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Com vigência de um ano, o projeto tem o objetivo de fomentar a geração de renda e melhorar a qualidade de vida das famílias locais
Com vigência de um ano, o projeto tem o objetivo de fomentar a geração de renda e melhorar a qualidade de vida das famílias locaisFoto: ASCOM

Imagine um quintal onde você possa criar peixes, galinhas, cultivar frutas e hortaliças suficientes para alimentar uma família de cinco pessoas e ainda ter produtos para revender. Tudo isso em um espaço de 30 metros quadrados, utilizando mil litros de água e gastando cerca de R$ 5,00 de energia ao mês. Parece ficção? Pois o sistema existe, chama-se aquaponia e vai ser implantado no Conjunto Habitacional Nova Vila Claudete, no Cabo de Santo Agostinho, neste sábado (7), em meio a um mutirão que envolve outras ecotecnologias, além de pintura lúdica de áreas de convivência e arborização do habitacional, inaugurado recentemente. As atividades fazem parte de um projeto de geração de renda para comunidades consolidadas no território do Complexo Industrial Portuário de Suape e é desenvolvido pelo Serta (Serviço de Tecnologia Alternativa), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Com investimento de R$ 1 milhão e duração de um ano, o projeto começa pelas comunidades de Nova Vila Claudete, Engenho Massangana e Vila Nazaré, devendo se estender às outras comunidades consolidadas, se elas tiverem interesse. Moradores dessas três áreas já participaram de oficinas de educação ambiental, onde conheceram o projeto e as possíveis soluções ecotecnológicas que podem ser adotadas. A partir daí, cada uma escolhe as atividades que quer empreender para montagem de um laboratório, onde os grupos participantes são capacitados para replicar o conhecimento adquirido. Ações pedagógicas de consciência ambiental também estão previstas no projeto.
O primeiro laboratório é este que vai ser instalado em Nova Vila Claudete. A comunidade escolheu trabalhar com quintais produtivos (plantações em pequenos espaços), cisterna de ferro e cimento, hortas, compostagem e o sistema de aquaponia. Nele, a água que é utilizada para produção dos peixes sai por um cano (onde um filtro transforma a matéria orgânica dos peixes em nutrientes) e rega as raízes das hortaliças e pequenas frutas, retornando ao tanque de peixes. Nesse processo de recirculação, a água não precisa ser trocada. Abaixo das plantas, o espaço é utilizado para criação de galinhas e produção de ovos.

“O projeto contribui para a valorização da identidade, autoestima e protagonismo das pessoas enquanto sujeitos do desenvolvimento do território de Suape”, afirma o gestor do projeto pelo Serta, Germano Barros. “A recepção tem sido muito positiva, porque estamos partindo da realidade deles, não é nada que chega pronto e fechado para apenas receberem. E as Ecotecnologias ajudam nesse processo de desenvolvimento, porque trazem a inclusão produtiva, geração de renda e soberania alimentar. A aquaponia é um exemplo. Um sistema de produção de alimentos simples, eficiente, que tem custo muito baixo e promove a segurança alimentar e nutricional da família e, a partir do excedente da produção, estimula a comercialização”.

O presidente de Suape, Leonardo Cerquinho, está confiante nos resultados. “Acreditamos que o desenvolvimento econômico precisa caminhar em conjunto com as questões sociais, ambientais e a inovação. Esses são pilares fundamentais na construção do futuro que queremos, buscando valorizar o capital humano e fomentar a economia local. A parceria com o Serta vem reforçar esse nosso compromisso e estamos certos de que teremos ótimos resultados, pois as comunidades estão bastante engajadas e o Serta é uma entidade transformadora, respeitada e reconhecida internacionalmente”, destaca.

Renata Maria da Silva, de Massangana, participou das oficinas e conta que ficou surpresa com o que viu. “O projeto capta todo tipo de aproveitamento de coisas que muitas vezes a gente desperdiça. A gente vê que pode aproveitar qualquer espaço. Achei muito interessante e quero me aprofundar, tanto no conhecimento de alimentação, como no cuidado com a natureza. A população vai crescendo e esquecendo o principal, que é cuidar da natureza e ter uma alimentação saudável. Venho de uma família de agricultores e acho que isso tudo vai melhorar muito a nossa vida”, declara.

