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Enem
EnemFoto: divulgação

Os parlamentares reagiram ao erros detectados no Exame NAcional do Ensino Médio, que acarretou em notas erradas dos alunos, por conta da suposta troca de cores dos gabaritos. O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE), um dos coordenadores da Frente Parlamentar pela valorização das Universidades Federais, criticou, nesta segunda-feira (20), a postura do ministro da Educação, Abraham Weintraub, em relação aos erros do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Segundo Túlio, o governo ainda não ofereceu respostas e pode prejudicar milhares de estudantes, a um dia da abertura das inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). “O governo se preocupou demais com suposta ‘ideologia’ nas provas, que se esqueceu de aperfeiçoar seus processos internos e quem sofre com isso são os estudantes que passaram meses se preparando”, reclama Gadêlha.

Já o deputado federal João Campos (PSB-PE) usou as redes sociais para criticar os erros no ENEM, lançando uma série de questionamentos.

"Errar a avaliação das notas do Enem trocando as cores das provas é algo muito primário. Mesmo que se contorne a situação, o erro por si só gera uma dúvida e insegurança grande àqueles que se dedicaram pra fazer o exame. Tendo em vista tudo isso, vou entrar com um pedido de informações sobre questões básicas em relação ao Enem. Por exemplo: Qual é o número total de exames com notas alteradas? Por que o MEC escolheu a segunda colocada de uma licitação antiga para preparar a prova de 2019? Será que não seria importante fazer uma nova licitação para garantir menores preços e maior concorrência? A gráfica será mantida para o ano de 2020? Segundo a imprensa nacional, 66 perguntas foram barradas do banco de questões da prova do Enem. Por exemplo, 2019 foi o ano em que não se perguntou sobre a ditadura. Exatamente quantas e quais perguntas foram barradas? E por que estas perguntas foram barradas? Qual é o resultado da análise estatística do INEP em busca de inconsistências na sua base de dados? O MEC abriu espaço para que os estudantes com possíveis notas alteradas peçam revisão. Na prática, isso quer dizer que nem todas as notas alteradas podem ser revisadas?", postou João Campos.

Confira:

joão campos

Crédito: Reprodução / Instagram

A realização do Enem já era motivo de preocupação desde meados de junho passado. À época, o pedetista já havia entrado com requerimento de informação ao ministro da Educação, a respeito das providências administrativas tomadas em relação à impressão as provas do Enem, após a gráfica responsável pela impressão desde 2009 decretar falência.

A Frente Parlamentar pela valorização das Universidades Federais cobrou, por meio de nota, esclarecimentos do governo. “O importante, agora, e´ que o governo esclareça o que aconteceu e os motivos que levaram a essa falha, identificar sua abrangência, e indicar claramente de que forma será feita a correção das notas, de modo que na~o haja prejuízo aos candidatos afetados, o mais rápido possível”, diz a nota.

Nota da pela valorização das Universidades Federais:

"Ao contrário do que vem sendo alardeado pelo ministro da Educação, sabe-se agora que a edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio foi marcada por falhas importantes, que geram apreensão a milhares de candidatos. As “inconsistências”, que, segundo o governo, haviam sido registradas apenas no segundo dia das provas, também ocorreram no primeiro dia do exame, conforme relatos de estudantes.

A um dia da abertura das inscrições para o Sisu, enquanto o governo não oferece respostas, candidatos temem ser prejudicados pelas falhas. Outros problemas ja´ haviam sido registrados nesta edição. Por exemplo, uma foto com a proposta de redação vazou minutos apo´s o início da prova. Erros acontecem, mas a ocorrência deles pode ser minimizada com gestão e responsabilidade. As mudanças no comando do Inep, órgão responsável pela elaboração e aplicação do Enem (foram três trocas de presidentes em menos de um ano), vai na contramão do cuidado que deve pautar a realização de Exame tão complexo.

Cabe ressaltar também que a excessiva preocupação com suposta “ideologia” nas provas, que permeou o debate sobre o tema, não contribuiu para o principal: o aprimoramento dos procedimentos e processos para impedir erros. O importante, agora, e´ que o governo esclareça o que aconteceu e os motivos que levaram a essa falha, identificar sua abrangência, e indicar claramente de que forma será feita a correção das notas, de modo que na~o haja prejuízo aos candidatos afetados, o mais rápido possível.

