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Dilson Peixoto (PT)
Dilson Peixoto (PT)Foto: Arquivo Folha

Nos últimos dias, a direção estadual do PT tem sido surpreendida com matérias divulgadas na imprensa, dando conta de articulações e até anúncios de pretensos candidatos para a composição de chapa majoritária a ser encabeçada pela vereadora Marília Arraes.
A mais recente, anuncia uma reunião envolvendo a própria Marilia, o sindicalista Carlos Veras, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, o auto-intitulado candidato a senador, Silvio Costa e o deputado João Fernando Coutinho, que teriam fechado o apoio do PROS à pré-candidatura da vereadora e anunciando o nome de Maurício Rands como o candidato a vice-governador. 
Dois fatos merecem destaque neste anúncio: 
1) O objetivo explícito de constranger a presidenta do PT, Gleisi Hoffman, que articula (em nome do presidente Lula e da Direção Nacional) uma aliança envolvendo o PSB e o PCdoB e por tabela, procura-se DESMORALIZAR a direção estadual do PT na medida em que esses acordos são construídos, consolidados e anunciados sem qualquer discussão nas instâncias do partido
2) Marília e seus seguidores argumentam que é inadmissível o apoio ao governador Paulo Câmara (apesar deste apoio estar sendo construído por Gleisi) por que o PSB votou favoravelmente ao impeachment da presidenta Dilma, são portanto, “golpistas”, no dizer deles. Já o deputado João Fernando Coutinho (hoje, presidente estadual do PROS), um dos ardorosos defensores do afastamento de Dilma e VOTOU favorável, hoje é tratado como aliado importante. Falta coerência e respeito

Nota emitida por Dilson Peixoto, executiva estadual do PT

Deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE)
Deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE)Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

As divergências dentro do PSB, em torno da eleição presidencial, podem ganhar outra dimensão, depois que Ciro Gomes (PDT) perdeu o apoio do ‘Centrão’ para Geraldo Alckmin (PSDB). Agora, o pedetista aumentará os esforços para garantir a presença da sigla em seu palanque, diante o risco de ficar sem uma chapa competitiva. Pra isso, oferece a vaga de vice ao PSB e já conta com adeptos dentro da agremiação. Mas, na visão dos socialistas que preferem a aliança com o PT, para contar com a legenda na chapa do governador Paulo Câmara, a solução para o impasse é liberar os estados.

O problema é que os petistas ainda condicionam o apoio às candidaturas do PSB nos estados à aliança “formal” com a candidatura presidencial do PT. Na opinião do deputado federal Tadeu Alencar (PSB), “não faltaram gestos afirmativos” dos socialistas pernambucanos para formalizar essa parceria nacional, mas uma outra ala prefere Ciro. “Essa posição defendida pelo PT é compreensível, da aliança formal. É o desejo do PSB de Pernambuco e de outros estados. Mas pode ser que essa posição não seja possível ou aceita. E há sinalização nesse sentido, de apoiar Ciro Gomes”, colocou, em entrevista ao Programa Folha Política, nesta sexta (20).

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Por isso, ele acredita que o partido deve liberar os estados a seguirem seus caminhos. “Se houvesse ambiente político para a convergência na linha que o PT tem sinalizado, ótimo. Se não há, acho bastante razoável uma posição que não leve o partido já para apoiar a candidatura de Ciro. A posição que melhor acomoda essas divergências é a aparente neutralidade, pois temos posições políticas claras de estar no campo politico da esquerda democrática. Acho que isso é que é importante”, disse Tadeu.

Confira a íntegra da entrevista no Podcast Folhape:

Centrão comemora vitória de Cunha em 2015
Centrão comemora vitória de Cunha em 2015Foto: Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados

O apoio do ‘centrão’ à candidatura presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB) traduz o “espírito do tempo” que move a classe política desde o início da crise de governabilidade vivenciada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Historicamente, a função de dar peso e solidez aos palanques nacionais sempre foi do PMDB. Mas, ao emplacar Michel Temer na Presidência, o partido deixou este lugar. E, como na política não existe vácuo, coube à aliança de legendas “pequenas”, que ganhou corpo com a eleição do deputado Eduardo Cunha (MDB) para presidente da Câmara, em 2015, assumir a condição de “fiel da balança”.

