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Novaes irá gerir um ano do mandato, e, no segundo ano, a responsabilidade passará para Bruno Giovani, do Rio Grande do Norte
Novaes irá gerir um ano do mandato, e, no segundo ano, a responsabilidade passará para Bruno Giovani, do Rio Grande do NorteFoto: Divulgação

Durante a 99° Reunião Ordinária do Fórum Nacional de Turismo (Fornatur), realizada nesta terça-feira (24), no Expo Center Norte, em São Paulo, foi anunciada a nova presidência da entidade.
  
Dentro da nova composição, o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes, foi eleito o vice-presidente da regional Nordeste por aclamação pelos nove Estados nordestinos. Novaes irá gerir um ano do mandato, e, no segundo ano, a responsabilidade passará para Bruno Giovani, do Rio Grande do Norte.

“Me sinto muito honrado por ter sido escolhido por meus companheiros de região para representar nosso Nordeste na nova diretoria do Fornatur. Irei atuar em conjunto e de forma organizada com os Estados para tratar dos interesses de toda a região”, comenta o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes.

A nova presidência, composta por Bruno Wendling, presidente da Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), e Otavio Leite, secretário de Turismo do Rio de Janeiro, terão os próximos dois anos para gerir o Fornatur.

Deputado federal Algusto Coutinho (SD)
Deputado federal Algusto Coutinho (SD)Foto: Divulgação

A assessoria de imprensa do deputado federal Augusto Coutinho (SD) enviou informações sobre o estado de saúde do parlamentar, que passou por cirurgia cardíaca no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, neste domingo (18). 

Confira:

"Após exames de rotina, o deputado federal Augusto Coutinho precisou passar por um procedimento médico para colocação de dois stentes coronários. A cirurgia ocorreu na manhã deste domingo no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e a previsão é de que ele tenha alta na terça-feira. Por orientação médica, precisará ficar de licença das atividades parlamentares durante esta semana para repouso e recuperação".



A cooperação vai promover uma presença mais efetiva do ambiente de inovação pernambucano no parque tecnológico paulistano
A cooperação vai promover uma presença mais efetiva do ambiente de inovação pernambucano no parque tecnológico paulistanoFoto: Divulgação

O governador Paulo Câmara (PSB) participou, em São Paulo, nesta quinta-feira (30), da formalização da parceria entre o Porto Digital e o Inovabra/Habitat. A cooperação vai promover uma presença mais efetiva do ambiente de inovação pernambucano no parque tecnológico paulistano. O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), também esteve presente ao evento.

"Acreditamos muito na força de toda a cadeia produtiva dos negócios 4.0. A parceria entre o Porto Digital e o braço de inovação patrocinado pelo Bradesco já nasce colocando em contato 600 empresas de ponta na busca de soluções tecnológicas para o Brasil e o mundo", destacou Paulo Câmara. O Inovabra Habitat foi criado pelo Bradesco para promover a geração de negócios baseados nas tecnologias que transformam o mundo de hoje. Abrangendo cerca de 20 setores da economia, a iniciativa tem incentivado a inovação de alto impacto e gerado valor para empresas e sociedade por meio da colaboração entre startups, consultores, mentores e investidores.

O espaço tem capacidade para 180 startups e 50 empresas de tecnologia, divididos em 1.500 posições. Entre os eixos tecnológicos trabalhados pelo Bradesco no novo espaço estão Blockchain, Big Data e Algoritmos, Internet das Coisas, Inteligência Artificial e APIs e Plataformas Digitais.

Um dos principais parques tecnológicos e ambientes de inovação do Brasil, o Porto Digital, localizado no Bairro do Recife, tem sua atuação nos eixos software e serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Economia Criativa (EC), com ênfase nos segmentos de games, cine-vídeo-animação, música, fotografia e design. Desde 2015, entretanto, o Porto Digital também passou a atuar no setor de tecnologias urbanas como área estratégica.

O Porto Digital é fruto e referência nacional de uma ação coordenada entre o Governo do Estado, universidade e empresas, conhecido como modelo "Triple Helix", propiciando um ambiente necessário para que o parque tecnológico se transformasse em um dos principais ambientes de inovação do País. Atualmente, o Porto Digital abriga 300 empresas, organizações de fomento e órgãos de Governo e cerca de 9 mil trabalhadores. Desde o final de 2014, o parque também opera na cidade de Caruaru, no Agreste Estado.