Alice Portugal – PCdoB / BA
Danilo Cabral – PSB/PE
Edmilson Rodrigues – PSOL/PA
Margarida Saloma~o – PT/MG
Túlio Gadêlha - PDT/PE


As matrículas serão efetivadas de acordo com o número de vagas existentes nas respectivas unidades de ensino
As matrículas serão efetivadas de acordo com o número de vagas existentes nas respectivas unidades de ensinoFoto: Ascom

A Prefeitura do Ipojuca, por meio da Secretaria Municipal de Educação, inicia o ano de 2020 oferecendo mais de 5 mil novas vagas para os alunos que desejam ingressar na Rede Municipal de Ensino. Elas compreendem as áreas de Educação Infantil, Fundamental, Inclusiva e Educação de Jovens e Adultos (EJA) para o ano letivo de 2020.

As inscrições para os alunos novatos tiveram início na segunda semana do ano e seguem até o dia 31 de janeiro. As matrículas serão efetivadas de acordo com o número de vagas existentes nas respectivas unidades de ensino. Das mais de 5.100 novas vagas, 4 mil foram disponibilizadas na área urbana do município e 1.100 direcionadas para a Zona Rural do Ipojuca. A matrícula dos novos estudantes para escolas da Zona Urbana deve ser realizada nas unidades escolares da Rede Pública Municipal e, para os alunos da Zona Rural, pode ser feita na própria sede da Secretaria de Educação do Ipojuca.

“Essa ampliação no número de vagas representa o cuidado que nós temos dado para garantir que todas as nossas crianças, adolescentes e jovens possam estudar e galgar um futuro melhor, com um ensino de qualidade reconhecido e uma infraestrutura digna para receber os estudantes. A construção de novas creches e a implantação do Centro de Formação para professores são exemplos claros do nosso compromisso com a melhoria da educação do povo ipojucano”, destacou a prefeita Célia Sales.

Para garantir a vaga dos alunos novatos é preciso que os pais ou responsáveis compareçam nas unidades ou na Secretaria de Educação municipal munidos das cópias e originais da certidão de nascimento do estudante, do comprovante de residência, da transferência provisória ou histórico escolar, do documento de identificação do responsável e da carteira de vacinação, além de duas fotos 3x4.

Segundo o secretário municipal de Educação, Francisco Amorim, Ipojuca está garantida a vaga para todas as crianças do município de quatro a 14 anos. “Além disso, estamos ampliando o número de vagas para as crianças de zero a três anos com a entrega das creches. Em breve vamos inaugurar a maior creche do estado, que atenderá 350 crianças e será localizada em Maracaípe”, destacou o secretário. Outra novidade é o núcleo de idiomas que o município está oferecendo, com aulas de inglês, espanhol e libras. Esta última, surgiu, principalmente, da demanda de pais de alunos com deficiência auditiva, mas também atende à necessidade de alguns servidores, sobretudo da saúde, a aprenderem libras para atenderem melhor a este público especial.

O edital contendo todas as informações sobre o processo de inclusão dos novos alunos está divulgado no portal do SEI (Sistema Educacional do Ipojuca) e disponibilizado em todas as unidades da rede ensino do município.

*Renovação das matrículas *

No último mês de dezembro a gestão realizou a renovação automática de matrícula para os mais de 22 mil estudantes que já fazem parte da rede de ensino e o encaminhamento para a rede estadual dos alunos no 9º ano.

