Foram encontrados 231 resultados para "Junho 2018":

Presidente estadual do PSB, Sileno Guedes destaca que o objetivo do evento é promover maior esclarecimento aos filiados sobre o pleito
Presidente estadual do PSB, Sileno Guedes destaca que o objetivo do evento é promover maior esclarecimento aos filiados sobre o pleitoFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O diretório estadual do PSB de Pernambuco reagiu às declarações do clã Ferreira, que anunciou, na manhã desta quinta-feira (21), rompimento com o Governo Paulo Câmara (PSB). Por meio de nota assinada pelo presidente Sileno Guedes, o partido afirma que o grupo "enxerga apenas sua participação ocupando uma das vagas que disputará o Senado da República".

Leia também:
Grupo Ferreira anuncia rompimento com Paulo Câmara


O Grupo Ferreira havia criticado a "falta diálogo, capacidade administrativa e, principalmente, liderança" do Governo. Na nota, o PSB afirma que "nos últimos anos não faltou ao governador Paulo Câmara capacidade de dialogar com todas as forças políticas de Pernambuco".

Ainda segundo os socialistas, o afastamento do grupo, "depois de 42 meses de presença no Governo do Estado e na Prefeitura do Recife, se dá unicamente no fato de termos demonstrado que não haverá espaço na futura chapa majoritária da Frente Popular".

Confira, abaixo, a íntegra da nota:

NOTA DO PSB-PE

Nos últimos anos não faltou ao governador Paulo Câmara capacidade de dialogar com todas as forças políticas de Pernambuco. Nosso Estado se firma na Federação como um dos poucos que consegue atravessar a grave crise econômica causada pelos problemas vindos de Brasília, sem descuidar de importantes investimentos na segurança pública, na saúde e sobretudo na educação.

No processo eleitoral que se avizinha, o grupo familiar dos Ferreira enxerga apenas sua participação ocupando uma das vagas que disputará o Senado da República.

Diante disso, entendemos que o atual afastamento, depois de quarenta e dois meses de presença no Governo do Estado e na Prefeitura do Recife, se dá unicamente no fato de termos demonstrado que não haverá espaço na futura chapa majoritária da Frente Popular para o referido grupo familiar, uma vez que não faz parte da história do nosso conjunto aceitar esse tipo de imposição.

Sileno Guedes
Presidente Estadual do PSB-PE

Geraldo Alckmin
Geraldo AlckminFoto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

O ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) desembarca, nesta sexta-feira (22), em Pernambuco, para prestigiar o São João de Caruaru, a convite da prefeita da cidade, Raquel Lyra (PSDB) - recém-designada para construir a pauta de segurança pública no projeto presidencial do candidato tucano. Explorando a região Nordeste, onde o PSDB tem menor aceitação, a vinda de Alckmin mira a repercussão regional dos festejos juninos no Estado e traz em seu radar a necessidade de atrair para o seu palanque partidos como o DEM, do deputado e pré-candidato ao Senado Mendonça Filho.

Leia também:
Diante de aproximação com Ciro, Alckmin conversa com DEM
Alckmin reafirma apoio à candidatura de Doria em São Paulo


Segundo o deputado paulista Ricardo Trípoli (PSDB), a agenda foi fechada, nesta quarta (20), em Brasília, na sede do PSDB, mas os detalhes ainda são desconhecidos. O presidenciável desembarca direto em Caruaru às 17h e segue para o Sítio Macambira, às margens da BR-104, onde será recebido pelo ex-governador de Pernambuco, João Lyra, e pela prefeita Raquel Lyra, junto a correligionários e lideranças locais. O deputado federal e presidente do PSDB-PE, Bruno Araújo, e o deputado federal Betinho Gomes estão entre os integrantes da comitiva de Alckmin.

À noite, o tucano seguirá para a Estação Ferroviária, espaço cultural da cidade e um dos principais polos de animação durante as festas juninas, seguindo para o Pátio do Forró, onde encerra sua visita a Pernambuco. Embora não esteja no roteiro divulgado oficialmente, é esperada uma passagem do ex-governador pelo Recife, onde deve se reunir com empresários. O destino seguinte será Campina Grande, na Paraíba, onde, segundo Trípoli, a condução fica a cargo do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB).

