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Jorge Côrte Real durante visita em Camaragibe
Jorge Côrte Real durante visita em CamaragibeFoto: Divulgação

Após receber os deputados Marinaldo Rosendo (PSB) e Teresa Leitão (PT), o prefeito de Camaragibe, no Grande Recife, Demóstenes Meira (PTB), recebeu, nesta sexta-feira (28), o deputado federal Jorge Côrte Real (PTB). Durante o encontro, os petebistas conversaram sobre o cenário político estadual, a visita do presidente estadual do partido, senador Armando Monteiro Neto, e sobre emenda disponibilizada pelo parlamentar ao município, que visa o incremento do custeio ao Piso de Atenção Básico de Saúde (PAB).

Em Camaragibe, Côrte Real ainda conheceu a Maternidade Amiga da Família. O objetivo do parlamentar é buscar recursos para auxiliar o correligionário na reabertura e funcionamento da unidade de saúde.

De acordo com a prefeitura, a maternidade, hoje, só funciona em caráter de triagem, depois que a unidade foi fechada em outubro, após o desligamento dos funcionários e desativação de bloco cirúrgico.

Movimento Acredito
Movimento AcreditoFoto: Divulgação

No próximo sábado (29), a partir das 14h30, ocorre o lançamento do manifesto do movimento Acredito. Ao todo, seis capitais nas cinco regiões do Brasil estarão realizando o evento simultaneamente. No Recife, o evento acontece no Nós Co-working, localizado no primeiro andar do Paço Alfândega, no bairro do Recife.

O movimento tem dois pilares: pensar na renovação da política brasileira e no combate as desigualdades, e tem como objetivo principal realizar mudanças nas ideias e práticas do Congresso Nacional nos próximos dez anos.
Suprapartidário, o movimento vai apoiar candidaturas independente de partidos, mas que estejam aliados a carta de princípios do grupo.

O nome Acredito surgiu também para ir de encontro ao pessimismo no País. Para isso, mobiliza jovens interessados em se desenvolver na política discutindo as iniciativas locais em rede nacional.

No próximo sábado, após a leitura do manifesto, ocorrerá um debate entre os presentes no evento, que poderão tirar dúvidas sobre os princípios e poderão sugerir propostas que se alinhem com os ideais do grupo.

Para o articulador regional do movimento, Felipe Oriá, o que chama mais atenção no lançamento do manifesto "é tanto os seus conteúdos, quanto a forma em que isso acontece de maneira integrada por todo o Brasil, fazendo dessa rede de mobilização políticas locais um movimento nacional".

Quem quiser, pode acompanhar o eventodo Acredito pela página do movimento: https://www.facebook.com/movimentoacredito/

Deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE)
Deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE)Foto: Rafael Furtado/Folha PE

Tadeu Alencar *

No próximo dia 2, a Câmara dos Deputados vai deliberar sobre a denúncia, por corrupção passiva, do procurador-geral da República contra o presidente Michel Temer. É questão de suma gravidade a merecer a reflexão da sociedade brasileira.

A Constituição Federal, sabiamente, impõe que a Câmara aprecie, antes que o faça em mais acurado juízo, o Supremo Tribunal Federal, a existência de indícios razoáveis na denúncia, para a instauração do respectivo processo penal.

Tal exigência prestigia a soberania popular encarnada na figura presidencial e impede – ou reduz tal risco – de que seja objeto de manipulações ou acusações infundadas e, dessa forma, assegura o equilíbrio entres os poderes e a estabilidade institucional.

Assim, antes que se delibere judicialmente sobre o recebimento da denúncia e se instaure o processo penal pela possível prática de crime comum, com o afastamento do presidente, por até 180 dias, deve a Câmara dos Deputados promover um juízo eminentemente político quanto à suficiência de tais indícios.

Juízo político não é, todavia, liberdade plena para a aceitação ou rejeição da denúncia, à margem de suas motivações. Mais do que um embate entre governo e oposição, está em jogo a credibilidade das instituições nacionais. Por isso, a responsabilidade política que nos cabe não nos permitiria aceitar uma denúncia infundada, sem os requisitos ensejadores do seu regular prosseguimento.

