Eduardo diz que há risco de Jair Bolsonaro ser preso, pede orações ao pai e apoio à anistia
Filho do ex-presidente participou de evento conservador nos Estados Unidos
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou nesta quinta-feira (20) a denúncia apresentada pelo Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que há o risco de o pai ser preso. A avaliação foi feita em palestra na Conferência Política de Ação Conservadora (Cpac), nos Estados Unidos.
– O ex-presidente Jair Bolsonaro está em risco de ser preso com as mesmas acusações falsas usadas contra líderes de oposição na Venezuela, Cuba e Nicarágua – declarou Eduardo .
O deputado também pediu orações para o ex-presidente e para os condenados pelos ataques golpistas do 8 de janeiro.
– Rezem pelo meu pai, rezem pelos brasileiros presos pelo 8 de janeiro. Nós estamos pedindo por anistia no Congresso e esperamos receber o apoio de vocês fora do Brasil.
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A PGR sustenta que o ex-presidente participou de uma trama golpista para se perpetuar no comando do Poder Executivo e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Três dias atrás, meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi formalmente denunciado pelo procurador-geral da República de um governo socialista por supostamente orquestrar um golpe, um golpe de estado da Disneylândia, sem armas, sem um plano — declarou o deputado.
Mais cedo, Jair Bolsonaro minimizou a denúncia e disse não está se importando com uma eventual prisão, caso a denúncia seja aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ele seja condenado posteriormente:
— O tempo todo (dizem): "Vamos prender Bolsonaro". Caguei para prisão. A turma que devolveu R$ 5 bilhões em delação premiada não tem nenhum preso.
No evento realizado nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator dos casos envolvendo a trama golpista.
— Deixem-me apresentar vocês um homem chamado Alexandre de Moraes. Ele não é eleito, ele é um ministro da Suprema Corte, que deu a ele mesmo o poder de decidir quem fala, de quem pode concorrer em eleições e até de quem vai para a prisão.
Ao mirar o Poder Judiciário, Eduardo também acusou o STF de “autoritarismo e censura”.
— Eu venho do futuro e eu sei exatamente qual como essa história termina. Ok, talvez não do futuro, mas eu venho do Brasil, o que não é muito diferente. Meu país se transformou em um laboratório para a censura e autoritarismo judicial.
Ainda no mesmo evento, o deputado disse que se o pai, que está inelegível por ataques ao processo eleitoral, não vencer a eleição de 2026, o Brasil vai ficar “sob a influência da China".
– Bolsonaro lidera as pesquisas fora da margem de erro e é o único candidato capaz de derrotar a esquerda na eleição de 2026. Se ele ficar fora da eleição, o Brasil vai ficar completamente sob influência da China, não há dúvida em relação a isso.