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Hely Ferreira, professor e cientista político
Hely Ferreira, professor e cientista políticoFoto: Kleyvson Santos / Folha de Pernambuco

Ao procurarmos usar o nosso tempo tentando encontrar a origem da guerra, saberemos que ela convive ao lado do ser humano desde os primórdios. Falta de amor ao semelhante, egoísmo e a intolerância, geralmente produzem resultados
nefastos em qualquer sociedade. Certamente, aflora em cada um, o desejo de encontrar uma possível resposta ao que motiva grandes investimentos com materiais bélicos.

No chamado período em que a igreja era detentora do poder temporal e espiritual, seus principais teóricos emitiram opiniões com relação ao problema da guerra. Segundo Aurélio Agostinho, em algumas circunstâncias, o uso da força seria aceito. Já Tomás de Aquino entendia que o uso da força deveria ser aplicada, se a mesma atendesse o interesse da soberania do Estado. Como falar em guerra geralmente é melindroso, o sábio Cícero afirmou que “sobre os deveres da guerra já falei bastante”.

O esforço em banir a guerra do convívio social é lago quase que inexequível. Daí, o surgimento de normas oriundas do jus in bellum. O mesmo é evocado no âmbito do Direito Internacional, onde devem ser observados durante o conflito e aplicar aos
prisioneiros, enfermos, feridos e aqueles que se encontram em combate e aos que não estão. Percebe-se a preocupação com o direito da guerra. Será que é possível saber como a guerra pode ser encarada como algo legítimo, já que somos dotados de razão?

Tucídides registrou em sua obra sobre a Guerra do Peloponeso, onde se conclui que o conflito sempre esteve presente entre os povos. Hegel disse que a ideia de paz é algo insípido e Maquiavel entendia que a guerra é quem mantém o Estado.

Lamentavelmente, se gasta muito mais para guerrear, do que para combater a fome. Somos o único ser terrestre que destruímos nossa própria espécie por prazer.

*Hely Ferreira é cientista político.

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