Do mesmo modo, em simetria perfeita, não podemos deixar de aceitá-la quando evidentes os seus pressupostos. É atividade vinculada, irrenunciável. No caso, há indícios razoáveis, robustos, de que o presidente da República incorreu na infração que lhe é imputada.

É dever, pois, da Câmara dos Deputados, permitir que o STF julgue o processo, assegurando a plenitude de defesa, direito de qualquer brasileiro. Não se cuida de um julgamento antecipado, que ocorrerá tão somente no Supremo Tribunal, mas a necessidade de ver afastadas graves suspeitas sobre o cargo mais importante da República, cuja dignidade está, a olhos vistos, ferida. Em nome da moralidade pública e em respeito ao Brasil.

* Tadeu Alencar é deputado federal pelo PSB
 

Aluisio Lessa (PSB)
Aluisio Lessa (PSB)Foto: Divulgação

Por meio da Secretaria Estadual de Educação, o Governo do Estado iniciou as obras de cobertura da quadra da Escola Professor Antônio Carneiro Leão, em Camaragibe, no Grande Recife. O mesmo ocorrerá na Escola Conselheiro Mac Dowell. As intervenções devem beneficiar a comunidade escolar que está inserida na prática esportiva e cultura. As duas ações somam investimentos na ordem de R$ 700 mil e são fruto de articulação do deputado estadual Aluisio Lessa (PSB) junto ao secretário Fred Amâncio (Educação) e o secretário executivo Ednaldo Moura.

"É importante investir para que as quadras esportivas tenham condições de serem usadas na chuva, no sol ou à noite. A prática esportiva está intimamente ligada à educação e a formação dos nossos cidadãos", ressaltou o parlamentar do PSB, que busca, ainda, destravar o convênio da reforma do Mercado Público municipal e a pavimentação de ruas da cidade.

Professor Lupércio (SD) é o prefeito de Olinda
Professor Lupércio (SD) é o prefeito de OlindaFoto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

Após passar por requalificação física, a Escola Dr. Manoel Borba, localizada em Sítio Novo, será entregue, na próxima segunda-feira (31), pelo prefeito Professor Lupércio (SD). A unidade de ensino é a segunda recuperada pela gestão e devolvida aos cidadãos de Olinda.

De acordo com a Prefeitura, a obra sofreu interrupções durante seis anos e os mais de 260 alunos assistiam a aula numa estrutura improvisada. A unidade que foi requalificada conta com seis salas de aula, setor administrativo, laboratório de informática, espaço de convivência, biblioteca, cozinha, refeitório e banheiros com acessibilidade.

A outra escola renovada na gestão atual foi a Allan Kardec, em Salgadinho, numa parceria com a instituição espanhola Fundación Prosegur.

No mesmo dia, o gestor entregará o posto de saúde do Varadouro, que também passou por intervenções. No local, foi construído um primeiro andar. A unidade também ganhou bancada de granito, a recepção e as salas foram ampliadas, recebeu nova pintura e instalações elétrica e hidráulica. A entrega será feita às 14h.

Ex-presidente fará a primeira visita ao Estado após ser condenado na Lava Jato por Sérgio Moro
Ex-presidente fará a primeira visita ao Estado após ser condenado na Lava Jato por Sérgio MoroFoto: Ricardostuckert/ABr

Ulysses Gadêlha

O ex-presidente Lula (PT) virá a Pernambuco nos dias 24 e 25 de agosto, como parte de uma jornada que o petista realizará pelo Nordeste. Na última quinta-feita (27), o presidente do diretório estadual, Bruno Ribeiro, o ex-prefeito do Recife João Paulo (PT) e o deputado federal Silvio Costa (Avante), um recorrente aliado do PT, almoçaram juntos para alinhar sugestões de roteiro, tendo Recife como certeza. O intuito dessa caravana é defender o legado dos governos do PT na região, a exemplo do estaleiro Atlântico Sul, que passa por uma baixa produtividade, e a Hemobrás, ameaçada de esvaziamento.

Existe, nas entrelinhas, vontade política de resgatar na população nordestina o sentimento de saudade do bem-estar social proporcionado pelos governos do PT, "uma volta às raízes". A “inauguração popular” da Transposição do São Francisco no município de Monteiro, na Paraíba, em março, foi o termômetro do projeto do petista, que recorre a esse expediente de caravanas para divulgar sua mensagem em todo o País.