O centrão, hoje, congrega siglas como PP, DEM, PRB, SD e PHS. Mas, em sua origem, abrigava outras legendas, como PR, PSD, PSC, PTB, PROS, PSL, PTN, PEN e PTdoB. Esta formação foi decisiva para o progressivo poder de Eduardo Cunha, seu grande patrocinador, e consequente derrocada do PT. Insatisfeito com a pouca atenção dispensada pela presidente Dilma, o grupo, que continha 220 deputados federais (43% do total), passou a prejudicar o governo e bancar as famosas “pautas bombas”, que aumentavam os gastos públicos, inflando a crise econômica.

Cada vez mais ciente de seu poder de barganha, o bloco manteve sua altivez e conseguiu grandes feitos no governo Michel Temer, como a liberação de volumosas emendas parlamentares, distribuição de cargos no governo e diversas outras benesses, em troca da garantia da governabilidade. Foi decisivo, inclusive, para a manutenção do emedebista no poder, no final de 2017. Na ocasião, ele liberou dezenas de cargos para deputados para conter uma ameaça de rebelião na votação da segunda denúncia na Câmara.

Agora, o bloco também pode fazer a diferença na eleição presidencial. Ao oficializar o apoio a Geraldo Alckmin, tirou o tucano da desvantagem, ao emprestar valiosos minutos para o guia eleitoral de televisão do candidato, que pode chegar a 43% do tempo total. O PT, se sair sozinho, por exemplo, deve contar com apenas 13%. A decisão ainda colocou a postulação de Ciro Gomes (PDT), que detém apenas 4% deste tempo de TV, em uma condição mais frágil. O pedetista também fez de tudo para atrair o centrão ao seu palanque. Mas, ao se mostrar “instável”, em razão de suas polêmicas declarações, perdeu este importante apoio e, agora, deve intensificar seu apelo a siglas como PSB e PCdoB, que se colocam no campo da centro-esquerda.

MDB X PSDB
Apesar de ter abdicado da condição de fiel da balança e ter o Henrique Meirelles como seu próprio candidato a presidente, o MDB ainda pode voltar ao seu lugar de origem. Com 12% do tempo de televisão, o partido pode fazer a diferença nesta eleição. Se a candidatura própria definhar, já que Meirelles ainda não conseguiu boa projeção nas pesquisa de opinião, a sigla deve optar por apoiar Alckmin, adicionando ainda mais força à chapa.

A aliança com o PSDB já foi tratada lá atrás, em momentos decisivos para o governo Temer. Na votação da primeira denúncia contra ele, em agosto do ano passado, um dos líderes do governo na época, o deputado Darcísio Perondi (MDB-RS), chegou a dizer que “o PSDB não chega ao poder sem o PMDB”. “O PMDB elegeu o FHC, elegeu a Dilma e o Lula. Ninguém chega ao poder sem o PMDB", afirmou, na ocasião.

Porém, os tucanos se dividiram. Na segunda votação, a maioria do partido se posicionou contra o presidente (23 a favor da investigação e 21 contra). Naquele momento, a relação entre as legendas se desgastou. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a defender o desembarque do governo. A saída do deputado Bruno Araújo (PSDB) do Ministério das Cidades teria sido o primeiro passo. Em novembro, Alckmin também disse que se fosse conduzido à presidência da sigla, fato que acabou se concretizando, iria romper com Temer.

Agora, resta saber o que restou desta relação conturbada. O fato é que se o MDB desistir de sua candidatura e emprestar seu tempo de TV ao PSDB, volta ao seu lugar de origem. Retoma a missão de garantir a governabilidade. E, pela sua importância quantitativa, adquire mais poder de barganha, ao ponto de tirar o protagonismo do próprio Centrão.

