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Luiz Henrique Mandetta
Luiz Henrique MandettaFoto: Isac Nóbrega/PR

Vários políticos pernambucanos se posicionaram contrários à possibilidade concreta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em meio à pandemia do novo coronavírus, especulada por alguns veículos de imprensa durante esta segunda-feira (6).

O deputado federal Felipe Carreras (PSB) externou, no Twitter, sua preocupação com a notícia sobre a demissão do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta."Todas as pesquisas mostram que a maioria do povo aprova a condução de Mandetta no ministério. Se confirmada, mostrará que a vaidade do presidente não tem limites", escreveu o parlamentar. "Estou na torcida para que sejam apenas rumores. Estamos em meio a uma pandemia e não é o momento para criar outra guerra logo no Ministério da Saúde!", concluiu:

A deputada Marília Arraes (PT) também se pronunciou nas redes sociais. "Começaram a surgir notícias imprensa de que Bolsonaro decidiu demitir o Ministro da Saúde, Henrique Mandetta. Torço para que isto não se confirme. Vai ser o maior ato de irresponsabilidade que Bolsonaro poderia tomar numa hora como esta. #FicaMandetta", postou.

"A demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, se confirmada, é mais um erro do presidente Bolsonaro. Além de gerar instabilidade na saúde pública, gera ao seu governo. Mandetta é um dos principais ativos desse governo. Ao final, quem perde é o povo Brasileiro", comentou Silvio Costa Filho (Republicanos).

O deputado João Campos (PSB) foi outro a se posicionar contra a demissão. "Muito grave o que está sendo colocado pela imprensa. Só não me surpreenderia por causa da precariedade do presidente Bolsonaro: ele se pauta por birras e vaidade pessoal, não tem uma postura digna de liderança e é inconsequente diante da pandemia do #Covid19. Por outro lado, o ministro Mandetta assumiu com responsabilidade um papel importante para o país, ultrapassando fronteiras ideológicas que restringem o próprio Bolsonaro, tratando o novo coronavírus com a seriedade que merece. Em vez de reconhecer o papel do ministro da Saúde...", escreveu João.

"Bolsonaro ameaça (ou talvez já tenha decidido) exonerá-lo. Se houver demissão, é uma atitude covarde com o Brasil e reforça a sua insegurança por não conseguir ver alguém fazer bem feito. Ação típica para um "líder" com um final melancólico, cheio de fracassos. A conferir...", disse João Campos em outro post.


"Bolsonaro deu hoje a grande deixa para o seu afastamento. Estamos diante da maior pandemia da história, o número de mortos ultrapassa os 68 MIL no mundo. E o presidente sai do isolamento, para dar indiretas e ameaçar o ministro da saúde. Não dá mais. Bolsonaro é um risco a vida", escreveu o senador Humberto Costa (PT)."Em meio à grave pandemia do coronavírus que avança no Brasil, Bolsonaro exonerar Mandetta para forçar o fim do isolamento social é um grave equívoco. E é o país que vai pagar caro pelo descaso do presidente", criticou o senador em outra postagem.

*Com informações de Luiza Alencar, da editoria de Política.



Confira:

 

felipe carreras

 

marilia
humberto
scf

 

Deputado federal João Campos (PSB)
Deputado federal João Campos (PSB)Foto: Luis Macedo - Câmara dos Deputado


O deputado federal João Campos (PSB-PE) usou seu perfil no Instagram para
 criticar a postura do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que ironizou a China em uma postagem no Twitter em que usa uma imagem da Turma da Mônica e faz insinuações ao país asiáticos, prontamente repudiadas pela embaixada da Vhina no Brasil. (Veja abaixo da matéria)

"O mundo contemporâneo vive o seu maior desafio com a #Covid19 e as nações precisam se ajudar mutuamente para superá-lo. Por isso, destaca-se a importância estratégica da relação com a China, que é o principal parceiro comercial do Brasil, estando na frente inclusive dos Estado Unidos", escreveu o parlamentar.

"Também é bom lembrar que os chineses possuem um dos maiores centros produtivos de insumos necessários para o combate à pandemia do novo coronavírus. Enquanto isso, o ministro da Educação e o próprio filho do presidente ficam brigando pelas redes sociais com a China. Eles atrapalham a relação entre os países em vez de cumprir com o papel social que lhes caberia: defender o isolamento social e ajudar aqueles que mais precisam. A impressão que eu tenho é que está tudo errado", concluiu João Campos.