Débora Almeida (PSB), prefeita de São Bento do Una
Débora Almeida (PSB), prefeita de São Bento do UnaFoto: Divulgação

Presidente do Comupe e diretora da Amupe, a prefeita de São Bento do Una, Débora Almeida (PSB), foi convidada a ser palestrante no Seminário de Integração e Apresentação para os novos integrantes da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), no próximo sábado, dia 27 de abril. O encontro acontece na Casa Pompeia, em São Paulo.

Dentre os palestrantes do evento está o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que abordará o tema: “Crise e a reinvenção da política brasileira”. Já a prefeita Débora irá falar, entre outros assuntos, sobre habitação.

De acordo com o portal da entidade, a RAPS é uma organização que acredita na política, no diálogo e na cooperação como ferramentas fundamentais para a transformação da sociedade e para a construção de um país mais justo; com mais oportunidades, melhor qualidade de vida para todos e capaz de respeitar seus recursos naturais.

Débora Almeida é integrante da RAPS desde 2017, onde tem participado de diversas atividades de troca experiências exitosas com várias lideranças do país.

Nascida e criada no bairro de Água Fria, Erica Maluguinho é deputada estadual pelo PSOL, em São Paulo,
Nascida e criada no bairro de Água Fria, Erica Maluguinho é deputada estadual pelo PSOL, em São Paulo,Foto: Divulgação/ Facebook

"Mulher, negra, trans, nordestina. Mulher, negra, trans, nordestina. Mulher, negra, trans, nordestina."

Primeira deputada transexual da história da Assembleia Legislativa de São Paulo, Erica Malunguinho, 37, reclama que toda reportagem sobre ela coloca após seu nome a sequência de palavras "mulher, negra, trans, nordestina".

"Jura que sou assim?!", ironiza a parlamentar do PSOL, que marcou a entrevista com a reportagem no café Por Um Punhado de Dólares, no centro de São Paulo, decorado com camisetas estampadas com Lula Livre, #EleNão, Haddad, CUT, MST e o símbolo do Corinthians.

"É preciso debater por que sou apresentada dessa forma. Isso torna as bandeiras estanques e é, inclusive, um desrespeito. Nas nossas construções ancestrais históricas, não havia nada disso."

Em seu perfil no Facebook, entretanto, escreve: "Esse corpo é preto, de mulher, trans e nordestino". É uma reafirmação por enquanto necessária, ela pondera, para lembrar "os grupos apagados da cidadania".

Desde a eleição, apresenta-se como Mandata Quilombo. Ao mudar "mandato", um substantivo masculino, para o feminino, despreza a gramática da língua portuguesa em prol do que considera ser uma atitude política.

Suas causas são as do movimento LGBT. É a mesma lógica que a faz usar eventualmente o "X" no lugar do "O". "Vocês vão entrevistar todxs os deputadxs?", perguntou à reportagem, utilizando a troca que tem se tornado comum em meio ao feminismo e às discussões sobre gênero.

Já o Quilombo, que seria, digamos, o sobrenome da Mandata, carimba o compromisso com o movimento negro. Em 2016, abriu no bairro de Campos Elíseos, na região central, um espaço que chama de quilombo urbano, com debates e eventos culturais em torno da comunidade negra.

O nome do espaço é Aparelha Luzia. Aparelha faz menção aos aparelhos, esconderijos utilizados por movimentos de esquerda na época da ditadura militar no Brasil. Luzia é uma referência ao crânio humano mais antigo do continente americano.

Ali, quem não é negro tem que "negociar a entrada". Não é racismo, segundo Erica, mas resposta a ele.

"É uma negociação de pertencimento, não é impossibilidade da entrada. Nós, pessoas negras, LGBTs, estamos constantemente negociando nosso pertencimento. Quando vamos a bairros brancos, e isso existe, claro, temos que pensar na roupa, no cabelo. E há lugares que efetivamente impedem nossa entrada", afirma ela, citando casos de violência recentes contra negros, como o da advogada Valéria dos Santos, algemada durante uma audiência, e a morte do jovem Pedro Gonzaga, golpeado por um segurança de supermercado, ambos no Rio.