Já nessa época, o partido definiu que realizaria uma agenda pela região, pensando no projeto de Presidência da República em 2018, mas os planos se acirraram desde que Lula recebeu condenação do juiz Sérgio Moro na Lava Jato, esse mês.

A vinda do petista para o Nordeste também serviria para testar sua reputação. Em Pernambuco, também fica aberto o debate sobre o palanque do ex-presidente para o ano que vem, já que o PT-PE não decidiu se terá candidatura própria ou se apoiará seu antigo aliado, o senador Armando Monteiro (PTB), que vislumbra o governo do Estado desde 2014.

O diretório estadual está tensionado entre apostar num nome próprio, como a vereadora Marília Arraes (PT), que tenta se cacifar para a disputa e combater o seu ex-partido, o PSB, ou manter-se com Armando. Para Silvio Costa, aliado do senador, o melhor caminho seria criar uma frente de esquerda e oferecer um palanque consistente a Lula.

 “Essa frente elege 10 deputados federais e 14 deputados estaduais em Pernambuco. Eu defendo essa tese com Armando para governador e Lula candidato a presidente”, aposta Silvio.

Na visão de Bruno Ribeiro, o sentimento do partido é de candidatura própria, mas a comunicação entre aliados está mantida. Sobre a agenda de Lula, o diretório está montando esse rol de sugestões para entregar ao ex-presidente na próxima segunda-feira.

Ex-governador Joaquim Francisco
Ex-governador Joaquim FranciscoFoto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco

Ex-integrante do PSB e hoje no PSDB, o ex-governador Joaquim Francisco avaliou que, pelo quadro atual, seria difícil socialistas e tucanos caminharem juntos nas eleições do próximo ano, uma vez que, hoje, o PSDB está próximo ao DEM, que também não faz parte da base do governador Paulo Câmara. Também lembrou que os tucanos têm um candidato majoritário, o ministro das Cidades, Bruno Araújo.

“Acho que, neste quadro atual, o mais provável é esse caminho pelo DEM, uma articulação nesse sentido. Mais provável do que o caminho de Paulo (Câmara). O caminho está mais sinalizado”, afirmou o ex-governador, durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ao ser indagado sobre qual o caminho mais provável em 2018.

Joaquim Francisco, no entanto, disse ser muito cedo para definir qualquer caminho, e lembrou, por outro lado, que PSB e PSDB têm “um namoro antigo”. “Diante de um clima desse que estamos vivendo agora, o máximo que pode fazer são essas aproximações, sondagens...”, afirmou.

Sobre o cargo que Bruno Araújo poderia ocupar numa chapa majoritária, desconversa.

“Alma quando tá querendo reza, não dá o serviço, não. Chega até a porta da igreja, mas não entrar. Fica por ali. Acho que ele tem legitimidade e experiência para pleitear a vaga majoritária”, brincou.

Felipe Ferreira Lima
Felipe Ferreira LimaFoto: Divulgação

A Comissão Executiva do PPS Recife realiza no próximo sábado (29) reunião com os filiados para tratar de congresso através do qual será eleita a nova direção municipal do partido. No encontro, que acontece a partir das 10h, no Jet Club, no bairro de São José, serão divulgadas as diretrizes principais para a formalização do diretório municipal. Além disso, haverá apresentação dos novos representantes do PPS Jovem.

De acordo com o atual presidente do PPS Recife, Felipe Ferreira Lima, este é um momento importante para tratar de eleições internas pela unidade conquistada entre as lideranças municipais.

"Estamos vivendo um período positivo porque o pessoal todo está unido em prol do crescimento do partido. Estamos avançando em discussões importantes e conseguindo agregar os militantes históricos do PPS a um quadro de renovação", afirmou.

O congresso municipal da sigla está previsto para ocorrer no dia 23 de setembro, antes do congresso estadual, em outubro, e do congresso nacional, em novembro. São presenças esperadas na reunião do próximo sábado o presidente estadual do PPS, Manoel Carlos, a chefe de representação do Ministério da Cultura no Nordeste, Maria do Céu, e o vereador do Recife Ricardo Cruz.

Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB)
Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB)Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) refutou a delação do diretor de relações institucionais da J&F, que controla a JBS, Ricardo Saud, de que teria recebido caixa dois da empresa para a sua campanha em 2014. Nota da assessoria de imprensa do socialista afirma que "todas as doações foram devidamente apresentadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

Reportagem da Folhapress afirma que o publicitário André Gustavo Vieira da Silva aparece nas delações de executivos da JBS como um suposto elo para o pagamento de caixa dois a políticos do Pernambuco, incluindo um senador, um ministro e um governador de Estado.

Confira, abaixo, a íntegra da nota:

"A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho, representada pelo advogado André Luis Callegari, refuta com veemência as inverídicas afirmações feitas por Ricardo Saud em relação ao senador. A defesa do senador reforça que todas as doações feitas à campanha dele cumpriram rigorosamente a legislação e todas as contas foram devidamente apresentadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. O senador sempre trabalhou, única e exclusivamente, pelo desenvolvimento do país e do estado de Pernambuco, e está à disposição para esclarecer quaisquer questões no devido momento processual".

O senador Fernando Bezerra Coelho
O senador Fernando Bezerra CoelhoFoto: Rafael Furtado/FolhaPE

Folhapress 

Preso nesta quinta-feira (27) pela Operação Lava Jato junto com o ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine, o publicitário André Gustavo Vieira da Silva aparece nas delações de executivos da JBS como um suposto elo para o pagamento de caixa dois a políticos do Pernambuco, incluindo um senador, um ministro e um governador de Estado.

Segundo o acordo de colaboração premiada fechada com a PGR (Procuradoria Geral da República) pelo diretor de relações institucionais da J&F, que controla a JBS, Ricardo Saud, durante a campanha eleitoral de 2014 a empresa fez pagamentos em esquema de caixa dois tanto para André Silva quanto para uma de suas empresas, a Arcos Propaganda.

O dinheiro, segundo Saud, teve como destino final os seguintes políticos: R$ 1 milhão para o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), pago após a apresentação de uma nota fiscal da Arcos; R$ 2 milhões em espécie "entregues por André Gustavo" no Recife "para Fernando Bezerra"; R$ 1 milhão em espécie entregues pelo publicitário na mesma cidade para o atual governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB-PE); por fim, R$ 200 mil entregues por Silva para "Bruno Araújo [PSDB-PE]", então deputado federal e hoje ministro das Cidades.

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Defesa de FBC refuta afirmações feitas por delator da JBS

O tucano Araújo ganhou projeção no ano passado por ter sido o autor do voto decisivo, em sessão da Câmara dos Deputados, que autorizou o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) do seu cargo em processo de impeachment.

Em documento que entregou como parte do seu acordo de colaboração, Saud disse que seguia orientação do empresário da JBS Joesley Batista para "realizar doações a políticos e a partidos políticos", mas que o "método de pagamento era sempre determinado pelo político, podendo consistir em doação oficial, pagamento de notas fiscais avulsas ou a entrega de dinheiro em espécie".

Saud afirmou que foi procurado, nas eleições de 2014, por um suposto "interlocutor" do então governador do Pernambuco e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB-PE).

Identificado apenas como Henrique, esse homem teria tratado com Saud "os pagamentos que passariam a ser realizados, após autorizados" por Joesley.

Em agosto daquele ano, Campos morreu em acidente aéreo em Santos (SP).

Henrique teria então pedido a Saud que os pagamentos "não fossem interrompidos". O pedido foi reforçado depois, segundo Saud, durante uma reunião com Joesley e o então prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o então candidato a governador Paulo Câmara.

Ao todo, o grupo da JBS pagou R$ 14,6 milhões para os políticos do PSB em doações oficiais, disse o delator.

O restante foi pago "por meio de notas fiscais avulsas", ou seja, empresas que emitiam notas em favor da JBS ou do grupo, como se tivessem prestado serviços ao grupo empresarial, mas que destinavam o dinheiro para campanhas eleitorais.

Em 2 de setembro de 2014, por exemplo, a Arcos Propaganda emitiu uma nota de R$ 1 milhão "apresentada por Fernando Bezerra".

A justificativa foi "planejamento, acompanhamento e curadoria" de um "evento "Brasil-China" ocorrido em Brasília em julho de 2014.

Levantamento feito pela reportagem da Folhapress no sistema da Justiça Eleitoral, contudo, não indicou nenhuma prestação de serviços da Arcos nas eleições de 2014.

