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Descartada pelo PT do pleito ao Governo do Estado em um acordo que colocou seu partido no palanque do governador Paulo Câmara (PSB), a agora candidata a deputada federal Marília Arraes (PT) começa a dar pistas sobre para quem vai tentar direcionar seus votos. Em vídeo publicado em suas redes sociais, ela rasga elogios a Sílvio Costa, candidato ao Senado pelo Avante.

O apoio não chega a causar surpresa pois Humberto Costa, candidato ao Senado por seu partido passou a ser desafeto declarado de Marília - nos bastidores, é atribuído ao senador petista um papel decisivo para inviabilizar a candidatura da petista.

Confira o depoimento:


“Eu quero aqui declarar meu apoio ao futuro senador Sílvio Costa. (...) nesse processo que nós vivemos de golpe foi um dos deputados que mais defendeu a presidenta Dilma no congresso nacional. Nunca baixou a cabeça. Obrigado, Sílvio, por estar sempre ao nosso lado, em defesa da nossa candidatura e por estar sempre ao lado do povo do Brasil, da democracia e do lado certo da história.Você merece o título de senador de Lula, porque sempre defendeu nosso presidente dessa perseguição política, jurídica e mídia que ele está sofrendo. Sua trajetória política, Sílvio, faz de você um dos quadros mais preparados para assumir o Senado Federal. Sou Marília Arraes e meu senador do coração é Sílvio Costa”.

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Luciano Siqueira
Luciano SiqueiraFoto: Reprodução/Facebook

Por Luciano Siqueira

Agora que a batalha eleitoral começou pra valer, ganham maior destaque as pesquisas e a interpretação de cada uma delas, ao gosto e conforme as pretensões de cada litigante.

Há tese para tudo.

Inclusive para quem não passou de 2% de intenção de votos e para quem, como candidato tucano Geraldo Alckmin — alçado à condição de homem da confiança do super poderoso mercado —, que ansiosamente tenta chegar aos dois dígitos e volta suas baterias contra o concorrente da extrema direita, o ex-capitão Jair Bolsonaro, na dianteira.

“Quando começarem as inserções na TV, as tendências se alterarão“, dizem alguns.

Pode ser. Porém não exclusivamente por isso e talvez não de maneira determinante.

Há uma variável que todos consideram, mas alguns fazem de conta que não — as condições concretas de existência da grande maioria da população, pioradas gravemente em dois anos de governo golpista de Michel Temer.

Essa variável coloca no pódio, dentre os muitos fatores que poderão contribuir para o desenlace do primeiro turno, Sua Excelência o Eleitor, cuja capacidade de discernimento é subestimada, tanto pelos candidatos comprometidos com agenda ultraliberal, como por “analistas“ de diversos matizes que ocupam espaço diuturnamente na grande mídia monopolizada.

Tudo bem, alguém poderá argumentar que foi justamente aliança entre a maioria parlamentar reacionária (que emergiu das urnas há quatro anos) e o complexo mediático que anulou a quarta vitória consecutiva do povo nas eleições presidenciais, afastando do poder a presidenta Dilma Rousseff.

Estariam essas forças aptas a seguir adiante no golpe e evitar a “ameaça“ de uma vitória de Fernando Haddad ou Ciro Gomes, e a partir daí a interrupção da agenda tocada pelo governo Temer?

Eis o nó cego difícil de desatar.

Como já reconheceu em público um ilustre economista das hostes tucanas, essa agenda — a seu ver inegociável — não passa pelas urnas.

Pois é exatamente este o conteúdo da contenda que pode dividir claramente (com a ajuda TV, sim) os campos no primeiro turno, dando ensejo a que o candidato da aliança PT-PCdoB (Lula ou Haddad com Manuela vice) passe ao segundo turno. Ou Ciro Gomes (PDT).

O tempo de campanha é muito curto, comparado aos pleitos passados, e é urgente lastrear a campanha Lula ou Haddad com mensagem esclarecedora e compreensível pela maioria dos eleitores.

Num eventual segundo turno, alargando a frente oposicionista o mais amplamente possível, quem sabe possamos conquistar a quinta vitória do povo brasileiro.