Segundo Erica, já houve problemas na Aparelha com pessoas brancas "que tentaram fotografar moradores de rua", que costumam frequentar o local, "e os corpos de mulheres pretas". "Também já aconteceu de desrespeitarem nossa chef de cozinha e de não me considerarem como uma gestora, um ser político", afirma.

Ela admite que "a Aparelha é um erro do ponto de vista da sociedade". "Mas é um acerto considerando como a sociedade organizou a sua sociabilidade. Lugares de resistência não deveriam existir. Mas existem porque são necessários", diz.

"É preciso haver espaços de proteção, onde os corpos negros possam estar livres e seguros. E, para isso, é necessário que pessoas que não pertencem à comunidade negra ou não são racialmente letradas saibam do que se trata. Não podemos ser vistos com exotismo, como objetos, como corpos que podem ser tocados de qualquer forma."

UM GAROTO GAY

As questões raciais e de gênero estão fortemente presentes na formação de Erica. "Filha de mãe solteira", termo que ela ressalta, nasceu em Água Fria, um bairro de periferia do Recife, em Pernambuco.

A mãe, que hoje tem 74 anos, "foi a escolhida da família para estudar, algo comum em famílias negras, com acesso escasso a recursos", ela conta. Fez então magistério, deu aulas e depois se tornou enfermeira. A discussão política sempre foi presente na família.
"Meus avós, precarizados do ponto de vista social e econômico, eram muito engajados politicamente. Quando o governador Miguel Arraes foi preso na ditadura, minha avó ficou dias na porta da delegacia." Essa avó morreu no ano em que Erica nasceu. "Minha mãe fala que ela renasceu em mim."

Na reta final do ensino fundamental, em escola pública, Erica precisava escolher entre o técnico ou o científico, normalmente a opção de quem tem planos de fazer uma faculdade. "Uma professora me disse que nunca viu pobre fazer científico, então escolhi técnico em contabilidade."

Na adolescência, era um garoto gay que já questionava o gênero. Ainda como uma espécie de performance artística, vestia-se de mulher e andava pelas ruas para observar a reação das pessoas. O preconceito, diz, vinha de todos os lados e teve problemas certa vez quando foi a um bar gay de elite na capital pernambucana.

"Toda vez que eu saía do berço da comunidade negra, quando tinha que ir a festas, bibliotecas, cinema, shopping, tinha que negociar minha presença porque esses lugares de sociabilidade da classe média são estruturas de poder brancas."

Mudou-se para São Paulo e conseguiu uma bolsa do governo federal para cursar pedagogia no Instituto Singularidades, considerado de vanguarda na formação de professores.

Socióloga e educadora, Gisela Wajskop, 61, foi a fundadora da instituição e se lembra bem de Erickson da Silva, nome de registro de Erica, que só mais tarde iria se tornar transexual.

"Era um bom aluno e sempre foi muito questionador e atormentado com diferentes questões. A de gênero se mostrava naquele momento mais presente do que a negritude, e debatíamos muito nas aulas."

Ela foi a sua orientadora no TCC (trabalho de conclusão de curso). "Ele queria estudar a questão de gênero na primeiríssima infância. Acreditava que, desde pequena, a criança deveria ser educada sem gênero, sabendo que pode escolher. Era algo muito ousado para aquele começo dos anos 2000, quando pouco se falava sobre isso na educação, e foi algo que ele antecipou, até porque era uma questão dele."

Mas terminou por abandonar a ideia. "Havia impedimento inclusive por parte das escolas, era algo arriscado", lembra Gisela. O título final do seu TCC foi "As marcas da cultura escolar na constituição de uma docência".

Já a dissertação de mestrado, que terminou em 2017 e assinou como Erica Malunguinho, foi sobre arte clássica e contemporânea africana. Com orientação de Denise Dias Barros, especializada em antropologia das sociedades africanas, recebeu o título pela Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da USP.

