apoio petista a sua candidatura à reeleição, Paulo Câmara fez gestos para o ex-presidente Lula, sem deixar de acenar para Ciro Gomes, em evento partidário, na última semana, em Gravatá, no Agreste. Em Pernambuco, PSB e PDT já são aliados. Os pedetistas, inclusive, pleiteiam uma das vagas ao Senado na chapa da Frente Popular para o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT). A vaga, no entanto, estaria reservada ao senador Humberto Costa (PT), caso PT e PSB formalizem a aliança.

Ciro, por sua vez, enquanto aguarda o PSB, conversa com o DEM. Na última semana, o pedetista jantou com caciques democratas, como o presidente nacional da sigla, prefeito de Salvador, ACM Neto, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). Alguns socialistas, em reserva, demonstram incômodo nessa construção.

Danilo:decisão baiana não contamina outros estados. “Mas é um fato que não se desconsidera”
Danilo:decisão baiana não contamina outros estados. “Mas é um fato que não se desconsidera”Foto: Jedson Nobre/Arquivo Folha

O anúncio da chapa majoritária do governador da Bahia, Rui Costa (PT), nesta segunda-feira (25), sem a candidata ao Senado Federal do PSB, senadora Lídice da Mata, e a utilização da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), como instrumento de pressão em Pernambuco, podem atrapalhar a construção da aliança entre PT e PSB. Os socialistas devem se reunir na próxima semana para debater cenários e alianças e, decerto, estes fatores estarão em pauta.

Apesar de o PSB baiano continuar aliado ao PT, o movimento de Rui Costa foi computado pelos aliados. “Lógico que a gente observa: não dar a vaga para Lídice, tirar o jogo nosso em outro estado, ficar fazendo pressão em Pernambuco, isso não favorece a aliança com o PT nacional. É lógico que atrapalha”, avaliou o deputado federal Julio Delgado (PSB). “Não contamina (os outros estados), mas é um fato que não se desconsidera”, ponderou o deputado federal Danilo Cabral.

Na reunião da Executiva nacional, no início deste mês, o PSB baiano havia questionado sobre essa possibilidade, mas o partido preferiu aguardar os desdobramentos para tomar alguma posição. A socialista foi preterida pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo Coronel (PSD). A outra vaga ficou com o ex-governador Jaques Wagner (PT), especulado como o “Plano B” do PT, em relação à postulação do ex-presidente Lula (PT) ao Palácio do Planalto.

Nos bastidores, comenta-se a possibilidade de Lídice lançar candidatura avulsa à Casa Alta. A reportagem tentou falar com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, sem sucesso.

Já o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, reforçou que as conversas estão acontecendo nacionalmente e que alguns estados possuem situações inversamente semelhantes, como Paraíba e Bahia e Pernambuco e Minas Gerais. “Pode ter incidência (de um estado no outro), mas não é algo definidor”, analisou Ribeiro.

Se na Bahia Lídice ficou fora da chapa petista por opção de Rui Costa, na Paraíba a possível falta de espaço na chapa do ex-secretário João Azevedo (PSB) gerou uma rebelião e os petistas ameaçam apoiar a candidatura de Lígia Feliciano (PDT), contra o PSB.

Em Minas Gerais, a reeleição do governador Fernando Pimentel (PT) tem encontrado dificuldades e uma aliança com o PSB, do ex-prefeito Márcio Lacerda, tem ficado cada vez mais distante. Já em Pernambuco, Marília Arraes fez movimentos bruscos em e não foi contida pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que apenas reiterou a resolução petista.

Estes movimentos, aliado a condicionante petista de apoio a Lula, têm dificultado as negociações de aliança entre as legendas. Nas últimas semanas, as alas que defendem a liberação dos diretórios estaduais ou apoio a candidatura de Ciro Gomes (PDT) ganharam mais força nas hostes socialistas.