Confira:

joão campos

Crédito: Reprodução Instagram

twitter

Crédito: Reprodução Twitter

Deputada federal Marília Arraes (PT)
Deputada federal Marília Arraes (PT)Foto: Divulgação

A deputada federal Marília Arraes (PT) defendeu, em artigo publicado na edição desta semana da Revista Carta Capital,  que cuidar agora da saúde dos trabalhadores é também investir na economia do País. “A equação é simples: quanto mais eficiente for o Governo em combater os danos sociais, mais reduzidos serão os efeitos econômicos”, escreve.

No artigo, Marília cita o projeto de Salário Mínimo Emergencial (SME) que protocolou na Câmara dos Deputados e cobra maior atenção das gestões aos mais vulneráveis, a exemplo dos moradores de palafitas do Recife. “Num momento como este, como falar ‘fica em casa’ para essa população que vive em espaços improvisados, sem água, sem esgotamento sanitário, muitas vezes sem energia elétrica, segurança e alimentos? A renda mínima, com certeza irá ajudar. Mas quais são as outras ações efetivas que o Poder Público (federal, estadual e municipal) está tomando para protegê-las?”, indaga.

Leia na íntegra

"Renda Emergencial

Prevenir a saúde é cuidar da economia

*Marília Arraes

Economia se faz com força de trabalho, gente, esforço físico e intelectual de cidadãos ativos e saudáveis. O direito à saúde é uma condição humana, inalienável a qualquer trabalhador. A roda da economia não gira se a sociedade estiver doente. Cientistas, economistas, médicos, especialistas e quem tem bom senso concordam com esta constatação.

Há no Brasil, infelizmente, quem pense diferente e ache que pela economia vale arriscar a saúde da população. O problema é que entre aqueles que pensam assim está o chefe da nação, o líder a quem cabe, institucionalmente, conduzir os destinos do País e que desde o início da pandemia, tem demonstrado que para ele não importam vidas, mas o mercado.

O paradoxo entre saúde e economia no qual Bolsonaro insiste, ao desfilar pelas ruas, desobedecendo a recomendação do próprio Ministério da Saúde, ou em pronunciamento em rede nacional, é falso. Assim como são falsas as boas intenções que ele diz ter com o destino dos mais pobres e mais vulneráveis, dos milhares de trabalhadores informais que estão sendo duramente afetados pelos efeitos econômicos da Covid-19.

Em vez de propagar a desinformação de forma criminosa, o presidente deveria fazer jus ao cargo que ocupa e implementar ações efetivas que evitem o avanço da epidemia. Preparar o sistema de saúde para cuidar dos doentes e amparar os trabalhadores.

Felizmente, o Congresso Nacional, em inéditas e históricas sessões remotas, tem feito a sua parte. Nas duas últimas semanas, a Câmara dos Deputados e o Senado votaram e aprovaram o auxílio emergencial de 600 reais para trabalhadores informais de baixa renda e micro empreendedores individuais (MEI’s). O valor do auxílio poderá chegar a 1,2 mil reais para famílias com dois ou mais trabalhadores e para mulheres arrimos de família.

Vale lembrar que a proposta inicial do governo federal se restringia a um auxílio de apenas 200 reais. Importante recordar ainda que foi este mesmo governo que apresentou uma Medida Provisória com um artigo a propor quatro meses sem salário aos trabalhadores. Sugestão insana que não vingou graças à pressão popular, de entidades sociais, centrais sindicais e do próprio Congresso.

É de conhecimento público que o Partido dos Trabalhadores atuou intensamente pela aprovação desta conquista, apresentando o Projeto de Renda Cidadã Emergencial. Única mulher parlamentar por meu Estado, Pernambuco, também tomei a iniciativa de protocolar um Projeto de Lei pleiteando o pagamento de um salário mínimo emergencial aos trabalhadores, por entender ser esse o meio possível para as famílias poderem manter sua sobrevivência, comprando alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal, e até remédios. Isto também dará fôlego à economia, ao pequeno comércio nos bairros. O projeto que apresentei indica, inclusive, as reservas internacionais do País – o equivalente a 347,4 bilhões de dólares -, como fonte de recursos.