Erica, no entanto, prefere não mencionar o nome das universidades onde estudou. "Eu me recuso a receber carimbos das instituições que estão legitimadas pelo pacto do eurocentrismo e da branquitude. Não foram elas que me colocaram nesse lugar, muito pelo contrário, talvez tenham me ensinado a não ser quem eu sou."

Para ela, as instituições "não têm que receber bônus das figuras que somos". "Quem tem que receber esse bônus é minha mãe, as lutas históricas do movimento negro, a nação Palmares, o candomblé..." Está no candomblé, aliás, a origem do sobrenome que escolheu como figura pública, Malunguinho, entidade da religião que segue.

Erica já deu aula para crianças, adolescentes, em escolas públicas e privadas, e na formação de professores, sempre associando arte, cultura, educação e política.

'SOCIALIZOU POUCO'

A deputada conta que sempre teve simpatia pela esquerda, mas a filiação ao PSOL ocorreu apenas pouco antes do processo eleitoral. Para a campanha, recebeu do fundo partidário R$ 5.000 e fez piada com a quantia em um debate recente: "Esse valor foi disponibilizado por um partido socialista só que não... Socializou pouco".

Com poucas doações e um crowdfunding, espécie de vaquinha online, conseguiu um orçamento de apenas pouco mais de R$ 20 mil. Com uma verba irrisória diante do teto de gasto de R$ 1 milhão permitido por lei para a campanha de deputados estatuais, foi eleita com 55.223 votos.

Não atribui o resultado apenas às redes sociais. "Eu tinha pouco mais de 15 mil seguidores no Instagram na eleição. Não é uma matemática simples. As pessoas acordaram que é necessário que esse discurso esteja em disputa na narrativa da política.

 Assim como temos figuras extremamente conservadoras, violentas, que não se importam com quem não está no poder, há aquelas no contraponto extremo, como eu, que tenho como fundamento a emancipação coletiva."

A deputada diz que irá formar seu gabinete com representantes dos grupos que promete defender. Prevê que não será fácil aprovar seus projetos, dentre eles o turismo social a quilombos e a criação de mecanismos de incentivo à inclusão LGBT no mercado de trabalho.

Em uma palestra que postou no seu Facebook, falou com bom humor do que considera obstáculos a enfrentar em todo o trâmite legislativo: "Eu fico imaginando chegar para Janaina Paschoal e dizer: 'Janaina, quero passar meus projetos maravilhosos", referindo-se à deputada do conservador PSL.

"Isso para chegar à plenária. Depois tem que conseguir aqueles votos impossíveis e, se aprovado, ainda tem o governador, que vai dizer: 'Quero não'. A não ser que a gente lance um novo vídeo dele, mais picante por favor", zombou, em menção ao vídeo que surgiu na campanha com um homem com o rosto parecido ao de João Doria (PSDB) participando de uma orgia, que o governador afirmou ser montagem.

Seu voto para a presidência será da colega do PSOL Mônica da Bancada Ativista, representante de um mandato coletivo, algo inédito, com nove integrantes, chamados codeputados, dentre os quais Erika Hilton, negra e transexual, também defensora de causas do movimento negro e do LGBT.

Erica Malunguinho tem no seu perfil uma coletânea de declarações do presidente Jair Bolsonaro contra gays, uma delas em que afirma "sou homofóbico, sim", e aponta o discurso bolsonarista como incentivador de crimes de homofobia.

Desde a eleição, tem evitado se expor demasiadamente nas redes sociais, onde diz ser constantemente ameaçada. Afirma que tenta se proteger também nas ruas, mas evita falar em medo.

"Não tenho medo, tenho luta. Eu nasci morta segundo o sistema." Ao final da entrevista, já de pé, se volta e completa o raciocínio: "Eu nasci morta para o sistema, mas estou viva. Porque o maior ato de resistência é um corpo negro vivo".

PERFIL

Idade: 37 anos
Nascimento: Recife (PE)
Partido: PSOL (coligação PSOL/PCB)
Estado civil: Solteira
Cor/raça: Preta
Grau de instrução: Superior completo
Ocupação: Artista plástica
Reeleição: Não
Descrição dos bens declarados do parlamentar: Outros bens e direitos
Valor declarado dos bens: R$ 50 mil

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