Foram encontrados 250 resultados para "Julho 2018":

Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do Recife
Luciano Siqueira, do PCdoB, é vice-prefeito do RecifeFoto: Folha de Pernambuco

Por Luciano Siqueira*

A quarenta dias das convenções partidárias, permanece a dispersão de forças — nas oposições e nas hostes governistas. Aqui na província, quando se frustram tentativas de entendimento em busca de um objetivo comum, se usa essa expressão popular: se só tem tu, vai tu mesmo.

É possível que o rentismo em sua expressão política, que perpassa os partidos de centro-direita e de direita, organizações empresariais e o complexo midiático, ainda não tenha esgotado as chances de ter, afinal, a candidatura que lhe represente (em associação com as elites mais retrógradas) e que unifique forças suficientes para suplantar o ex-capitão de extrema direita (que não lhe inspira confiança) e disputar o pleito com possibilidades reais de vitória.

Até os minutos finais da prorrogação muita coisa ainda pode acontecer, que nem nos jogos da recente Copa do Mundo. Mas a coisa anda confusa e ao candidato certamente de maior confiança, Geraldo Alckmin, há que se reconhecer um passo importante nas negociações com as legendas do chamado Centrão, embora se verifiquem muitas contradições ainda não sanadas.

De toda sorte, em algum grau essas forças comprometidas com as políticas ultra liberais haverão de se somar. Do ponto de vista dos interesses reais da nação e do povo, ruim é que prevaleça cenário semelhante no campo oposicionista.

Disputar com quatro candidaturas de esquerda, mesmo que se respeitem entre si e mirem o alvo comum — pois não têm divergências tão profundas, como diz a deputada Manuel D'Ávila, pré-candidata pelo PCdoB —, será um risco enorme.

Tudo bem que distintas correntes políticas desejem expressar com nitidez suas propostas programáticas. Mas não se pode resvalar para a hipótese reducionista de marcar posição.

Uma unidade agora geraria a possibilidade real de um segundo turno polarizado entre uma coalizão de esquerda e progressista contra o centro-direita. Mas, é óbvio, falta combinar com os russos.

A jogada de alto risco do PT, que persiste na pré-candidatura do ex-presidente Lula a todo custo, e a resistência a alianças por parte do pré-candidato do PSOL conduzem a um impasse, já que o PCdoB e o PDT têm se mostrado mais acessíveis a uma composição.

Pode-se supor que a sociedade está polarizada em sua base, como esteve em 1989, e venha novamente a ignorar candidaturas estruturadas sobre lastro partidário forte e leve a um segundo turno essa polarização.

Esquerda versus extrema direita? Ou não tanto assim, mas entre candidaturas à testa de composições em que fronteiras programáticas estejam mais ou menos borradas, como comumente acontece?

O PT parece jogar nessa hipótese, arriscando uma possível substituição de Lula na undécima hora em nome da polarização na base da sociedade. Será?

Em último caso, do lado de cá da peleja, se deve evitar por todos os meios que tenhamos que enfrentar as urnas plenamente divididos. Pelo menos uma unidade parcial se impõe como absolutamente necessária.

Se tivermos que adotar a alternativa só tem tu, vai tu mesmo o grau de imprevisibilidade quanto aos resultados chegará ao extremo.

*Luciano Siqueira (PCdoB) é vice-prefeito do Recife e escreve ao Blog da Folha às terças-feiras.

Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo
Marcelo Álvaro Antônio, ministro do TurismoFoto: Reprodução/Facebook

Sem outras opções para formar a sua chapa, o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) pode arrumar uma solução “caseira”. Com a intenção de aumentar a sua projeção no Sudeste, decidiu convidar o presidente estadual do partido em Minas Gerais, o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, para encarar o pleito. O parlamentar confirmou que foi sondado e disse, inclusive, que está “pronto para assumir a missão”.

Bolsonaro havia convidado outras personalidades para a vaga de vice, como o senador Magno Malta (PR-ES). Mas o parlamentar avisou que pretende disputar a reeleição. Mesmo assim, marcou presença no evento de lançamento da candidatura de Bolsonaro, no último dia 22. A advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma (PT), também foi chamada para ocupar o posto. Mas declinou e deixou suas divergências com as posturas com o palanque, durante a convenção do presidenciável, gerando certo desconforto, na ocasião.