Todo esse esforço está em sintonia com o que especialistas das mais diversas áreas e instituições ao redor do mundo têm defendido. Se as pessoas ficarem em casa, cumprindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde, a velocidade do contágio será reduzida, evitando-se o colapso do sistema de saúde. Em contrapartida, os governos devem fornecer proteção econômica para quem não tem oportunidade de trabalhar ou manter seu quadro de funcionários. A equação é simples: quanto mais eficiente for o Governo em combater os danos sociais, mais reduzidos serão os efeitos econômicos.

Para enfrentar os efeitos nocivos do Covid-19 é preciso ir além do socorro financeiro. O Estado precisa proteger os moradores da periferia, assumir a sua responsabilidade sobre milhões que não têm acesso adequado a saneamento básico ou água potável.

De acordo com dados do Recife, existem 59 comunidades com características de palafitas, distribuídas em cinco de suas seis regiões político administrativas. Ao todo, são 26.404 imóveis erguidos com madeira, papelão, ferro, tijolos e outros materiais, sob as águas de rios, canais, mangues e braços de mar. São mais de 32,5 mil cidadãos vivendo em condições degradantes.

Num momento como este, como falar “fica em casa” para essa população que vive nestes espaços improvisados, sem água, sem esgotamento sanitário, muitas vezes sem energia elétrica, segurança e alimentos? A renda mínima, com certeza irá ajudar. Mas quais são as outras ações efetivas que o Poder Público (federal, estadual e municipal) está tomando para protegê-las?

É hora de ficar em casa, sim, mas sem esquecer os mais vulneráveis".

Wanderson Florêncio
Wanderson FlorêncioFoto: Divulgação

O deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC), irá protocolar um Projeto de Lei que dá a carência de 90 dias para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no âmbito estadual.

Na última terça-feira (31), em reunião remota da Assembleia Legislativa, o deputado já havia apresentado um apelo formal para que o mesmo prazo fosse dado para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) na cidade do Recife.

” Na primeira reunião virtual que tivemos na Assembleia, nós levamos uma proposta para que, tanto o IPTU, como o IPVA, que tem a ver com o governo do estado, possa sofrer uma carência de 90 dias para o pagamento. Aquelas pessoas que ainda não pagaram, teria o direito de uma carência de 90 dias, e aquelas pessoas que estão pagando parcelado, também tivessem essa carência e ainda com o adendo de que, o valor que estivesse a ser pago, pudesse ser parcelado em 24 parcelas” explicou Wanderson.

Antagônico à proposta feita pelo prefeito da cidade do Recife, Geraldo Júlio, em propor o pagamento adiantado do IPTU e da Taxa de Lixo de 2021 como forma de equilibrar a Receita financeira da capital, durante a pandemia da COVID-19, o deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC), teceu duras críticas ao chefe do Poder Executivo municipal, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Para Wanderson, a medida proposta pelo gestor é ilegal, porque mesmo não sendo obrigatória para os recifenses, compromete o Orçamento do próximo ano.

”Eu considero ilegal essa proposta do prefeito. Ainda que voluntária, mas você compromete o orçamento do próximo ano. E outa coisa, nem a chance de ser reeleito ele tem, então, é uma coisa sem pé e sem cabeça. Se ele tivesse vindo com uma proposta, que pelo menos ajudasse o contribuinte, mas me parece, que o contribuinte só serve para, de fato, contribuir, não para ter uma mão amiga do governo nesse momento” criticou.

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Advogado de Lula, Cristiano ZaniniFoto: Ed Machado

Depois de visitar vários municípios de todo Estado, o Workshop Eleições Municipais 2020 chega à sua sexta edição online, devido ao surto de Coronavírus. Na próxima quarta-feira (8), o advogado especialista em Direito Penal Yuri Herculano bate um papo com Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente Lula.

O tema do debate será "Lawfare - O Direito Penal como instrumento de manipulação eleitoral". Terá início às 19h30, na página @workshop.eleicoes2020 do Instagram.

O Workshop é voltado para pré-candidatos, advogados, assessores, comunicadores, contadores e público em geral.