   DEM

Os detalhes da vinda a Pernambuco ficaram nebulosos, num primeiro momento, porque Alckmin passou a quarta-feira em Brasília, em consecutivas reuniões, onde sua equipe de campanha esteve toda mobilizada. O ex-governador está, hoje, na casa dos 6% das intenções de voto, de acordo com a última pesquisa do Datafolha, por isso está se esforçando para reforçar seu palanque.

O apoio do DEM, segundo os tucanos, é a prioridade, entretanto o presidente da Câmara e pré-candidato ao Planalto, Rodrigo Maia, está propenso a marchar com o ex-governador Ciro Gomes (PDT), o que deixa o partido numa situação de racha. A candidatura de Maia era dada como certa, mas a inviabilidade do democrata forçou uma ação estratégica onde o tom é apoiar um candidato com chances reais de vitória.

Correndo pelo outro lado, o deputado federal Mendonça Filho promoveu, na quarta, um café da manhã na sua residência em Brasília, onde Alckmin falou sobre sua estratégia de campanha para o prefeito de Salvador e presidente do DEM, ACM Neto. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o presidenciável fez um discurso garantindo que teria o apoio de PSD, PTB, PPS e PV.

Mendonça, que já foi cotado para ser vice de Alckmin, encontrará o ex-governador no Sítio Macambira, em Caruaru, o que é visto pelos tucanos como um gesto de cordialidade. "(No encontro) fizemos uma análise do cenário nacional. Eu defendo a candidatura de Alckmin se Rodrigo (Maia) não for candidato. O DEM, hoje, não tem nenhuma definição no processo sucessório, mas eu pessoalmente defendo Alckmin. A minha opção não é por conta de pontuar bem nas pesquisas ou não, é uma decisão política", frisou Mendonça.

Deputado federal Augusto Coutinho (SD)
Deputado federal Augusto Coutinho (SD)Foto: Agência Câmara

Após se sentir desprestigiada com a dança das cadeiras no Governo de Pernambuco, a cúpula do Solidariedade vai se reunir, nesta quinta-feira (21), no Recife, para debater qual rumo vai tomar nas eleições de outubro. O presidente estadual do partido, deputado federal Augusto Coutinho, o deputado federal Kaio Maniçoba, o deputado estadual Alberto Feitosa, o vereador Rodrigo Coutinho e o ex-deputado federal Carlos Eduardo Cadoca devem discutir qual posição tomar após a promessa de manutenção da Secretaria estadual de Habitação não ser cumprida. O PP, por sua vez, trabalha para preencher todos os espaços que lhe cabe.

Leia também:
Habitação deve ir para o Solidariedade
Dança das cadeiras gera insatisfações na Frente Popular
Paulo Câmara promove reforma no 1º escalão


Alguns socialistas dizem que não havia o indicativo de que o partido ficaria com a pasta. Entretanto, o desconforto dos integrantes do SD sinaliza para uma possível ruptura com o Palácio do Campo das Princesas, embora não seja consenso no partido. Lembram que não é a primeira fez que a legenda é preterida: o mesmo ocorreu com o comando da Pernambuco Participações e Investimentos (Perpart), que seria cota do partido, mas ficou à época com André Campos (PSB), que agora é o secretário da Casa Civil. O Solidariedade ocupa a Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe) e o Procon.

Enquanto algumas legendas reclamam do pouco espaço no governo, outras possuem espaços demais, destacou um socialista. O PP, que conseguiu a Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico e os portos de Recife e Suape, está avaliando os nomes para ocupar os cargos vacantes de sua cota. O administrador de Fernando de Noronha, Plínio Pimentel, deixará o cargo e o secretário-executivo de Recursos Hídricos, Guilherme Rocha, assumirá em seu lugar. Os nomes que assumirão Recursos Hídricos e Porto do Recife estão sendo analisados.