“Temos muita área verde que precisa de implantação de ecotecnologias. Vai ser muito importante para a associação e para a comunidade utilizarmos os espaços de forma sustentável e produtiva”, reforça, otimista, Janecleide da Cruz, diretora de Meio Ambiente da Associação de Moradores de Nova Vila Claudete.

Serta – Criado em 1989, o Serta tem missão de formar pessoas para atuarem na transformação das circunstâncias educacionais, econômicas, sociais, ambientais, culturais, políticas e na promoção do desenvolvimento sustentável. A escola usa uma metodologia própria para a promoção do meio ambiente, a melhoria da propriedade e da renda e o uso de tecnologias apropriadas. Tem como foco o desenvolvimento e reconhecimento da importância da agricultura familiar, buscando formar pessoas para o desenvolvimento de ecotecnologias, com foco na inclusão socioprodutiva.

Habitacional - Construído pela Caixa por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, o Conjunto Habitacional Nova Vila Claudete conta com 2.620 residências, inauguradas em duas etapas (junho de 2019 e fevereiro 2020). O terreno de 97 hectares (27 hectares de área preservada) foi doado por Suape, que também investiu na construção de equipamentos públicos, sendo uma unidade básica de saúde da família, um Centro Referência de Assistência Social (CRAS), um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), além de três Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). O investimento total da obra é de R$ 246,7 milhões.

O primeiro laboratório é este que vai ser instalado em Nova Vila Claudete

O primeiro laboratório é este que vai ser instalado em Nova Vila Claudete - Crédito: Divulgação

Em Vila Claudete, uma das modalidades escolhidas são os quintais produtivos (plantações em pequenos espaços)

Em Vila Claudete, uma das modalidades escolhidas são os quintais produtivos (plantações em pequenos espaços) - Crédito: Divulgação

Com processo digital é preservado o equivalente a 70 árvores
Com processo digital é preservado o equivalente a 70 árvoresFoto: Divulgação

Além de dar mais transparência, segurança e celeridade aos trâmites internos, a migração do processo físico para o digital tem ajudado a preservar o meio ambiente e a economizar recursos públicos, no Complexo Industrial Portuário de Suape.

Em apenas cinco meses (entre agosto e dezembro passado), a empresa deixou de utilizar 1.040 resmas de papel, com a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Considerando que com uma árvore de eucalipto se produz uma média de 15 resmas, o volume é equivalente a 70 árvores que deixaram de ser retiradas da natureza.

“Suape vem adotando uma série de ferramentas de gestão que tornam nosso serviço mais produtivo, mais transparente, mais ágil e seguro e ainda otimizam os recursos públicos. O SEI é uma delas. E ele não ajuda a economizar apenas papel, mas também material de escritório, serviço de postagem, logística e transporte de documentos”, afirma o diretor de Administração e Finanças da empresa, Dilermano Brito. “Em 2018, 2.700 resmas de papel foram utilizadas em Suape, então houve uma redução de quase 40% em 2019”.

Como é um sistema 100% virtual, no SEI os processos são criados, editados e finalizados eletronicamente, podendo ser acessados remotamente por vários navegadores e por qualquer órgão/empresa cadastrados. O SEI foi implantado sob coordenação da Secretaria de Administração (SAD) e gestão técnica da Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI), tendo sido criado e cedido gratuitamente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e selecionado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão como plataforma oficial do Processo Eletrônico Nacional (PEN).

Antes do SEI, Suape utilizava o Sistema Integrado de Gestão Pública do Governo de Pernambuco (Sigepe), que tinha como função cadastrar os documentos internos, mas mantinha a necessidade de impressão dos arquivos. Dos 13,5 mil hectares do Complexo, cerca de 59% são de área preservada.

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