João Amoêdo (NOVO), candidato à presidência da República
João Amoêdo (NOVO), candidato à presidência da RepúblicaFoto: Reprodução

Mais um presidenciável em solo pernambucano. Na próxima sexta-feira (28), o administrador de empresas, engenheiro e candidato pelo Partido Novo, João Amoêdo, virá ao Recife para cumprir uma agenda, no comitê da legenda, no bairro do Pina. Ele concederá entrevista coletiva.

TRE-PE reúne coligações para discutir regras da campanha
TRE-PE reúne coligações para discutir regras da campanhaFoto: Carla Siqueira / Especial para FOLHA DE PERNAMBUCO

Com o objetivo de garantir uma campanha eleitoral segura e tranquila, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) convocou, na manhã de hoje, candidatos, advogados de partidos e coligações e representantes partidários para uma reunião na sede do Tribunal.

No encontro, conduzido pelo desembargador Stênio Neiva, coordenador da Comissão de Desembargadores Auxiliares (CDAUX), ficou acordado entre os participantes que as coligações irão respeitar a sede do comitê do adversário e que também vão tentar delimitar as suas áreas de atuação.

A reunião aconteceu poucos dias após uma confusão entre a militância de Paulo Câmara e Armando Monteiro (PTB), ganhar as redes sociais, na última semana. Entretanto, o encontro é considerado de praxe. “Na realidade todo ano se faz isso. Não aconteceu antes porque a gente não tinha agenda”, explicou Stênio Neiva.

Durante a conversa, representantes de três coligações de manifestaram: Frente Popular, encabeçada pelo governador e candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB), Pernambuco Vai Mudar, do senador Armando Monteiro (PTB), e Esperança Não Tem Medo, da advogada Dani Portela (PSOL).

“A gente sabe que tem alguns atritos em alguns locais isolados e essas reuniões e esses contatos, sobretudo com a população, servirão para que a gente possa aparar eventuais arestas que estejam surgindo”, comentou o procurador regional eleitoral auxiliar, Roberto Moreira.

Militantes de Armando e Câmara se reúnem em frente à emissora local
Militantes de Armando e Câmara se reúnem em frente à emissora localFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Militantes uniformizados de Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB) se reuniram em frente a uma emissora de rádio local para acompanhar o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Estado, nesta terça-feira (28). Ambos os grupos, compostos por cerca de 50 pessoas cada um, apoiaram os candidatos com gritos de guerra. Questionados sobre quanto recebem para participar da campanha, militantes de Paulo Câmara informaram à reportagem do Blog da Folha serem remunerados com diárias de R$ 34.

Entre os principais coros proferidos pelo grupo de Armando: "Inha, inha, inha, é Paulo mentirinha", "Cadê a tarifa única?" e “Ula, ula, ula quer pegar moral com Lula”. Mais contidos, os apoiadores de Câmara não respondiam às provocações e se limitavam a cantos em favor do governador, como “Paulo é o comando!”.

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com informações de Juliano Muta

Debate com candidatos ao Governo do Estado em emissora de rádio local
Debate com candidatos ao Governo do Estado em emissora de rádio localFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Em debate promovido por uma emissora de rádio local nesta terça-feira (28), o candidato ao Governo do Estado Armando Monteiro (PTB) questionou o governador Paulo Câmara (PSB) sobre as manifestações de arrependimento dadas recentemente pelo socialista acerca de seu apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“A interpretação não corresponde à realidade. Apoiamos Lula sim porque ajudou o Brasil. O seu palanque defende essas políticas de Temer, só fizeram mal ao País. A gente sabe que o impeachment foi ruim, a ideia era tirar Dilma e Temer, mas isso não aconteceu”, rebateu Câmara.

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Monteiro criticou a resposta e afirmou que "não muda de posição ao sabor do momento". “Seu partido constitui o governo Temer. Vamos respeitar o eleitor. Estou à sua disposição de discutir Pernambuco”.