Deputada estadual Priscila Krause (DEM) no Plenário da Alepe
Deputada estadual Priscila Krause (DEM) no Plenário da AlepeFoto: Mariana Carvalho/Divulgação

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) repercutiu nas redes sociais, nesta segunda-feira (25), a resposta do Governo do Estado ao ofício protocolado por ela em 24 de maio deste ano, sugerindo que o governador Paulo Câmara (PSB) enviasse à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) projeto de lei antecipando de janeiro de 2020 para junho de 2018 a redução das alíquotas do ICMS sobre gasolina (de 29% para 27%) e diesel (de 18% par 17%). De acordo com a Secretaria da Fazenda (Sefaz), o impacto da possível renúncia de receita seria, de junho a dezembro, de R$ 92,4 milhões ou de R$ 158,5 milhões em doze meses, o que, segundo o documento oficial, não poderia ocorrer devido à legislação fiscal brasileira. Apesar da resposta, a parlamentar reafirma sua proposta.

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De acordo com a deputada, o governo estadual justifica a negativa a partir da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), especificamente o Inciso II do Art. 14, que prevê a necessidade de medidas de compensação para casos de redução de alíquota, mas não explica que tal renúncia também ocorre caso o Governo aponte que “o benefício tributário não impactará a estimativa de receita da lei orçamentária”. A hipótese de compensação, com a majoração de alíquotas de outros produtos, por exemplo, é necessária caso não se comprove a possibilidade de não ocorrer impacto na estimativa de arrecadação anual. “O próprio estado do Rio de Janeiro reduziu a alíquota do ICMS do diesel de 16% para 12% e justificou tal redução a partir de estimativa de crescimento de outras receitas, como da energia elétrica, cuja tarifa sofreu reajuste e terminou por aumentar a perspectiva de arrecadação estadual”, afirmou.

Priscila Krause argumenta que em Pernambuco o próprio crescimento da arrecadação de ICMS no primeiro quadrimestre ultrapassou em R$ 136 milhões a arrecadação estimada – no período, segundo dados apresentados pela deputada, foi arrecadado R$ 5,016 bilhões de ICMS enquanto se esperava R$ 4,88 bilhões de acordo com a lei orçamentária.

Ela também citou a perspectiva de crescimento da receita do ICMS incidente sobre a distribuição de energia elétrica, cuja tarifa em Pernambuco teve reajuste de cerca de 9% a partir de maio, e o impacto direto no consumo de combustível e diesel caso as alíquotas caiam como justificativas para a redução conforme preconiza a legislação.

Os dados da Diretoria Geral de Planejamento e Controle da Ação Fiscal (DPC) da Sefaz, constantes na resposta, apontam para média de venda mensal, no primeiro quadrimestre, de 113,4 milhões de litros de gasolina e de 105,2 milhões de litros de diesel em Pernambuco. A arrecadação do ICMS média para o mesmo período portanto foi de R$ 139,5 milhões com a gasolina e R$ 64,1 milhões com o diesel.

A proposta de Priscila Krause, protocolada no Palácio do Campo das Princesas em 24 de maio, dois dias depois de iniciada a greve dos caminhoneiros, atua no sentido de envolver o governo estadual na solução do problema dos preços dos combustíveis. De acordo com apuração do gabinete da deputada estadual, atualmente se paga de ICMS R$ 1,23 por litro de gasolina e R$ 0,61 por litro de diesel. A partir do mesmo preço médio, a redução do ICMS diminuiria o custo do litro da gasolina em nove centavos e do diesel em quatro, em média.

“O governador foi ágil quando a crise apertou e precisou aumentar a receita em vez de cortar de verdade os gastos, mandou projeto para a Assembleia e foi aprovado, mesmo com voto contrário de alguns, inclusive o meu. Só que fez uma majoração temporária, com data para terminar. É claro que com os dados de arrecadação, que demonstram o arrefecimento da crise, deveria demonstrar a mesma rapidez para antecipar o fim desse incremento temporário. Essa é uma proposta factível e que impactaria diretamente no bolso dos pernambucanos, que estão com a corda no pescoço”, concluiu.

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