Cristiano Zanin bate um papo ao vivo no Instagram com Yuri Herculano na próxima quarta (8)

Cristiano Zanin bate um papo ao vivo no Instagram com Yuri Herculano na próxima quarta (8)

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair BolsonaroFoto: Flickr / Palácio do Planalto

Após o novo pronunciamento em cadeia nacional do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na noite desta terça-feira (31), políticos de Pernambuco usaram as redes sociais para repercutir as suas  declarações.

A vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) postou uma série de tuítes para comentar a fala do presidente. "Como sempre o presidente Bolsonaro age de maneira errática. No pronunciamento desta noite, como é de seu feitio, deturpa informações e tira de contexto as declarações de Tedros Adhanom, diretor da OMS. Da outra vez tentou jogar o impacto econômico da crise da Covid-19 nos ombros dos governadores, pela necessidade do isolamento social", postou.

"Ao mesmo tempo, fruto da pressão de amplos setores da sociedade - dos panelaços ao êxito das medidas dos governadores e dos exemplos efetivos em todo o mundo - usa um tom que demonstra recuo da sua posição anterior, quando defendia isolamento vertical. Resta saber se a opinião dessa noite vai durar mais que algumas horas", disse em outra postagem. "Se o presidente está preocupado com a situação de informais e das pessoas mais vulneráveis, como diz, que trate de agir com a responsabilidade que lhe cabe e sancione a lei da renda básica proposta e aprovada pelo Congresso Nacional", concluiu.

Por sua vez, o senador Humberto Costa (PT) criticou o uso distorcido de uma fala do diretor geral da OMS. "O presidente chama rede nacional de rádio e TV para mentir vergonhosamente. Distorce a fala do diretor-geral da da @WHO, @DrTedros, para tentar dar argumentos à sua política genocida. @jairbolsonaro é a mentira encarnada. Sua figura atarantada é a tradução desse governo decadente", escreveu. "O povo deu a resposta para mais um pronunciamento mentiroso de Jair Bolsonaro", postou o senador, cmpartilhando um vpideo de um  panelaço no Recife durante o pronunciamento.

A deputada federal e pré-candidata à Prefeitura do Recife, Marília Arraes (PT) também destacou as informações falsas passadas por Bolsonaro sobre declaração do diretor da Organização Mundial de Saúde. "Bolsonaro segue distorcendo o que o Presidente da OMS, Tedros Adhanom, afirmou. Segue mentindo para os brasileiros. Se estivesse preocupado em garantir a vida e a renda das pessoas já teria sancionado o auxílio financeiro aprovado pelo Congresso. #AcabouBolsonaro", tuitou.

Confira:

bozo

Crédito: Reprodução Twitter

Deputado federal João Campos (PSB)
Deputado federal João Campos (PSB)Foto: Luis Macedo - Câmara dos Deputado

Em resposta ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), que usou sua conta no Twitter para publicar uma mensagem exaltando o golpe que instalou o período da ditadura militar no Brasil, o deputado federal João Campos (PSB) rebateu a declaração. A ditadura militar começou a partir de um movimento iniciado na noite de 31 de março de 1964 e na madrugada de 1º de abril e completa 56 anos nesta terça.

"Há 56 anos, as FA intervieram na política nacional para enfrentar a desordem, subversão e corrupção que abalavam as instituições e assustavam a população. Com a eleição do General Castello Branco, iniciaram-se as reformas que desenvolveram o Brasil. #31deMarçopertenceàHistória", escreveu Mourão.

"Não, general. O marco para a democracia brasileira aconteceu quando milhares de brasileiros foram às ruas e gritaram por Diretas Já. Em 31 de março de 1964 começou a página mais triste da história do Brasil. #DitaduraNuncaMais ‬#GolpeDeEstado", respondeu João Campos.

Confira:

João Campos

Crédito: Reprodução Instagram

Debate abordará incentivos para artistas e profissionais da cultura
Debate abordará incentivos para artistas e profissionais da culturaFoto: Divulgação

Devido ao prejuízo que a pandemia do coronavírus também está causando ao setor cultural, a deputada federal Marília Arraes (PT) assinou, ao lado de parlamentares do PT e de diversos partidos, o projeto de lei de criação do fundo emergencial para a Renda Básica da Cultura durante o período do isolamento.