Estudantes da rede municipal do Recife
Estudantes da rede municipal do RecifeFoto: Sumaia Vilela / Agência Brasil

O aluno ou responsável precisará confirmar a matrícula presencialmente na escola escolhida na primeira fase. Cerca de 14 mil alunos novatos fizeram a reserva no mês de dezembro pela internet para as turmas da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A segunda fase de matrículas da rede de ensino do Recife inicia nesta segunda-feira, 06, e vai até a sexta-feira, 10. Neste período, o aluno ou responsável precisará confirmar a matrícula presencialmente na escola escolhida na primeira fase. Cerca de 14 mil alunos novatos fizeram a reserva no mês de dezembro pela internet para as turmas da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Nesta segunda fase, o aluno ou responsável deverá ir na escola que escolheu na hora da reserva e apresentar os seguintes documentos: comprovante da reserva de matrícula online, documento de transferência da escola de origem (sem rasuras nem emendas), duas fotos 3x4 recentes e iguais, cópias da certidão de nascimento ou de casamento, cópia do CPF do estudante, cópia da carteira de vacinação (Lei Estadual n 13.770/2009), cópia de cartão do SUS, cópia do comprovante de residência atualizado com o CEP e cópia do comprovante do tipo sanguíneo e do fator RH do estudante (Lei Estadual nº 15.058/2013). Os beneficiários do Bolsa Família também devem levar cópia do Número de Identificação Social (NIS).

A diretora executiva de Gestão de Rede da Secretaria de Educação do Recife, Maria Costa, ressalta a importância de confirmar a vaga presencialmente para não perder a reserva feita na primeira fase. “A vaga só é garantida depois da apresentação dos documentos na escola. Quem não fizer isso perde a vaga”, explica a diretora. De 20 a 31 de janeiro, os estudantes poderão solicitar vagas remanescentes, no balcão da unidade de ensino.

Rede - A Rede de Ensino do Recife conta com 311 escolas, sendo 81 creches, além da escola de arte João Pernambuco, o Barco Escola e a Classe Hospitalar. No total, são atendidos quase 93 mil estudantes, sendo que 71.984 tiveram a matrícula renovada automaticamente, portanto não precisam acessar o site.

Cronograma:

06/01/20 - 10/01/20: Confirmação da matrícula para novos alunos (escola escolhida no período de reserva)

20/01/20 - 31/01/20: Vagas Remanescentes (na escola)

Deputado Danilo cabral (PSB-PE)
Deputado Danilo cabral (PSB-PE)Foto: Chico Ferreira/PSB na Câmara

Vice-presidente da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, o deputado Danilo Cabral (PSB) criticou a Medida Provisória 914/2019, que muda o processo de escolha dos reitores das instituições de ensino superior. Para ele, é uma medida adotada de forma antidemocrática e que afronta a autonomia universitária.

“Precisamos fortalecer a autonomia das universidades como mais um passo para a melhoria da educação no país. Reconhecemos a necessidade de aperfeiçoar o processo de eleição de dirigentes. As mudanças, no entanto, devem levar em consideração as discussões que ocorrem no Congresso Nacional, não podem ocorrer através de medida provisória”, afirmou Danilo Cabral, que assinou nota da Frente Parlamentar contrária à decisão do governo (Confira abaixo).

O deputado lembra que não é a primeira vez que o governo tenta ferir a autonomia universitária. No primeiro semestre, além de sinalizar que a que a indicação de reitores seria feita pelo presidente da República, o governo, via Ministério da Educação, editou portaria que retirou dos reitores o poder de indicar cargos de livre comissão, sendo atingidas, por exemplo, as nomeações de pró-reitores e diretores, que passarão a ser feitas pelo MEC e Casa Civil.

Danilo Cabral é autor de projeto de lei que estabelece mecanismos e critérios para o processo de escolha de dirigentes das instituições de ensino superior. A proposta foi criada após o governo sinalizar que a indicação de reitores seria feita pelo presidente da República. O texto estabelece, entre outras diretrizes, que será feita uma consulta à comunidade escolar da universidade, com votação uninominal. A nomeação deverá ser decorrente do processo de consulta, organizado pelo colegiado máximo da instituição, criado especificamente para este fim, no qual será declarado vencedor o candidato mais votado.

“É preciso reconhecer que essa consulta à comunidade, nos termos da legislação federal, não vincula juridicamente o colegiado para a elaboração da lista tríplice. Chegou a hora de atualizar essa legislação e dar regularidade formal aos processos eleitorais diferenciados que já ocorrem nas instituições”, explica Danilo Cabral.

