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Elias Gomes
Elias GomesFoto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

O ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes, em entrevista à Rádio Folha (FM 96,7), comentou sobre sua saída do PSDB. Com interesse em disputar as eleições municipais pelo Cabo, Elias também comentou sobre a escolha da nova legenda, que deverá ser definida na próxima semana, após reunião com seu grupo político.

"É um reposicionamento político. Eu tenho uma relação boa com os companheiro do PSDB, tenho identidade com muitas das bandeirtas da social democracia brasileira, mas senti a necessidade me reposicionar", comentou Elias, citando o desgaste que a legenda vem sofrendo nos últimos anos junto à opinião pública. Ele destacou a maneira "acolhedora e especial" com que foi tratado por Alessandra Vieira e Bruno Araújo, presidentes estadual e nacional do partido, após a decisão de deixar o ninho tucano.

Segundo Elias, o fato de seu filho Betinho Gomes permanecer no aprtido dificultou a decisão tomada. "Isso foi uma coisa que me trouxe uma certa dificuldade, poque ele defendia minha permanecnia", revelou. Elias disse que pretende trabalhar para construir uma aliança de centro esquerda com a participação de forças populares. "É uma coisa muito mais conjuntural, um reposicionamento voltando a minha posição, que era uma posição história. fui presidente estadual do PPS, na passagem pela pref do Cabo tive um vice-prefeito do PT", lembrou.

Nova legenda

Elias revelou que recebeu visita do presidente estadual do MDB, Raul Henry e acenos do senador JArbas VAsconcelos por sua entrada na legenda. Disse, ainda, que recebeu ligação do presidente estadual do PSD, André de Paula e colocou os dois partidos, sem descartar o PCdoB e do PT como prováveis destinos.

Em relação ao PSB, Elias disse que seria mais complicado, pois o atual prefeito Lula Cabral , seu principal adversário político, é da legenda. "Com o PSB eu tenho uma relação de amizade, respeito com o governador Paulo Câmara. Mas entendo que essa relação seja complexa, pois tem,os um prefeito filiado ao partido. Imagino que não seja confortável a situação do PSB, mas eu respeito", disse, prometendo manter "uma relação cordial com o governador".

"Eu tenho muitas alternativas, mas não vou tomar uma decisão sem fazer uma reunião, no iníicio dessa próxima semana, com nosso grupo político", ponderou.

Lula participará do debate junto com Marília Arraes e Humberto Costa
Lula participará do debate junto com Marília Arraes e Humberto CostaFoto: Instituto Lula

Adecisão do PT de ter candidatura própria no Recife em 2020 ou de reeditar a eleição de 2018 - quando Marília Arraes foi rifada da corrida ao Governo do Estado por conta da aliança nacional com o PSB - continua movimentando a política da capital pernambucana. Na próxima terça-feira, o diretório do PT reunirá algumas das principais lideranças da sigla no Estado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visto como fiel da balança do processo, e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Estarão presentes no encontro Marília Arraes, o senador Humberto Costa (PT) e os presidentes da sigla do Recife, Cirilo Mota, e de Pernambuco, Doriel Barros.
Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, no programa Folha Política, com os jornalistas Renata Bezerra de Melo e Jota Batista, ontem, Humberto Costa disse que no encontro se colocará disponível para defender o que for decidido pelo partido, seja a candidatura de Marília ou a manutenção da aliança. E lembrou que o gesto não foi feito pela companheira de legenda em 2018. "A própria Marília Arraes não votou em mim, votou no senador bolsonarista. Mas se precisar votar nela, votarei", disse.

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Humberto deu um recado direto para Marília, pedindo que ela construa o convencimento dos diretórios locais em torno de sua candidatura. Nos últimos dias, movimentações da deputada para tentar viabilizar sua candidatura por articulações com lideranças nacionais virou mote de cobrança de correligionários para que ela faça o debate também na instância local.