Para falar sobre o assunto, Marília participa nesta terça (31), ao lado da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), do Programa Quarentena, do Brasil 247, apresentado por Liana Cirne e Elika Takimoto, com transmissão nas redes sociais, a partir das 21h.

“O IBGE mostra que mais de 5 milhões de pessoas trabalham no setor cultural brasileiro. E grande parte deste contigente não tem carteira assinada, salário fixo. A cultura é também uma atividade econômica, que emprega, que gera renda, e por isso precisa fazer parte deste esforço de socorro financeiro”, defende Marília.

Confira algumas medidas para o setor cultural no projeto assinado por Marília:

Complemento mensal da renda para trabalhadores informais do setor cultural impactados pela crise do coronavírus;

Políticas federais para a cultura ao fomento de atividades culturais que possam ser transmitidas pela internet.

Proibição do corte no fornecimento de água, de energia elétrica e de quaisquer serviços de telecomunicações, inclusive internet, para entidades do setor;


Serviço:
Programa Quarentena (Brasil 247)
Horário: 21h
Facebook: brasil247 e mariliaarraes

Marília participa nesta terça, ao lado da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), do Programa Quarentena, do Brasil 247

Marília participa nesta terça, ao lado da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), do Programa Quarentena, do Brasil 247 - Crédito: Divulgação

Em rede nacional, Jair Bolsonaro questionou isolamento social e outras menidas contra a Covid-19
Em rede nacional, Jair Bolsonaro questionou isolamento social e outras menidas contra a Covid-19Foto: Reprodução / Youtube

Um vídeo institucional da Presidência de Jair Bolsonaro (sem partido) encabeça uma campanha em defesa de uma política leniente com a propagação do novo coronavírus (Covid-19) no País. Nele, a volta ao trabalho fora do confinamento é estimulada, contrariando orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema. A peça foi distribuída, em forma de teste, na última sexta, para as redes bolsonaristas. A frase "O Brasil não pode parar", encerra cada trecho do vídeo. Além disso, o próprio presidente postou em sua conta em rede social o vídeo de uma carreata realizada em Santa Catarina contrária ao isolamento social. Várias outras carreatas ocorreram na sexta e também estão programadas para acontecer nos próximos dias, inclusive no Recife.

O próprio Bolsonaro questionou as estatísticas em torno do coronavírus. Ao ser questionado sobre as 68 mortes registradas em São Paulo, deu a entender que os números não eram reais, que estavam superdimensionados. “Tem que ver o que está acontecendo aí. Não pode ser um jogo de números para favorecer interesse político", disse o presidente em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da TV Bandeirantes. Ele também questionou as estatísticas italianas, dizendo duvidar das 919 mortes registradas nas últimas 24h.

A ofensiva de Bolsonaro, entretanto, contou com reação de deputados, governadores, prefeitos, parlamentares e do Ministério Público. Os governadores, inclusive, articulam uma campanha nacional por conta própria, em reação à propaganda lançada pelo governo de Bolsonaro. A ideia é criar peças publicitárias para confrontar a narrativa do presidente e colocar o cuidado com as vidas como o mais importante. Os governadores querem defender as decisões tomadas até agora e falam em revisões de acordo com a curva do avanço do coronavírus.

Em pronunciamento, na sexta, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), apesar de não citar nominalmente Bolsonaro, afirmou que "não dá pra voltar à vida normal no meio de uma pandemia" e frisou que "o Brasil precisa de um governo que faça o certo".

"Os governos federais, nos mais diversos países, têm tomado providências emergenciais para cuidar da saúde e da renda das pessoas. Em Pernambuco, temos feito todo o possível. Mas só o governo federal pode emitir dinheiro e realizar programas de renda para os trabalhadores. É assim no mundo. Não faz sentido, aqui, o governo federal procurar briga com os governadores e querer colocar as pessoas em risco, sem assumir ações efetivas dedicadas ao social e à economia", disse o governador, reiterando a recomendação do Governo do Estado, de manutenção do isolamento social, exceto em serviços de primeira necessidade. "Tentar negar ou adiar certas decisões, como o distanciamento social, custou muito caro, uma conta paga com vidas.