Marcha "Lula Livre, Lula Inocente" chegam para ato político na Praça do Derby
Marcha "Lula Livre, Lula Inocente" chegam para ato político na Praça do DerbyFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Manifestantes ligados ao Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST) e à Frente Brasil Popular, além de integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE) e militantes petistas se reúnem, na tarde desta sexta-feira (20), na Praça do Derby, área central do Recife, em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Parte do grupo participou da Marcha "Lula Livra, Lula Inocente", que saiu de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, na última segunda-feira (16). O ato político ainda marca o lançamento estadual da pré-candidatura de Lula à Presidência da República nas eleições de outubro próximo.

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De acordo com o presidente estadual do PT-PE, Bruno Ribeiro, Pernambuco é um dos primeiros Estados a lançar a pré-candidatura de Lula. Outras manifestações e atos estão programados até o dia 7 de outubro, data do primeiro turno das eleições. "Vamos prosseguir até 7 de outubro com uma passagem importante em 15 de agosto, quando vamos todos a Brasília fazer o registro da candidatura de Lula. Uma liderança reconhecida em todas as pesquisas como vitorioso na eleição e que está sendo alvo das perseguições e das ilegalidades que a gente está assistindo exatamente porque forças que não querem que o povo decida o caminho do País estão forçando, violando a Constituição, e mantendo preso um inocente", disse.

Entre as atividades, um abaixo-assinado está em curso, além de ações com os comitês populares, panfletagens. "Vamos seguir mobilizando a sociedade para no dia 15 de agosto deixar a candidatura de Lula e no dia 7 de outubro ter o País de volta, ter a democracia de volta, onde milhões de brasileiros que vão estar naquela urna vão digitar aquele teclado, vão ver o retrato de Lula e vão ter de novo seus sonhos devolvidos, seu futuro e oportunidades reabertas", declarou.

Entre os presentes ao ato político, a deputada estadual Teresa Leitão (PT) e o vereador do Recife Ivan Moraes Filho (PSOL).



Com informações de Anna Tenório, da editoria de Política.

Tudo indica que Josué será mesmo o vice de Alckmin
Tudo indica que Josué será mesmo o vice de AlckminFoto: Divulgação

Filho do ex-vice-presidente José Alencar, o empresário Josué Gomes, cotado para a vaga de vice-presidente na chapa do pré-candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB), agradeceu, nesta sexta-feira (20), por meio de nota, a indicação do Centrão ao seu nome e defendeu que a coligação deve ter como base programas e ideias para as eleições de outubro próximo.

O empresário, que é filiado ao PR, também lembrou do pai, morto em 2011, que foi vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Relembro o meu saudoso pai, que dizia que o importante na chapa é quem a encabeça. E acrescentava: 'Vice não manda nada e deve evitar atrapalhar'".

Confira, abaixo, a íntegra da declaração:

NOTA

Em viagem de trabalho ao Exterior, tomei conhecimento da decisão do Partido da República (PR), ao qual sou filiado, de, juntamente com o DEM, PP, PRB e Solidariedade, apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, sugerindo o meu nome como possível vice da chapa. Relembro o meu saudoso pai, que dizia que o importante na chapa é quem a encabeça. E acrescentava: "Vice não manda nada e deve evitar atrapalhar".

De minha parte, creio firmemente que uma coligação deva estar baseada em programas e ideias que projetem os rumos a serem seguidos pelo Brasil. Recebi com responsabilidade essa possível indicação. Agradeço a confiança que as lideranças depositam em meu nome. No meu retorno, procurarei inteirar-me dos encaminhamentos feitos pelos partidos, para que possa tomar uma decisão.

Josué Christiano Gomes da Silva

Gleisi Hoffmann se reúne com lideranças do PT-PE
Gleisi Hoffmann se reúne com lideranças do PT-PEFoto: Paullo Allmeida

A Executiva Nacional do PT adiou, nesta sexta-feira (20), em reunião em São Paulo, as convenções estaduais para o dia 2 de agosto, como último esforço da articulação nacional para fechar aliança com o PSB. A proposta surgiu nesta quinta-feira (19) - após a visita que o vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, fez ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (19), em Curitiba.