"Ninguém é candidato da cúpula do PT, não existe isso. Ela tem que construir com os filiados do Recife e os dirigentes esse caminho. Ela tem que convencer as pessoas", sugeriu. Se ele tiver somente a indicação do PT nacional é insuficiente. Ela tem que ganhar o partido no município", frisou Humberto Costa.

O senador Humberto Costa, líder do partido no Senado, é um dos que defende a aliança com a Frente Popular e manteve sua defesa da manutenção da legenda na Frente Popular. "Exatamente na capital onde esse núcleo hegemônico do PSB tem uma relação conosco nós vamos produzir esse rompimento?", questionou Humberto.

"Se o PT for tomar hoje uma decisão no seu diretório, na sua executiva, a posição seria fazer aliança. Tem que ter um trabalho dela de conversar com todo mundo e convencer as pessoas de que é melhor ter uma candidatura. Se a nacional disser que vai ter candidato vai ser uma coisa inédita. Mas quem vai fazer a campanha são as pessoas aqui", comentou. O deputado disse que sempre esteve aberto para o diálogo. "Nunca estive fechado para dialogar com ela. É bom que exista essa condição hoje da gente poder conversar", avaliou.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Marília Arraes confirmou o encontro, mas a parlamentar não quis comentar as articulações.

Apesar de quase todos esquivarem-se de assumir suas pré-candidaturas, os nomes fortes às eleições recifenses já  se articulam
Apesar de quase todos esquivarem-se de assumir suas pré-candidaturas, os nomes fortes às eleições recifenses já se articulamFoto: Divulgação

Postulantes à Prefeitura do Recife já são vistos pelos bairros da Cidade em movimentações de pré-campanha para divulgarem os seus trabalhos e se aproximarem dos eleitores visando à disputa de outubro. Por fatores como a ausência de coligações proporcionais, diversos partidos têm sinalizado a possibilidade de lançar candidatos próprios para dar palanque aos seus vereadores, gerando um grande número de postulantes, oficializados ou não.

Dentre os prefeituráveis, os que possuem mandato aproveitam o recesso parlamentar para realizar essas agendas. Pré-candidato do PSB para a sucessão de Geraldo Julio, o deputado federal João Campos não atribui os compromissos na Capital diretamente à sua pré-campanha. “Sempre tenho feito, quem me acompanha sabe. Estou sempre presente, pegando sugestões, ouvindo as pessoas, conversando sobre o meu mandato, fazendo esse trabalho de formiguinha”, ressaltou. Questionado sobre as movimentações para as eleições municipais, João disse que, com a volta das atividades na Câmara, em fevereiro, as conversas sobre o pleito devem ser intensificadas, inclusive com os outros partidos.

Já o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) iniciou em 16 de fevereiro a agenda do partido no Recife, percorrendo a Cidade com a chapa de vereadores da sigla, movimento que deve seguir até o final do recesso. “A cada dia, estamos mais conectados com a população. Iniciamos em bairros da Zona Norte, e a ideia é percorrer o máximo de regiões da Cidade para fortalecer os candidatos do partido”, pontua. Ele enfatiza que segue em “diálogo permanente com os principais partidos de oposição” por considerar que o campo terá mais força com a “unidade das oposições”.

Presidente estadual do Republicanos, o deputado federal Silvio Costa Filho afirma que a decisão sobre a candidatura deve ocorrer em abril. Ele frisa que tem dedicado o seu tempo do recesso parlamentar para “estruturar o partido em todo o Estado”. “Estamos criando um grupo de trabalho no Republicanos para, a partir de fevereiro, iniciar um curso de gestão de cidades, com palestras e profissionais para discutir temas que dialogam com a pauta municipalista”.

A deputada federal Marília Arraes (PT), por sua vez, aproveitou o recesso para articular a sua candidatura no Recife conversando com lideranças e se reunindo com aliados. Na semana passada, esteve na reunião do diretório nacional do partido e, na próxima terça, participa de um encontro com o ex-presidente Lula (PT) e o senador Humberto Costa (PT), em São Paulo.

