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Durante o painel prefeitos ainda assinaram declaração de intenção sobre Emergência Climática e uma carta aberta sobre o vazamento de óleo nas praias do nordeste
Durante o painel prefeitos ainda assinaram declaração de intenção sobre Emergência Climática e uma carta aberta sobre o vazamento de óleo nas praias do nordesteFoto: Andréa Rêgo Barros/ PCR

O Recife será a primeira cidade do Brasil a tornar obrigatória nas escolas públicas municipais o ensino sobre Sustentabilidade e Emergência Climática a grade curricular.

O anúncio foi feito pelo prefeito Geraldo Julio, na manhã desta quinta-feira (7), na Conferência Brasileira de Mudança do Clima. Geraldo, que é presidente para a América do Sul do ICLEI – Rede de Governos Locais Pela Sustentabilidade, afirmou que vai enviar o Projeto de Lei para a Câmara Municipal ainda este ano, para que a disciplina entre no calendário escolar já em 2020. O anúncio aconteceu durante o Painel de Prefeitos pelo Clima na Conferência Brasileira de Mudança do Clima, no Arcádia do Paço Alfândega.

O prefeito Geraldo Julio detalhou como vai ser iniciativa. “Um estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte comprovou que quando se coloca esse tema no currículo, além dos alunos, os pais se engajam muito mais. Nosso objetivo é aprovar ainda este ano, para que já no início do próximo ano tenhamos na nossa grade curricular essa disciplina. A meta é que os alunos tenham toda a semana esse tema, e que saiam de lá e possam compartilhar com seus pais, amigos e família, aumentando assim cada vez mais o movimento em prol do meio ambiente”, afirmou Geraldo Julio que comandou o Painel de Prefeitos pelo Clima.

O painel foi mediado pelo prefeito Geraldo Julio e contou com as presenças dos prefeitos Rui Palmeira, de Maceió (AL), Roberto Cláudio de Fortaleza (CE) e Ary Vanazzi de São Leopoldo (RS), que também é presidente da Associação Brasileira de Municípios. Na ocasião os prefeitos assinaram declaração de intenção de levar para os seus municípios, o decreto reconhecendo a Emergência Climática, assinado pelo prefeito na abertura da CBMC.

No encontro, o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, defendeu que o combate as mudanças climáticas não pode ser partidário. “Esses tempos medievais no Brasil não podem tornar o meio ambiente objeto de divisão de disputa. Essa é uma questão dos tempos, uma imposição da humanidade. A forma em que vivemos, geraram uma crise ambiental que já traz consequências importantes na vida humana. Que a sobrevivência da espécie humana possa nos unir”, afirmou o gestor.

Ary Vanazzi prefeito de São Leopoldo e presidente da Associação Brasileira dos Municípios (ABM) falou sobre a importância dos investimentos para implementação dos projetos ambientais. “Toda a política que nós tínhamos de financiamentos não existe mais. Isso reduziu enormemente a capacidade dos municípios de investirem na recuperação, no saneamento, na drenagem urbana, na política de educação ambiental, por exemplo. Não há política ambiental sem investimentos e acho que hoje temos que avançar para retomar a política do governo federal nessa área”, enfatizou.

Rui Palmeira, prefeito de Maceió, destacou os desafios que a cidade e todo o litoral nordestino sofre hoje como o avanço do mar. “Hoje o avanço do mar é um dos nossos maiores desafios, que vem acontecendo dia após dia e os paliativos que são feitos não sabemos até quando vai durar. São questões que precisam ser aprofundados o debate e as cidades brasileiras precisam esta a frente dessas discussões”, avaliou.

CARTA ABERTA - Ao final do painel, os prefeitos também assinaram a Carta dos Prefeitos sobre o vazamento de óleo, se posicionando sobre o desastre ambiental que afetou o litoral nordestino. Na carta os prefeitos externaram sua preocupação com os efeitos e incertezas sobre o vazamento de óleo e cobraram posicionamento do governo federal sobre o desastre ambiental e social que vem atingindo a costa do nordeste. A carta aponta a necessidade do Governo Federal apoiar a cadeia produtiva da pesca, buscar estudar cientificamente as consequências ambientais e sociais da crise e as causas para que se chegue a uma solução definitiva.