O governo estadual não vai se manifestar sobre o desconforto do Solidariedade. Ao anunciar a nova configuração do Secretariado, o Palácio das Princesas avisou que as alterações seguem até amanhã. A nomeação dos secretários Antônio Mário Pinto (Desenvolvimento Econômico), Antônio Junior (Transportes), Bruno Baptista (Planejamento e Gestão), Bruno Lisboa (Habitação), Márcio Stefanni (Turismo) e diretor-presidente do Porto de Suape, Carlos Vilar, foram publicadas, nesta quinta, no Diário Oficial do Estado. No primeiro escalão sobrou apenas a pasta de Administração, sob o comando interino de Marília Lins.

Anderson Ferreira-Paulo-Câmera
Anderson Ferreira-Paulo-CâmeraFoto: Divulgação

O grupo Ferreira anunciou, nesta quinta-feira (21), rompimento com o chefe do Executivo estadual. Em nota, assinada pelo deputado estadual e presidente regional do PSC, André Ferreira, e pelo prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), os Ferreira afirmam que, ao Governo Paulo Câmara (PSB), "falta diálogo, capacidade administrativa e, principalmente, liderança".

"Hoje a sociedade cobra coragem nas posições política. Nós temos essa coragem e fazemos política por convicção. Não concordamos com a prática do poder pelo poder e nem aceitamos um governo que seja refém da barganha", diz o texto.

André Ferreira é deputado estadual e pré-candidato ao Senado. No entanto, com a atual configuração da Frente Popular, não teria espaço numa chapa encabeçada pelo governador Paulo Câmara. Além de Anderson e André, que assinam a nota, o clã ainda conta com o vereador do Recife Fred Ferreira e com o patriarca da família, o ex-deputado Manoel Ferreira.

Após o anúncio, o deputado federal Bruno Araújo (PSDB) saudou os Ferreira nas redes sociais: "Ao PSC de PE e ao Grupo Ferreira, bem-vindos ao Novo Projeto de Desenvolvimento para Pernambuco!". O aceno pode significar o ingresso do grupo na Frente das Oposições, que tem como pré-candidato ao Governo do Estado o senador Armando Monteiro Neto (PTB).

Confira a íntegra da nota:

Há alguns meses o nosso grupo vem dialogando com vários segmentos da sociedade sobre a necessidade do Estado de Pernambuco iniciar um novo ciclo de mudança. A este Governo falta diálogo, capacidade administrativa e, principalmente, liderança.

Hoje a sociedade cobra coragem nas posições políticas. Nós temos essa coragem e fazemos política por convicção. Não concordamos com a prática do poder pelo poder e nem aceitamos um governo que seja refém da barganha.

Que se submete a trocar cargos por apoio eleitoral e ainda interfere na vida orgânica de alguns partidos.

O nosso grupo faz parte de uma geração de políticos que tem compromisso com a verdadeira mudança. Sabemos o exato tamanho que temos e como podemos contribuir para um novo Pernambuco.

Queremos um Estado em que as pessoas se sintam protegidas e amparadas. Por vezes, fomos a público alertar sobre os problemas que vêm se acumulando e que este Governo não demonstra mais qualquer capacidade para resolvê-los.

Nos últimos três anos e meio procuramos colaborar da melhor forma possível com o Governo do Estado, mas, diante do que foi exposto, o nosso grupo político optou por tomar um novo caminho nas eleições deste ano em Pernambuco.

Anderson Ferreira                                                           André Ferreira
Prefeito de Jaboatão dos Guararapes   Deputado estadual e presidente regional do PSC

Sede da Polícia Federal no Recife
Sede da Polícia Federal no RecifeFoto: Divulgação

A 52ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Greenwich, cumpre sete mandados de busca e apreensão no Recife e dois mandados de prisão na cidade de Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Os mandados de prisão não foram cumpridos, pois um dos alvos não estava no local e o outro foi preso no Rio de Janeiro, segundo a Polícia Federal. As investigações apontam crimes praticados contra subsidiárias de Petrobras, entre as quais a Petroquímica.