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) destacou que durante o recesso tem realizado algumas ações de rua e reuniões em seu gabinete, referentes ao seu mandato, mas ressaltou que não se colocou, ainda, como pré-candidato.

Postulante pelo PRTB, o deputado estadual Marco Aurélio tem utilizado o período para visitar comunidades e hospitais da rede pública. “A questão da segurança também é algo que o recifense tem reclamado muito. A falta de água nas comunidades é outro ponto, assim como a questão das encostas nos Altos do Recife”, diz. Sobre a composição da oposição, é menos otimista que outros pré-candidatos. “Essa unidade que alguns da oposição chamam é unitária. Tenho conversado com pessoas que fazem a oposição e elas não estão sendo procuradas."

Além deles, o ex-ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM). afirma que tem percorrido o Centro e as periferias para ouvir a população. “Uma grande reclamação é a falta de emprego, o transporte público de má qualidade, a assistência de saúde”, enumera. Ele enfatiza que está disposto a dialogar com a oposição, para definição da melhor estratégia. “O diálogo vai começar a se intensificar mais agora. Minha pré-candidatura nunca será uma imposição, não é projeto de ordem pessoal, temos nomes qualificados para a disputa”, avalia.

Cortejada por algumas legendas da oposição, a delegada Patrícia Domingos (sem partido) não confirma que disputará a eleição majoritária. No entanto, nos últimos meses, tem atuado em um programa de formação de candidatos a vereadores, "com a finalidade de fomentar uma renovação no cenário político de Pernambuco".

Para o procurador do Recife, Charbel Maroun (NOVO), o Centro e o Recife Antigo são regiões que precisam de atenção. “Preocupa muito a questão da mobilidade, do transporte público, da infraestrutura viária. Também o Centro do Recife abandonado”, frisa. Charbel fala em “gargalos” que afetam o empreendedorismo e a reestruturação dos impostos como outros pontos a receberem atenção. “Trabalho na Prefeitura, conheço muito bem por dentro, mas estou atuando para conhecer a Cidade por fora também".
Até o fechamento desta edição, a reportagem não conseguiu contato com os deputados Raul Henry (MDB), André Ferreira (PSC) e André de Paula (PSD).

Mendonça Filho
Mendonça FilhoFoto: Arthur Mota

Em entrevista à Folha de Pernambuco nesta quarta-feira (22), o ex-ministro da Educação e pré-candidato a prefeito do Recife, Mendonça Filho (DEM) sinalizou disposição para o diálogo com a oposição e destacou que sua candidatura não é uma “imposição”.
  
“Minha pré-candidatura nunca será uma imposição, não é projeto de ordem pessoal, tem que se discutir um projeto de cidade e temos nomes qualificados para a disputa”, avaliou Mendonça.
   
Ainda de acordo com ele, o diálogo entre os diversos partidos e lideranças oposicionistas deve se intensificar para que haja um desfecho. “Ainda estamos em definição. O diálogo vai começar a se intensificar mais agora. Sempre fui uma pessoa que buscou diálogo interno e nas forças principais da oposição, trabalharei nessa direção”, afirmou.

Daniel Coelho comemorou a filiação do prefeito de Vicência, Guiga Nunes, ao Cidadania
Daniel Coelho comemorou a filiação do prefeito de Vicência, Guiga Nunes, ao CidadaniaFoto: Divulgação

Liderado no Estado pelo deputado federal e pré-candidato a prefeito do Recife, Daniel Coelho, o Cidadania-PE ganhou o reforço do prefeito de Vicência, Guiga Nunes, que se filiou à legenda na manhã desta quarta-feira (22).

Daniel celebrou a filiação do prefeito. “É um exemplo de gestor, que conta com mais de 80% de aprovação no município. Quando Guiga assumiu a prefeitura, existiam nove secretarias. Ele baixou para quatro, reestruturou a administração, focou nas obras e conseguiu tirar os recursos que ficavam emperrados na burocracia para mudar cidade. O Cidadania está muito orgulhoso em receber Guiga”, destacou o presidente estadual da legenda.