O Jair realmente me procurou e conversamos muito, porque existe a possibilidade desta solução. A Janaína (advogada, Janaína Paschoal) foi muito clara ao dizer que precisa amadurecer essa questão com sua família e isso abriu a possibilidade”, afirmou o deputado Marcelo Álvaro, em entrevista ao jornal Estado de Minas, nesta terça (24).

Ele, que faz parte do segmento evangélico, disse estar honrado com a possibilidade e “pronto para assumir a missão”. Minas Gerais, inclusive, possui o segundo maior colégio eleitoral do País. O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, também é cotado para a vaga de vice.

Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.
Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre e tradutor.Foto: Divulgação

Por Jorge Waquim*

A novidade da semana saiu quase no seu fim, e é sem dúvida a reunião dos partidos que formam o chamado centrão ao redor do candidato tucano. Somente que isso não é novidade. O objetivo da política de maneira abrangente deveria ser instrumento de mudanças, de melhoria das pautas nacionais e locais; no entanto, grande parte da política brasileira parece sempre gravitar em torno dela mesma, para beneficiar os seus próprios membros, e o centrão com a sua cesta de partidos já deu mostras que está bem no olho dessa política de objetivos próprios. A campanha para as eleições vai demonstrando que vamos ter mais do mesmo, com a mesma política, onde disfarçam-se combinações paradoxais de ideias conservadoras e ideias liberais.

A imprensa nacional apurou que a estratégia do bloco conservador de apoiar o tucano vem do planalto, com o presidente ameaçando com supressão de cargos e de dinheiros para quem for contra. Esse grupo de amontoados de partidos incolores, é preciso lembrar, são os responsáveis pelo defenestramento de uma presidente a todo custo com maioria do Congresso e pelo show de horrores que foi o voto de cada um dos congressistas, mostrando a olho nu o esqueleto de nossa política. O objetivo era na época claro para alguns e é visível hoje para quem tem olhos para ver, ou seja, tomar o poder e continuar a política onde impera a estratégia de puxar o Brasil para trás, com o fisiologismo do século 19 e práticas políticas que parecem nunca nos abandonar.

As opções do centrão eram duas. Uma era a candidatura de Bolsonaro, que nesta última quinta-feira apareceu com uma criança no colo ensinando-a a fazer a mímica de uma arma com sua mão, chocando ainda mais quem teme um candidato desse naipe na presidência da república. A outra era a de Ciro Gomes, que com um discurso que quer ser progressista não para de atirar para todos os lados, chamando o presidente de quadrilheiro, e esta foi uma das razões das ameaças do presidente contra o centrão.

E, finalmente, este grupo de partidos escolheu uma terceira alternativa, que é um o candidato que sem dúvidas se parece mais com eles. Se as críticas que se fazem ao PT de que o partido perdeu muito de suas características ao se alinhar com a velha política brasileira e fazer desta o fisiologismo de sempre, as críticas contra os tucanos deveriam ser ainda mais candentes, pois é hoje um partido sem cores, sem propostas e sem política propositiva, tornando-se uma mera sombra do que foi o partido em sua fundação.

O Brasil corre sério risco de uma catástrofe, e isso não é invenção de um articulista de computador e mesa, mas está nas ruas, com aumento da miséria e da pobreza, o crescimento do encarceramento de pessoas pobres e negras, o aumento do número de assassinatos, o crescimento e estruturação de organizações criminosas, a expansão do desmatamento e um endividamento sem fim do Estado brasileiro, apenas para citar alguns dos graves problemas brasileiros, cuja política não consegue resolver. E maior perigo para o Brasil é esse, o vazio desse deserto político, onde as práticas não estão aí para resolver problemas públicos, mas apenas para atender a projetos individuais, como mostra a estratégia do centrão.

* Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre

Evento reuniu apoiadores de Elias Gomes (PSDB)
Evento reuniu apoiadores de Elias Gomes (PSDB)Foto: Divulgação

Em evento realizado em Piedade, na noite desta segunda-feira (23), o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Elias Gomes (PSDB) confirmou sua pré-candidatura a uma vaga de deputado estadual nas eleições de outubro deste ano. O nome do tucano vinha sendo ventilado desde 2017 para uma participação na chapa majoritária. Como isso não ocorreu, um grupo de aliados e apoiadores de Elias Gomes divulgou manifesto no qual solicitavam, formalmente, que ele aceitasse o desafio de buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

"Sinto-me muito honrado em ver tantos amigos e representantes da esfera pública convocando minha atuação no Poder Legislativo. Isso é resultado de uma vida de luta, de importantes bases construídas nos municípios pernambucanos, e de uma política feita com seriedade nos últimos 50 anos", afirmou.