A escolha dos reitores é feita de forma que os professores têm 70% do peso de escolha e os técnicos-administrativos e discentes possuem 15% cada. “Atualmente, algumas instituições procuram respeitar os processos democráticos internos conquistados por docentes, técnico-administrativos e estudantes, que passaram a realizar consulta à comunidade universitária com paridade no peso do voto entre os três segmentos”, ressalta o parlamentar.

Danilo Cabral acredita que a proposta apresentada traz avanços normativos para esse tema ao vincular a nomeação do reitor ao resultado da consulta à comunidade, com eliminação da lista tríplice e da instância indireta do conselho máximo da IFES, bem como estabelecendo a diretriz de votação paritária no processo eleitoral.

NOTA DA FRENTE PARLAMENTAR PELA VALORIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

O governo Bolsonaro, através da Medida Provisória 914/2019, afronta de forma gravíssima a autonomia universitária, propondo mudanças no processo de escolha dos reitores das instituições de educação superior. É uma medida grave, adotada de forma antidemocrática, sem qualquer debate ou consulta com o setor.

O processo de eleição de dirigentes pode e deve ser aperfeiçoado. Mas as mudanças devem levar em consideração as diversas mobilizações que estão acontecendo neste sentido nas universidades e institutos federais, e a tramitação, por exemplo, de diversos Projetos de Lei no Congresso Nacional, que buscam atualizar e qualificar a legislação de forma que leve em consideração a tradição democrática das instituições de ensino superior, respeitando sua autonomia, conforme a Constituição Federal prevê.

Dentre os retrocessos contidos na MP 914/19, destacamos a eliminação, por exemplo, da possibilidade de que as instituições, no âmbito de sua autonomia, escolham o processo pelo qual farão a eleição dos seus dirigentes universitários. Elimina também a possibilidade do voto paritário, elemento que garante participação mais equilibrada da comunidade universitária na escolha de seus dirigentes, e ataca a prerrogativa dos Conselhos Universitários de formulação da lista tríplice, o que, naturalmente, favorece a participação de candidatos avulsos que podem, mesmo com votação inexpressiva, virem a integrar a lista e serem escolhidos pelo governo.

É preciso registrar que não há emergência, relevância nem qualquer outro requisito constitucional que justifique a intervenção desenhada pelo governo através de Medida Provisória, instrumento que tem força de lei e passa a vigorar antes que possa ser minimamente debatido pelo Congresso Nacional.

Deste modo, a iniciativa é imprópria, inadequada, autoritária e, especialmente, inconstitucional. Neste sentido, a FRENTE PARLAMENTAR PELA VALORIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS atuará junto aos Presidentes do Senado e da Câmara de Deputados para que o Congresso Nacional devolva e não aprecie mais esta medida antidemocrática proposta pelo governo Bolsonaro.

Evento debate educação no Cabo de Santo Agostinho
Evento debate educação no Cabo de Santo AgostinhoFoto: Divulgação

O ex-ministro e ex-senador Cristovam Buarque (Cidadania) participará do evento "Desafios da Educação no Brasil" no município Cabo de Santo Agostinho, no próximo sábado dia 14 de Dezembro, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE - UACSA) no Campus do Cabo de Santo Agostinho.

O evento intitulado “Os Desafios da Educação no Brasil” reunirá além do ex-ministro, a atual secretária de educação de Moreno Ana Selma, o cientista político e Líder do Movimento Acredito em Pernambuco Rodrigo Nunes e o professor e Líder do Movimento Acredito no Cabo Eullys Alves.

Sob a coordenação do Movimento Mudança e Desenvolvimento do Cabo de Santo Agostinho, esse será o último evento do ciclo de palestras promovidas pelo grupo em 2019.