Já filiado, Guiga Nunes se mostrava muito satisfeito e animado com a decisão tomada. “Estou muito feliz em estar aderindo ao projeto do Cidadania, junto com nosso amigo Daniel, que vem ajudando bastante o município de Vivência. Nada mais justo do que a gente possa estar agora abraçado e pronto para a vitória aqui em Vicência”, finalizou.

Emedebista quer ser prefeito de Paulista pela terceira vez
Emedebista quer ser prefeito de Paulista pela terceira vezFoto: Divulgação

"Ninguém se perde no caminho da volta". Foi assim que o pré-candidato a prefeito de Paulista, Yves Ribeiro, explicou a sua filiação ao MDB-PE, partido que ele já havia feito parte no passado. O ato de oficialização foi realizado na tarde desta terça-feira (21), no Colégio Anita Gonçalves, com a presença de duas das principais lideranças da legenda: o senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Raul Henry.

Fernando Bezerra se disse feliz com o retorno de Yves ao MDB. "Tive essa alegria, há alguns anos, de também voltar ao MDB. Conversei com Jarbas e com Raul, e a gente se uniu para fortalecer o partido. E queremos fazer o MDB presente em todas as regiões do Estado. Quero trabalhar a favor do futuro prefeito Yves Ribeiro, pois o Brasil está voltando a crescer, o dinheiro do Governo Federal está aparecendo. Por isso, a partir de janeiro, se preparem. Vai ser obra em todos os cantos de Paulista", afirmou.

Presidente regional do partido, Raul Henry se disse impressionado com a quantidade de pessoas presentes no evento. Em seu discurso, ele justificou a ausência do senador Jarbas Vasconcelos, que se encontra em viagem internacional. "Você vai contar com todos nós na sua campanha. Com essa demonstração de apoio, vibração e entusiasmo que você recebe hoje, podemos dizer que cada um desses cidadãos vai se multiplicar por 1.000, para que a gente vá para as ruas fazer a mudança, para fazer de você o futuro prefeito dessa terra", disse.

Yves Ribeiro, que já foi prefeito de Itapissuma, Igarassu e Paulista por duas vezes em cada cidade, fez questão de dizer que está preparado para comandar Paulista mais uma vez. "Hoje, neste momento importante, agradeço a cada um que acredita em minha história, porque ela é construída por cada um de vocês. Volto ao MDB, onde comecei, e vim para trabalhar, porque Paulista não tem dono.”

Além de Fernando Bezerra e Raul Henry também prestigiaram o ato de filiação de Yves ao MDB os deputados estaduais Antonio Coelho e Júnior Uchoa, além de lideranças de todo o Litoral Norte.

O ato teve a presença de duas das principais lideranças da legenda: o senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Raul Henry

O ato teve a presença de duas das principais lideranças da legenda: o senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Raul Henry - Crédito: Divulgação

Deputada federal Marília Arraes (PT) defende sua candidatura do PT no Recife
Deputada federal Marília Arraes (PT) defende sua candidatura do PT no RecifeFoto: Arthur de Souza

A possibilidade da deputada federal Marília Arraes (PT) se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para articular a sua candidatura à Prefeitura do Recife repercutiu entre lideranças do partido no Recife. Os correligionários da parlamentar argumentam que os diálogos sobre projetos na Capital deveriam ser feitos nas instâncias locais e não por intervenção nacional. O encontro entre Lula e Marília acontece após a reunião dos principais dirigentes e lideranças da sigla em São Paulo, na última sexta-feira. Marília tenta evitar que o seu nome seja mais uma vez rifado pelo partido, como aconteceu na eleição de 2018, quando o PT se aliou ao PSB na composição da Frente Popular.