Gomes ainda ressaltou o somatório de forças. "Acredito que Pernambuco precisa, agora, desse somatório de forças e de um trabalho comprometido com o povo e com a comunicação com o povo. Seguirei defendendo e buscando, de forma articuladora, os projetos no qual acredito, de valorização das comunidades mais pobres e de desenvolvimento efetivo e urgente do nosso Estado'', finalizou.

Manifesto
A carta é assinada por aliados, a exemplo dos deputados federais Bruno Araújo (PSDB) e Betinho Gomes (PSDB), o ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco e líderes de segmentos do partido.

“Conhecemos Elias Gomes pela sua expressiva militância política nas últimas cinco décadas. Elias sempre esteve presente nas lutas do povo nos momentos mais decisivos, como na luta pelo fim da ditadura militar e em defesa da democracia no País", diz o texto.

"A sua eleição para a Assembleia Legislativa será um importante reforço, sobretudo em relação à problemática da gestão das cidades, contemplada na legislação federal que instituiu o Estatuto das Metrópoles, cujas exigências, nem de longe, vêm recebendo a abordagem e as iniciativas necessárias, indispensáveis e inadiáveis”, sic. A carta começou a ser compartilhada nas redes sociais na última quinta-feira (19).

Em resposta, Elias Gomes informou, através de sua página no Facebook, que essa decisão, assim como todas as outras definições da sua vida pública, não seria tomada sem que antes ele pudesse ouvir a militância do partido e alinhar, de forma coletiva, “a melhor maneira de assumir tal missão”. O alinhamento aconteceu no encontro desta segunda-feira. Estiveram presentes no encontro nomes como o dos vereadores André Regis, do Recife, e Ricardo Carneiro (Ricardinho), do Cabo de Santo Agostinho, ex-prefeitos, e amigos de infância e do deputado federal Betinho Gomes (PSDB).

As distribuidoras serão vendidas pelo valor simbólico de R$ 50 mil
As distribuidoras serão vendidas pelo valor simbólico de R$ 50 milFoto: Divulgação

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, negou uma medida liminar na qual a Associação dos Empregados da Eletrobras (AEEL) buscava suspender decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) que permitiu a continuidade do leilão de distribuidoras de energia elétrica subsidiárias da Eletrobras. De acordo com informações do site do STF, a decisão da ministra foi tomada durante o plantão da Corte.

Para a ministra, em análise preliminar do caso, o TRF-2 não parece ter desrespeitado a autoridade das decisões proferidas pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que exige aprovação legislativa para desestatizações.

Segundo Cármen Lúcia, a decisão do TRF-2 "não se afasta dessa exigência, pois ao examinar a legislação sobre a matéria, considerou a existência de autorização legislativa para a alienação do controle acionário das distribuidoras elencadas no edital". Por fim, a ministra concluiu: "Eventual desacerto nesta avaliação deve ser questionado na via recursal própria, não podendo ser sanada pela reclamação".

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou, no último dia 18, que o leilão de privatização da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), distribuidora de energia da Eletrobras no Piauí, está mantido para o dia 26 de julho.

Com informações de Agência Brasil

Joaquim Barbosa
Joaquim BarbosaFoto: Divulgação

Uma semana antes da reunião do Diretório Nacional do PSB - marcada para 30 de julho -, dirigentes socialistas voltaram a sondar, no último final de semana, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (PSB), sobre a hipótese de ele reconsiderar a candidatura presidencial, a qual havia desistido em maio passado. Barbosa, todavia, não quis abrir conversa sobre o assunto. Mas a movimentação de setores socialistas denota a falta de rumo interno do partido, a 15 dias da convenção partidária.

Barbosa foi ungido como candidato do PSB, mas as conversas não prosperaram por opção do ex-ministro. Em meio à divisão da legenda, que se tornou a “noiva” deste pleito, o movimento de candidatura própria voltou à mesa há dez dias, mas não havia um nome forte para encampar este projeto no curto prazo para construir a postulação. Diante disso, o nome de Barbosa voltou à tona para evitar o racha do partido e, consequentemente, ter um projeto nacional.