INSCRIÇÕES ONLINE

As inscrições ocorrem pela internet, através do site Sympla. O evento será gratuito e terá início às 14:30, no auditório da UACSA - UFRPE. Inscrições podem ser feitas no link: https://www.sympla.com.br/palestra--educacao-com-cristovam-buarque__737467

Socioeducandos que fazem estágio na Funase passam a ter reforço em informática
Socioeducandos que fazem estágio na Funase passam a ter reforço em informáticaFoto: Divulgação/Funase

Um grupo de 13 adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas ou egressos do sistema socioeducativo ganhou uma oportunidade diferenciada nesta quinta-feira (12). Eles começaram a participar de um curso de informática na sede da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), no Recife, onde realizam estágio. O objetivo é aperfeiçoá-los para o trabalho administrativo que eles estão desempenhando no local. O curso será certificado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).

Os alunos participam da atividade nos turnos em que não têm aulas na escola. A turma tem oito socioeducandos pela manhã e cinco à tarde. Durante o curso, eles aprendem noções de hardware e software, pacote Office e as principais ferramentas da computação, com foco nas demandas dos setores em que eles atuam. A carga horária da formação profissionalizante será de 20 horas/aula, com condução da instrutora Beatriz Delmiro, da equipe do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase. A previsão é de que as aulas tenham continuidade por mais três dias, entre a segunda e a quarta-feira da próxima semana.

O adolescente W.C.S., de 17 anos, por exemplo, faz estágio na Assessoria Técnica de Unidades de Internação Provisória (Atip), dando suporte à tramitação de documentos físicos e digitais nesse setor da sede da Funase. Com o curso de informática em andamento, ele diz ter encontrado a chance de aperfeiçoar suas funções. “Recebi extinção de medida há dois meses, mas continuei aqui no estágio e quero melhorar. Acho que é básico saber algo de informática pra desenvolver o dia a dia do trabalho”, opina.

Já o jovem J.A., de 18 anos, também aluno do curso, ainda cumpre medida socioeducativa na Casa de Semiliberdade (Casem) Olinda. Diariamente, no contraturno escolar, ele faz estágio na sede da Funase. “Já tinha feito um curso de informática no mundão, mas, agora, estou relembrando muita coisa. O bom é que é bem focado naquilo que o pessoal pede pra eu fazer todo dia”, avalia.

Segundo o coordenador do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase, Normando de Albuquerque, é comum encontrar adolescentes que, pelo pouco contato com computadores antes de chegarem à instituição, não conhecem noções de informática. Quando passam a fazer cursos nas unidades socioeducativas, esses jovens se deparam com novas possibilidades.

“O curso foi pensado, inicialmente, para atender ao público do Cenip, com carga horária mais curta, mas a experiência foi mostrando que muitos meninos que chegam à instituição têm pouca ou nenhuma familiaridade com o computador. O curso foi expandido para outras unidades, passou a ter um módulo intermediário e outro avançado e, agora, estamos fazendo esse trabalho com estagiários da sede da Funase em função de uma demanda do trabalho nos setores em que estão atuando”, explica Normando.

ESTÁGIO – Por meio da portaria nº 404, de 3 de maio de 2017, a Funase passou a destinar, desde aquele ano, vagas de estágio de nível médio, prioritariamente, para adolescentes e jovens atendidos pela instituição. Os socioeducandos, que recebem bolsa e auxílio-transporte, cumprem quatro horas diárias de serviços na sede da fundação durante o contraturno escolar, por meio de contrato regido pelo CIEE e acompanhado pelo Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase.

Campanha institucional convida a todos a olhar para o tema inclusão nas escolas
Campanha institucional convida a todos a olhar para o tema inclusão nas escolasFoto: Divulgação

A escola que acolhe todas as diferenças compreende que a inclusão é direito de todos e dever das unidades de ensino, sejam estas públicas ou privadas. Atento a essa questão, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lança a campanha Escola de Braços Abertos para a Inclusão, trazendo para a discussão social essa temática que permeia valores sociais já sacramentados constitucionalmente. Para isso, a campanha institucional convida a todos a olhar para o tema inclusão nas escolas, a fim de que se construam, por meio da sensibilização e do engajamento, soluções por toda a comunidade escolar. Atendimento educacional com qualidade e convívio social são os objetivos que educação inclusiva almeja.