Da mesma forma, na prestação de contas do deputado Bruno Araújo não consta doação de R$ 200 mil do grupo JBS.

Na prestação de contas de Fernando Bezerra, então candidato ao Senado, aparece uma doação oficial de R$ 1 milhão de uma empresa vinculada à JBS, a Eldorado Brasil Celulose, mas a delação de Saud diz que foram entregues R$ 3 milhões à mesma campanha.

TAXISTA
Publicitário do Pernambuco com residência no Lago Sul, em Brasília, André Gustavo Vieira da Silva e seu irmão, o também publicitário Antonio Carlos Vieira da Silva Júnior, se tornaram foco de interesse da Lava Jato ainda no ano passado, quando registros de funcionários da Odebrecht indicavam um pagamento de R$ 3 milhões da empreiteira em um apartamento em São Paulo que havia sido alugado por Silva Júnior.

A quebra de sigilo telefônico de Silva Júnior demonstrou que ele mantinha contatos com o motorista de táxi Marcelo Marques Casimiro.

Segundo registros obtidos pela Lava Jato, essa pessoa é que havia recebido o dinheiro em espécie, em três entregas no valor de R$ 1 milhão cada uma, de junho a julho de 2015.

Além de trabalhar em disputas eleitorais no Brasil e ter contrato com a estatal de energia elétrica Furnas, André Gustavo Vieira da Silva também atuou em duas campanhas eleitorais em favor do primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, em 2011 e 2015. Coelho hoje preside o PSD (Partido Social Democrata).

OUTRO LADO
Ouvido pela Polícia Federal no ano passado, Antonio Silva Júnior declarou que não conhecia Casimiro e negou que R$ 3 milhões tenham sido entregues no apartamento em São Paulo. Disse que não tinha conhecimento de nenhum pagamento feito pela Odebrecht no endereço.

No seu depoimento, porém, o taxista Casimiro confirmou ter recebido os pacotes "para atender a pedidos do sr. Antonio", mas disse que não sabia que se tratava de dinheiro pois os envelopes estavam lacrados. Também confirmou ter depositado R$ 440 mil na conta de Silva Júnior, ato que o publicitário disse à PF desconhecer.

Em recurso protocolado no STF (Supremo Tribunal Federal) antes de sua prisão, André Gustavo assumiu a responsabilidade pelo recebimento de R$ 3 milhões da Odebrecht e disse que seu irmão "desconhece os fatos completamente". Ele afirmou que o valor se devia a parte de uma comissão por ele cobrada da empreiteira por serviço de "consultoria" para agilizar a liberação de R$ 1,7 bilhão em empréstimos do Banco do Brasil à Odebrecht.

Pelo serviço, o publicitário disse que cobrou 1% do valor total, ou R$ 17 milhões.

No recurso ao STF, ele confirmou que discutiu os interesses da Odebrecht com o então presidente do BB, Aldemir Bendini, ao qual "narrou ter sido sondado sobre o empréstimo da Odebrecht Agroindustrial e colocou a possibilidade de prestar consultoria àquela empresa para auxiliar no assunto".

Não confirmou, no entanto, que Bendine tenha se beneficiado da "comissão".

Quando a delação de Saud veio à tona, em maio passado, o governador Paulo Câmara afirmou à imprensa de Pernambuco que se reuniu com executivos da JBS para pedir doações oficiais de campanha, mas os recursos não chegaram. Ele negou quaisquer irregularidades.

"Como candidato ao governo de Pernambuco, em 2014, eu tive encontros empresariais com muitas empresas doadoras. Tive encontros que resultaram em doações oficiais e tive encontros que não resultaram em doações. É verdade que tive encontros com representantes da JBS. Foi quando solicitei contribuição de campanha que não veio, que não chegou na nossa campanha. Isso fazia parte da forma de fazer campanha em 2014 ou seja de arrecadar recursos. Era permitido por lei e foi feito por todos os candidatos", disse Paulo Câmara, na ocasião.

Sobre a reportagem, a assessoria do governador informou que ele já se pronunciou sobre as acusações de Ricardo Saud 

Na mesma época, a defesa do senador Bezerra Coelho afirmou que todas as doações para a campanha eleitoral de 2014 foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Bruno Araújo também divulgou em maio que "todas as doações foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

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