O presidente do PT no Recife, Cirilo Mota diz que a posição do PT municipal deve ser considerada. "É legítimo ela fazer o movimento e tentar conversar com Lula, mas a decisão local do PT Recife vai ser considerada. Não vai se passar por cima de nenhuma decisão daqui sem ser conversado", garantiu. No entanto, Cirilo pondera que, apesar de ter "participação na instância", Marília não procurou a direção municipal para iniciar um diálogo. "Eu acho que também seria interessante ela querer conversar com o PT do Recife, com a base do partido para construir isso de forma coletiva. Já que ela se coloca como candidata de todo jeito, eu acho que ela deveria fazer também esse movimento dentro do PT", alfinetou.

Já o petista Oscar Barreto, que está na gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB) à frente da Secretaria de Saneamento, destacou que na reunião do diretório nacional "nada específico de Pernambuco ou do Recife" foi definido. "A reunião em nenhum momento declinou opiniões para essa ideia de candidatura própria", garantiu. "Sobre o Recife existe uma decisão da direção municipal", lembrou. Entretanto, Oscar afirmou que "setores minoritários querem pedir intervenção nacional".

"Esses setores, na última eleição, queriam impor ao PT uma aventura. A direção nacional proibiu a aventura e interviu. Esse setores ficaram denunciando que era um golpe, que não podia. Agora, esses setores pedem o golpe. Não querem mais que a direção municipal e estadual tomem decisão. Na realidade é porque não há coerência política", acrescentou. "A política do 'eu sozinho' não constrói, só afasta", complementou.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa de Marília Arraes afirmou que ela não comentaria o assunto e que não há data ou confirmação sobre um encontro entre a parlamentar e Lula.

Delegada preferiu não antecipar predileção por nenhum partido. Ela tem o dia quatro de abril para decidir
Delegada preferiu não antecipar predileção por nenhum partido. Ela tem o dia quatro de abril para decidirFoto: Divulgação/ Facebook

Apontada como prefeiturável do Recife na corrida eleitoral municipal de outubro de 2020, a delegada Patrícia Domingos, revelou que tem algumas conversas com partidos interessados em tê-la como filiada da legenda.

“Na verdade, eu tenho tido algumas conversas. Eu falo que é como é uma paquera, não é? Você não conta, não é? Mas eu tenho pensado com carinho nas possibilidades, como eu tenho tempo para decidir, primeiro preciso decidir se vou realmente ser candidata ou não”, disse Patrícia Domingos, em entrevista à Rádio CBN, nesta segunda-feira.

A delegada revelou como foi sua participação no evento do ‘Protagonize’, que visa a formação e candidatos a vereador. “No momento, eu interfiro no quadro político com formação, que foi o caso do protagonize, a gente está fomentando que novas lideranças surjam para fazer uma campanha de baixo custo e alto impacto”, disse.

O ato foi prestigiado pelo prefeito Miguel Coelho, os vereadores Cícero Freire (PP), Aero Cruz (PSB), lideranças comunitárias e filiados à legenda progressista.
O ato foi prestigiado pelo prefeito Miguel Coelho, os vereadores Cícero Freire (PP), Aero Cruz (PSB), lideranças comunitárias e filiados à legenda progressista.Foto: Alexandre Justino

Em ato de filiação de novos militantes, o Partido Progressista (PP) reforçou o apoio ao prefeito Miguel Coelho (MDB). A solenidade teve a participação do deputado estadual Fabrizio Ferraz, que assume o status de líder da legenda na cidade sertaneja. O evento ocorreu, na noite deste sábado (18), num hotel na área central de Petrolina.

O ato foi prestigiado pelo prefeito Miguel Coelho, os vereadores Cícero Freire (PP), Aero Cruz (PSB), lideranças comunitárias e filiados à legenda progressista. O gestor petrolinense agradeceu ao gesto da legenda."É o primeiro partido a publicamente assumir compromisso com uma futura candidatura que ainda nem estamos tratando. Isso nos encoraja muito a seguir defendendo o que esse partido tem inclusive no nome, o progresso. Com a força política, o compromisso de melhorar nosso Sertão, vamos com as lideranças do PP remar juntos para continuar fazendo Petrolina avançar", disse Miguel.