Escola de Braços Abertos para a Inclusão é uma campanha para todos nós. O papel do MPPE é assegurar o direito ao acesso e à permanência na escola para todos os estudantes. Mas, o acolhimento das diferenças é um assunto que deve inquietar a coletividade, inclusive, para que se amplie a rede de atores articulados, com a finalidade de assegurar o direito à educação para todos e não somente para uma parte da sociedade. A busca pelo cumprimento eficaz da legislação também passa pela percepção da demanda social e da conquista de direitos quando compartilhada e compreendida socialmente. Há desafios para todos os atores envolvidos nesta questão, e o MPPE visa que o debate ultrapasse a esfera restrita dos pais ou responsáveis pelas pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e superdotação e ganhe a amplitude social devida.

A campanha institucional é uma iniciativa do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Caop Educação) e das Promotorias de Justiça de Defesa da Educação da Capital. Foi toda criada pela Assessoria de Comunicação Social do MPPE e conta com diversas peças para sensibilizar a sociedade e disseminar conhecimento sobre os direitos e deveres em relação ao tema. A divulgação ocorrerá prioritariamente nas redes sociais, assim como as informações, orientações detalhadas e legislação estarão reunidas em um hotsite exclusivo, hospedado no Portal do MPPE. Serão também impressos cartazes para divulgação junto ao público escolar. A arte traz ilustrações do cartunista Samuca e retrata a diversidade, reforçando o conceito por mais escolas de braços abertos para a inclusão. A campanha está sendo lançada nesta segunda-feira (02/12), coincidindo com a fase do período de matrículas escolares até o início do ano letivo 2020.

Atualmente, uma das principais demandas do MPPE é a educação inclusiva. Para a promotora de Justiça de Defesa da Educação da Capital, Eleonora Marise Rodrigues, “quando falamos de inclusão escolar, esse tema deve ser ampliado para toda a sociedade, com a aceitação livre de preconceitos, que reconhece e valoriza as diferenças”. Por sua vez, o também promotor de Justiça de Defesa da Educação da Capital, Muni Catão, entende que “o envolvimento de toda a comunidade escolar é fundamental para se construir soluções, observando, inclusive, a importância do transporte escolar adaptado”.

Os desafios são grandes. Os promotores enumeram as irregularidades na inclusão escolar distinguindo o direito ao acesso e o direito à permanência na escola. Na área da rede de ensino privada, há negativas de matrículas (direito ao acesso), sob a alegação de inexistência de vagas para os alunos deficientes por sala de aula, falta de profissionais qualificados, ou ainda há cobranças indevidas de taxas extras para aceitar a matrícula. Já na área pública, o desafio está na permanência com qualidade desses alunos, devido à falta de estrutura física e profissionais qualificados para o acolhimento e desenvolvimento adequado da educação especial.

A educação especial é destinada às pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação, devendo ser ofertada a partir do início da educação infantil e estender-se ao longo da vida, ou seja, em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino. Nenhuma escola pode negar a matrícula ou cobrar taxa extra para realizá-la, muito menos exigir documentação específica com diagnóstico médico como condição. No entanto, a interlocução, o diálogo entre os profissionais de saúde e os educadores é recomendado para que sejam construídas, conjuntamente, estratégias que favoreçam a superação das barreiras existentes no ambiente escolar tanto em relação à aprendizagem quanto à socialização.

A educação especial é um dos caminhos para que ninguém fique de fora da escola, promovendo assim, a inclusão escolar. Saiba mais no hotsite Escola de Braços Abertos, no qual você encontra detalhes sobre a inclusão escolar. Informações e denúncias Disque MP 127, WhatsApp (81) 9.9679.0221 ou procure a Promotoria de Justiça da sua cidade.


O projeto será implantado já no início do ano letivo de 2020, que começará na primeira semana de fevereiro
O projeto será implantado já no início do ano letivo de 2020, que começará na primeira semana de fevereiroFoto: Matheus Britto/PJG

A Escola Municipal Natividade Saldanha, localizada no bairro de Cajueiro Seco, no Jaboatão dos Guararapes, foi selecionada pelo critério de vulnerabilidade social, nesta terça-feira (26), para integrar a lista das 54 unidades de ensino público que irão compor o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares do Governo Federal. Jaboatão é o único município pernambucano a ser contemplado pelo programa, que prevê investimentos de R$ 1 milhão ao longo do próximo ano.