Além das ordens em Pernambuco, a PF cumpre dois mandados no Rio de Janeiro. As provas apontam o favorecimento do grupo Odebrecht em obtenção de contratos em troca de repasses de recursos a funcionários da empresa, de acordo com a Polícia Federal. Os valores eram remetidos a contas bancárias no exterior, fato que nomeou a operação de "Greenwich", um bairro da cidade de Londres, na Inglaterra.

De acordo com a corporação, as investigações apontam para a prática de diversos crimes como a fraude em processos de contratação das empresas das subsidiárias da Petrobras em favor do Grupo Odebrecht, corrupção, crimes financeiros e lavagem de ativos. Os presos serão escoltados para a sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, onde permanecerão à disposição do Juízo da 13ª Vara Federal.

Outras informações em instantes

Marília Arraes e Sílvio Costa em clique durante a coletiva
Marília Arraes e Sílvio Costa em clique durante a coletivaFoto: Arthur Marrocos/Divulgação

Após o desconforto gerado pela vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), pré-candidata ao Governo de Pernambuco, na terça-feira, ao anunciar o deputado federal Silvio Costa (Avante) como pré-candidato ao Senado da sua chapa, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann vai se manifestar nesta quinta-feira. A dirigente deve reiterar o esforço do partido pela aliança com o PSB, do governador Paulo Câmara, como consta na resolução da Executiva nacional. Contudo, a vereadora segue fazendo suas movimentações. Em meio a um giro pelo Interior, Marília declarou que não haverá alianças entre petistas e socialistas.

Leia também:
Dilson Peixoto: 'Silvio Costa serve ao seu senhor, que é Armando'
Marília anuncia aliança com Silvio Costa para formação de chapa
Marília: 'Humberto não precisa do PSB para se eleger'
Humberto: Aliança entre Marília e Silvio Costa 'não muda nada'
Para Oscar, Silvio Costa é um 'cavalo de troia' e o PT 'não é a casa da mãe joana'
Dilson Peixoto: 'Silvio Costa serve ao seu senhor, que é Armando'


Colocando-se como a candidata do partido, Marília disse que sua missão era vencer a eleição em Pernambuco para defender o projeto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado e assegurou que não haverá aliança com o PSB. “Não faz (aliança), esse é o discurso do PSB que está desesperado com seu projeto de poder ameaçado. Eles não têm projeto de transformação social, eles fazem projeto piloto, projetos que não beneficiam a população como um todo. Beneficiam uma parte pequena das pessoas, mas que gera uma propaganda bonita e tentam enganar as pessoas desse jeito”, declarou ela à Rádio Cultura Novo Tempo, em Santa Cruz, no Sertão.

Além de lançar um integrante da chapa, a petista fechou com o sociólogo José Luiz Ratton, um dos mentores do Pacto Pela Vida, como coordenador do programa de governo dela na área de Segurança Pública. Ela já havia anunciado o advogado Cláudio Ferreira, como coordenador-geral do programa de governo. Enquanto o partido não se define, Marília articula, porém estes movimentos têm sido considerados bruscos por correligionários estaduais e por integrantes do diretório nacional, visto que a vereadora havia firmado um pacto com Gleisi de que manteria relação diplomática até a legenda decidir o futuro.

Do outro lado, Câmara tem sinalizado para o PT com elogios ao ex-presidente Lula, como havia sido combinado com Gleisi. Uma nova rodada de reuniões entre petistas e socialistas deve acontecer na próxima semana: Câmara e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, têm um encontro pré-agendado na quarta-feira, em São Paulo ou Brasília. Apesar de os partidos empurrarem para o final de julho as definições, ambos compreendem que precisam resolver isso o quanto antes e trabalham internamente com o prazo de no máximo na segunda quinzena de julho estarem com a aliança fechada.

Marília, por sua vez, trabalha com o senso de oportunidade. Ciente das negociações, ela articula para aproveitar a brecha, caso a aliança seja inviabilidade por qualquer problema externo. Contudo, alguns petistas consideram que ele teve um erro tático ao se apressar e anunciar aliança com Silvio Costa, que possui resistências internas no PT. Um petista destacou que, em caso de alianças, o parlamentar do Avante não seria a prioridade do partido.

