Lula fecha périplo à África para reunião de líderes de países de língua portuguesa
Presidente volta ao Brasil neste domingo, após quase uma semana em viagem à África
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou no início da manhã deste domingo em São Tomé e Príncipe, onde participará da XIV Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Lula quer o engajamento do Brasil na ampliação e no aprofundamento das atividades desse fórum, com atenção às áreas de segurança alimentar, saúde, meio ambiente e igualdade de gênero.
A CPLP é formada por nove países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste. Entre seus objtivos, está o de facilitar a integração e cooperação entre essas nações, tanto entre si, como para atuação em conjunto em outras entidades internacionais.
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Esta é a segunda ida do presidente à África, desde que tomou posse, em janeiro deste ano. Na primeira vez, ao sair de uma reunião de líderes latino-americanos, caribenhos e europeus em Bruxelas, em julho, Lula passou por Cabo Verde.
Segundo interlocutores do governo, a ideia é reverter um "apagão" verificado nos últimos anos nas relações com o continente africano. O distanciamento fez com que o Brasil perdesse espaço na região para países como China, Espanha, Índia, Rússia e Turquia.
Lula volta ao Brasil na tarde deste domingo. O presidente começou a semana na cidade sul-africana de Johannesburgo. Ele participou da reunião do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O principal resultado do encontro foi a aprovação de seis países que poderão entrar no bloco a partir de janeiro de 2024: Argentina, Irã, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes e Etiópia.
Em seguida, o presidente fez uma visita de Estado a Angola, onde ficou sexta-feira e sábado. Entre as atividades, ele participou da assinatura de acordos de cooperação em diversas áreas. Ao lado do mandatário angolano, João Lourenço, Lula afirmou que sua ida ao país representava "um retorno do Brasil à África".