Outrora pré-agendada para ocorrer entre 27 e 29 de julho, a convenção definirá entre as teses de aliança ao PSB, do governador Paulo Câmara, ou a candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), ao Governo de Pernambuco – estado chave para os socialistas. A petista, todavia, segue articulando a postulação e reunindo aliados. Câmara, por sua vez, segue tentando costurar internamente apoios do PSB em torno da candidatura do PT.

O prazo legal para realizar as convenções é até dia 5 de agosto.

Confira a resolução da Executiva Nacional:

Resolução sobre Adiamento dos Encontros Estaduais dos Estados do Amazonas, Amapá, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Tocantins e Rondônia,

Considerando que o processo de negociação com PSB e PCdoB quanto ao apoio formal à candidatura do PT à Presidência da República ainda está em andamento, sem perspectivas de conclusão no curto prazo;

Considerando que os Encontros Estaduais que podem ser afetados por esta negociação devem ser realizados após a conclusão da mesma;

A Comissão Executiva Nacional do PT decide:

Os Encontros Estaduais de Tática Eleitoral e Definição de Candidaturas do PT nos Estados do Amazonas, Amapá, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Tocantins e Rondônia, ficam transferidos para o dia 02/08/2018.

São Paulo, 20 de julho de 2018.

Comissão Executiva Nacional do PT

Congresso Nacional
Congresso NacionalFoto: Wikimedia Commons

Está em análise na Câmara dos Deputados proposta que altera a Lei das Eleições (Lei 9.504/97) para permitir que contas de campanhas apresentadas fora do prazo sejam julgadas pela Justiça Eleitoral para fins de quitação eleitoral.

Nesse caso, será aplicada multa de 2% do valor da prestação de contas. Pela legislação atual, o candidato que descumprir o dever de prestar contas não poderá receber o certificado de quitação eleitoral e, portanto, não será considerado apto a concorrer a cargos eletivos.

A medida consta no Projeto de Lei 8832/17, do deputado licenciado Ronaldo Fonseca (Pode-DF). Ele argumenta que a lei atualmente cria um impedimento para novas candidaturas que não está previsto na Constituição e, portanto, compromete os direitos políticos.

Segundo Fonseca, “o projeto corrige a inadequação legal, permitindo que o candidato que apresente sua prestação de contas de campanha fora do prazo possa a voltar a concorrer em eleições futuras”.

O projeto exige a apreciação das contas de campanha até seis meses antes da eleição subsequente.

Tramitação
A proposta está apensada ao Projeto de Lei 10542/18, de autoria do Senado. Os textos serão analisados em conjunto pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário.

Manifestantes na Marcha "Lula Livre, Lula Inocente"
Manifestantes na Marcha "Lula Livre, Lula Inocente"Foto: Reprodução

A Marcha “Lula Livre, Lula Inocente”, que saiu de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, na última segunda-feira (16), chegou ao Recife na manhã desta sexta-feira (20). Os manifestantes ligados ao Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST) e à Frente Brasil Popular, com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE), chegaram à Capital pernambucana após percorrer mais de 100 quilômetros pelo Estado e passar por várias cidades, como Pombos, Vitória de Santo Antão, Bonança e Moreno. Eles pedem a liberdade do ex-presidente Lula, preso desde 7 de abril na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no Paraná.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF-PE), o grupo se desloca ocupando o acostamento e parte da faixa direita da BR-232, o que provoca um congestionamento de cerca de 1,5 quilômetro na altura do bairro do Curado, na Zona Oeste do Recife, por volta das 10h.

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Os manifestantes devem chegar à tarde à Praça do Derby, na área central do Recife, onde farão o ato “Lula Livre, Lula Inocente”, a partir das 15h, que marcará o lançamento da candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República.

Assista ao vídeo que mostra a marcha passando por São Lourenço da Mata:

Governador Paulo Câmara
Governador Paulo CâmaraFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A tarefa do vice-presidente nacional do PSB, governador Paulo Câmara, de costurar apoio formal ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a neutralidade não tem sido fácil. Enquanto o socialista pernambucano busca aliados internos, outras lideranças do partido trabalham em sentido contrário: o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), defenderam publicamente o apoio formal a candidatura do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), à Presidência da República.

