Caso Marielle: Moraes desbloqueia parte de salário de policial suspeito de atrapalhar investigação
Ministro do STF atendeu parcialmente pedido apresentado por Marco Antônio de Barros Pinto, que está com contas bloqueadas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o desbloqueio de 30% do salário de Marco Antônio de Barros Pinto, inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que é um dos investigados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).
Em março do ano passado, Moraes determinou o bloqueio das contas de Pinto. Depois, em abril, autorizou o pagamento de um valor correspondente a um salário mínimo. Agora, o inspetor solicitou o desbloqueio total.
O ministro do STF afirmou, contudo, que ao analisar os gastos mensais de Pinto, há "despesas que não podem ser consideradas de primeira necessidade ou compatíveis com sua realidade econômica". Por isso, atendeu o pedido parcialmente.
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"O pedido formulado de desbloqueio da conta deve ser parcialmente deferido, para permitir que o investigado possa ter disponibilidade de valores decorrentes de seus vencimentos necessários para sua efetiva subsistência", determinou Moraes.
Em dezembro, Pinto recebeu R$ 21,1 mil de salário, de acordo com contracheque apresentado ao STF. Após os descontos, a remuneração líquida ficou em R$ 14,3 mil.
De acordo com a Polícia Federal (PF), Pinto teria contribuído para atrapalhar as investigações, assim como o delegado Giniton Lages, que também teve parte de seu salário bloqueado. Os dois negam a acusação. Apesar de serem citados na apuração da PF, os dois não foram alvos, até o momento, de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).