No bojo da guerra de narrativas internas, a vereadora compartilhou uma notícia nas redes sociais do Frei Sérgio Görgen, da Ordem dos Frades Menores, que teria visitado o ex-presidente Lula na última segunda-feira e o petista teria declarado sua preferência pela candidatura dela. “Um recado de Lula, que aquece a alma e o coração”, escreveu a petista. O presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, que emitiu nota anteontem reforçando que o interesse da Nacional é pela aliança, disse que não comentaria mais o assunto ou qualquer outro relacionado.

Teresa Leitão
Teresa LeitãoFoto: Gustavo Gloria

Após ser acusada pelo dirigente petista Dilson Peixoto de participar de “um ato deliberado para justificar o abraço dos afogados”, ao estar presente no evento que anunciou a parceria entre Marília Arraes (PT) e Silvio Costa (Avante), a buscam a aliança com o PSB. Ressaltou que Dilson já chegou a pedir a expulsão do vice-presidente estadual do partido, Oscar Barreto, que também tem feito fortes críticas à movimentação de Marília. Além disso, lembrou que Silvio Costa nem sempre defendeu a candidatura própria petista e foi levado, inclusive, para uma plenária interna da sigla, por este mesmo grupo, para defender o adiamento da decisão.

Essas duas pessoas do PT já tiveram em lados bem opostos. Dilson Peixoto chegou a pedir a expulsão de Oscar Barreto depois da eleição, acho que de 2012, por ele ter apoiado Geraldo Julio e não Humberto Costa. Eu e Bruno Ribeiro, em comum acordo, não botamos o processo adiante. Essas duas pessoas são muito pródigas na figura de linguagem”, alfinetou Teresa Leitão.

Leia também:
Dilson Peixoto: 'Silvio Costa serve ao seu senhor, que é Armando'
Marília anuncia aliança com Silvio Costa para formação de chapa
Marília: 'Humberto não precisa do PSB para se eleger'
Humberto: Aliança entre Marília e Silvio Costa 'não muda nada'
Para Oscar, Silvio Costa é um 'cavalo de troia' e o PT 'não é a casa da mãe joana'
Dilson Peixoto: 'Silvio Costa serve ao seu senhor, que é Armando'


Polêmica
Ao se referir à figura de Silvio Costa, colocou que ele é, de fato, um personagem polêmico e, neste momento, resgatou um episódio em que ele foi a uma plenária do partido, no ano passado, pedir “calma”. “Silvio é tão polêmico que já foi levado para uma reunião plenária interna do PT por esse mesmo grupo. Na época, não apoiava a pré-candidatura de Marília. Foi dada a palavra a ele, para pedir ao PT que tivesse mais clama. Que não decidisse logo (...) Ele achava que Marília não era um bom nome. Veja como as coisas mudam de acordo com a conveniência do seu olhar. Não vou dizer que ele não é polêmico”, disse.

Deputado Sílvio Costa (Avante)
Deputado Sílvio Costa (Avante)Foto: Câmara dos Deputados

Um dia após anunciar aliança com a vereadora do Recife Marília Arraes (PT) para a formação de chapa nas eleições de 2018, o deputado federal Silvio Costa (Avante), pré-candidato ao Senado, subiu à tribuna da Câmara Federal para discursar sobre o assunto. Na sua fala, o parlamentar afirmou que vai esperar o tempo político do PT, mas fez um apelo “aos companheiros do PT” para que se faça uma reflexão acerca da candidatura de Marília.

“Tive o privilégio de ser convidado para disputar o Senado Federal por Pernambuco pela neta de Miguel Arraes de Alencar Marília Arraes”, disse Silvio Costa.