O Plano reúne 14 medidas de adaptação com o objetivo de adaptar a cidade aos principais riscos trazidos pelas mudanças climáticas
O Plano reúne 14 medidas de adaptação com o objetivo de adaptar a cidade aos principais riscos trazidos pelas mudanças climáticasFoto: Andréa Rêgo Barros/ PCR

Frente aos impactos provocados pelas mudanças climáticas e a vulnerabilidade da capital pernambucana diante dessas transformações, o prefeito Geraldo Julio, presidente para a América do Sul do ICLEI – Rede de Governos Locais Pela Sustentabilidade lançou na Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC), o plano de Adaptação Climática do Recife intitulado “Análise de Riscos e Vulnerabilidades Clima´ticas e Estrate´gia de Adaptac¸a~o do Munici´pio do Recife”.

O plano, apresentado na tarde desta quarta-feira (6), no Arcádia do Paço Alfândega é um instrumento importante para o planejamento urbano sustentável local. Além de Geraldo Julio o painel contou com a presença de Edgar Salinas, executivo de meio ambiente e mudança do clima do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul.
  
“É preciso entender as vulnerabilidades, os riscos e as consequências que as mudanças climáticas vão causar na cidade nos próximos anos e se preparar para isso. O mundo já está atrasado na redução das emissões de gases do efeito estufa e mais atrasado ainda na adaptação para melhorar a qualidade de vida das pessoas e preservar vidas. Por isso, o Plano de Adaptação é tão importante. Ele vai nos guiar para promover ações efetivas na mitigação das mudanças climáticas”, destacou o prefeito, que foi convidado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para representar o conjunto dos prefeitos da América do Sul na COP 25, levando os resultados da CBMC, para que possa ser incorporados como uma contribuição brasileira.

O Plano de Adaptação Climática reúne 14 medidas de adaptação debatidas com a sociedade e grupo técnico da Prefeitura do Recife para aumentar a resiliência nos pontos mais críticos, o relatório inclui seis principais vulnerabilidades às futuras consequências da mudança climática: inundações, deslizamentos, doenças transmissíveis, ondas de calor, seca meteorológica e elevação do nível do mar. As análises foram divididas pelas seis Regiões Político Administrativas (RPAs) compostas, ao todo, por 94 bairros, com um ranking dos mais afetados pelo clima devido às futuras consequências de sua mudança.

Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul explicou sobre o estudo. “A metodologia segue os critérios das Nações Unidas e os riscos estão dados, como inundações, deslizamentos de terra, aumento do nível do mar, situações que podem acontecer em decorrência da mudança do clima. A diferença é que implantamos uma metodologia participativa, balizamos os dados aferidos com a população, corrigindo a ocorrência dos eventos extremos a partir dos relatos da comunidade”, afirmou.

Entre as medidas de adaptação mapeadas estão modernização das redes de drenagem existentes, requalificação urbana em áreas inundáveis, costeiras e de encosta que possibilitam o enfrentamento de ameaças de inundação e deslizamento; captação, detenção, retenção e uso das águas pluviais com o intuito de ampliar áreas permeáveis para absorver e armazenar a água das chuvas favorecendo a diminuição de inundações e alagamentos; estratégia de agricultura urbana com o intuito de diminuir ilhas de calor e aumentar a permeabilidade do solo para captação e detenção de águas pluviais, evitando ou minimizando eventos de inundação; aumento da eficiência do sistema de abastecimento hídrico, entre tantas outras.

Edgar Salinas, representante do banco de desenvolvimento da América Latina (CAF), entidade formado por 19 países, que promove um modelo de desenvolvimento sustentável através de operações de crédito, recursos não reembolsáveis e apoio técnico e financeiro para os setores público e privado da América Latina falou sobre do porque o tema da mudança climática é tão importante. “Nós não podemos fazer um investimento de infraestrutura sabendo que é vulnerável e um risco e a capacidade de reparo da cidade está comprometido. Por isso o compromisso político é muito essencial e a participação da população é importante”, pontuou.

O índice de risco crítico para a cidade foi concebido pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina, CAF, desenvolvido por uma equipe técnica do WayC’arbon, ICLEI, e colaboração da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, Instituto Pelópidas Silveira e Secretaria Executiva de Defesa Civil (SEDEC).

Prefeito lançou Plano de Adaptação do Recife
Prefeito lançou Plano de Adaptação do RecifeFoto: Andréa Rêgo Barros/ PCR

O Recife deu mais uma prova de seu compromisso com o enfrentamento da crise climática global e com a construção de uma cidade mais sustentável. O prefeito Geraldo Julio assinou, durante a abertura da Conferência Brasileira de Mudança do Clima nesta quarta-feira (6), o decreto que declara o Reconhecimento à Emergência Climática Global pelo Município do Recife, estabelecendo diretrizes para combatê-la.

Na ocasião, o prefeito, que também é Presidente para a América do Sul do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade anunciou o lançamento do Plano de Adaptação Climática do Recife, intitulado de Análise de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas e Estratégia de Adaptação do Município do Recife, que será detalhado pelo gestor às 15h, em painel também na programação da Conferência.

A cerimônia de abertura da Conferência Brasileira de Mudança do Clima foi um grande ato em defesa de um futuro mais sustentável e de baixo carbono que reuniu entidades da sociedade civil, movimentos sociais, lideranças políticas e membros da iniciativa privada. O governador Paulo Câmara, presente no ato, recebeu seis governadores de outros estados do Nordeste na defesa do clima.

"O Recife está decretando hoje o reconhecimento da situação de Emergência Climática global. Muitas cidades do mundo já reconheceram, e isso possibilita que a cidade estabeleça metas de redução drástica das emissões de carbono até 2030 e de carbono zero, até 2050. Muita gente pode achar essas metas ousadas, mas certamente com o passar dos anos, todas as cidades vão buscar essas metas porque os efeitos do aquecimento global estão sendo demonstrados todos os dias. O Recife assume hoje um compromisso, mas não começa hoje o trabalho. Porque além do compromisso global, do engajamento internacional e de trabalhar pelo engajamento das administrações locais na América do Sul, nós temos os compromissos com a nossa cidade”, declarou o prefeito Geraldo Julio.

O decreto assinado hoje coloca o Recife junto a um movimento internacional com mais de mil governos e entidades em 18 países declarando emergência climática. Com a declaração, ficará determinado que as políticas públicas iniciadas no processo de resposta à emergência climática devem priorizar as comunidades vulneráveis, bem como comunidades históricas e desproporcionalmente impactadas por injustiças ambientais. Além disso, o município empenhará esforços para a transição justa para alcançar um futuro, neutralizando as emissões de carbono até 2050, considerado na revisão do Plano de Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa do município, que se tornará o Plano de Resposta à Mudança do Clima do município a ser entregue em 2020.

Já o Plano de Adaptação Climática desenvolvido com base na Análise de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas e Estratégia de Adaptação do Município do Recife é instrumento importante para o planejamento urbano sustentável local. Com propostas de 14 medidas de adaptação debatidas com a sociedade e grupo técnico da PCR para aumentar a resiliência nos pontos mais críticos, o relatório inclui seis principais vulnerabilidades às futuras consequências da mudança climática: inundações, deslizamentos, doenças transmissíveis, ondas de calor, seca meteorológica e elevação do nível do mar.

O governador Paulo Câmara destacou a importância do evento. “Pernambuco tem defendido há muito tempo que é preciso priorizar esse tema, que é preciso dar atenção devida ao nosso meio ambiente, às questões climáticas e buscar efetivamente ações que possam garantir um desenvolvimento sustentável. Não podemos olhar apenas o econômico, mas ações que incluam o econômico junto com o social e ambiente protegido. E hoje nesta conferência teremos a oportunidade de discutir e analisar temas que vão ser importantes e contribuir para a COP 25, que com certeza irá dar um norte de valores, ações e projetos para que tenhamos um mundo mais protegido”, declarou.

Na manhã de hoje também foi apresentada a Declaração do Recife: um compromisso para a descarbonização da economia brasileira, que contou com a adesão não só do poder público, mas de instituições privadas como a BYD no Brasil e a Neoenergia. O documento sugere compromissos a serem adotados pelos diversos atores da sociedade brasileira com objetivo de priorizar o cumprimento da agenda de descarbonização. Trata-se de uma agenda civilizatória, estratégica que envolve decisões econômicas, tecnológicas, de comércio internacional, de modelo energético, de direitos humanos, de segurança nacional e paz entre as nações.

Diretor-presidente do Instituto Ethos, Caio Magri falou sobre o que representa a Declaração. “Para os governos a declaração do Recife destaca ações de medida de mitigação e adaptação, para as empresas a declaração destaca a capacidade de assumir publicamente os compromissos de reduzir as emissões, zerar o desmatamento ilegal, investir na precificação de carbono, por exemplo. Ao assinar e apoiar a carta, encorajamos as organizações a publicarem seus compromissos específicos e a estabelecer um canal público e efetivo para o relato das contribuições e dos avanços ao longo do tempo para a sociedade”, pontuou.

SOBRE A CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE MUDANÇA DO CLIMA - A Conferência Brasileira do Clima surgiu como uma oportunidade de promover o diálogo sobre como retomar a trilha da responsabilidade climática, da participação da sociedade, da consolidação de pactos internos, de fortalecimento de programas locais de adequação de políticas e planos de desenvolvimento e de ampliação da agenda climática. As reuniões para organização da governança, da programação, da definição de escopos de grupos de trabalho e da divulgação acontecem mensalmente desde janeiro de 2019. Participam desses encontros organizações da sociedade civil, movimentos sociais, associação de povos e comunidades tradicionais, comunidade científica, governos e instituições públicas e empresas públicas e privadas.

A programação da Conferência refletirá uma sequência de diálogos e adotará proposições que surgirão ao longo do trabalho de um ano inteiro de reflexões, análise de políticas e iniciativas implementadas ou operadas no Brasil. São realizadores da Conferência Brasileira de Mudança do Clima: Instituto Ethos, WWF Brasil, Dieese, Rede Brasil do Pacto Global, Centro Brasil no Clima (CBC), Local Governments for Sustainability (Iclei), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). O evento é carbono neutro e compensará suas emissões de maneira transparente, rastreável e segura com o apoio do programa Amigo do Clima, desenvolvido pela WayCarbon.

De quarta até sexta (8), atores públicos e privados dos variados setores da sociedade do país debaterão na Conferência Brasileira da Mudança do Clima
De quarta até sexta (8), atores públicos e privados dos variados setores da sociedade do país debaterão na Conferência Brasileira da Mudança do ClimaFoto: Divulgação


De quarta até sexta (8), atores públicos e privados dos variados setores da sociedade do país debaterão no Recife sobre oportunidades com o desenvolvimento sustentável diante da governança da crise climática. A Caatinga terá destaque na Conferência Brasileira da Mudança do Clima.

A capital pernambucana receberá a Conferência Brasileira da Mudança do Clima. As contribuições do evento servirão de propostas para o Brasil em relação aos compromissos nacional para o acordo global do clima. A conferência é uma organização do Instituto Ethos – uma Oscip que há 21 anos mobiliza o setor empresarial a gerir os seus negócios a partir do protagonismo socioambiental. Em Pernambuco, por sinal, uma solução socioeconômica e tecnológica que gera renda, riqueza e cidadania para agricultores a partir da produção conjunta de alimentos e energia em pequenas áreas com altas temperaturas e grande variabilidade pluviométrica (com áreas que chovem bem e em outras não), já reconhecida como eficiente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), integrará a programação.



“Aproveitamos as potencialidades que a Caatinga (sol em abundância e a inteligência genética e bioeconômica da flora diante do clima semiárido) já tem para fazermos a adaptação e transição para uma agricultura de baixo carbono (produção agrovoltaica) que aponta para um novo modelo socioeconômico frente à crise climática e as oportunidades que surgem com elas”, fala a climatologista Francis Lacerda, gestora da rede nacional de pesquisadores (Ecolume), coletivo financiado pelo CNPq, do governo federal, e formado por estudiosos de institutos e universidades públicas, organizações sociais e iniciativa privada. Francis, por exemplo, coordena o Laboratório de Mudanças Climáticas do Instituto Agronômico do Estado. O Ecolume foi selecionado pela Ethos para compor o evento. O painel sobre o Ecolume, intitulado Socioeconomia Verde no Bioma Caatinga, será realizado na sexta das 14h às 15h30, no Paço do Frevo.



A Ecolume é responsável pela criação, implantação e operação do 1ª Sistema Agrovoltaico brasileiro, instalado do Sertão do Moxotó de PE, na escola de Agroecologia Serta, que é uma Oscipe. O sistema produz o ano todo energia solar, alimento vegetal, mudas de plantas nativas para o reflorestamento e proteína animal através de um sistema fotovoltaico e hídrico fechado e orgânico. A tecnologia engloba três subsistemas: as placas fotovoltaicas para a geração de energia elétrica e a captação de água da chuva; a produção orgânica de alimentação vegetal e animal por tubos e tranques (aquaponia) através de irrigação circular e fechada; e o reuso e reutilização da água usada em outras áreas da propriedade.



“Em uma pequena propriedade, numa área de apenas 24 m², hoje já se fatura mais de R$ 10 mil anual. Em dois anos, com toda essa produção, o agricultor já paga pela tecnologia. Mas se investisse na produção de feijão ou milho, não renderia nem R$ 3 mil por ano, porque dependeria bastante da água, um recurso no Sertão que vem diminuindo ainda mais com os efeitos da mudança do clima. O Semiárido está ficando árido, ou seja, menos chuva e mais quente ainda. Enquanto isso, com o sistema agrovoltaico, otimiza-se o uso da água e potencializa-se a irradiação solar convertida em energia elétrica para fins produtivos”, resume Francis.



O desempenho do sistema tem sido reconhecido nacionalmente. Ainda em 2018, a Fundação Getúlio Vargas classificou como uma experiência exitosa na produção alimentar. A tecnologia do Ecolume foi incluída pela fundação no seu programa Bota da Mesa, que são diretrizes públicas e empresariais para inclusão da agricultura familiar na cadeia de alimentos



Há poucos dias, a potencialidade bioeconômico desse sistema acaba de ser reconhecida pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC). A maquete da tecnologia ficou em destaque na 16º Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília, realizada no último mês. Marcos Pontes, ministro do MCTIC, conferiu os resultados e o funcionamento dessa inovação. Para Fábio Larotonda, que é diretor do Programa de Desenvolvimento Científico do MCTIC, a Ecolume vem implantando soluções inovadores diante dos desafios globais, atento ao clima e a partir da rica biodiversidade brasileira e a sua correta exploração bioeconômica através do sistema agrovoltaico na Caatinga.



Semanas antes, resultados dessa inovação onde demonstram a riqueza e oportunidades da Caatinga no contexto das mudanças do clima foram expostos por Francis e outros pesquisadores da Ecolume durante uma audiência pública na Câmara Federal. Na ocasião, o líder do PSB na casa legislativa, o deputado Tadeu Alencar, classificou a rede Ecolume como uma das alternativas de desenvolvimento para a Caatinga. “Esse projeto (o sistema agrovoltaico) foi criado para mostrar que é possível transformar a realidade do bioma, mesmo com as condições climáticas extremas que trazem dificuldade para a região”, destacou o parlamentar.





SERVIÇO



Conferência Brasileira da Mudança do Clima

De quarta-feira (6) à sexta-feira (8) no Recife

Painel: Socioeconomia Verde no Bioma Caatinga (Ecolume)

Sexta-feira (8), das14h às 15h30, no Paço do Frevo.

O governador reafirmou sua disposição de dedicar esforços, estudos e experiências no combate aos processos destrutivos
O governador reafirmou sua disposição de dedicar esforços, estudos e experiências no combate aos processos destrutivosFoto: Divulgação

Nova Iorque - O governador Paulo Câmara (PSB) participou, nesta terça-feira (24), de uma série de eventos da Semana do Clima de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Como representante do Consórcio Nordeste - que reúne os nove Estados da região - ele assinou a Carta de Santa Fé, reforçando o compromisso de Pernambuco e do Nordeste com o desenvolvimento sustentável e a construção de uma agenda ambiental avançada. Ao discursar no encontro com líderes do Under 2 Coalition, o governador afirmou representar os 56 milhões de nordestinos e os outros milhares de brasileiros que não desejam a destruição das florestas, as agressões à natureza e à vida no planeta, e sim a busca de novos rumos para o futuro.

"Vamos, juntos, fazer com que esse nosso compromisso saia do papel e ganhe o mundo, e vamos trabalhar para formar e consolidar a coalizão dos Estados, a exemplo do que acontece nos Estados Unidos", afirmou Paulo Câmara, advertindo que o Nordeste não aceitará, passivamente, a adoção de medidas ultrapassadas, criminosas e ambientalmente irresponsáveis.

"Estamos assumindo posições e ações que nos permitam avançar no que for possível e também atuar para barras os retrocessos. Somos muitos no nosso País, atentos a esse debate, inquietos com as ameaças que a própria humanidade e algumas lideranças têm causado ao meio ambiente", reforçou.

O governador reafirmou sua disposição de dedicar esforços, estudos e experiências no combate aos processos destrutivos e na construção de alternativas renováveis para proteger e conviver de forma saudável com os recursos naturais. "Isso não se efetiva sem uma política clara, com ações contundentes a favor de um meio ambiente protegido, com trocas positivas, e jamais na agressão, exploração e destruição. Uma ideia não pode abrir mão de gestos, de atitude e de coragem para enfrentar interesses mesquinhos, imediatistas e materialistas", disse.

Paulo Câmara destacou ainda que Pernambuco tem fortalecido as estruturas públicas na área ambiental, e criticou as lideranças brasileiras que vêm seguindo uma contracorrente, caminhando no sentido inverso ao que a história ensina, contrário ao futuro. E fez um alerta: "Não há espaço para arrependimentos. O mal que se faz ao ambiente é um dano cada vez mais irreversível. É uma autodestruição".

Ressaltando que a ONU tem uma agenda positiva dedicada aos movimentos sustentáveis, apontando o ano de 2030 como um marco, o governador assegurou que esse referencial está presente em Pernambuco e no Nordeste, que seguem os caminhos universalmente pactuados. "Buscamos um futuro em que crianças não precisem faltar às aulas para fazer greve, tentando alertar os adultos de que eles estão promovendo uma ameaça em escala global", afirmou.

Por último, Paulo Câmara informou que o Fórum Pernambuco de Mudanças Climáticas está ativo e que foi implantado o Plano Estadual Ambiental, dentro dos preparativos do Estado para sediar, em novembro próximo, a Conferência Nacional de Mudanças Climáticas, prévia da COP 25. "A nossa política é de construção com respeito, diálogo e responsabilidade com Pernambuco, o Nordeste, o Brasil e com um mundo melhor. Nada diferente disso é aceitável. Somos defensores dos movimentos coletivos, da mobilização e da união. Não ficaremos insensíveis aos apelos de tantos, no mundo inteiro", completou.

CARBONO NEUTRO - À tarde, Paulo Câmara participou do HUB Ação e Recompensa, discutindo as reduções de emissões de carbono necessárias, na próxima década, para combater mudanças climáticas, o que deve determinar a maneira com que estados, regiões, cidades e empresas que demonstram alta responsabilidade por suas ações climáticas poderão atrair inovação e investimentos.

O governador falou em nome do Fórum Nordeste e do grupo Governadores pelo Clima, formado em abril, com o auxílio do Centro Brasil Clima (CBC) e da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA). Todos, segundo relatou, comprometidos com a permanência no Acordo de Paris e com o cumprimento da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) assumida pelo Brasil em 2015.

Paulo Câmara reafirmou que, diante dos riscos de retrocesso por parte do governo federal, os Estados brasileiros assumiram resolutamente seu papel na preservação e conservação ambiental. "As batalhas decisivas dar-se-ão nos territórios dos Estados. Pernambuco, desde o meu saudoso antecessor, o governador Eduardo Campos - tragicamente desaparecido em 2014 - vem desenvolvendo grandes trabalhos de adaptação às mudanças climáticas. Somos muito vulneráveis à elevação do oceano e à desertificação e estamos promovendo as energias limpas, como a solar, o uso de biocombustíveis para reduzir o uso dos combustíveis fósseis, o reflorestamento e a defesa do nosso grande ecossistema regional: a Caatinga", explicou.

O governador narrou ainda o processo de transformação por que passa o Arquipélago de Fernando de Noronha em um território de carbono neutro e um showroom de tecnologias limpas e sustentáveis, esclarecendo que, em breve, todos os veículos que circulam na ilha serão elétricos, a produção de energia local será totalmente limpa e o lixo, totalmente reciclado. "Temos que trabalhar por um planeta carbono neutro na metade desse século. Pernambuco, juntamente com outros Estados que lidero no Consórcio Nordeste, vai cumprir seu papel na NDC brasileira e ir além, rumo a uma estratégia de longo prazo carbono neutro", disse.

A estratégia para isso, segundo Paulo Câmara, inclui articular alianças com outros Estados brasileiros, prefeituras, iniciativa privada, terceiro setor e universidades, atraindo investimentos para uma economia sustentável, geradora de empregos, renda e qualidade de vida. "Sabemos que não há um Planeta B. O único que temos é este, que necessita ser descarbonizado e tornar-se mais justo", concluiu o governador.


O governador reafirmou sua disposição de dedicar esforços, estudos e experiências no combate aos processos destrutivos

Ao lado de outros governadores dos EUA e da América Latina, o gestor pernambucano ratificou a Carta de Santa Fé, um compromisso pelo desenvolvimento sustentável - Crédito: Divulgação

Deputado federal Túlio Gadêlha é um coordenador da Frente.
Deputado federal Túlio Gadêlha é um coordenador da Frente.Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco


O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) participa, entre os dias 22 e 24 de setembro, da Climate Week de Nova Iorque, nos Estados Unidos. O pedetista terá encontros com lideranças climáticas, integrará painel sobre o desmatamento na Amazônia e a política ambiental do governo Jair Bolsonaro e participa da reunião da Internacional Socialista sobre o clima

Gadêlha desembarca em Nova Iorque no domingo (22) e participa do evento Um Diálogo para a Amazônia Possível, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na segunda-feira (23), integra o painel “Mudança climática e desmatamento na Amazônia: política ambiental de Bolsonaro e o futuro da floresta tropical” e, depois, reúne-se com membros da Youth Climate Leaders.

O parlamentar prestigia, na terça-feira (24), a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. No dia seguinte, antes de embarcar de volta ao Brasil, participa da reunião do Presidium da Internacional Socialista sobre as mudanças climáticas e a COP25 - Conferência das Partes da Convenção da Convenção do Clima das Nações Unidas.

“Com a inação de alguns governantes – incluindo Bolsonaro - em dar respostas ao apocalipse climático já anunciado, precisamos encontrar políticas socioambientais visando à solução da atual emergência climática e da Amazônia, que arde em chamas por causa da irresponsabilidade do governo brasileiro”, afirma Gadêlha.

Em coordenação com a ONU e a cidade de Nova Iorque, a Climate Week é administrada pelo The Climate Group, uma organização internacional sem fins lucrativos com foco em acelerar a ação climática. Governos, instituições acadêmicas, organizações artísticas, empresas, indivíduos e organizações sem fins lucrativos são convidados a participar do programa de eventos, que conta com painéis, exposições e seminários.

Presidente do ICLEI América do Sul, o prefeito Geraldo Julio ministrou palestra sobre as ações desenvolvidas na cidade no enfrentamento às mudanças climáticas
Presidente do ICLEI América do Sul, o prefeito Geraldo Julio ministrou palestra sobre as ações desenvolvidas na cidade no enfrentamento às mudanças climáticasFoto: Divulgação

À frente da presidência do ICLEI América do Sul, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), fez uma palestra, nesta sexta-feira (23), durante a Semana do Clima da América Latina e Caribe, em Salvador. O evento, idealizado pela Organização das Nações Unidades (ONU), é preparatório para a COP 25, no Chile e acontece na capital baiana desde a última segunda (19) e está reunindo lideranças de todo o mundo sobre o tema.

Na Plenária dos Prefeitos, realizada dentro da programação, Geraldo assinou um termo de compromisso pelo futuro dos oceanos. Também foram signatários os prefeitos de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, de São Paulo, Bruno Covas, de Manaus, Arthur Virgílio, de Campinas, Jonas Donizete, de Curitiba, Rafael Greca e a prefeita de Arima (Trinidade e Tobago), Lisa Morris-Julian. Ainda durante o evento, o prefeito Geraldo Julio teve encontro bilateral com representantes da União Europeia, como presidente do ICLEI para a América do Sul, para tratar de fontes de financiamento para projetos sustentáveis para governos locais.

"A Semana do Clima está reunindo pessoas de 93 países para que possamos discutir o enfrentamento à crise climática e as consequências disso tudo na vida das pessoas e buscarmos atitudes concretas. Tive a oportunidade de participar de um painel com o Banco Mundial e organismos internacionais para discutir o financiamento de ações direto com os municípios e tive oportunidade de participar de um outro painel com lideranças políticas para que a gente possa cada vez mais colocar essa pauta da crise climática na vida de todo mundo", afirmou o prefeito.

O evento surge como oportunidade para governos locais ampliarem a visibilidade das ações que estão sendo lideradas nas cidades com propostas inovadoras relacionados ao clima. Geraldo foi indicado pelas demais cidades participantes do ICLEI para liderar o Conselho Regional da América do Sul pelo pioneirismo e efetividade de políticas públicas desenvolvidas no Recife na área de sustentabilidade, em especial no controle e redução da emissão dos Gases do Efeito Estufa e no enfrentamento às Mudanças Climáticas.

"São necessárias atitudes concretas, precisamos da redução das emissões, precisamos cuidar melhor do nosso planeta para que essas consequências que a gente está vendo na vida das pessoas todos os dias, como alagamentos, deslizamentos, mudanças na temperatura, e tragédias climáticas que acontecem no mundo inteiro, elas possam ser tratadas. Para isso, precisamos da atitude de todos", grifou Geraldo.

Participaram do painel com o prefeito Geraldo Julio autoridades de vários lugares do mundo que atuam no enfrentamento às mudanças climáticas. Marcaram presença Neeraj Prasad, Gerente de Prática da unidade de Mercados de Carbono e Inovação do World Bank’s Climate Change Group, Patricia Campos, Vice-diretora de mudança climática e ministra do Meio Ambiente e Energia da Costa Rica, Cayetano Casado, Especialista Regional de Engajamento do País para a América Latina e Caribe, Gianluca Merlo, representante do Programa de Apoio NDC, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Ana Bucher, Especialista Sênior em Mudanças Climáticas, do World Bank Group.

Investimento - Durante o encontro, o prefeito teve uma reunião com a gerente de projetos do Programa EuroClima+ da União Europeia, Stephanie Horel, e representantes do Fundo Latin America Investment Facility (LAIF). O objetivo foi discutir um cronograma do trabalho para facilitar o acesso dos governos locais a financiamentos.

"Tivemos a chance de ter esse encontro com representantes da União Europeia, que nos convidaram para fazer uma discussão sobre parcerias que eles querem fazer com municípios brasileiros. Tive oportunidade de traçar um calendário de trabalho e, com certeza, não só o Recife, mas outros municípios terão oportunidade de fazer essa parceria, que vai trazer metodologia, tecnologia e também financiamentos internacionais", explicou o prefeito.

O EuroClima+ da União Europeia é um programa de cooperação entre Europa e América Latina e vai focar as próximas rodadas de projetos nas temáticas de governos subnacionais. O LAIF visa promover investimentos adicionais e infra-estruturas importantes nos setores de transporte, energia e meio ambiente, bem como apoiar o desenvolvimento do setor privado nos países da América Latina. A intenção é promover um diálogo entre Recife e estas duas iniciativas para mapear oportunidades de 12 financiamento para cidades.

Ações no Recife- São desenvolvidas no Recife ações e políticas de enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas há mais de seis anos. O modelo de gestão atual tem foco na execução e implementação do planejamento da cidade e trata o tema da sustentabilidade como eixo central de agenda.

O Recife faz parte do projeto Urban-LEDS II, cujo objetivo é acelerar a ação climática por meio da promoção de Estratégias de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono, implementado pelo ICLEI e ONU-Habitat e financiado pela Comissão Europeia.

Em abril de 2014, o Recife sancionou a Política de Sustentabilidade e de Enfrentamento das Mudanças Climáticas, que estabelece instrumentos para a implementação, em nível municipal, de ações sustentáveis e de enfrentamento ao fenômeno do aquecimento global. No início de 2015, foi lançado o 1o Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa da Cidade do Recife. Em novembro de 2015, a prefeitura instituiu o Decreto Nº 29.220, que estabelece as metas de mitigação das emissões de gases de efeito estufa para os anos de 2017 e 2020. Já em dezembro de 2016, o município lançou o Plano de Redução de Emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) - Recife Sustentável e de Baixo Carbono.

A festa teve como anfitrião o presidente da Casa, vereador Alberico da Cobal (MDB)
A festa teve como anfitrião o presidente da Casa, vereador Alberico da Cobal (MDB)Foto: Divulgação

O São João da Câmara de Vereadores de Ipojuca recebeu dois convidados de peso: o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Eriberto Medeiros (PP), e o deputado Claudiano Martins Filho (PP).

A festa teve como anfitrião o presidente da Casa, vereador Alberico da Cobal (MDB), que pretende disputar para prefeito em 2020. Albérico afirma que o apoio de oito vereadores.

Ele pretende disputar contra a prefeita Célia Sales (PTB); o grupo do ex-prefeito Carlos Santana e de sua esposa, deputada Simone Santana (PSB); além do grupo político do ex-prefeito do município, Pedro Serafim.

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