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Deputado federal Silvio Costa Filho (PRB)
Deputado federal Silvio Costa Filho (PRB)Foto: Divulgação

A nomeação do ex-senador Douglas Cintra para a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), foi bem recebida por parlamentares da região. Para o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos), o Governo Federal acertou na nomeação de Cintra, porque ele entende as demandas do Nordeste, tem diálogo com parlamentares e vai fortalecer o trabalho que a Sudene tem desempenhado.

“Cintra tem experiência na iniciativa privada, realizou um bom trabalho no Senado Federal, dialoga com todo o setor produtivo e com os parlamentares do Congresso Nacional. Não tenho dúvida de que ele fará um belo trabalho à frente do órgão, trabalhando para atrair novos investimentos, fomentando novas cadeias produtivas e buscando o desenvolvimento da região”, destacou.

A Sudene é responsável pelo planejamento de ações federais no Nordeste, definindo prioridades na alocação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e de fomentar o desenvolvimento da região, além de incentivos fiscais. Criada em 1959, a instituição é um órgão criado para reduzir a desigualdade com as demais regiões do país, fortalecendo o desenvolvimento econômico dos estados nordestinos, atraindo novos investidores e emprego para a população.

Sudene
SudeneFoto: Arthur Mota/arquivo folha

O projeto será apreciado pelo Congresso Nacional e conta com três anexos, que detalham princípios, diretrizes, estratégia, modelos de viabilização financeira e governança; programas e metas; projetos e ações indicativas. O plano está dividido em eixos estratégicos: Inovação; Desenvolvimento de Capacidades Humanas; Dinamização e Diversificação Produtiva; Segurança Hídrica e Conservação Ambiental; Desenvolvimento Social; e Desenvolvimento Institucional.

O superintendente da Autarquia, Mário Gordilho, explica que o plano se propõe a conduzir a política de desenvolvimento regional nos próximos 12 anos e enfatiza que “a elaboração do PRDNE foi uma oportunidade ímpar de unir todos os governadores da área de atuação da Sudene, que foram ouvidos e tiveram suas sugestões acatadas”.

O PRDNE vai orientar a condução das políticas públicas para o desenvolvimento da área de atuação da Sudene – formada pelos nove estados nordestinos e porções do norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Entre seus objetivos estão os de estruturar ações para melhorar a qualidade da educação e da formação profissional na Região em relação à média nacional; focar na inovação, fomentando ciência, tecnologia e financiamentos de projetos; elaborar, aperfeiçoar e acompanhar as políticas públicas voltadas à promoção da segurança hídrica e acesso ao saneamento; estimular a agricultura familiar.

O plano aborda, ainda, alternativas de financiamento, que incluem o uso combinado das fontes; complementariedade entre as fontes regionais e nacionais; maior acesso aos fundos regionais por empresas sem disponibilidade de garantia real; e incentivo às concessões privadas, incluindo PPPs.

“O condão da Lei de instituição do PRDNE é o de normatizar o planejamento de todas estas ações valendo-se de uma abordagem territorial que tem como quadro de referência a utilização das regiões geográficas e cidades intermediárias estudadas pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística. O Plano valoriza a integração urbano-rural e a conectividade entre as cidades que exercem a centralidade regional”, enfatiza o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE)  foi apresentado em audiência
Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) foi apresentado em audiênciaFoto: Divulgação

A participação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste na audiência da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal – realizada nesta quarta (20) – foi marcada por uma explanação sobre o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) e a sua aposta em uma nova estratégia de futuro, focada na inovação. O encontro teve com tema central “A formação dos Centros de Desenvolvimento Regional (CDR) e a dimensão Ciência, Tecnologia e Inovação para o Planejamento Regional do Nordeste”. A participação da Sudene foi uma oportunidade para estabelecer pontes entre esses Centros e o PRDNE.

O coordenador geral de Cooperação e Articulação de Políticas da Sudene, Renato Oliveira, destacou a necessidade de desenvolver competências que conectem capacidades na direção de um melhor posicionamento com relação ao mundo, focada, entre outras coisas, na adoção de novos padrões de desenvolvimento; novas tecnologias e metodologias pedagógicas; tecnologias apropriadas e metodologias de gestão de risco e combinação de processos de gestão compartilhada com competências técnicas e gerenciais.

Renato explicou que o Plano de Desenvolvimento do Nordeste conta com seis eixos estratégicos, 27 programas, 153 projetos e 578 ações indicativas. Sobre o Programa “Inovação para o Desenvolvimento”, contido no plano, as metas são aumentar de 0,81% (2015) para 1,1% do PIB da área de atuação da Sudene em investimentos em P&D, em 2023; além de alterar a composição de investimentos em P&D da área de atuação da Sudene, de 24% (privado) e 76% (público), em 2015, para 35% (privado) e 65% (público), em 2023.

Entre os projetos do eixo de inovação estão os de “Mapeamento de oportunidades e construção de carteiras de projetos orientada por demanda relevante à realidade e ao desenvolvimento regional”; e “Orientação das Instituições para soluções tecnológicas nas áreas prioritárias: água, energia, biodiversidade, bioeconomia, economia do mar, saúde, produção de alimentos”.

A participação da Sudene na audiência pública foi reforçada pela presença de Paulo Guimarães e Francilene Garcia, ambos consultores do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que explanaram, respectivamente, sobre modelos de financiamento e desafios para ciência, tecnologia e inovação. Contou também com a participação da diretora do Centro, Regina Maria Silvério. A instituição é parceira da Sudene na construção do PRDNE.

Abordagem territorial inovadora

O PRDNE vai apostar na utilização de municípios-polos das regiões geográficas intermediárias, identificadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 50 regiões intermediárias, das quais nove são polarizadas pelas capitais nordestinas e 41 por cidades de comando regional situadas no interior. A ideia é fortalecer as cidades nordestinas, sobretudo aquelas situadas na base da rede urbana, e aquelas de articulação intermediária, com o objetivo de desconcentrar e interiorizar o desenvolvimento regional a partir da consolidação e fortalecimento de uma rede policêntrica.

O plano aborda, ainda, alternativas de financiamento, que incluem o uso combinado das fontes; complementariedade entre as fontes regionais e nacionais; maior acesso aos fundos regionais por empresas sem disponibilidade de garantia real; e incentivo às concessões privadas, incluindo PPPs.

Mensagem presidencial publicada em edição extra do Diário Oficial da União de ontem (19) enviou o projeto de lei do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste – elaborado pela Sudene, para apreciação pelos parlamentares. A iniciativa deve tramitar primeiramente na Câmara dos Deputados, que deve apreciá-lo nas comissões da casa.

Realizado no auditório da SCGE, no bairro do Espinheiro, no Recife, o evento contou com representação ativa de quase todas as diretorias da casa
Realizado no auditório da SCGE, no bairro do Espinheiro, no Recife, o evento contou com representação ativa de quase todas as diretorias da casaFoto: Divulgação

A experiência exitosa da Controladoria-Geral do Estado da Paraíba (CGE-PB) na área de consultoria em auditoria foi apresentada na manhã da terça-feira, dia 19, para servidores da Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE). A convite da SCGE, Rodolfo Serrano e Gilson Peixoto, respectivamente, gerente-executivo de Auditoria e gerente operacional de Consultoria, falaram sobre a estrutura do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo órgão paraibano deste o ano de 2011.

Para um público formado por servidores da pasta, Rodolfo e Gilson apresentaram a metodologia aplicada em suas atividades, bem como o manual adotado pela CGE-PB para a realização do trabalho de consultoria. Realizado no auditório da SCGE, no bairro do Espinheiro, no Recife, o evento contou com representação ativa de quase todas as diretorias da casa.

“É muito importante conhecer boas práticas de outras entidades que realizam o mesmo trabalho que o nosso para identificar possibilidade de colocá-las em prática internamente. Foi uma programação muito produtiva e esclarecedora”, destacou Iliana Resende, coordenadora de Auditoria de Pessoal da Diretoria de Auditoria (DAUD/SCGE). “Foi um encontro bastante proveitoso. Em breve iremos promover outros dessa natureza para aproximar ainda mais as controladorias de Pernambuco e da Paraíba”, ressaltou Rodolfo.

Sudene
SudeneFoto: Arthur Mota/arquivo folha

O Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste foi encaminhado ao Congresso Nacional. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (19). Através da mensagem nº 590, o presidente Jair Bolsonaro enviou o texto do projeto de lei para apreciação pelos parlamentares. A iniciativa deve tramitar primeiramente na Câmara dos Deputados, que deve apreciá-lo nas comissões da casa.

Apresentado em maio deste ano durante a 25ª Reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, o PRDNE visa a promoção do desenvolvimento includente e sustentável da área de atuação da autarquia e a integração competitiva da base produtiva regional às economias nacional e internacional. O plano tem vigência imediata entre 2020-2023, tramitando juntamente com o Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal, sendo “um instrumento orientador do planejamento que se propõe a conduzir e a monitorar a política de desenvolvimento regional no horizonte dos próximos 12 anos”, como explica Mário Gordilho. O plano está dividido em eixos estratégicos: Inovação; Desenvolvimento de Capacidades Humanas; Dinamização e Diversificação Produtiva; Segurança Hídrica e Conservação Ambiental; Desenvolvimento Social; e Desenvolvimento Institucional.

Para construir o PRDNE, a Sudene contou com contribuições de diversos segmentos, abriu consulta pública para colher sugestões da sociedade e promoveu encontros com representantes dos governos estaduais onde atua. O superintendente Mário Gordilho visitou todos os governadores do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. Para o gestor, o engajamento de todos foi fundamental e a participação do presidente na reunião é um sinal do interesse do Governo Federal na execução do plano.

Abordagem territorial inovadora

O PRDNE vai apostar na utilização de municípios-polos das regiões geográficas intermediárias, identificadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 50 regiões intermediárias, das quais nove são polarizadas pelas capitais nordestinas e 41 por cidades de comando regional situadas no interior. A ideia é fortalecer as cidades nordestinas, sobretudo aquelas situadas na base da rede urbana, e aquelas de articulação intermediária, com o objetivo de desconcentrar e interiorizar o desenvolvimento regional a partir da consolidação e fortalecimento de uma rede policêntrica.

O plano aborda, ainda, alternativas de financiamento, que incluem o uso combinado das fontes; complementariedade entre as fontes regionais e nacionais; maior acesso aos fundos regionais por empresas sem disponibilidade de garantia real; e incentivo às concessões privadas, incluindo PPPs.

Plano vai ser tema de audiência pública no Senado

A Sudene é uma das instituições que participa de uma audiência pública nesta quarta-feira (20) no Senado Federal. Proposto pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo da casa, o encontro vai apreciar o Programa Centros de Desenvolvimento Regional, considerando o papel da ciência, tecnologia e inovação para o planejamento regional do Nordeste. Na ocasião, a Sudene reforçará a importância do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) para o futuro da região, além de apresentar estratégias sobre como a educação e a inovação podem ser utilizadas para solucionar problemas locais e desenvolver a região.

A audiência tem início às 9h e será transmitida pelo portal E-Cidadania.

A reforma Tributária foi um dos temas debatidos no encontro que aconteceu na capital do Rio Grande do Norte
A reforma Tributária foi um dos temas debatidos no encontro que aconteceu na capital do Rio Grande do NorteFoto: Divulgação

Chegou ao final mais uma reunião do Consórcio Nordeste, grupo que reúne os governadores da Região Nordeste, para discutirem as diretrizes e debater os interesses nordestinos frente as decisões do Governo Federal. Nesta segunda-feira (16), os governadores estiveram reunidos na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

Na pauta, a reforma tributária, educação pública e a redução da presença da Petrobras na região, o que acarreta em consequências negativas na economia do Nordeste.

A seguir leia a Carta de Natal na íntegra:

Carta de Natal

Natal, 16 de setembro de 2019.

Reunidos em Natal-RN, os governadores dos estados do Nordeste brasileiro, no âmbito do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, expõem, nesta carta, o que segue:

1. Os governadores do Nordeste manifestam sua profunda preocupação com os atuais sinais de drástica redução da presença da Petrobrás na região, tendo em vista o alto impacto da estatal na geração de emprego e renda, no desenvolvimento regional, cultural e socioambiental de nossas sub-regiões e cidades. Manifestam, assim, sua disposição em dialogar na busca de alternativas que garantam a manutenção e expansão das atividades da Petrobrás em nossos estados.

2. Em face das discussões avançadas acerca da Reforma Tributária, que pode promover mudanças profundas no desenho do federalismo brasileiro, entendemos que se deve dar a maior efetividade possível ao objetivo fundamental contido na Constituição Federal de 1988 de reduzir as desigualdades sociais e regionais. Assim sendo, os Governadores do Nordeste reconhecem a oportunidade de partir para uma base ampla de tributação, com a simplificação na tributação sobre o consumo, razão porque apoia a racionalização desse segmento no aprimoramento técnico contido na proposta construída pelos Secretários de Fazenda dos Estados no COMSEFAZ.

3. Acreditamos que temos, diante de nós, uma oportunidade histórica de avançar. Para isso, é necessário reformar a regressividade de nosso sistema tributário, instituindo a tributação progressiva sobre renda e patrimônio dos modelos praticados pelas economias mais desenvolvidas, fortalecer os Fundos Regionais, bem como preservar os mecanismos de financiamento do Estado Social de 1988, tal qual prevê o projeto de Reforma Tributária Sustentável, Justa e Solidária, de forma a redistribuir renda para fomentar a demanda interna, requisito para o crescimento econômico e justiça fiscal.

4. Defendemos a tramitação célere da PEC 15/2015, que tornar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - Fundeb instrumento permanente de financiamento da educação básica pública, ação que visa garantir e reforçar o investimento na rede se ensino e na formação dos jovens brasileiros, garantindo uma educação forte e com menos desigualdade de recursos entre os entes federados.

5. Destacamos a importância que as Universidades Públicas têm no desenvolvimento do país e de nossa região. Para tanto, se faz necessário garantir recursos e investimentos na formação de profissionais e professos capazes de atender às demandas do mercado de trabalho, por meio da produção de conhecimento, com liberdade de expressão e autonomia universitária.

6. Manifestamos preocupação com os possíveis impactos da decisão do Governo Federal em elevar a cota de importação de etanol não tributada dos EUA, sem nenhuma contra partida direta, e as suas possíveis consequências para os produtores nacionais, em especial aos do Nordeste.

Governador Paulo Câmara esteve em mais uma reunião do Consórcio Nordeste

Governador Paulo Câmara esteve em mais uma reunião do Consórcio Nordeste - Crédito: Divulgação

O evento é uma vitrine para o setor canavieiro, que produziu 620.408 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, em todo o Pais, na safra 2018/2019
O evento é uma vitrine para o setor canavieiro, que produziu 620.408 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, em todo o Pais, na safra 2018/2019Foto: Divulgação

Pelo segundo ano consecutivo, a Feira dos Produtores de Cana do Nordeste (Norcana) será realizada no Agrinordeste, com apoio da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Cooperativa dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (Coaf) e Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-açúcar de Pernambuco (Sindicape).

Em sua sétima edição, a mostra contará com estandes de insumos, equipamentos e máquinas voltadas para o setor. Dentro da programação do Seminário, palestras serão apresentadas e debatidas por especialistas locais e nacionais. As temáticas das apresentações tratam de manejo, mercado e legislação.

O evento é um vitrine para o setor canavieiro, que produziu 620.408 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, em todo o Pais, na safra 2018/2019. O ranking foi liderado pelo Centro-Sul (572.701 milhões de Toneladas ) , seguido do Nordeste (41.284 milhões de Toneladas), com 6,65% do total. Pernambuco somou 11.425 milhões de toneladas, representando 1,84% do nacional, segundo dados do Sindicape.

O mix da produção local foi puxado pelo açúcar, com 732.799 mil Toneladas, destinadas para o mercado interno (70,77%), mercado mundial (21,73%) e mercado americano (7,50%).

A produção de etanol chegou a 431.971 m3. Desse total, o etanol anidro representou 18,48%, enquanto o hidratado foi de 81,52%. O percentual de 50,48% da cana processada foi destinado para a fabricação de açúcar, enquanto que 49,52% foi para a produção de Etanol. “Devido, principalmente, ao regime de chuva favorável, estima-se para a safra 2019-2020 aumento mínimo de 10% da produção do Estado”, destaca Francisco Dutra, diretor técnico do Sindicape.

cana-de-açúcar

cana-de-açúcar - Crédito: Divulgação

Vice-governadora apresentou novas oportunidades de investimentos no Estado, no Piauí
Vice-governadora apresentou novas oportunidades de investimentos no Estado, no PiauíFoto: Jarbas Ssntana

A vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), defendeu que o país precisa voltar a ter “um projeto de nação”, durante a edição Nordeste do Abdib Fórum Infraestrutura Regional. O evento aconteceu em Teresina (PI), nesta quinta (22). Um dia após reunião do Consórcio do Nordeste, ela ressaltou os esforços de integração da região, em busca da retomada do crescimento. E falou sobre novas oportunidades de investimentos em infraestrutura no Estado.
   
“Se a gente compara a taxa de investimento médio, no Brasil – juntando o público e o privado – , de 2010 a 2014, tivemos uma taxa de 20,5% do PIB. De 2014 em diante, despencamos para uma taxa de 15,5% do PIB. Os países emergentes investem o dobro do Brasil. E 90% dos países têm taxas de investimento maiores que as nossas.

Precisamos resgatar o sentido de um projeto de nação”, disse Luciana, que representou Pernambuco, no evento que contou com governantes de todos os estados do Nordeste.
Ela lembrou que, no processo de construção do país, os nordestinos sempre tiveram papel destacado. E citou como exemplo os chamados “boêmios cívicos”, que compunham a assessoria econômica de Getúlio Vargas. “Eles ajudaram a pensar o Brasil do futuro, idealizando projetos estratégicos que consolidaram o Estado brasileiro moderno, como a Eletrobras e o BNDES”, citou.

Agora, os governadores do Nordeste se unem para fortalecer políticas públicas para o país e a região. “Não queremos nem estado mínimo, nem máximo. Mas o Estado necessário para cumprir o seu papel de indutor e garantir que isso se reflita na qualidade de vida de nossa gente”, discursou.

Ao falar sobre a agenda de oportunidades nos setores de Energia, Transportes e Logísticas e Saneamento e Resíduos Sólidos, Luciana lembrou que Pernambuco cresce mais que o Brasil como um todo. Resgatou que, a partir das gestões de Luiz Inácio Lula da Silva, na Presidência, e Eduardo Campos, no governo, o Estado mudou sua matriz produtiva e diversificou a economia.

“Nos inserimos em cadeias mais dinâmicas da economia, como o setor automobilístico, a indústria naval, a refinaria, a indústria farmoquímica. Tudo isso é fruto de uma decisão política, de um momento muito recente da história”, colocou.

Também sublinhou que há hoje um esforço no sentido de formar mão de obra qualificada, ter um estado eficiente, com governo profissional e equilíbrio fiscal, e um moderno ambiente de negócios e alta competitividade.

“Apesar da crise econômica e da instabilidade política, estamos conseguindo resistir e sobreviver. Eu sempre digo que ser bom, no bom, é fácil. Difícil é ser bom no ruim. E o governador Paulo Câmara conseguiu fazer isso”, afirmou, destacando que a educação de Pernambuco é considerada das melhores do país, segundo o Ideb, que o número de homicídios caiu pelo 20º mês consecutivo, e que há uma atuação no sentido de atrair novos investimentos para o Estado.

A vice-governadora ressaltou que, de 2015 a 2018, houve um total de R$ 5,13 bilhões em investimentos, sendo 39,6% em recursos hídricos; 17,5% em saúde, educação e segurança; 14,8% em estradas; 8,2% em habitação.

“Combinamos vocações e potencialidades da região aos objetivos de desenvolvimento sustentável, a partir de uma visão de inclusão social, de beneficiar o povo pernambucano, para que ele tenha condições de trabalho e qualidade de vida. Quando observamos o orçamento e os investimentos, é o reflexo dessa visão. Na infraestrutura básica, de água e saneamento, são quase 40% da capacidade de investimento. Isso impulsiona não só a economia, mas beneficia a população diretamente”, declarou.

Ao final de sua apresentação, Luciana listou novas oportunidades nas áreas de infraestrutura turística, de logística e energia e desenvolvimento urbano. Entre elas, os aeroportos de Petrolina, Fernando de Noronha e Serra Talhada; obras em BRs 102, 232 e 116; a Transnordestina (trecho de Suape); e obras para eficiência e aproveitamento energético.

17º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado na noite de terça-feira (13), em Costa do Sauípe, Bahia.
17º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado na noite de terça-feira (13), em Costa do Sauípe, Bahia.Foto: Fernando Vivas/GOVBA

Um novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), com uma maior participação do Governo Federal, e recursos oriundos da exploração do petróleo e gás, para financiar a educação básica em todo o país foi defendido pelo governador da Bahia, Rui Costa. Também presidente do Consórcio do Nordeste, Rui disse que todos os chefes dos estados nordestinos são favoráveis ao aumento da participação federal no Fundeb.

"Não dá para o Governo Federal contribuir com apenas 10% do financiamento da Educação. Um terço para cada ente é uma proporção razoável porque o acesso à educação pública de qualidade é um dos aspectos que definem o que é democracia, e não apenas o sistema eleitoral. Os governadores nordestinos têm ressaltado que é preciso uma maior participação do governo federal", comentou Rui durante o 17º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, realizado na noite de terça-feira (13), em Costa do Sauípe, Bahia.

Rui defendeu a utilização dos recursos da exploração de petróleo e gás para o financiamento da educação e afirmou que a tendência é que essa receita seja crescente nos próximos anos. "Esse é um debate que precisa envolver prefeitos, governadores, estudantes, para que possamos construir juntos com o Congresso Nacional, deputados e senadores, independente dos partidos políticos, a destinação dos recursos do petróleo e do gás, que será exponencial nos próximos anos, para a educação pública. O nosso partido nessa causa é o acesso à educação para quem nasce numa favela, numa periferia, na zona rural, para que possa realizar o sonho de ser o que quiser na vida, médico, engenheiro, artista".

Para o governador, o financiamento não basta, é preciso fazer gestão. "O financiamento será sempre limitado, então é preciso fazer também a gestão dos recursos. Nós temos que combinar fontes novas e crescentes de financiamento com a remodelagem das nossas escolas. Um modelo novo, que não seja baseado somente em salas de aulas, mas em quadras poliesportivas, escola em tempo integral, com artes, esportes, isso é o que vai transformar a sociedade".

Administradores também devem aproveitar a ocasião para se manifestar sobre recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro
Administradores também devem aproveitar a ocasião para se manifestar sobre recentes declarações do presidente Jair BolsonaroFoto: André Oliveira/Divulgação

Os governadores nordestinos, dentre eles Paulo Câmara (PSB), voltam a se reunir nesta segunda-feira (29), em Salvador, na Bahia, para formalizar o Consórcio Nordeste - instrumento de atuação conjunta entre os nove estados consorciados - e traçar o planejamento para os próximos 12 meses do colegiado. O encontro está programado para acontecer às 9h, no Centro Administrativo da Bahia.

Na ocasião, os gestores também devem abordar as recentes declarações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) envolvendo os governantes nordestinos, além da reforma da Previdência e a tributária. No final da reunião, uma coletiva de imprensa será realizada e os chefes dos estados devem anunciar medidas do Consórcio. O governador baiano, Rui Costa (PT), é o presidente do Consórcio. O mandato é de um ano.

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Consórcio Nordeste pode reeditar Mais Médicos

Uma das primeiras medidas do Consórcio pode ser a assinatura de um contrato com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para trazer profissionais estrangeiros e reinstalar o atendimento nos moldes do programa Mais Médicos nos estados nordestinos. A ideia é retomar um contrato regional com a organização. Em junho, a assessoria de imprensa do Governo de Pernambuco confirmou uma conversa inicial sobre o assunto, mas explicou que o tema ainda seria aprofundado.

Na última quinta-feira (25), o governador Rui Costa se reuniu, em Brasília, com o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Wtischel, para discutir ações que possam colaborar com o Consórcio. Na ocasião, o presidente do grupo disse que pretender ir, junto com os outros gestores, à Alemanha para captar investimentos para a Região. A estratégia de trabalho em conjunto é buscar investidores internacionais para parcerias em áreas como saúde, saneamento, ciência e meio ambiente.

Consórcio
Criado em março, o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste é uma parceria para melhorar os gastos públicos, levar mais eficiência à gestão e desenvolver ações sociais para a população dos nove estados que integram a associação pública: Pernambuco, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

O colegiado tem por finalidade atuar nas áreas de desenvolvimento econômico, infraestrutura; ciência, tecnologia e informação; desenvolvimento social; segurança pública e administração penitenciária; meio ambiente; desenvolvimento da gestão; articulação política, jurídica e institucional e no desenvolvimento da comunicação pública e estatal.

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