Contudo, nos bastidores, alguns socialistas ponderam que até se o ex-ministro decidisse disputar a eleição agora, já não demonstraria o mesmo peso de outrora, afinal, ele transmitiria uma imagem dúbia - de quem já desistiu e teria de voltar atrás para participar do jogo eleitoral. Com a recusa dele, ficam na mesa as possibilidades de aliança com o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a neutralidade. Essa semana deve ser decisiva em relação ao rumo do partido.

Apesar de ter maioria favorável à aliança com o pedetista, a direção do PSB considera mais provável é que o partido opte por liberar os diretórios estaduais para realizar as alianças que convir. Esta tese é articulada pelos diretórios de Pernambuco, liderado pelo governador Paulo Câmara, e o de São Paulo, com Márcio França. O pernambucano gostaria de levar a legenda para uma aliança formal com o PT, mas a neutralidade é a possibilidade mais viável, inclusive para que a sigla não sair rachada desta discussão. França prefere o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mas não descarta apoiar o pedetista.

O líder do PSB na Câmara, deputado federal Tadeu Alencar (PE), avaliou que liberar os diretórios visando à unidade partidária é também uma “posição afirmada”. “Como temos posições distintas, a que melhor agrega é não termos definição por candidatura nacional”, ponderou. “(O PSB pode) deixar de ter aliança nacional para os candidatos escolherem a aliança que melhor convier, dentro do campo de centro-esquerda”, acres

Armando Monteiro Neto
Armando Monteiro NetoFoto: Folha de Pernambuco/Arquivo

O pré-candidato ao governo e senador, Armando Monteiro Neto (PTB), amenizou o mal-estar causado pela carta do deputado federal Bruno Araújo (PSDB), divulgada no último sábado. À Folha de Pernambuco, Armando alega que não houve rompimento entre o PSDB e a frente “Pernambuco Vai Mudar”. Com a proximidade da convenção do grupo, marcada para o dia 4 de agosto, no Classic Hall, o petebista acredita ser “natural” essa manifestação de ruídos “numa frente com tantos partidos”. Se dizendo “otimista” sobre a superação desse episódio, ele reforçou que o palanque sempre esteve aberto para o presidenciável Geraldo Alckmin.

Na carta, Bruno manifesta sua insatisfação com a condução do processo de escolha do segundo candidato ao Senado na oposição, alegando que o seu nome sofreu resistência. "Ficou evidente a dificuldade levantada por esse conjunto em dar seguimento ao meu nome para uma das vagas ao Senado, sob argumentos que me reservo o direito de discordar, pois eram de conhecimento de todos desde nossas primeiras tratativas", disse o deputado, no documento. As razões, segundo informações de bastidores, se referem à sua ligação direta com o governo do presidente Michel Temer, no qual o tucano ocupou o Ministério das Cidades - até dezembro do ano passado.

Indagado sobre o episódio, Armando afirmou que "a chapa majoritária não está fechada ainda e nem o PSDB saiu da nossa coligação". "Houve uma manifestação de um certo ruído, mas não é um rompimento. Vamos fazer (a montagem da chapa) de forma tranquila, ouvindo todos os partidos que integram essa frente. É natural que possa ter ruído, quando se tem uma frente com muitos partidos e vai entrando na reta final", afirmou o senador. "Há opiniões e ponderações que muitas vezes podem desagradar de um lado e cabe a nós, que temos essa responsabilidade, conduzir o grupo a um ponto comum de equilíbrio", alegou.

Também se levantou, nos bastidores, a possível divergência entre Bruno Araújo e o deputado Daniel Coelho (PPS) - também cogitado para o Senado - como razão para o conflito com o PSDB. O próprio Daniel, entretanto, voltou a dizer que "não é problema e, sim, solução para o conjunto". "Espero que haja entendimento. Houve um ruído de comunicação, mas entendemos que temos um conjunto consolidado. Vamos chegar a um entendimento próximo. Nunca foi minha intenção (colocar o nome para o Senado). Nunca pleiteei nada. Queremos ajudar o conjunto da oposição. Nossa intenção é ajudar para que a composição seja feita pelo governador", esclareceu.