O Consórcio dos Governadores do Nordeste também se manifestou. Em carta, os nove governadores da Região afirmam que vão "continuar orientados pela ciência e pela experiência mundial, para nortear todas as medidas" no embate ao coronavírus. Criticam a "ausência de efetiva coordenação nacional" e sinalizam a busca de entendimento com os governadores de outras regiões e o Congresso Nacional. "De nossa parte, exigimos respeito por parte da Presidência da República, esperando que cessem, imediatamente, as agressões contra os governadores, assumindo-se um posicionamento institucional, com seriedade, sobre medidas preventivas".

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também marcou posição diante da estratégia de Bolsonaro. "Mais de 50 países estão em quarentena. O mundo inteiro está errado e o único certo é o presidente Jair Bolsonaro?", disse Doria.

Estratégia
Para Antônio Lucena, cientista político e professor da Universidade Católica de Pernambuco, em sua estratégia, Bolsonaro busca “se eximir do impacto econômico gerado pela crise, jogar a conta no colo dos governadores e prefeitos e se mostrar defensor dos mais pobres”. “Mas é ele que tem a chave do cofre. Todos os governos centrais do mundo que promoveram medidas de isolamento, adotaram medidas econômicas paralelas a isso", pondera Lucena.

"O governo Bolsonaro não tem estratégia de combate à pandemia, em grande medida pela forma de pensar da equipe econômica. Em um momento como esse, não pode se preocupar em economizar, obviamente tem que empurrar a conta pra frente, mas você pode diluir isso ao longo do tempo", acrescenta.

Ainda de acordo com ele, diante da forma como Bolsonaro tem lidado com o panorama atual, não resta alternativa a não ser a sobreposição de vozes como a do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tomando a dianteira das resoluções. "Existe um protagonismo do Congresso e dos governadores, mas no caso dos governadores há limitações orçamentárias. Os estados não estão arrecadando, a arrecadação está em queda livre”, avalia.

Parlamento
Principal viabilizador das verbas federais para atender a necessidade dos governadores, Rodrigo Maia também se posicionou de forma contrária à campanha de retorno à normalidade durante o surto de coronavírus do presidente Bolsonaro. "Ou vamos seguir os exemplos de posições corretas - e decisões erradas geraram tragédias em outros países-, ou nós vamos navegar no escuro", afirmou Maia. "Como é navegar no escuro, a gente tem que rezar, e não vai sobrar nada que não seja rezar", afirmou Maia, em videoconferência realizada na sexta.

"O presidente tem uma posição, os governadores têm uma posição, nós temos uma posição. Então temos que tentar encontrar um denominador comum nas nossas posições para que a gente possa sinalizar à sociedade o mínimo de harmonia entre todos os entes federados e entre todos os Poderes", acrescentou o parlamentar.
Outros congressistas já procuraram a Justiça para suspender a campanha difundida pelo presidente. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e os deputados federais Felipe Rigoni (PSB-ES) e Tabata Amaral (PDT-SP) ingressaram com uma ação na 13ª Vara Federal pedindo ainda o bloqueio das verbas públicas destinadas à sua consecução.

O Ministério Público Federal (MPF) foi ao Tribunal de Contas da União para cobrar explicações sobre a contratação de uma agência de publicidade sem licitação, para a execução da campanha, por R$ 4,9 milhões. A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, por sua vez, enviou ao MPF e ao procurador-geral da República, Augusto Aras, uma representação contra Bolsonaro pedindo a instauração de inquéritos civil ou criminal para apurar a "postura negacionista e irresponsável" do presidente da República em meio à pandemia do novo coronavírus. Por meio de carta, a Frente Nacional dos Prefeitos questionou a campanha "O Brasil não pode parar" e ameaça ir à Justiça para responsabilizar Bolsonaro por possíveis consequências da mudança do isolamento social.

Atritos
A cisão entre os governos estaduais e a União já atinge até o próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, - até pouco tempo uma voz dissonante do presidente Bolsonaro e defensor do confinamento da população como forma de prevenção -, tem adequado sua postura para se enquadrar no que é desejado pelo presidente e já começa a se desentender com secretários estaduais de saúde, como ocorrido em reunião, na sexta, por videoconferência, na qual o ministro manteve a retórica dos últimos dias, de que em vários estados e municípios, prefeitos e governadores agiram de forma precoce ao isolar a população em casa.