Câmara alegou ter sido contra a participação em ministérios. “Fernando Filho lhe apoia. Nós fomos contra a reforma trabalhista, contra a venda da Petrobras. A turma do Temer está no seu palanque”, disse o candidato à reeleição. Finalizando, o governador acusou Monteiro de ter compromisso com a gestão de Michel Temer. “Você foi a favor da reforma trabalhista e da venda da Eletrobrás, a turma do Temer está no seu palanque”.

com informações de Ulysses Gadêlha, da Editoria de Política

O deputado federal Jair Bolsonaro
O deputado federal Jair BolsonaroFoto: Carl de Souza/AFP

Com alto índice de intenções de votos no ex-presidente Lula (PT), preso, Pernambuco entrou na rota dos presidenciáveis como um desafio. Com fraco desempenho nas pesquisas com foco no Estado e sem palanque, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) deve realizar agendas no Recife, no dia 10 de setembro, e em Caruaru, no Agreste, dia 11. Já o candidato à vice-presidente na chapa petista, ex-prefeito Fernando Haddad (PT) visita, no próximo sábado, Caetés, no Agreste, e a Capital pernambucana para se tornar conhecido.

Ao lado do governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição, Haddad vai pela manhã à cidade natal de Lula, que até 1964 era distrito de Garanhuns, onde também pode ocorrer algum ato. “Há simbolismo em Caetés e em Garanhuns, ligado a Lula e o papel que representa Haddad”, ponderou Bruno Ribeiro, presidente estadual do PT. Os formatos dos atos ainda estão sendo organizados.
Com baixa inserção em Pernambuco, o presidenciável João Amôedo (Novo) realiza, na quinta-feira, no Clube Português do Recife, ato com militantes e candidatos do partido.

A primeira semana de setembro será movimentada. O presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar, explicou que estas datas estão reservadas para agendas de Bolsonaro, porém os atos ainda serão organizados. Na mesma semana, o também presidenciável, ex-governador Ciro Gomes (PDT), deve desembarcar em Pernambuco. Ainda sem agenda consolidada, o partido trabalha com datas de 5 a 8 de setembro.

Na última semana, os presidenciáveis Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), além do plano b de vice-presidente na chapa petista, deputada Manuela D’ávila (PCdoB-RS), estiveram em Pernambuco. Com exceção do tucano, que foi à Petrolina, no Sertão, todos cumpriram agenda no Recife.

Ana Patrícia
Ana PatríciaFoto: divulgação

A candidata Ana Patrícia Alves (PCO) foi convidada para encerrar a série de entrevistas com os candidatos ao Governo de Pernambuco do programa Folha Política, promovida pela Rádio Folha FM 96,7 desde a semana passada. No entanto, a candidata não compareceu à sabatina nesta terça-feira (28) alegando estar com uma crise de enxaqueca

A Rádio Folha não foi informada previamente pela assessoria da candidata sobre a sua falta ao programa e seu estado de saúde

Durante os seis dias, as sabatinas ofereceram aos candidatos uma oportunidade para apresentarem e esclarecerem as suas propostas sobre saúde, segurança e drogas, ação social, educação, cultura, infraestrutura, desenvolvimento econômico e turismo, além de debater a conjuntura político-partidária da disputa.
Os assuntos foram sinalizados como prioritários pela própria população, por meio da uma pesquisa de opinião do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), divulgada pela Folha.

Confira as sabatinas:

[Vídeo] Confira a cobertura completa da entrevista de Armando Monteiro

Debate com candidatos ao Governo do Estado em emissora de rádio local
Debate com candidatos ao Governo do Estado em emissora de rádio localFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Quatro candidatos ao Governo de Pernambuco realizam nesta terça-feira (28) o primeiro debate de rádio da campanha eleitoral deste ano. Armando Monteiro (PTB), Dani Portela (PSOL), Maurício Rands (PROS) e Paulo Câmara (PSB) e foram convidados por uma emissora local para discutirem seus projetos para o Estado.

De acordo com as regras do debate, divulgadas pela emissora, os candidatos foram selecionados de acordo com a representação de seus partidos no Congresso Nacional.

Educação
No início do debate, o candidato à reeleição Paulo Câmara perguntou ao candidato Armando Monteiro sobre as propostas do petebista para a educação. "O Ceará fez diferente: investiu muito no ensino fundamental, bonificando os municípios pelo seu desempenho. Não podemos ter essa visão partida", disse. Monteiro ainda classificou o ensino fundamental do Estado como "ruim" e afirmou que a educação "é um ciclo completo".

Câmara rebateu dizendo que sua gestão fez muita pela educação. "Em 2016, tivemos o melhor ensino médio do Brasil. Armando quando fala do Ceará, desconhece a escola integrada que estamos fazendo em Pernambuco". Para finalizar a discussão, Armando insistiu no exemplo do Ceará. "É preciso investir no ciclo completo. O Ceará avançou muito, das 100 melhores escolas do Brasil, 70 são de lá. Se o Ceará conseguiu, Pernambuco também consegue".

Segurança Pública
Armando perguntou à Dani Portela sobre as propostas da candidata para a segurança pública. "A gente precisa pensar na segurança como uma bicicleta. Só anda se a roda da prevenção funcionar. Como combater a violência se a gente não combate as causas? Vivemos um dos maiores índices de desemprego, isso também influencia na violência. São 12 anos de governo do PSB e o Pacto pela Vida é pela vida de quem?", criticou Portela.

Em seguida, Armando acusou Câmara de "terceirizar a responsabilidade". "Nós vamos restaurar a autoridade do governador. O bandido não vai ter vida fácil. Não é uma promessa, é um aviso". Dani criticou o posicionamento punitivo de Armando. "Temos que parar de pensar nessa perspectiva punitivista. A juventude negra continua morrendo, precisamos pensar em outras alternativas", finalizou.

Enchentes
Dani questionou o candidato Maurício Rands sobre as barragens prometidas após as enchentes que assolaram o Estado. Para o candidato do PROS, falta capacidade de articulação no Governo de Pernambuco para tocar as obras. "Nós fomos líderes de bancada no governo Lula, vou colocar a minha capacidade de articulação à disposição. Pernambuco perdeu muito recurso federal por falta de capacidade de diálogo".

A candidata do PSOL afirmou que é preciso descentralizar os recursos e questionou o posicionamento do partido de Rands. "Tenho sido questionada sobre a postura do seu partido, o PROS, que diz que é oposição e mantém cargos no governo. Não é contraditório?". Rands rebateu afirmando que seu governo, caso seja eleito, não irá lotear cargos públicos. "Nossa coligação é pequena. É a ideia de 'porteira fechada' para práticas antiéticas. Vamos ter outra concepção. Não sou coronel pra mandar nas pessoas. As pessoas que fazem parte do meu partido decidiram ficar e eu não mando nelas", respondeu.

com informações de Ulysses Gadêlha, da Editoria de Política

Carlos Siqueira é presidente do PSB
Carlos Siqueira é presidente do PSBFoto: Divulgação

Apesar do desejo do vice-presidente nacional do PSB e candidato à reeleição ao Governo de Pernambuco, Paulo Câmara, de o seu partido integrar a coordenação geral da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o partido iria declinar do convite. Afinal, os socialistas já haviam decidido não realizar apoio formal a nenhuma das candidaturas presidenciais.

Siqueira disse que, por causa da decisão oficializada na convenção do partido, não indicará nenhum socialista para a campanha petista. “Em razão da nossa decisão de não realizar coligação formal com nenhum candidato presidencial e também porque há apoio a outros candidatos, e não apenas ao do PT, não irei indicar nenhum dirigente para a coordenação da campanha do PT”, afirmou ele, acrescentando que ainda iria informar a presidente nacional petista, senadora Gleisi Hoffmann.

A maioria da Executiva e do Diretório do PSB era favorável ao apoio à candidatura do ex-governador Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República, mas alguns diretórios regionais relevantes ao partido - como São Paulo e Pernambuco - tinham interesses divergentes. Declarar “neutralidade” foi a saída encontrada para amenizar a quebra de braço dentro da legenda.

Aliado do PT, Câmara defendeu que o partido indicasse o nome do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), para a missão. O paraibano também é da ala pró-PT. A aceitação do convite, na prática, representaria uma aliança com os petistas, rechaçada por alguns correligionários, como o também vice-presidente nacional do partido e ex-deputado Beto Albuquerque, que se manifestou contrário à possibilidade. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato à reeleição, segue fazendo campanha para o presidenciável do PDT nas redes sociais.

Com a neutralidade do PSB, Câmara se viu livre da candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), na disputa estadual, ganhou o tempo de televisão do PT e o direito de explorar a imagem do ex-presidente Lula durante a campanha. Os petistas, todavia, ganharam o apoio informal dos socialistas a candidatura do partido - independente de Lula ou do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) - em 11 estados.

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