Apesar de ter o voto declarado para o ex-presidente Lula (PT), Armando deixou claro que o palanque está aberto para todos os presidenciáveis dos partidos que compõem a Frente. "Nós temos um palanque múltiplo. Grande parte dos partidos já apoia o presidente Alckmin. Vários partidos da nossa frente. Nosso palanque é aberto e estará aberto ao candidato Alckmin. Desde o início ele está aberto", afirmou o petebista, que esteve junto com Alckmin no dia 22 de junho, em Caruaru, na presença da prefeita Raquel Lyra (PSDB).

Senador Armando Monteiro Neto (PTB), pré-candidato ao Governo de Pernambuco
Senador Armando Monteiro Neto (PTB), pré-candidato ao Governo de PernambucoFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

A Frente das Oposições já definiu o local para a confirmação da candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao Governo do Estado. O evento será realizado no dia 4 de agosto, na véspera do prazo final para as convenções partidárias, no Classic Hall, em Olinda.

Em 2014, Armando, que na época integrava a coligação "Pernambuco vai mais longe", oficializou a sua candidatura ao Governo do Estado em uma casa de shows em Caruaru, no Agreste. Há quatro anos, o petebista teve como candidato a vice o ex-deputado federal Paulo Rubem - ex-PDT e hoje no PSOL -, e como candidato ao Senado o ex-prefeito do Recife João Paulo - ex-PT, hoje PCdoB.

Com informações de Ulysses Gadêlha, da editoria de Política.

Raul Henry (MDB) esteve presente na Missa do Vaqueiro
Raul Henry (MDB) esteve presente na Missa do VaqueiroFoto: Ronaldo Barbosa/Divulgação

O vice-governador de Pernambuco e presidente estadual do MDB-PE, Raul Henry, prestigiou, neste domingo (22), a 48ª edição da tradicional Missa do Vaqueiro, realizada na cidade de Serrita, no Sertão do Estado. Henry foi recebido no município pelo empresário Aleudo Benedito, recém-filiado ao MDB.

Benedito foi candidato a prefeito do município no último pleito de 2016, mas não teve êxito nas urnas. Acompanhados de um grupo político de oposição, os correligionários marcaram presença no Parque Estadual João Câncio, onde reverenciaram a Missa do Vaqueiro, celebrada em memória de Raimundo Jacó, vaqueiro que deu origem à festa de Serrita e à letra da música “A morte do vaqueiro”, cantada por Luiz Gonzaga.

Após o evento, Raul Henry seguiu para um almoço com líderes da região, onde recebeu apoio à sua pré-candidatura a deputado federal.

Rosário de Pompéia vai ministrar o curso
Rosário de Pompéia vai ministrar o cursoFoto: Divulgação

O WhatsApp deve reforçar o marketing político durante as eleições de outubro próximo. A ferramenta, que surgiu inicialmente como uma rede social para conversas entre amigos e familiares, é foco do curso “WhatsApp para campanha eleitoral”, a ser ministrado pela consultora em marketing político digital Rosário de Pompéia. O curso acontece na próxima quarta-feira (25), das 9h às 12h.

“Essa será a eleição do WhatsApp, sem dúvida, mesmo a rede social não sendo uma novidade. É preciso ter em mente as peculiaridades que ela tem. Ao contrário do Facebook e Instagram, nela a capacidade de monitoramento é reduzida, pois as conversas se dão de pessoa para pessoa. Nesse caso, ter uma boa estratégia é fundamental para conseguir resultados satisfatórios", afirma.

Rosário destaca a influência da rede em recentes votações no México e na Índia. "São países que, assim como o Brasil, têm o WhatsApp como principal rede social. No México, por exemplo, viralizou uma informação falsa de que as pessoas deviam se recadastrar de última hora para poder votar. Essa foi só uma das fake news que levaram temor à população na campanha de lá", comenta.

Na avaliação da consultora, o cenário desfavorável das fake news é apenas um entrave para se fazer marketing político pelo aplicativo de mensagens. Ela também defende que é preciso ter uma estratégia sólida.

No curso, serão abordadas ainda a importância de ter um conteúdo de relevância e a legislação relacionada ao marketing eleitoral. A capacitação é voltada para jornalistas e profissionais que atuam com redes sociais e política.

Os interessados podem se inscrever através do link https://goo.gl/h81aaJ. Serão disponibilizadas 30 vagas e o valor da inscrição é de R$ 300.

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