O projeto será implantado já no início do ano letivo de 2020, que começará na primeira semana de fevereiro. Os atuais alunos terão matrícula automática e as vagas para os novatos serão abertas a partir do dia 16 de dezembro.

A decisão foi tomada consultando alunos maiores de 16 anos, pais ou responsáveis e funcionários da escola. A votação foi por aclamação. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Educação (MEC) para serem aplicados em obras de infraestrutura, como construção de cinco salas de aula, reformas na quadra coberta, refeitório, banheiros e biblioteca, além da implantação do projeto de climatização do prédio.

O prefeito Anderson Ferreira comemorou assim que soube do resultado e destacou a importância da implantação do programa de escolas cívico-militares no Jaboatão. “É um projeto inovador, que vai estimular a disciplina e a organização na Escola Natividade Saldanha. Realizamos um processo democrático, ouvindo a comunidade e todos entenderam a importância desse projeto. Nesta quarta-feira (27), a secretária de Educação, Ivaneide Dantas, irá a Goiás iniciar uma série de visitas em escolas que adotam esse modelo para podermos implantar o melhor projeto no Jaboatão”, ressaltou. Ele lembra que tomou a iniciativa de aderir ao programa do MEC após o Governo do Estado não ter demonstrado interesse em inscrever escolas pernambucanas.

Irisline Eugênia da Silva é mãe de Vitor Gabriel, do 7º ano, e votou a favor da implantação do modelo de escola cívico-militar na unidade Natividade Saldanha. “A gente está precisando de uma escola como essa, não só para os alunos como também para a comunidade. Já tenho um filho na Natividade Saldanha, mas vou trazer também a minha filha, Cecília, que estuda numa escola particular”, contou. Lucinalva Miguel Ribeiro, que tem seu filho Tiago Ribeiro no 3º ano, também elogiou a iniciativa da Prefeitura do Jaboatão em aderir ao projeto. “Achei uma decisão ótima porque vai trazer muitos benefícios para a escola e disciplina para os alunos”, disse a dona de casa.

O Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares foi anunciado neste ano pelo Ministério da Educação e a adesão foi aberta aos estados e municípios para atender, inicialmente, 54 unidades em todo o País. Em Pernambuco, apenas Jaboatão dos Guararapes foi contemplado. No regulamento, é garantido que a gestão continuará sendo do município e não haverá modificação na grade curricular. Militares da reserva das Forças Armadas, Polícia Militar e Bombeiros Militares serão selecionados para monitorar o trabalho realizados nas escolas. Todos os envolvidos, entre militares, gestores e representantes da Secretaria Municipal de Educação passarão por treinamento entre os dia 10 e 13 de dezembro, em Brasília.

Ministro da Educação, Abraham Weintraub
Ministro da Educação, Abraham WeintraubFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério da Educação divulgou, nesta quinta-feira (21), a lista dos municípios brasileiros que serão contemplados com o Programa de Escolas Cívico-Militares, no próximo ano. Jaboatão dos Guararapes será o único de Pernambuco. A Prefeitura do Jaboatão definirá, junto com gestores, pais e alunos, qual a unidade da rede municipal que será escolhida, conforme o critério da vulnerabilidade social. O MEC em parceria com o Ministério da Defesa, destinará R$ 1 milhão para cada uma das 54 escolas que serão selecionadas no País. O anúncio foi feito pelo ministro Abraham Weintraub durante coletiva, em Brasília.

A Prefeitura do Jaboatão, através da Secretaria Municipal de Educação, tomou a iniciativa de aderir ao programa federal, após o Governo do Estado não ter interesse em incluir Pernambuco. No início de outubro deste ano, a gestão municipal encaminhou o pedido de adesão ao Ministério da Educação e, nesta quinta-feira, tomou conhecimento do resultado.