Rollemberg - que já havia se manifestado pró-Ciro Gomes, via redes sociais, no mesmo dia em que Câmara defendeu apoio ao petista - destacou, nesta quinta-feira (19), em entrevista ao jornal O Globo, que o PSB não pode ficar neutro e já teria avisado ao pedetista que o seu partido marcharia com ele na corrida eleitoral. As declarações seguiram a mesma linha de Lacerda, anteontem. Ambos possuem relações com Ciro. Mas, no partido, há setores anti-petistas.

Após reunião com a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, na semana passada, Paulo Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB, declarou que vai apoiar o ex-presidente Lula, independente da posição partidária. Câmara, todavia, trabalha para conseguir, ao menos, a neutralidade do partido no pleito presidencial, visto que a tendência do PSB é seguir com o pedetista. A tese de neutralidade, no entanto, foi rechaçada pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, nesta semana. “Eu não reconheceria o PSB se ficasse neutro. Defendo que partido tenha uma posição. Neutralidade é inaceitável e imperdoável.”

Proposta de Ciro Gomes (PDT) pretende reduzir endividamento da população e retirar nomes de cadastros de inadimplentes
Proposta de Ciro Gomes (PDT) pretende reduzir endividamento da população e retirar nomes de cadastros de inadimplentesFoto: Divulgação

No dia em que o bloco do centrão desistiu de apoiar a sua candidatura, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, ontem, fez um aceno enfático aos partidos de esquerda. Para analistas, a viabilidade da candidatura do ex-governador do Ceará, hoje, depende fundamentalmente do PT, já que ambos disputam os apoios do PSB e do PCdoB.

Com a indefinição entre os partidos de centro-esquerda, que tendem a apoiar o ex-presidente Lula (PT), Ciro chegou a trabalhar pelo apoio dos partidos do centrão, o que lhe renderia um acréscimo considerável no tempo de televisão e nos recursos de campanha. Seus "rompantes e incompatibilidade ideológica", entretanto, pesaram contra a aproximação com DEM, PP, SD e PR - siglas que, apesar do perfil fisiológico, têm uma identidade próxima com a direita.

“A aliança do Ciro com esse grupo seria muito inconsistente, pela trajetória dele. Esse grupo, a gente fala ‘centrão’, mas é um grupo de direita. Fala-se de ‘centrão’ como eufemismo. Levando em conta tudo que o Ciro pensa, é difícil compatibilizar a crítica radical ao Governo Temer com toda base de Temer”, aponta o professor de Ciência Política da UFMG Carlos Ranulfo. “A aliança que ele desejaria é ser apoiado pelo PT e PSB, mas não é fácil convencer o PT a não lançar candidato”, avalia.

O cientista político da UnB David Fleischer alerta para o histórico do PT, que, desde a redemocratização, nunca fez coligação onde não fosse cabeça de chapa. "É preciso levar em conta todas as coligações a nível estadual. Articular governador e vice governador, dois candidatos ao Senado, quatro suplentes e uma lista de deputado federal e estadual é uma negociação duríssima", diz.

Na briga de Ciro contra Alckmin pelo centrão, segundo o cientista político Elton Gomes, pesou a estrutura partidária, a militância, a capilaridade de prefeitos, deputados e governadores. "O centrão percebeu que Ciro não tinha condições de fazer a sua candidatura sair de um dígito", apontou.

Com o receio de ficar isolado na disputa eleitoral, Ciro decidiu aumentar a ofensiva sobre o PSB e o PC do B, que, nas últimas semanas, passaram a cogitar como mais provável um apoio ao PT.

"O Brasil nunca será um país em paz enquanto o companheiro Luiz Inácio Lula da Silva não restaurar a sua liberdade. Eu luto por isso", disse Ciro, ontem, durante encontro com dirigentes sindicais. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que Ciro não ficará isolado e que não há como perder algo que não se tem. "Esse doce podia estar estragado", respondeu ao ser perguntado se o bloco do centrão tirou o doce da boca do PDT.

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