Leia também:
Marília anuncia aliança com Silvio Costa para formação de chapa
Marília: 'Humberto não precisa do PSB para se eleger'
Humberto: Aliança entre Marília e Silvio Costa 'não muda nada'
Para Oscar, Silvio Costa é um 'cavalo de troia' e o PT 'não é a casa da mãe joana'
Dilson Peixoto: 'Silvio Costa serve ao seu senhor, que é Armando'


“Eu sei que a vereadora Marília Arraes é pré-candidata do PT. Eu não quero, evidentemente, nem tenho o direito de interferir em assuntos internos do PT. Eu sei que existe uma corrente que nacionalmente defende uma aliança com o PSB. Outra corrente defende a candidatura própria em Pernambuco”, discursou.

O deputado federal reforça que não considera legítimo e que não vai entrar em assuntos internos do PT, mas afirma que tem o sonho de ver Marília Arraes, “que está empatada nas pesquisas”. Em seguida, pede que os petistas façam uma reflexão sobre a candidatura, declara que o PT não lhe deve nada e que, quando defendeu a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment, “estava defendendo ali a democracia”.

Confira a íntegra do discurso de Silvio Costa:

Dilson Peixoto (PT)
Dilson Peixoto (PT)Foto: Arquivo Folha

O clima esquentou dentro do PT, após o anúncio da aliança entre a pré-candidata ao governo, Marília Arraes (PT), e o deputado federal Silvio Costa (Avante). Inconformado com o gesto, o dirigente petista, Dilson Peixoto, partiu para o ataque contra Silvio que, na verdade, “serve ao seu senhor, que é Armando Monteiro (PTB)”, pré-candidato a governador pela oposição. Além disso, colocou que, inicialmente, pensou que a atitude de Marília teria sido influenciada pela sua “inocência”. Mas, ao ver outros dirigentes no ato, realizado nesta terça (20), teve a certeza de que o movimento foi “deliberado e tem o objetivo de justificar o abraço dos afogados”.

Segundo Dilson, caso a candidatura de Marília se viabilize, a oposição, liderada por Armando, terá “três candidatos ao Senado”. “Um deles, um cavalo de troia enfiado goela abaixo no PT, que é Silvio Costa. Ele colocou um filho para candidato a deputado federal e outro para estadual pela oposição. Ele, agarrado ao senador Armando, não conseguiu ser candidato a senador pela oposição e agora tentar ser de outra chapa, mas sempre servindo ao seu senhor que é Armando”, disse.

Leia também
Armando: é legítimo PT ter candidatura
Humberto: Aliança entre Marília e Silvio Costa 'não muda nada'
Marília: 'Humberto não precisa do PSB para se eleger'
Para Marília, aliança aumenta viabilidade da pré-candidatura


Além disso, Dilson criticou a postura de outros dirigentes petistas, que estiveram presentes no ato promovido por Marília e Silvio Costa. “É um movimento muito estranho. Até poderia imaginar que era pela inexperiência de Marília. Ela é recém-filiada ao PT e não sabe como o partido funciona. Mas quando vi na mesa a deputada Teresa Leitão, que é ex-presidente do PT e dirigente nacional da sigla, o meu amigo Glaucus, que é vice-presidente estadual, o deputado Fernando Ferro, José Múcio, não posso mais falar de inexperiência. Na verdade é um ato deliberado, que tem como motivo justificar um abraço de afogados”, acrescentou.

Ouça a íntegra da entrevista com Dilson Peixoto no Podcast Folhape:


Geraldo Alckmin
Geraldo AlckminFoto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

O presidente do PSDB de Pernambuco, deputado federal Bruno Araújo, confirma a visita do pré-candidato do partido, Geraldo Alckmin, ao Estado nesta sexta-feira (22/06). O tucano vem prestigiar os festejos juninos de Caruaru a convite da prefeita da cidade, Raquel Lyra. Alckmin desembarca na capital do Agreste às 17 horas e segue para o sítio Macambira, às margens da BR-104, de propriedade do ex-governador João Lyra Neto (PSDB), onde recebe correligionários e lideranças locais.

À noite, seguirá para a Estação Ferroviária, espaço cultural da cidade e um dos principais polos de animação durante as festas juninas, e vai ao Pátio do Forró, onde encerra sua visita a Pernambuco.

assuntos

comece o dia bem informado: