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Mendonça Filho (DEM) aparece em terceiro colocado na disputa pelo Senado em diferentes cenários de institutos de pesquisas de intenção de voto
Mendonça Filho (DEM) aparece em terceiro colocado na disputa pelo Senado em diferentes cenários de institutos de pesquisas de intenção de votoFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A guerra jurídica por uma das duas vagas ao Senado puniu o senador e candidato à reeleição, Humberto Costa (PT), para o petista retirar do ar peças contendo afirmações sobre o candidato Mendonça Filho (DEM), quando ministro da Educação, que teria cortado vagas do ProUni, Pronatec e Fies, além de ter encerrado o programa ProUni, Pronatec e Fies.

O desembargador Itamar Pereira da Silva Júnior aceitou os argumentos do jurídico do candidato Mendonça Filho para a concessão da liminar. “Observa-se a montagem das imagens quando do discurso do áudio, as manchetes estampadas e a imagem sobreposta do candidato representante, gerando um entendimento diverso, distorcendo a realidade dos fatos, e, esses, ultrapassam os limites do debate político”, detalha na representação o desembargador.

Mendonça Filho afirma ter aumentado as vagas no Fies, Pronatec e ProUni, e criou o MedioTec. Ainda conseguiu resgatar R$ 4,7 bilhões, garantindo a manutenção e ampliação de todos os programas.

Com relação ao Ciência Sem Fronteiras, o programa para graduação foi encerrado em 2014 e a última edição lançada em 2011. O Ministério da Educação, por meio da CAPES, está honrando os compromissos assumidos com os bolsistas remanescentes que ainda estão no exterior. Em 2018, a previsão de gastos com o Programa Ciência Sem Fronteiras é de R$ 80 milhões.


 

Alex Ribeiro
Alex RibeiroFoto: Divulgação Facebook

Por Alex Ribeiro, cientista político, jornalista e doutorando em História pela UFBA

Os discursos do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) em detrimento às mulheres feitos em seus anos como parlamentar e agora mais evidenciados na campanha eleitoral levaram a algo impensável nos últimos anos: a união de diversos grupos pela valorização do sexo feminino. No entanto, na prática o discurso é mais que político e maior que o repúdio ao presidenciável. É pela “defesa” (direito e liberdade) de ser mulher, negra e homossexual.

Os dados oficiais sobre o assassinato de mulheres em 2017 chega a 4.473, sendo 946 feminicídios – termo usado sobre a violência contra o sexo feminino, que incluem o abuso sexual e assédio verbal. Vale lembrar que nem todos os Estados chegam a divulgar os números sobre as agressões, como também muitas mulheres não denunciam os abusos por conta do medo dos seus companheiros.

Estes números levam a urgência o debate sobre a questão da submissão do sexo feminino. Novos estudos mostram que as mulheres também eram protagonistas da família, dos negócios, de seus papéis nas atividades científicas e até de revoltas – isto claro, em diferentes momento históricos. Pois é, a expressão “sexo frágil” nada mais é do que uma construção da cultura patriarcal do País e que alimenta até hoje a violência contra as mulheres.

Esta nova análise sobre as mulheres está mudando os quadros da História. Elas sempre estiveram em acontecimentos importantes, mas ignoradas na maior parte das documentações e consequentemente das produções acadêmicas e livros didáticos. Mesmo sendo submetidas a situações de exploração pelo seu trabalho e reprimidas até nas relações familiares, elas encontravam maneiras de exprimir seus interesses. Ser desprovida de direitos não impedia de dialogar, de assumir cargos, de lutar. Com isso, o estudo relativo ao feminino pretende fazer-se presente na História como forma de resistência em vez de dominação. Não é uma questão de ideologia, é de igualdade.

Isso mostra que temas importantes antes discutidas em torno da figura do homem estão sendo revistas. Está na hora de enaltecer o protagonismo das mulheres. Deixar de tratá-las como minorias, de fazer meras menções como Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda

As mulheres vão muito além das atividades domésticas, de terem sidos escravas passivas e de esconderem a sua orientação sexual. A nossa História é injusta e diversos grupos em prol do sexo feminino também estão tentando mudar a tradição patriarcal. E mesmo que 50% delas ainda não rejeitem a candidatura de Bolsonaro, na prática muitas não seguem o seu discurso e lutam pelos seus espaços. 

Banner 2 eleitoral PREPE/MPF
Banner 2 eleitoral PREPE/MPFFoto: Divulgação

Nota Oficial:

O Ministério Público Eleitoral em Pernambuco propôs nesta sexta-feira (28) nova representação para que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) tome providências para impedir a execução de música de cunho discriminatório na carreata em favor do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) prevista para o próximo domingo, 30 de setembro.

Uma representação com a mesma finalidade havia sido proposta, mas ontem (27) o pedido foi indeferido pela juíza Karina Aragão. O novo requerimento foi direcionado diretamente à Comissão de Juízes da Propaganda do Recife, órgão do TRE-PE que exerce poder de polícia em matéria de propaganda eleitoral, ou seja, pode adotar medidas para coibir práticas ilegais, até suspendendo imediatamente ato abusivo.

Candidatos ao Senado em Pernambuco
Candidatos ao Senado em PernambucoFoto: Arte/FolhaPE

Na pesquisa Datafolha para duas vagas no Senado por Pernambuco, o deputado Jarbas Vasconcelos (MDB) continua na liderança, seguido pelo senador Humberto Costa (PT). Jarbas oscilou de 36% para 38%. Humberto cresceu de 30% para 34% e conseguiu se descolar de Mendonça Filho (DEM), que foi de 31% para 27%.

O levantamento, realizado com 1.302 eleitores nos dias 26, 27 e 28 de setembro, mostra Bruno Araújo (PSDB) com 11%, Silvio Costa (Avante) com 11%, Pastor Jairinho (Rede) com 5% e Adriana Rocha(Rede) com 3%.

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Helio Cabral (PSTU), Lidia Brunes (PROS), Eugenia (PSOL), Alex Lima Rola (PCO) e Albanise (PSOL) marcaram 1% cada.

A pesquisa aponta que 18% do eleitorado pernambucano declararam que vão votar em branco ou nulo para a primeira opção do Senado. O levantamento indica que 27% farão o mesmo para a segunda opção.

O Datafolha mostra que 7% dos eleitores estão indecisos para a primeira vaga de senador (eram 6%) e 12% para a segunda vaga (eram 10%). A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa, contratada pela Folha de S.Paulo e TV Globo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número PE-03031/2018. O nível de confiança é de 95%.

Candidatos ao Governo de Pernambuco
Candidatos ao Governo de PernambucoFoto: Artes/Folha de Pernambuco

A pouco mais de uma semana para as eleições, nova pesquisa Datafolha aponta que o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), dobrou a vantagem para seu principal opositor: o senador Armando Monteiro (PTB).

Paulo passou de 35%, no levantamento realizado nos dias 18 e 19 de setembro, para 38% das intenções de voto. Armando oscilou negativamente. Tinha 31% e foi para 30%. A diferença entre os dois, que era de 4% na semana passada, atingiu o patamar de 8%.

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Mauricio Rands (PROS) e Julio Lossio (Rede) marcaram 3% cada um. A candidata Dani Portela (PSOL) ficou com 2%. Ana Patricia Alves (PCO) e Simone Fontana (PSTU) não saíram do 1%. Brancos e nulos caíram de 19%, no levantamento anterior, para 16%. Os indecisos somam 6%, o mesmo índice de antes.

Para esta pesquisa foram ouvidos 1.302 eleitores em 55 municípios de Pernambuco. A margem de erro para o total da amostra é de 3 pontos percentuais. O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 28 de setembro.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, Paulo Câmara é citado por 19%, mesmo índice registrado na pesquisa anterior. O senador Armando Monteiro ficou com 15%. Ele tinha 13%. Também foram citados Lossio (1%), Dani Portela (1%) e Rands (1%). Uma parcela de 40% não menciona nenhum nome.

Pela primeira vez, Paulo Câmara e Armando Monteiro apresentam índice de rejeição similar. O Datafolha aponta que 31% não votariam de jeito nenhum no governador. A rejeição de Armando saltou de 23% para 30%.

Datafolha em Pernambuco: Confira os números da 4ª pesquisa de intenção de voto

Datafolha em Pernambuco: Confira os números da 4ª pesquisa de intenção de voto - Crédito: Reprodução/TV Globo


Segundo turno
No segundo turno, Paulo venceria Armando com um percentual de 43% contra 38%. A pesquisa, contratada pela Folha de S.Paulo e TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número PE-03031/2018. O nível de confiança é de 95%.

Candidatos discutem temas heterogêneos no debate desta sexta-feira (28)
Candidatos discutem temas heterogêneos no debate desta sexta-feira (28)Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Tabelinha de Armando Monteiro (PTB) e Julio Lossio (Rede) continua no terceiro bloco  do debate desta sexta-feira (28) com o tema da segurança pública. Armando continuou falando em investir na valorização dos policiais. "Não se melhora sem investir nos servidores", disse o petebista.

A área da Saúde foi duramente criticada por Armando Monteiro que reclamou do sistema de Organizações Sociais de Saúde do Governo Paulo Câmara quando insinuou um direcionamento entre "padrinhos e afilhados". Ainda acha que "precisa de melhoria de gestão" e receitou "descentralização" das ações. O petebista ainda se despediu afirmando que sofreu "ataques covardes" dos seus principais rivais. Para completar falou em "chance dele" se referindo ao governador, e espera ter a sua vez.

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Paulo Câmara (PSB) se defendeu sobre as críticas em torno de segurança pública ressaltando um "desconhecimento" dos seu adversários. O socialista resssalta experiência em "lado de Lula, de Eduardo e de Arraes". 

Candidatos menos pontuados se atacam no debate
Candidatos menos pontuados se atacam no debateFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

A uma semana da eleição e precisando crescer na reta final, o clima de rivalidade está mais acentuado não só entre os principais concorrentes ao Governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB), mas também entre as candidaturas mais modestas, que ainda correm por fora na campanha. Dani Portela (PSol), Maurício Rands (Pros) e Julio Lossio (Rede) protagonizaram uma disputa à parte, em debate na TV Clube, nesta sexta-feira (28).

Ao contrário de debates anteriores, onde focavam exclusivamente em Paulo e Armando - os dois mais bem avaliados nas pesquisas - os candidatos menos pontuados mudaram suas estratégias e passaram a trocar críticas entre si para tentar arregimentar votos dos seus adversários mais diretos. Dani Portela, por exemplo, questionou o fato de Maurício Rands se colocar como uma opção à esquerda, algo que ela considera incoerente.

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Julio Lossio, que participou de seu primeiro debate desde o início da campanha, foi outro alvo escolhido pelos adversários. Maurício Rands criticou o apoio que o ex-prefeito de Petrolina recebeu de eleitores de Bolsonaro e posicionou Lossio como uma das candidaturas de direita do pleito. "Nessas eleições nós temos a candidatura do atual governo e duas candidaturas mais conservadoras, que são a de Armando e, agora, a de Julio Lossio. Quando ele viu que a candidata dele, Marina, caiu nas pesquisas, ele se abraçou com Bolsonaro", disparou.

A declaração de Rands suscitou um pedido de direito de resposta de Lossio, que não foi atendido. Depois, Dani também se posicionou contra Lossio, sobre o mesmo tema. "As mulheres de seu partido também se sentiram golpeadas", disse, respondendo uma pergunta de Julio sobre "golpes" na política local e nacional. Julio respondeu que sua candidatura pretende unificar diferenças e isso tem o apoio das mulheres da Rede. "As mulheres do meu partido que acreditam em democracia, como eu, acreditam que é preciso unir as cores da nossa bandeira", afirmou. "Parece que vale tudo numa eleição. Não vale pelo desespero buscar apoio em todos os cantos e em cantos opostos. Não vale qualquer cor não, porque algumas propostas vão aumentar a cor vermelha, a cor do sangue e da violência", advertiu Dani. 

Resta saber se esses ataques mútuos farão alguma diferença no baixo desempenho que os três têm apresentado nas pesquisas de intenção de voto.

Jair Bolsonaro (PSL)
Jair Bolsonaro (PSL)Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Há elementos inquietantes na campanha de Bolsonaro, o candidato da extrema direita. Além dos discursos pretéritos do capitão da reserva de apoio à tortura, de insulto às mulheres, sempre negados pelo candidato da extrema direita, não obstante vídeos e entrevistas sem fim confirmando ao vivo e em cores o contrário, há outros ainda mais inquietantes.

O primeiro que salta aos olhos é o seu liberalismo econômico. Extrema direita e liberalismo econômico são um oximoro, não dormem juntos em lugar algum do planeta, salvo no Brasil. É preciso avisar ao vice da chapa, o general Mourão, que esta é a verdadeira jabuticaba, só tem aqui. Candidatos da extrema direita na Europa nem de longe se parecem com a nossa versão nacional. Por lá, a extrema direita é nacionalista, apoia os trabalhadores – nacionais, é verdade, prometendo o fechamento do país àqueles que estão fora, imigrantes e refugiados – e não são contra programas sociais.

Esses discursos de matiz liberal que pronuncia o general Mourão fariam corar qualquer um dos generais da ditadura, que viam no Estado a mola propulsora do desenvolvimento econômico do país. Junta-se a esse liberalismo econômico um conservadorismo dos costumes, com o capitão sempre gritando imprecações contra minorias, mulheres, negros, índios, LGBTs, algo jamais visto no Brasil com este teor. E o mais impressionante, o seu assessor de política econômica, o sabe tudo e manda-chuva da economia da campanha, é ele mesmo banqueiro, investidor e neoliberal.

Um outro elemento que não para de impressionar é a mixórdia de ideias embaralhadas que revela a campanha de Bolsonaro. Pessoas ligadas à plataforma do candidato, regida por um “think tank” de nove generais e um brigadeiro, não param de dizer asneiras, às vezes rapidamente contraditadas pelo seu comandante supremo, o capitão da reserva, de seu leito de hospital, em uma cômica quebra da hierarquia militar. Parecem não saber o que estão dizendo: o que diz um deles um dia, desmente o outro no dia seguinte. Desconhecendo como funciona o país, prometem uma radical privatização de tudo, em um ano!, como se isso fosse realmente possível. Aparecem com ameaças de todo tipo aos trabalhadores; recentemente, o fim do 13° salário e críticas sobre remuneração das férias.

Mais ainda, não param de anunciar golpes (“autogolpe”, anunciado pelo general Mourão em entrevista à Globonews). Foi preciso um general da ativa, comandante do exército, e um ministro do supremo virem dizer em público que “quem ganhar leva”. Declarações que em uma nação democrática que vive junta ninguém diz: se não há perigo, não se precisaria avisar do perigo. Não parece ser o caso.

E hoje, 28 de setembro, um dos generais da campanha veio a público dizer o indizível em uma democracia, colocando uma sinistra cereja no bolo de confusões da chapa: "Os livros de história que não tragam a verdade sobre 64 precisam ser eliminados das escolas brasileiras”. Como entender isso, quando educação sugere a dialética do conhecimento, o debate e a diversidade de fontes?

As outras campanhas, mais organizadas e propositivas não parecem conquistar o eleitor da forma que o candidato da extrema direita o faz, e isso é uma grande pergunta que o país irá carregar para o resto da história: o que no candidato de extrema direita seduz tanto o eleitor? Uma sugestão de resposta: o eleitor que apoia a plataforma parece como que assustado com uma barata com a qual não sabe e não quer lidar. Escolhe na pessoa de Bolsonaro um pai que dê fim à barata rapidamente sem que precise olhar.

*Jorge Walkim é formado em Filosofia pela Universidade de Paris Nanterre

Candidatos discutem temas heterogêneos no debate desta sexta-feira (28)
Candidatos discutem temas heterogêneos no debate desta sexta-feira (28)Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara (PSB), assumiu o compromisso de não privatizar a Chesf, e, consequentemente, o Rio São Francisco, segundo seu ponto de vista. O socialista ainda acusou o candidato Julio Lossio (Rede) e seus aliados de apoiarem o projeto. Por sua vez, Julio Lossio agradeceu ao seus aliados, que declararam voto nos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e João Almoêdo (Novo).

Após uma breve tabelinha, Lossio conseguiu deixar o senador Armando Monteiro (PTB) numa situação confortável para que o petebista atacasse Paulo Câmara relembrando que o Governo Temer o teria apoiado em Pernambuco.

Durante esse bloco, Dani Portela (PSol) criticou as posturas que não apoiam as bandeiras de seu partido - preconceitos contra mulheres, negros, questão de gênero, por exemplo. Ela ainda precisou se defender de contra-ataque de Maurício Rands (Pros), que questionou o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro, administrado por psolistas.

Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB)
Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB)Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

A rivalidade entre Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB) ficou evidente logo no início do debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, na noite desta sexta (28), na TV Clube. Brigando pela liderança da corrida eleitoral, eles trocaram farpas e partiram para o enfrentamento.

Em sua primeira pergunta, o socialista escolheu seu principal adversário, questionando sua vida parlamentar. "Em 20 anos de vida parlamentar quantos projetos você aprovou?", alfinetou. Em sua resposta, Armando apontou para o desconhecimento do governador sobre matérias do Congresso Nacional. "Paulo não entende de vida parlamentar. Ao longo da minha carreira fiz 360 relatorias e 30 se converteram em Lei. A minha vida parlamentar foi avaliada não por adversários eventuais, mas por entidades respeitadas e independentes", disse, se referindo aos institutos que avaliaram bem seus mandatos.

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A reforma trabalhista, sempre presente nos embates, e as medidas impopulares aprovadas por Michel Temer (MDB) também foram temas de embate entre os dois. "Armando votou a favor da reforma trabalhista, da retirada da autonomia do porto de Suape e do teto dos gastos que retira os recursos da saúde e educação nos próximos vinte anos", atacou Paulo. Armando respondeu citando o ex-governador Eduardo Campos e desqualificando o candidato do PSB. "Eduardo Campos, esse sim era líder, você é um afilhado. Eduardo me apresentou a Pernambuco como seu candidato a senador. Você votou em mim, Paulo, em 2010", provocou.

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