“Decidimos aderir ao Programa de Escola Cívico-Militar com o objetivo de melhorar ainda mais a qualidade do ensino nas nossas escolas e reduzir os índices de insegurança. Atualmente, a rede de ensino de Jaboatão tem o melhor IDEB da Região Metropolitana, mas há unidades situadas em locais considerados de vulnerabilidade social. Por isso, precisamos canalizar as atenções para essas escolas. Esse programa do Ministério da Educação junto com o Ministério da Defesa chega justamente com a meta de melhorar o desempenho escolar e o fortalecimento dos valores humanos e cívicos. Nessas escolas temos jovens dedicados e com um grande futuro pela frente. E é nosso dever dar a garantia de ensino de qualidade e segurança que eles precisam”, ressaltou o prefeito Anderson Ferreira.

Durante a coletiva, o ministro Abraham Weintraub avisou que o programa será implantado já no início do ano letivo de 2020. A intenção, inclusive, não é militarizar os alunos, mas criar um pacto escolar com a participação de militares da reserva trabalhando a sensação de pertencimento do aluno à escola. Todos os envolvidos no Programa de Escola Cívico-Militar, entre os quais militares e gestores, passarão por capacitação e formação sobre o projeto pedagógico, normas de conduta, avaliação e supervisão escolar, conhecimento das regras e atribuição de cada profissional.

"É nosso dever dar a garantia de ensino de qualidade e segurança que eles precisam”, ressaltou o prefeito Anderson Ferreira. - Crédito: Divulgação

Marcelo Carneiro Leão é docente do Departamento de Química e vice-reitor da atual gestão
Marcelo Carneiro Leão é docente do Departamento de Química e vice-reitor da atual gestãoFoto: Divulgação

Com 83,5% dos votos válidos, os professores Marcelo Carneiro Leão e Gabriel Rivas, que formavam a chapa De Mãos Dadas pela UFRPE, foram os primeiros colocados na eleição para os cargos de reitor e vice-reitor da universidade, para o próximo quadriênio (2020/2024), embora ainda falte a apuração de pouco mais de 200 votos da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG), para fechar a totalidade.

A eleição foi realizada nesta quarta (6) e quinta (7) nos quatro campi, no Colégio Agrícola (Codai) e nos 12 polos Educação à Distância (EàD), localizados em Pernambuco e na Bahia. A apuração começou por volta das 22h desta quinta (7), na sede da Aduferpe, e foi concluída às 6h15 desta sexta (8).

A chapa vencedora obteve 5.652 votos entre os estudantes, 502 dos docentes e 432 dos técnicos administrativos, liderando nos três segmentos da eleição. A chapa Muda Rural, formada pela professora Mônica Folena e pelo professor José Luiz Sandes, recebeu 870 votos dos estudantes, 150 dos docentes e 100 votos dos técnicos. Ela recebeu até o momento 18,9% dos votos.

A eleição para Reitoria da UFRPE 2019, organizada pela primeira vez pela Associação dos Docentes da UFRPE (Aduferpe) e pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), foi a maior já realizada na Rural, com mais de 8 mil votantes comparecendo as 57 urnas. O pleito foi paritário, ou seja, os votos dos três segmentos tiveram o mesmo peso.

O resultado deverá ser homologado no dia 14. No dia 28 de novembro o Conselho Eleitoral se reúne para definir a lista tríplice que será enviada ao presidente da República.

Ao final da apuração, a presidenta da Aduferpe, prof. Erika Suruagy, ressaltou a importância do processo para o fortalecimento da democracia interna da UFRPE e que o reitor eleito seja o reitor empossado. “Esse é o desejo da comunidade da UFRPE”, afirmou.

CURRÍCULOS

Marcelo Carneiro Leão é docente do Departamento de Química e vice-reitor da atual gestão. É graduado em Licenciatura em Química (UFRPE), mestre e doutor em Química Computacional (UFPE), pós-doutorado em uso das tecnologias de informação e comunicação do ensino de ciência (Universitat de Barcelona).

Gabriel Rivas leciona no Departamento de Estatística da Rural. É graduado em Estatística pela Unicap e Engenharia Agronômica pela (UFRPE), mestre em Matemática pela (UFPE) e doutor em Biometria e Estatística Aplicada (UFRPE).

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