Natural de Floresta, o deputado estadual Fabrizio Ferraz assumirá a coordenação do PP em Petrolina. Na solenidade, Ferraz elogiou a gestão de Miguel. "Conheço muito bem o Sertão. Petrolina é uma cidade diferenciada. Parece outra realidade. É importante reconhecer o trabalho que Miguel, o senador Fernando Bezerra, os deputados Fernando e Antonio estão fazendo por essa cidade. É um governo que está dando muito certo e o PP vai continuar alinhado com esse trabalho", reforçou Ferraz.

Tânia Maria, de Brejinho, desistiu e vai apoiar um correligionário
Tânia Maria, de Brejinho, desistiu e vai apoiar um correligionárioFoto: Reprodução

A pouco mais de nove meses das eleições municipais, alguns prefeitos pernambucanos que poderiam disputar a reeleição passarão longe do crivo dos eleitores nas urnas. Entre os gestores entrevistados pela reportagem da Folha de Pernambuco, os motivos estão centrados em dois pontos principais: a frustração diante das dificuldades administrativas presentes nos pequenos municípios e os alinhamentos partidários que os fazem abrir espaço para que os seus antecessores retornem ao poder.

Em Triunfo, o prefeito João Batista (PL) lamenta a dificuldade financeira e aponta ela como uma das razões da desistência. “O gestor tem hoje muita dificuldade, principalmente na questão do custeio da Previdência, que está inviabilizando a questão municipal. Todo mês, a prefeitura tem um déficit de R$ 350 mil, o município está praticamente inviabilizado”, argumenta.

De acordo com Batista, mesmo com os convênios com outras esferas do poder público, Triunfo está “quase sem possibilidade de investimento”. “Ser gestor público hoje é complicado, extremamente difícil. Amo minha cidade, mas virei um pagador de salário”, diz o prefeito, que acrescenta uma questão profissional como outro fator para desistir da reeleição. “Sou advogado e ficar oito anos fora do mercado é algo muito complicado”.
Para a professora de Ciência Política da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO), Priscila Lapa, a tendência é que outros nomes decidam não disputar o segundo mandato consecutivo. “Se o Governo Federal sinalizar novos investimentos em vez de retração, isso pode mudar. Caso não mude, é de se esperar que mais gestores ‘joguem a toalha’. É preciso ter uma capacidade de gestão muito grande para ter coragem de prometer algo em uma disputa com essa realidade”, afirma.

Nas últimas eleições, em 2016, de acordo com dados de levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 14 prefeitos aptos para a disputa da reeleição em municípios pernambucanos escolheram não disputar.

Em 2019, a prefeita de Brejinho, Tânia Maria (PSB), desistiu de tentar a reeleição neste ano para apoiar o ex-prefeito José Wanderley, também socialista. “Tem outra pessoa, que é do mesmo grupo e eu vou apoiar”, resumiu. Em Ingazeira, o cenário também se resume ao PSB. O prefeito socialista Lino Olegário de Morais cogita abrir mão da reeleição, também em nome do ex-prefeito Luciano Torres. “A administração está equilibrada, o que vai definir a escolha do nome é o tempo ideal de lançar a candidatura. Temos um bom relacionamento, o ex-prefeito e eu, estamos aguardando”.

Fora da disputa, João Batista também apoiará seu antecessor, Luciano Bonfim (Avante). “Em Triunfo sou aliado do ex-prefeito, vou apoiar ele. Temos maioria na Câmara, acredito que temos boa chance de vencer”, afirmou.

Para Priscila Lapa, o cenário apresentado é pouco usual. “É normal o prefeito antecessor querer o espaço, não é normal o atual ceder esse espaço. Afinal de contas, ocupar um espaço político, um cargo de gestão, é uma forma de se capitalizar politicamente. Geralmente, essas mudanças são realizadas sob disputa, não é normal que seja feito de forma consensual”, afirma a cientista política, frisando que podem ter ocorrido acordos que não são revelados pelos políticos em questão.

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