Os chefes estaduais têm atuado de forma articulada, sob a liderança não oficial de Doria, que administra o estado mais afetado pela crise. Dentro do grupo, entretanto, começam a existir dissidências, de governadores que buscam o caminho defendido por Bolsonaro. Na semana passada, em Santa Catarina, o governador, Comandante Moisés (PSL), anunciou a permissão de funcionamento de serviços autônomos, domésticos e prestados por profissionais liberais e a operação parcial de academias, shoppings, bares, restaurantes e comércio em geral, sinalizando que adotará o isolamento vertical, que prevê apenas idosos e pessoas que fazem parte dos grupos de risco confinadas em casa. Por meio de redes sociais, na tarde de ontem, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), entretanto, garantiu a manutenção do isolamento social na cidade ao menos até 8 de abril.

Os governadores do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) e de Rondônia, Marcos Rocha (PSL) seguem na mesma direção. O primeiro também enfrenta resistência do prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB). Nos três estados, os governos afirmam que as medidas podem ser adotadas desde que respeitadas determinações, entre elas a limitação da entrada de pessoas em 50% da capacidade do local e o respeito à distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas. O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), é mais um partidário do afrouxamento no combate ao vírus, tendo anunciado nesta semana uma lista maior de estabelecimentos comerciais que poderão abrir as portas em meio à pandemia, apesar de resistência do governador do Estado, Wilson Witzel (PSC). Em Roraima, o governador Antonio Denarium (sem partido), aliado de Bolsonaro, ainda não decidiu se vai flexibilizar as regras. No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou a reabertura de lotéricas e lojas de conveniência.

Carreata
O movimento defensor de que "o Brasil não pode parar", iniciado por Bolsonaro, já apresenta ecos em várias cidades. No Recife, por meio das redes sociais, circula convocação para carreata na manhã da próxima segunda. Conforme o comunicado, sem assinatura de movimentos, empresários, comerciantes e motoristas de aplicativo devem partir do Marco Zero, no centro da cidade, em direção à Prefeitura do Recife e ao Palácio das Princesas. Entretanto, o poder público não deve agir de forma passiva.

O procurador-geral do Ministério Público de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros, afirmou, na sexta, que vai orientar todos os órgãos de Justiça para que recomendem à Polícia Militar a apreensão dos carros que participarem do ato, baseado no decreto do governador Paulo Câmara (PSB), que proíbe eventos públicos e privados no Estado. “O MPPE não vai entrar em debate ideológico político. Existe um decreto que proíbe a aglomeração de mais de dez pessoas, então essas aglomerações não são permitidas, inclusive uma orientação do Ministério da Saúde e também de órgãos internacionais da saúde”, afirmou Francisco Dirceu.

Deputado estadual Rogério Leão (PL)
Deputado estadual Rogério Leão (PL)Foto: Divulgação

Corroborando com o pensamento do deputado federal, Sebastião Oliveira, o parlamentar estadual de Pernambuco, Rogério Leão, defende a união das eleições municipais e gerais. O pleito de 2020 seria alinhado com o de 2022.

"É um momento para refletir sobre a atual situação da saúde e da economia do Estado Brasileiro. Nossa preocupação passa pela crise causada pelo COVID-19 e a campanha eleitoral municipal que se aproxima", disse Rogério Leão.

O deputado lembrou do corpo-a-corpo, ato político natural que acontece entre candidatos e eleitores. "Campanhas eleitorais se fazem com pessoas e de pessoas para pessoas. A recomendação da OMS é que seja evitado o contato físico e aglomerações. É questão de prioridades e nesse momento temos que priorizar a saúde pública", disse Rogério.

"Estamos na torcida e trabalhando junto às autoridades, levando em consideração a colaboração de toda a sociedade, para que esta crise seja sanada o mais rápido. Do contrario, é urgente o cancelamento do pleito este ano e o alinhamento com o de 2022", enfatizou o deputado.

Para o Leão, uma eleição geral "onde fosse escolhido de uma vez só, presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador", traria uma enorme economia para o País e grandes benefícios para a sociedade, para o governo e para todas as instituições envolvidas.










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